Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História

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EISSN : 1808-8031
Published by: Universidade Estadual do Maranhao (10.18817)
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Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 1-17; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.843

Abstract:
Trata-se de refletir sobre a agência histórica de um lavrador pobre de Goiás, através de uma requisição de compra de terras devolutas iniciada por ele no Segundo Reinado. Pretendemos apresentar suas estratégias no sentido de se tornar proprietário de terras, bem como os empecilhos sociais existentes para o sucesso de sua empreitada. Dessa forma, dialogaremos com os debates acerca do conceito de agência e de consciência apresentados por Edward Palmer Thompson.
Rubens Arantes Correa
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 18-35; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.907

Abstract:
O artigo pretende discutir a trajetória e a produção intelectual de João Alberto Salles (1857-1904), membro da chamada geração 1870 que construiu toda sua carreira como homem de letras e da política em São Paulo. Sua obra abrange especialmente estudos de natureza sociológica, ciência política, direito e propaganda republicana nos quais emprega as matrizes filosóficas que marcaram a esmagadora maioria dos intelectuais brasileiros entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX: o positivismo comteano e o cientificismo spencereano. No âmbito desse trabalho pretende-se enfatizar as concepções educacionais presentes no pensamento de Alberto Salles procurando articulá-las com a crise do Império e a nascente República. Em termos metodológicos, o trabalho lança mão das contribuições de Jean François Sirinelli que para abordagem dos intelectuais faz uso das noções de sociabilidade, itinerários e microclimas.
Paula Botafogo Caricchio Ferreira
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 193-229; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.914

Abstract:
O artigo trata da noção de justiça de João Soares Lisboa nas edições do Correio do Rio de Janeiro de 1823 que foram redigidas da prisão, depois que seu redator retornou do exílio em Buenos Aires e era acusado de “conluio republicano”. Essas publicações são analisadas à luz do exílio como um mecanismo da política liberal, da definição de João Paulo Pimenta de “experiência hispano-americana” e das categorias de “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa” de R. Koselleck. Soares Lisboa defendia a vigilância dos cidadãos aos magistrados, assegurando uma justiça cidadã contra o “Despotismo Togal”, associada à virtude, moral e mérito. Esta concepção contribuiu para que as publicações do Correio do Rio de Janeiro fossem lidas como radicais e republicanas pelos seus coevos e seu redator como coadjuvante na independência do Brasil, agindo à sombra de Joaquim Gonçalves Ledo, visão que se perpetuou na historiografia.
Bruna Prudêncio Teixeira
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 230-253; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.915

Abstract:
O presente artigo pretende analisar a administração da Guarda Municipal Permanente e da Guarda Policial na província de São Paulo entre 1834 até 1850. Ambas as instituições foram criadas nos primeiros anos da década de trinta do oitocentos e podem ser entendidas como as primeiras tentativas por parte do Estado nascente em formar corpos de polícia estatais em todo o território brasileiro. Em 1834 foi instaurado o Ato Adicional que trouxe significativa autonomia às províncias em relação ao governo central. Dentre as liberdades políticas garantidas pelo ato, destaca-se a administração dos corpos policiais locais. A partir de então, é possível analisar em São Paulo a configuração de uma nova relação entre os poderes do centro com os demais poderios municipais espalhados pela província. Analisar os corpos policiais neste período permite, portanto, entrever as disputas políticas instauradas neste contexto e também o alvorecer de polícias estatais.
Driely Neves Coutinho
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 383-388; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.921

Abstract:
SIQUEIRA, Karulliny Silverol. O império das repúblicas: projetos políticos republicanos no Espírito Santo, 1870-1908. Jundiaí: Paco Editorial, 2020.
Eduardo Cristiano Hass DA Silva, Bárbara Virgínia Groff DA Silva
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 36-56; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.908

Abstract:
A presente investigação tem como objetivo analisar o momento histórico da passagem do século XIX para o século XX, a partir de três expressões artísticas, sendo elas o Simbolismo, o Expressionismo e o Abstracionismo. O contexto da virada do século XIX para o século XX foi o escolhido por ser um período histórico multifacetado, em que a Europa estava dominando o mundo, impondo suas regras imperialistas e lucrando com a exploração de pessoas e mercadorias. Metodologicamente, recorremos à Revisão de Literatura, tomando um conjunto de autores e obras de História da Arte. Em paralelo a análise dos autores selecionados, tomamos um conjunto de obras, entendidas aqui como documentos. Os resultados são parciais, contribuindo para pensar o Fin-de-Siècle e nuances do capitalismo e da modernidade.   
José Dos Santos Costa Júnior, Roger Camacho Barrero Júnior
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 57-89; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.909

Abstract:
O materialismo histórico dialético consiste em uma perspectiva teórico-metodológica de análise histórica, formulado inicialmente por Karl Marx e Friedrich Engels a partir da leitura crítica da filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel na segunda metade do século XIX. O texto propõe uma discussão teórico-metodológica sobre este referencial, apontando a historicidade da teoria, as transformações ocasionadas no materialismo histórico pela geração de intelectuais britânicos na década de 1960 por meio da New Left Review e o diálogo interdisciplinar que potencializou a análise das culturas e da formação da classe trabalhadora. As implicações temáticas e teóricas do materialismo na pesquisa empírica são caracterizadas e demonstradas por meio das obras de Edward Thompson e Dorothy Thompson, caracterizando as duas trajetórias intelectuais, as escolhas realizadas e as críticas que articularam acerca do marxismo e materialismo dos anos 1960 e 1970.
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 117-138; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.846

Abstract:
Em um cenário internacional de crises da democracia liberal diversos profissionais de áreas distintas têm se esforçado para produzir explicações para as tramas que entretecem as relações políticas globais dos últimos anos. Filósofos, sociólogos, cientistas políticos, juristas e historiadores enfrentam o desafio de escrever, podendo-se dizer que há uma explosão no mercado editorial nacional e internacional sobre o tema. Portanto, a primeira parte deste ensaio se atenta em como alguns destes especialistas têm se relacionado com o conceito de democracia em seus trabalhos. Neste ponto, interessa refletir um pouco sobre as posições políticas destes profissionais, de diferentes nacionalidades que têm escrito para um público mais amplo, ao instrumentalizar a noção de democracia. Na segunda parte, procura-se pensar como as leituras e considerações destes textos ajudam a refletir sobre episódios do caso brasileiro.
Ângela Maria Macêdo DE Oliveira
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 319-347; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.919

Abstract:
O artigo analisa a violência no cotidiano dos relacionamentos íntimos na Primeira República, dando visibilidade aos assassinatos de mulheres, percebidos como crimes “passionais”, o que contribuía para a absolvição dos homicidas no júri. Destaca-se também a discussão sobre os papéis de gêneros levantados na imprensa carioca e piauiense. Argumenta-se que havia uma legitimação social da violência nos relacionamentos íntimos, as sensibilidades na Primeira República percebiam a violência entre casais como um assunto privado e não um problema social.
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 19, pp 90-116; https://doi.org/10.18817/ot.v19i33.840

Abstract:
Este artículo revisa la participación de Chile en la XII Bienal de París en 1982 como un caso de estudio para el ingreso al arte contemporáneo, entendido como período artístico. Desde esta aproximación, se analizan los textos que acompañan el envío chileno como parte de una construcción de escena, donde las narraciones que sostienen la lectura de la escena como tal, son parte integral de este envío, así como un síntoma de la contemporaneidad en las artes visuales chilenas. A partir de este análisis, el articulo tensiona la incorporación del arte chileno a en un orden global, en el contexto de la dictadura militar (1973-1989).
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