Segurança Alimentar e Nutricional

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ISSN / EISSN : 18088023 / 2316297X
Current Publisher: Universidade Estadual de Campinas (10.20396)
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Erika Watanabe, Klever Marcio Antunes Arruda, Cintia Sorane Good Kitzberger, Maria Brígida Santos Scholz, Alexandre Rodrigo Coelho
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8657038

Abstract:
Triticale (x Triticosecale Wittmack) é um cereal com potencial uso industrial, desenvolvido como alternativa ao trigo. Apesar de combinar o rendimento e qualidade do trigo com a adaptabilidade ambiental e resistência às doenças do centeio, a baixa qualidade de glúten da farinha limita seu uso na indústria alimentícia. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a influência do conteúdo de glúten na qualidade de biscoitos confeccionados com farinha de triticale. Devido ao baixo teor de glúten (TLD 1202, não detectado e BRS Minotauro 11,35%), as farinhas de triticale tiveram tempo de desenvolvimento reduzido (0,50 para TLD 1202 e BRS Minotauro 1,10 minutos), baixa estabilidade da massa (0,40 para TLD 1202 e BRS Minotauro 3,00 minutos) e capacidade reduzida de retenção de ácido láctico (64,14% para TLD 1202 e 78,20% para BRS Minoauro). Contudo, essas farinhas influenciaram positivamente a largura, fator de expansão e textura instrumental dos biscoitos produzidos. Com índices de aceitação acima de 81%, biscoitos com farinha de triticale superaram os biscoitos elaborados com farinha de trigo em todos os atributos sensoriais avaliados. As farinhas de triticale mostraram propriedades adequadas para fabricar de biscoitos de alta qualidade, mantendo as características do produto, independentemente do conteúdo de glúten.
Adriele Pinheiro Bomfim, Daniel Bonfim Costa, Igor Matheus De Novais Silva, Ivo César Santos Araújo, Raíssa Aragão Andrade, Rebeca Soares Galvão, Vanessa Vieira Cerqueira, Joice Neves Reis, Milena Soares Dos Santos
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8656298

Abstract:
Neste estudo foram determinadas a qualidade higiênico-sanitária, a prevalência e a resistência antimicrobiana de patógenos isolados de 24 amostras de queijo Coalho comercializados em duas feiras livres do município de Vitória da Conquista, Bahia. Foram realizadas análises físico-químicas e microbiológicas através de métodos convencionais interpretados conforme legislação vigente. Identificamos que 75% das amostras eram comercializadas em temperatura inadequada e que 100% apresentaram contagem para coliformes totais acima do limite aceitável. Staphylococcus coagulase positiva e Escherichia coli foram isolados em 87,5% e 62,5% das amostras, respectivamente. Não foi detectada a presença de Listeria monocytogenes e Salmonella sp. Identificamos 51,1% de resistência a pelo menos um dos sete antimicrobianos testados para Staphylococcus coagulase positiva e 44,4% para pelo menos um dos 11 avaliados para E.coli. As análises realizadas evidenciaram uma precariedade higiênico-sanitária na produção e comercialização de queijo coalho nas feiras livres de Vitória da Conquista. Torna-se também uma preocupação, a presença de bactérias resistentes aos antimicrobianos nestes queijos. Deste modo, ressaltamos a importância do controle de qualidade na produção e comercialização destes produtos, assim como a necessidade das ações da vigilância sanitária para orientação aos manipuladores e produtores de queijo.
Rosana Maria Nogueira, Betzabeth Slater Villar, Bruna Barone, Kátia Regina Leoni Silva Lima De Queiroz Guimarães, Jorge Herman Behrens
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8652963

Abstract:
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma política pública de atendimento universal aos alunos das escolas públicas brasileiras e tem suas rotinas e procedimentos bem definidos. A Lei Federal nº 11.947 de 2009 foi um grande avanço após décadas de ações e investimentos públicos e assim este estudo objetivou revelar, analisar e compreender os conhecimentos, interpretações, e práticas dos Secretários Municipais da Educação e Nutricionistas – Responsáveis Técnicos; os gestores dos programas municipais de alimentação escolar da Região Metropolitana de Campinas (RMC), em relação à legislação que o define. O estudo teve abordadem qualitativa realizado por meio de entrevistas com os gestores do PNAE nos municípios da RMC em 2014 e 2015. Para a análise do conteúdo das entrevistas foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), baseada na Teoria das Representações Sociais. O discurso dos secretários de educação revelou seu papel político, muitas vezes demonstrando desconhecimento sobre a dimensão e sobre a legislação de referência do programa de alimentação escolar. O discurso dos nutricionistas demonstrou dificuldade em seguir a legislação de referência do PNAE por questões técnicas ou falta de preparo. De forma geral, os discursos dos gestores revelaram uma interpretação assistencialista da alimentação escolar, diferentemente do que propõe o PNAE. A representação social de alimentação escolar entre os gestores é a denominação “merenda”, embora reconheçam que este conceito seja ultrapassado. Observa-se a necessidade de atualização dos gestores públicos e melhor capacitação, assim como a inclusão de disciplinas voltadas à area de gestão de políticas públicas no currículo dos cursos de nutrição.
Elane Barbosa Santos, Maria Da Conceição Pereira Da Fonseca, Lisanah Rufino Da Silva, Bruno Santos De Assis, Carlos Rodrigo Nascimento De Lira
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8653157

