Nuntius Antiquus

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ISSN / EISSN : 2179-7064 / 1983-3636
Current Publisher: Faculdade de Letras da UFMG (10.17851)
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Teodoro Rennó Assunção
Published: 28 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 5-8; doi:10.17851/1983-3636.15.2.5-8

André Luiz Gardesani
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 77-102; doi:10.17851/1983-3636.15.2.77-102

Abstract:
O presente artigo tem por objetivo estudar a representação do feminino e o estatuto social e jurídico da mulher por meio de dois contos do romance antigo romano: “A matrona de Éfeso”, inserido no contexto do Satíricon, de Petrônio, e “O amante no jarro”, presente em O burro de ouro, de Apuleio. A pesquisa encontra-se arraigada nas modernas vertentes teóricas da intertextualidade e do dialogismo bakhtiniano, na interface literatura e direito, bem como literatura e história, aproveitando-se, ainda, das contribuições oriundas dos achados arqueológicos na cidade de Pompéia, os quais podem ampliar ainda mais o horizonte de conhecimento acerca do corpus literário selecionado, descortinando linhas de pensamento muitas vezes encobertas e importantes questões sobre a posição social da mulher e a prática do adultério na Roma de Petrônio e de Apuleio.
Eduardo Henrik Aubert
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 49-76; doi:10.17851/1983-3636.15.2.49-76

Abstract:
Este texto visa a evidenciar a importância do elemento jurídico na Eneida. Na epopeia virgiliana, o direito é elemento estrutural, na medida em que o poema se constrói tendo em mira a fundação da cidade de Roma, compreendida como fenômeno a um só tempo material (organização do espaço urbano, urbs) e ideal (organização das regras de conduta dos membros da comunidade, ciuitas). No interior desse enquadramento estrutural do problema, o artigo propõe uma exploração inicial de alguns dos principais temas da epopeia sob nova luz: o herói como pater familias e como magistrado supremo; a relação entre língua poética e língua jurídica; as interfaces do direito com a oratória, a religião e o poder.
Maria Regina Candido
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 11-25; doi:10.17851/1983-3636.15.2.11-25

Abstract:
Neste ensaio, nos propomos a analisar, através da dramaturgia de Medeia, do poeta Eurípides, as citações que nos despertam a atenção para a conectividade marítima entre o Mar Negro e as regiões gregas banhadas pelos mares Mediterrâneo e Egeu, consideradas áreas que detêm uma longa história de contatos e migrações. A dramaturgia de Medeia nos aponta para o processo de conectividade dos gregos em diferentes regiões do mundo antigo. Entretanto, esta conexão marítima detém a peculiaridade de ser a da região do Mar Negro menos conhecida do universo acadêmico do Ocidente. Podemos afirmar a escassez e a ausência de análise (sobre esta região), realizada por nós, pesquisadores da historiografia que estão na América Latina.
Robson Tadeu Cesila
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 123-142; doi:10.17851/1983-3636.15.2.123-142

Abstract:
Neste artigo, examinaremos a passagem 3.414-439 das Geórgicas, em que Virgílio adverte sobre os perigos representados pelos ofídios venenosos ao gado, e buscaremos demonstrar, a partir desse belo trecho, um traço marcante do estilo virgiliano: a criação de efeitos poéticos de som, sintaxe e ritmo. Também analisaremos as relações autotextuais que se estabelecem entre alguns desses versos e duas famosas passagens da Eneida: o episódio da morte do sacerdote Laocoonte e de seus filhos por duas serpentes saídas do mar (En., 2.199-227) e o início do trecho que narra a execução do rei Príamo por Pirro (En., 2.469-475). Concomitantemente, refletiremos sobre como todos esses aspectos foram contemplados na versão poética de um dos maiores tradutores de Virgílio para o nosso idioma, Manuel Odorico Mendes (1799-1864).
Edilane Vitório Cardoso
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 27-48; doi:10.17851/1983-3636.15.2.27-48

