Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História

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EISSN : 1808-8031
Published by: Universidade Estadual do Maranhao (10.18817)
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Mariléia Dos Santos Cruz
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 298-326; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.842

Abstract:
: O presente artigo visa dar visibilidade à trajetória do professor e jornalista Nascimento Moraes, catedrático de geografia do Liceu Maranhense e docente da Escola Normal. Esse professor, embora tenha publicado apenas quatro livros, participou da fundação da maioria dos jornais maranhenses da primeira metade do século XX, deixando vasta produção em mais de meio século como jornalista.
Erinaldo Cavalcanti
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 1-25; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.851

Abstract:
O artigo analisa um conjunto de registros escritos por alunos do Ensino Fundamental durante as atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da Faculdade de História, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (PIBID/Fahist/Unifesspa), sobre os sentidos e significados que eles atribuem à história ensinada na sala de aula. Para tanto, durante as atividades desenvolvidas pelo PIBID, aplicamos um questionário sem identificação nominal, com perguntas abertas sobre questões debatidas no presente artigo. De acordo com os registros produzidos pelos estudantes, a História ensinada em sala de aula serve para aprender/conhecer/saber/estudar o passado. Praticamente, as reflexões que envolvem o presente e o futuro não são mencionadas. No que tange aos conteúdos considerados indispensáveis, eles pontuam temas ligados à História do Brasil como sendo os de maior importância.
Frederik Luizi Andrade DE Matos
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 41-61; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.800

Abstract:
Os capuchos da Piedade atuaram no trabalho missionário no Estado do Maranhão e Grão-Pará, durante o fim do século XVII e a primeira metade do XVIII. Tais religiosos, assim como as demais ordens que estiveram na região durante esse período, concentraram seus esforços catequéticos na formação de aldeamentos que abrigassem as populações indígenas. No caso dos capuchos da Piedade, eles tiveram uma particularidade: aldeamentos localizados próximos ou ao lado de fortalezas ao longo do estuário do rio Amazonas. Justamente por essa convivência com agentes civis e militares, as relações nem sempre foram amistosas no cotidiano desses espaços. Nesse sentido, utilizando de documentação oficial, correspondências trocadas entre as autoridades metropolitanas e os agentes coloniais, buscaremos apontar os meandros dessas relações estabelecidas entre os missionários da Piedade e os representantes militares dos fortes, desde proteção e cordialidade, passando por animosidades e conflitos. Nesse sentido, temos por objetivo apresentar que os capuchos da Piedade não foram agentes passivos no interior do Vale Amazônico, interagindo, formando alianças e integrando-se às redes de poder locais, ou se contrapondo a elas. Desobedecendo, dessa forma, a alguns ditames da metrópole, suscitaram diversas polêmicas decorrentes de suas posturas.
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 176-199; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.841

Abstract:
O estudo aborda ações invasivas caracterizadas por riscos, marcas e anotações caligráficas ocorridos em duas obras do século XIX, são elas: o jornal O Conciliador do Maranhão e o livro Memória sobre a tipografia maranhense, de José Maria Correa de Frias. Os motivos das escolhas se deram pelo fato do jornal ser a primeira impressão no Maranhão, em 1821, e o livro por tratar de um relato sensível e significativo do autor e impressor Frias referente às atividades gráficas daquele momento em São Luís. Abordou-se sobre o bem público, a educação patrimonial e a fragilidade do papel. Sobre este último o estudo apontou sua história e diferentes modos de fabricação, com destaque para o uso como matéria prima da impressão no oitocentos. Como resultado, infere-se que as obras sofreram interferências de consulentes específicos, e não agressões feitas por público leigo, e que os rastros deixados são irreversíveis e um mau exemplo.
João Costa Gouveia Neto
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 220-247; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.857

