Locus - Revista de História

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ISSN / EISSN : 14133024 / 14133024
Current Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora (10.34019)
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Latest articles in this journal

Sara Martín Gutiérrez, Gabriela De Lima Grecco
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 4-15; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.30317

Abstract:
Apresentação do Dossiê Identidades e sexualidades hegemônicas e contra-hegemônicas. Feminidades e masculinidades em tempos autoritários
Gabriela De Lima Grecco, Sara Martín Gutiérrez
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 375-388; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.30298

Abstract:
Entrevista con Iki Yos Piña Narváez
Ana Carina Azevedo
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 312-336; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.28622

Abstract:
Em meados da década de 1960, tem lugar em Portugal uma aposta nos estudos sobre a Administração Pública nacional e a sua relação com o desenvolvimento económico. Em 1965 é criado o Grupo de Trabalho n.º 14, no seio da Comissão Interministerial de Planeamento e Integração Económica, que permaneceria em funções até 1969. Subdividido em cinco subgrupos, este organismo foi responsável pelos mais aturados estudos sobre a Administração Pública Portuguesa realizados durante o Estado Novo. Dos seus trabalhos nasceria, em 1967, o Secretariado da Reforma Administrativa.A análise dos relatórios produzidos, em grande medida inéditos, permite entender que as conclusões do Grupo de Trabalho n.º 14 foram, simultaneamente, devedoras do caminho trilhado desde 1950 e responsáveis pelas decisões apresentadas no programa de reforma de 1968. De facto, a ordem de trabalhos de cada subgrupo reflete as prioridades atribuídas, desde a década anterior, à reforma da Administração Central: a situação dos funcionários públicos, a problemática da organização e métodos, a reforma administrativa e as suas relações com o processo de desenvolvimento económico e social.Utilizando documentação produzida pelos cinco subgrupos, este artigo pretende incidir sobre os estudos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho n.º 14, de modo a desvendar as suas principais conclusões e o seu impacto no processo que viria a dar origem às bases do programa de reforma administrativa apresentado pelo Estado Novo em 1968.
Bruno Costa, Manuel Loff
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 149-171; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.29790

Abstract:
Neste artigo é pensada a tensão entre inclusão e exclusão da subjetividade queer palestiniana. Partimos do conceito lato de “diáspora” apresentado por James Clifford, em Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century (1997) e do conceito queer proposto por João Manuel de Oliveira, no Dicionário Alice (2019), para pensar a dupla rutura desta subjetividade, em relação a uma origem territorial e a uma sexualidade normativa. Do ponto de vista metodológico, destacamos o uso de fontes bibliográficas secundárias de forma transdisciplinar –de áreas do conhecimento tão diversas como a antropologia, a história, o planeamento urbano, os estudos culturais e pós-coloniais e os estudos de género e sexualidade–, a partir das quais analisamos a reabilitação do corpo físico e social do judeu pelo movimento sionista e as novas estratégias propostas para uma integração instrumental de subjetividades queer dentro do espaço normativo e militarista dos Estados-nação. Estas fontes bibliográficas secundárias e relatos de subjetividades queer palestinianas –recolhidos da imprensa internacional– permitiram-nos compreender que essa dupla rutura é interdependente da construção histórica do Sionismo como projeto político e ideológico, algo que se manifesta no momento da (ou na tentativa de) travessia da subjetividade queer palestiniana para o Estado de Israel. Nesse tempo e espaço ela é integrada nas narrativas ocidentais de progresso e democracia, como subjetividade queer, ao mesmo tempo que é excluída como subjetividade palestiniana racializada e patológica.
Rui Aniceto Nascimento Fernandes
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 235-260; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.27600

Abstract:
Nos últimos anos, os estudos biográficos ganharam espaço na historiografia consolidando-se como uma estratégia para a compreensão de processos históricos. Nesse sentido a biografia deixou de ser apenas o estudo da trajetória do indivíduo marcada pelas balizas de seu nascimento e morte. O biografado torna-se chave para compreensão de processos por ele vivenciados, mas também como o personagem pode ser apreendido, significado ou ressignificado ao longo do tempo. Neste artigo se propõe um estudo de biografia histórica, analisando um personagem, Gonçalo Gonçalves, em dois momentos. Um deste é seu próprio tempo, associando-o aos processos de conquista e colonização na Baía de Guanabara dos séculos XVI e XVII. O outro, grosso modo o século XX, quando é apropriado como fundador de uma comuna, hoje periférica, e é eleito como índice estratégico para a construção de uma identidade local.
Thiago Barcelos Soliva, João Gomes Junior
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 123-148; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.30003

