Locus: Revista de História

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ISSN / EISSN : 1413-3024 / 1413-3024
Published by: Universidade Federal de Juiz de Fora (10.34019)
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Jens R Hentschke
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 245-287; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.33173

Abstract:
The author argues that polity and policies of Getúlio Vargas’s Estado Novo cannot be fully understood without exploring the legacy of Rio Grande do Sul. The southern state’s first republican governor, Júlio de Castilhos, had taken inspiration in Auguste Comte’s multifaceted political philosophy and inculcated its authoritarian traits into political institutions. Yet, he and his followers substantially adapted Comte’s positivism to the specific economic and political circumstances in their republiqueta sui generis. In contrast to Comte, the State merged temporal and spiritual powers to pursue evolutionary political changes, a balanced socioeconomic modernisation, and the incorporation of the populus qua paternalistic public policies, and all this with a strong focus on education. Changing contexts resulted in further adjustments, when Vargas became governor in 1928: an ‘orderly’ inclusion of the opposition into the polity, a stronger state interventionism in the economy and labor market, and an experimentation with state corporatism. These experiences paved the way for this comtismo-turned-castilhismo-turning-varguismo to enter the national stage two years later. Despite all the compromises with other contenders for power that Vargas had to make thereafter, he and his gaúcho and other co-opted protégés remained united in the strong belief in technical solutions to social problems and a quest for rational institutions to carry out transformative policies. For them, the State was to be agent of development, tutor of corporate interest groups, and now also guarantor of national security. While highlighting the significant, and still underestimated, impact of French positivism on Vargas’s first 15 years in government, the article places emphasis on the pragmatic dimensions of its appropriation, propagation, and reinterpretation by two generations of state-builders.
Maria Del Pilar Fernández Gallego
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 425-429; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.35676

Abstract:
Resenha do livro: Fernández Amador, Mónica, y Rafael Quirosa-Cheyrouze y Muñoz, eds. La Transición española y sus relaciones con el exterior. Madrid: Sílex, 2020.
Mariana Bernussi
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 98-122; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.33716

Abstract:
O presente artigo argumenta que a guerra global ao terror, que caracterizou os últimos 20 anos desde o 11 de setembro, não pode ser analisada como um fenômeno único, excepcional e desconectado de um processo histórico mais amplo. Nesse sentido, o estudo procura compreender como se deu historicamente a inserção do terrorismo na agenda de segurança internacional, além de analisar a construção política do terrorismo enquanto uma ameaça e do contraterrorismo como uma resposta urgente, atentando para os atores interessados e embates políticos acerca do tema, em especial desde os anos 1970. Parte-se do entendimento que terrorismo e contraterrorismo não são fenômenos naturais, mas construções simbólicas, e como tal devem ser compreendidas como resultado de forças institucionais, ideias e capacidades materiais em determinado tempo e espaço. Os resultados apontam que a permanente redefinição de limites que caracteriza o terrorismo e o contraterrorismo teria menos ligação com os eventos do 11 de setembro, mas está diretamente relacionada ao processo de construção de ameaças e da prática de criminalização do “outro”, contra o qual se legitima o emprego de todo tipo de violência.
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 339-366; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.34701

Abstract:
El presente artículo busca formular un análisis macrohistórico en torno a la comprensión de los discursos, las ideas y las claves político-normativas-sociales-económicas a lo largo del periodo 1930-2016, a fin de interpretar las relaciones de poder que posibilitaron la aplicación de diferentes perspectivas de desarrollo. Pretende con ello comprender de qué manera se desplegó el discurso del desarrollo en Brasil a lo largo de un siglo XX por demás conflictivo, y cuáles fueron las condiciones particulares de aplicación de este concepto. Así, el primer epígrafe tiene como objetivo analizar las bases sobre las cuales se asentó la coalición política y económica que dio origen al proyecto nacional-desarrollista, y las particularidades de su aplicación durante los gobiernos desde Vargas hasta Kubitschek. El segundo epígrafe analiza la transformación del modelo a partir de los planes trienales de desarrollo económico de los gobiernos de Quadros y Goulart, las alteraciones generadas de la mano de la dictadura militar y sus programas y planes nacionales de desarrollo, para llegar así al liberal desarrollismo y la constitucionalización de la planificación estatal a través de los planes plurianuales aún vigentes. Por último, el tercer epígrafe tiene como objetivo examinar el surgimiento de la estrategia neodesarrollista durante los gobiernos del Partido de los Trabajadores, sus limitaciones y contradicciones, su transformación en una estrategia social-desarrollista, y finalmente su crisis. Se entiende que un análisis amplio de los procesos históricos y de los distintos modelos de desarrollo puede ofrecer una mejor comprensión de los aspectos políticos y sociales y los límites y retos presentes y futuros para el modelo de desarrollo proyectado en Brasil.
Felipe Pathé Duarte
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 26-43; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.34092

Abstract:
As dinâmicas da violência política parecem ser um ponto indissociável de formas concretas de poder. Em termos muito genéricos assentam, por exemplo, na crítica platoniana do “tirano”, no maquiavelismo do “príncipe” ou na crítica marxista de dominação. Há, portanto, uma dialéctica da violência política que põe o Estado (ou outra autoridade política) no centro da análise. Este tipo de violência assume assim o papel de uma praxis destrutiva ou construtiva. Ou seja, o perpetrador de violência política age por três razões: pelo poder, para tomá-lo ou para criá-lo. Mas os ataques de 11 de setembro vieram redefinir este quadro de análise. A par da dimensão instrumental, o carácter expressivo da violência política passou a ser cada vez mais considerado. Por isso, o papel da autoridade política como principal eixo analítico deste tipo de violência tornou-se limitado. Vinte anos depois dos atentados da al-Qaeda, a violência política ganhou outro significado. Como tal, por excesso, ou por defeito, há outros modelos que deverão ser tidos em conta e que colocam a tónica da violência política para lá da instrumentalidade.
Daniel Ivori de Matos
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 179-201; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.33572