Abstract:
O trabalho visa a definição do indivíduo referência e as necessidades nutricionais de calorias e macronutrientes de estudantes de uma universidade pública federal. Trata-se de estudo transversal realizado com 67 (8,4%) estudantes de ambos os sexos sorteados considerando um universo de 800 usuários, bolsistas, com mais de 18 anos que frequentavam ao menos três vezes por semana o Restaurante Universitário. A coleta dos dados foi realizada entre os meses fevereiro e março de 2016, por meio de aplicação de questionário estruturado para obtenção de informações socioeconômicas, estilo de vida e atividade física; e avaliação antropométrica do estado nutricional com aferições das medidas: peso, altura, pregas cutâneas e circunferência da cintura e cálculo do Índice de Massa Corporal, com adoção dos critérios de classificação proposto da Organização Mundial da Saúde. Foram elaboradas análises de frequência, média, t-teste e Qui-quadrado. Constatou-se que o indivíduo referência do estudo são adultos jovens com massa corporal classificada como normal e insuficientemente ativos, com hábitos alimentares inadequados. A recomendação de valor energético total foi de 2.181 calorias, sendo 436,20 calorias para desjejum, 763,35 calorias para almoço e 654,30 calorias para jantar, em ambos os sexos.
Neide Setsuco Higashijima, Alessandra Lucca, Luana Rurico Higashijima Rebizz, Leila Mary Higashijima Rebizzi
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8653587

Abstract:
Fatores antinutricionais são compostos oriundos do metabolismo secundário das plantas, presentes numa extensa variedade de alimentos de origem vegetal. Este trabalho teve como objetivo pesquisar os diversos fatores antinutricionais, em especial o ácido cianídrico, o ácido fítico e o ácido oxálico, presentes nos alimentos do nosso dia a dia, as consequências quando há alta ingestão dos mesmos e os métodos de redução desses antinutrientes no preparo dos alimentos como remolho, germinação, cozimento, fatiagem, maceração, trituração, ralagem, fermentação, maltagem, moagem, secagem e torrefação. A metodologia utilizada foi revisão de literatura. A partir desta revisão, conclui-se que tanto o ácido cianídrico como o ácido fítico pode ser reduzido nos alimentos por meio de processos utilizados tanto na preparação doméstica como na industrial, e que a melhor forma de redução do ácido oxálico insolúvel é evitando ou minimizando o consumo de alimentos que o contém.
Lucinda De Jesus Barros Luz, Fernanda Tavares Silva, Caroline Roberta Freitas Pires, Hellen Christina De Almeida Kato, Diego Neves De Sousa
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8655415

Abstract:
Na alimentação escolar existem ainda poucas preparações que utiliza a Carne Mecanicamente Separada (CMS) de pescado e o aproveitamento integral de alimentos. Diante disso, o objetivo do presente artigo foi elaborar preparações acrescidas de CMS de pescado juntamente com o aproveitamento integral de alimentos para serem inseridas na alimentação escolar. Foram elaboradas fichas técnicas de preparo das receitas, a fim de obter informações sobre custo e rendimento das preparações desenvolvidas. A posteriori, foram realizadas análises direta, com amostras em triplicata, e indireta, nos quais os dados obtidos em laboratório foram comparados àqueles obtidos por meio das tabelas de composição utilizadas: FRANCO (2007), TACO (2011) e IBGE (2011). Os resultados mostraram que houve divergência entre os indicadores obtidos por meio da análise direta e aqueles da análise indireta, demonstrando também que as preparações desenvolvidas são viáveis do ponto de vista nutricional para serem inseridas na alimentação escolar.
Maira Dos Santos, Mariana Campos Martins Machado
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8650689