Abstract:
O objetivo deste artigo é fazer uma discussão sobre como os homossexuais da primeira metade do século XX (os “sodomitas”, “frescos”, “bagaxas” e “invertidos” como eram chamados) se apropriaram dos territórios públicos da cidade do Rio de Janeiro e desenvolveram tecnologias e práticas de resistência capazes de burlar as convenções burguesas e cisheteronormativas, travando inclusive relação com o Teatro de Revista e as vedetes. A partir da premissa da organização de longa duração dos homossexuais no Brasil, percebe-se que aqueles homens aprenderam a estabelecer entre si redes de sociabilidade e assim enfrentaram a moral burguesa e os discursos médico e jurídico que os perseguiam e excluíam. Mais do que experiências conformadoras dos indivíduos, a efeminação, por exemplo, era adotada muitas vezes como mecanismo de resistência ao controle institucional e à normatividade de gênero, e o Teatro de Revista se constituiu como uma possibilidade de agência na qual era possível remodelar projetos de vida de que as diversidades de gênero e sexualidade passaram a ser parte constitutiva. As fontes aqui utilizadas foram teses e livros médicos, arquivos de antropologia criminal e manchetes de revista e jornal, e a temporalidade da análise foi demarcada pelos anos de 1900 e 1950.
Jose Luis Ferraro
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 172-188; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.29804

Abstract:
Ao sustentar o argumento de que toda a Biologia é queer o presente trabalho tem como objetivo jogar luzes sobre a importante discussão que diz respeito ao uso equivocado do conhecimento biológico frente à complexidade da temática da construção das identidades de gênero e sexual. A instrumentalização negativa dessa ciência e a ingenuidade relacionada à sua compreensão discursiva produzem uma série de erros comumente utilizados para a manutenção dos corpos queer em uma condição de anormalidade no interior de uma sociedade patriarcal, heteronormativa e binária. Assim, o artigo pretende mostrar que a Biologia se funda por essência na – e pela – biodiversidade e que sua epistemologia compreende os modos de existência queer, embora não exista nenhum tipo de determinismo biológico, mas arranjamentos singulares responsáveis pela constituição dessas subjetividades – processos de individuação relacionados às formas de desejo, aos modos de afecção e às performances, produzindo na condição contra-hegemônica dos sujeitos queer formas de resistências possíveis.
Marta Caro Olivares
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 364-369; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.29947

Abstract:
Reseña del libro ¿Reconocimiento o redistribución? Un debate entre marxismo y feminismo de Judith Butler y Nancy Fraser.
Deivy Carneiro
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 211-234; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.27812

Abstract:
Pretende-se investigar alguns dos trabalhos e reflexões produzidas por historiadores ligados à micro-história italiana em relação à escrita biográfica e seus desafios. Examinaremos como alguns micro-historiadores se posicionaram, sobretudo no debate biográfico dos anos 1980-2000, e analisaremos como os trabalhos em questão avançaram para além da perspectiva denominada “Biografia Modal”. De maneira geral, analisaremos como a biografia foi pensada e desenvolvida pela historiadora Simona Cerutti em seu livro de 2012 e observamos como Maurizio Gribaudi pensa e realiza o estudo de trajetórias individuais em seu artigo Percorsi individuali ed evoluzione storica: quattro percorsi operai attraverso la Francia dell’ottocento, publicado na revista Quaderni Storici em 2001.
Rodrigo Do Prado Bittencourt
Locus - Revista de História, Volume 26, pp 288-311; doi:10.34019/2594-8296.2020.v26.29375

Abstract:
Este artigo busca analisar a implantação do Liberalismo em Portugal após a guerra civil fratricida e o avanço paulatino do modo de produção capitalista. O Liberalismo gerou expectativas de liberdade, justiça e igualdade – aspirações de cunho iluminista – que o capitalismo frustrou, graças à sua produção de desigualdade social, à corrupção do poder público por influência do poder econômico e à pressão sobre as instituições responsáveis pela ordem pública no sentido da repressão de manifestações contestatórias do status quo. Assim, assistiu-se a uma maior centralização do poder, a um crescimento do Estado e à formação uma sociedade ainda mais injusta economicamente, em prejuízo dos mais pobres.
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