Abstract:
As imagens da manhã do dia 11 de setembro de 2001 marcaram um dos eventos mais significativos deste século: os atentados às Torres Gêmeas e ao Pentágono, símbolos do poder estadunidense. Completados vinte anos, seus efeitos foram – e ainda são – sentidos em todo o globo. Inicialmente, nota-se a exploração das imagens do acontecimento como um novo marco que abalou a nação; em seguida, o terrorismo assumiu a ordem do dia, muitos discursos políticos do então presidente George W. Bush sobre o novo inimigo, o terrorismo, foram apropriados por vários governantes, tornando-se uma estratégia internacional antiterrorista, que justificaram mudanças legislativas nos EUA, impulsionaram os conflitos no Afeganistão e no Iraque, incorporando, ainda, outras discussões, referentes ao Oriente Médio e ao islamismo. Subentende-se que esse capítulo da história dos EUA é impossível de ser escrito sem as imagens, já que a espetacularização das imagens dos atentados causou grande impacto na sociedade estadunidense. Assim, buscou-se neste artigo compreender através do cinema, algumas das produções que se posicionaram contra a Doutrina Bush ainda no primeiro mandato de George Walker Bush.
Francisco Thiago Rocha Vasconcelos, Silviana Fernandes Mariz
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 74-97; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.33471

Abstract:
Este artigo aborda o 11 de setembro como acontecimento que simboliza uma mudança no pensamento político de direita, a partir dos Estados Unidos, ao catalisar um conjunto de revisionismos negacionistas orientados no sentido de uma “geopolítica civilizacional” e de uma “guerra cultural”. O cerne desta mudança está na articulação entre três elementos principais: a tese do “choque de civilizações”; os significados elitistas presentes no neoliberalismo sobre a natureza da democracia; e as vertentes da “Escola Tradicionalista”, que dialoga com experiências autoritárias passadas e presentes da direita em reação à modernidade e ao liberalismo.
Fábio Chang de Almeida, Camilo Darsie
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 367-384; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.31563

Abstract:
Este texto busca analisar o papel da alimentação como elemento definidor de identidade em discursos da nova direita radical europeia, na primeira década do século XXI. A pesquisa foi centrada no estudo dos eventos de distribuição de sopa para populações carentes, organizados na França no ano de 2006, por grupos de direita radical. Tal sopa era chamada de “sopa identitária”, entre outros nomes, e tinha como ingrediente principal a carne de porco. Tais ações, segundo os seus idealizadores, visavam auxiliar os cidadãos “exclusivamente franceses” que passavam fome naquele país. A ação de distribuição das “sopas identitárias” foi mimetizada por outros grupos de direita radical em países como Inglaterra, Bélgica e Portugal. O caso das “sopas identitárias” ilustra como os discursos da direita radical podem relacionar a comida com uma suposta “defesa das identidades nacionais” diante da “ameaça de invasão” de uma cultura estrangeira.
Gabriel Fernandes Rocha Guimarães
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 150-178; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.33754

Abstract:
O sentimento de rechaço ao islã tornou-se algo como um lugar-comum junto à emergência da nova direita populista em vários países e regiões do planeta. Sobretudo após os atentados de 11 de setembro de 2001, o islã ganhou um papel de protagonismo dentro daquilo que essa direita propõe combater. Todavia, os motivos do sentimento anti-islâmico tornam-se turvos, uma vez que antes do 11 de setembro vários setores da direita na Europa e nos EUA já enquadravam o imigrante não europeu, ou de países do chamado terceiro mundo como um grande problema. Quando o sentimento anti-islâmico surge nos discursos da direita em países que não se defrontam com a questão da imigração de forma tão incisiva, como no Brasil, este tema fica ainda mais problemático, tornando-se necessária uma averiguação mais detalhada da questão. Neste artigo analisa-se a abordagem do islã no contexto da nova direita no pensamento de Olavo de Carvalho, um influente formador de opinião da direita brasileira atual. Busca-se compreender de que forma suas ideias de fato convergem com o edifício teórico e ideológico da direita do Hemisfério Norte. Conclui-se que, antes que um equivalente das direitas identitárias euro-americanas, as propostas de Olavo de Carvalho se enquadram mais na Direita Cristã norte-americana, que teve o seu período de maior ativação nos anos 1990. A direita olavista recupera um discurso e um enquadramento de mundo próximos da direita norte-americana da guerra fria, porém, incorporando o tema do islã, tendo pontos de contato com a atual direita norte-americana e europeia, porém não sendo intercambiável com ela.
Rodrigo Santos de Oliveira, Michelle Vasconcelos Oliveira Do Nascimento
Locus: Revista de História, Volume 27, pp 288-306; https://doi.org/10.34019/2594-8296.2021.v27.31458

Abstract:
Em todo movimento fascista o culto ao líder é um dos elementos centrais do discurso ideológico, pois neste indivíduo são congregados os valores sociais, políticos e culturais do movimento. Plínio Salgado foi o líder da Ação Integralista Brasileira – movimento de orientação fascista que surgiu no Brasil na década de 1930. E para se apresentar como líder inconteste dos integralistas, valeu-se de todo o imaginário messiânico, que tinha grande impacto na mentalidade social brasileira da época, surgindo quase como um novo Tiradentes, numa espécie de cristianização do herói. No presente texto, discutiremos a utilização do imaginário messiânico, a partir de simbolismos cristãos e da figura de Tiradentes na construção da imagem idealizada de Plínio Salgado como “Chefe Nacional” da Ação Integralista Brasileira.
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