Abstract:
Das onze comédias remanescentes de Aristófanes, três utilizam a inversão de papéis de gênero em que as mulheres são representadas exercendo funções convencionalmente desempenhadas por homens. Lisístrata (411 a.C.) e Assembleia de mulheres (392 a.C.) tratam da intrusão da figura feminina nos espaços públicos de Atenas – Acrópole e Ágora respectivamente, prefigurando a participação delas na vida política e econômica da cidade. Em Tesmoforiantes (411 a.C.), entretanto, temos o reposicionamento em torno da batalha dos sexos e do travestismo de gênero, o que compreende o domínio da estética e do visual, que se projeta no próprio teatro. Em vez do confronto coletivo de homens e mulheres, a peça dirige as ações das mulheres contra um único alvo masculino – o poeta trágico Eurípides. Salvas do constrangimento social e dos padrões convencionais que as mantêm dentro do oîkos, silenciosas e inertes em espaços públicos do discurso e da ação, no palco da comédia as mulheres são representadas como protagonistas de seus atos e manifestos. Nesse sentido, o estudo que ora apresentamos busca analisar a inversão de papéis de gênero, travestismo e performance na comédia Tesmoforiantes. A proposta parte da análise do reajuste das posturas performáticas que identificam as mulheres no ritual das Tesmofórias, concentrando o estudo nas questões que giram em torno da inversão de papéis e travestismo de gênero no palco. Assim, com vistas ao debate pretendido, nos ancoramos teoricamente nos estudos de Zeitlin (1981), Tzanetou (2002), Vernant (1989), Silva (1979-1980) e McClure (1999).
Lorena Lopes Da Costa
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 103-122; doi:10.17851/1983-3636.15.2.103-122

Abstract:
Para estabelecer a relação entre Grécia e sertão, neste artigo, dedico atenção especial às vocalizações dos cavalos, tanto na Ilíada quanto na literatura ficcional de João Guimarães Rosa, mas também nas notas que o autor fez da leitura da poesia épica grega e no diário que ele escreveu na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Pretendo, com isso, demonstrar, por um lado, a recepção de um material antigo pela ficção de Rosa, que é incorporado à sua própria tradição literária, forjando uma nova. Por outro lado, como não posso afirmar (mas vou sugerir) que o autor brasileiro teria lido os verbos no idioma grego, veremos a capacidade que um “clássico” apresenta de participar de nossa história para além de caminhos verificáveis.
Jéssica Frutuoso Mello
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 159-176; doi:10.17851/1983-3636.15.2.159-176

Abstract:
Apresenta-se a tradução para o português dos fragmentos das obras de Varrão Atacino – Argonautas, Topografia, Notas e Guerra Sequana –, precedida de uma breve introdução sobre o autor. Varrão é um poeta sobre o qual pouco se sabe, e as poucas informações que restam são questionáveis. Infelizmente, processo semelhante ocorre com sua obra, que foi quase inteiramente perdida, restando apenas 26 fragmentos. A tradução realizada prioriza o sentido do texto. Constam, em notas de rodapé, comparações das edições consultadas, assim como possíveis equivalências aos trechos das obras de Apolônio de Rodes e Arato, já que seus poemas Argonautas e Notas seriam traduções daquelas, respectivamente.
Adriano Scatolin
Published: 24 January 2020
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 145-157; doi:10.17851/1983-3636.15.2.145-157

Abstract:
O passo traduzido divide-se em duas seções: 3.213-227 constitui o tratamento da actio oratória; 3.228-230 é o encerramento do diálogo. A primeira seção subdivide-se em 1) observações gerais (3.213-219) e o tratamento: 2) da gesticulação (3.220); 3) da fisionomia (3.220-223); e 4) da voz (3.224-227). A segunda seção apresenta as observações finais do protagonista Crasso, com a célebre alusão, no elogio de Hortênsio, ao final do Fedro platônico.
Martin M. Winkler
Published: 14 October 2019
Nuntius Antiquus, Volume 15, pp 155-184; doi:10.17851/1983-3636.15.1.155-184

Abstract:
Na Antiguidade Clássica, as nove Musas eram as deusas patronas de todas as artes e ciências e a inspiração para as mentes criativas, especialmente a dos poetas. Com o desenvolvimento da tecnologia até hoje, seu reino se expandiu significativamente. Jean Cocteau, entre outros, adicionou uma décima Musa às nove originais: o cinema. Este artigo inspeciona vários filmes nos quais uma ou mais das Musas têm um papel representativo; e também homenageia as atrizes que as interpretam e as que podem ser vistas como suas parentes na tela.
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