Abstract:
Este artigo tem por objetivo apresentar as vivências musicais ludovicenses entre 1850 e 1900, a partir dos anúncios vinculados em jornais que circulavam na capital maranhense. Nesse sentido, vivências musicais são um conjunto de práticas e representações relacionadas ao ato de frequentar os teatros, os bailes, as festas religiosas e cíveis, possuir e tanger um instrumento musical, participar de aulas de músicas dentre outros. Todas essas práticas estavam relacionadas aos modelos europeus de divertimento e elegância que as elites ludovicenses desejavam seguir e a partir das quais organizavam seus relacionamentos sociais.
Marcos Fábio Belo Matos, Roni César Andrade DE Araújo
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 169-175; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.855

Herasmo Braga De Oliveira Brito
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 26-40; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.852

Abstract:
O presente texto tem como ensejo analisar questões referentes aos estudos da narrativa na história e ao sentido historiográfico na contemporaneidade. Atribui-se à ciência historiadora certo paradigma romântico da verdade e diluição dos limites entre narrativa historiográfica e ficcional, tendo o revisionismo como algo consolidado. Acrescentamos importantes elementos que não se podem perder de vista dentro dos estudos, interpretações e pesquisas historiográficas, tais como as refencialidades discursivas que pautam o argumento historiográfico e produzem sentido, como também as interpretações com plausibilidades, além da experiência do sujeito enquanto historiador que investiga, analisa e dialoga com documentos e fontes. Para essas abordagens utilizamos autores como Bodei (2001), Rancière (2014), Ricoeur (I, II, III, 2010).
Marcos Fábio Belo Matos
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 398-407; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.862

Abstract:
O estudo de caso apresentado neste texto demonstra como o jornal Pacotilha se transformou num dos mais importantes defensores da modernidade de São Luís, em fins do século XIX. Importante jornal ludovicense, Pacotilha, em suas páginas, registra o verdadeiro contexto da introdução dos artefatos de modernidade que chegavam na pequena capital do Maranhão. E, por isso, torna-se um documento primordial para todos aqueles que pretendem compreender o cenário da cidade nessa época, de leitura indispensável para construção de análises mais amplas.
Alessandro Batistella
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 116-138; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.801

Abstract:
O presente artigo visa a analisar o perfil coletivo dos parlamentares do Paraná durante o período de vigência do bipartidarismo (1965-1979), imposto pela ditadura militar por meio do AI-2. Acerca dos parlamentares (senadores, deputados federais e deputados estaduais) eleitos em 1966, 1970, 1974 e 1978, os principais focos de análise serão: a) o índice de renovação e de reeleição; b) a média de idade; c) o percentual de parlamentares com e sem formação superior; d) a atividade profissional principal desempenhada pelos eleitos; e) os locais de residência/base política dos parlamentares eleitos.
Leonardo Leal Chaves
Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, Volume 18, pp 371-397; https://doi.org/10.18817/ot.v18i32.861

Abstract:
O presente artigo analisa a documentação produzida pela Delegacia de Ordem Política e Social – Maranhão (DOPS-MA) sobre as atividades da imprensa alternativa maranhense em meio aos debates pela aprovação da Lei de Anistia brasileira em 1979. A escolha desse ano como recorte temporal se justifica por nossa proposta de problematizá-lo como um evento-chave, entendido como inaugurador da construção de uma temporalidade e significação social, em referência ao período de abertura política brasileira rumo à redemocratização. Nesse sentido, as possibilidades de pesquisa nos fundos documentais, outrora secretos, sobre a vigilância e controle da imprensa alternativa no Maranhão, especialmente os dossiês produzidos e preservados pelo DOPS/MA e hoje custodiados pelo Arquivo Público do Estado do Maranhão, nos permitem um novo olhar sobre a atuação das engrenagens repressivas da Ditadura Civil-Militar no período, podendo sinalizar atos ilícitos de agentes públicos, imprescindíveis para a fundamentação dos procedimentos reparatórios da chamada Justiça de Transição.
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