Abstract:
A Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) tem se destacado na essência da autossuficiência alimentar das cidades de forma estratégica a ponto de garantir Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), promover hábitos alimentares saudáveis e vem apresentando diferentes transformações sociais em espaços coletivos. A presente pesquisa tem por objetivo avaliar o impacto da AUP sobre a SAN e o comportamento alimentar de famílias participantes de uma horta comunitária situada no bairro Campeche, do município de Florianópolis (Santa Catarina). Trata-se de pesquisa qualitativa realizada com 11 participantes da horta. Foi aplicada entrevista por meio de questionário semiestruturado, com gravação em áudio. Por meio dos depoimentos foi possível entender a horta comunitária como espaço para promoção de saúde de fortalecimento das práticas alimentares saudáveis e preservação da cultura alimentar do município. É priorizada a produção agroecológica dos alimentos com vistas à sustentabilidade social, econômica e ambiental. O trabalho comunitário facilitou e intensificou as relações interpessoais entre vizinhos e impulsionou o protagonismo popular. Conclui-se que a horta comunitária demonstrou-se eficaz na promoção e garantia dos princípios da SAN, no fortalecimento de práticas alimentares saudáveis e no desempenho da cidadania.
Dayane Andressa Loli, Romilda De Souza Lima, Rose Mary Helena Quint Silochi
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8656151

Abstract:
Nos espaços rurais, uma mulher, além de realizar o trabalho doméstico, realizar atividades produtivas, porém, estas não são registradas e valorizadas da mesma forma que as atividades dos homens, e por isso, é visto como uma ajuda. Ao desdobrar entre o trabalho produtivo e reprodutivo, possibilita a reprodução do grupo familiar e o desenvolvimento e manutenção do patrimônio. O objetivo deste trabalho consiste em identificar os espaços de participação das mulheres nas atividades produtivas e de comercialização, em um estudo de caso no município de Francisco Beltrão-PR e, analisar os reflexos desta atividade como um fator que promove renda e, consequentemente, usa para a segurança alimentar de sua família. Para isso, foram realizadas entrevistas na feira da praça central e na universidade tecnológica federal do Paraná - UTFPR,
Isabela Contel Poletti, Ana Paula Freitas Da Silva Rodrigues, Beatriz Silva Dourado, Drielly Rodrigues Viudes
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8654699

Abstract:
O cultivo alimentar em meio urbano é considerado um meio de resgate da soberania alimentar, sendo promovido em Birigui (SP) pelo projeto “Hortas Comunitárias”. Objetivou-se realizar um levantamento sobre a presença de PANC (planta alimentícia não convencional), plantas medicinais, agrotóxicos e comercialização dos produtos, bem como comparar com o previsto na legislação municipal. Realizou-se análise quantitativa em 50% das hortas. Constatou-se presença significativa de PANC (39 espécies) e plantas medicinais (44 espécies), com maior frequência da Erva-de-santa-maria e Capim-limão. A comercialização se fez presente em 6,7% e o uso de agrotóxicos em 44%. Com os dados deste trabalho ações de intervenção podem ser traçadas para adequação à legislação municipal, estímulo ao consumo das plantas presentes nas hortas, e educação sobre malefícios do agrotóxico visando promoção de saúde.
Dulcimara Alves Dos Santos Silva, Barbara Eduarda Panelli-Martins
Segurança Alimentar e Nutricional, Volume 27; doi:10.20396/san.v27i0.8655377

Abstract:
Em 2006 o Brasil sancionou a Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional, que instituiu o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). O SISAN tem como base a intersetorialidade e a participação social e é um sistema público por meio do qual o Estado e a sociedade civil organizada formulam e implementam ações com vistas a garantir o direito humano à alimentação e nutrição adequadas (DHAA) aos brasileiros. O estudo teve o objetivo de caracterizar o SISAN no âmbito municipal. Atualmente todos os estados e o Distrito Federal aderiram ao SISAN, no entanto menos de 50% possuem Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. A adesão dos municípios ao SISAN é voluntária, até o momento estudadomenos de 5% dos municípios brasileiros aderiram ao Sistema, dentre estes 54% estão em situação de insegurança alimentar e nutricional e menos de 40% possuem Planos de Segurança Alimentar e Nutricional publicados. Embora o Brasil tenha avançado no combate à insegurança alimentar muitas famílias ainda sofrem com a mesma. A falta de qualificação técnica dos atores sociais envolvidos na implementação da política local de Segurança Alimentar e Nutricional pode se constituir em um entrave para a consolidação do SISAN em nível local. Desta forma, o fortalecimento das instâncias estaduais do SISAN é fundamental para mobilizar, apoiar e instruir os municípios quanto a adesão ao Sistema.