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ISSN / EISSN : 1415-594X / 1982-0739
Current Publisher: Faculdade de Letras da UFMG (10.17851)
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Latest articles in this journal

Gustavo Augusto De Abreu Clevelares
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 297-316; doi:10.17851/1982-0739.26.2.297-316

Abstract:
Este ensaio tem como objetivo operacionalizar o pensamento teórico-crítico sobre literatura, fotografia e política, através de uma incursão por três imagens retiradas de recente exposição do fotojornalista Maurício Lima, que confronta o olhar do espectador pela força do abandono dos corpos de sujeitos em trânsito de refúgio.
Douglas Ferreira
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 331-344; doi:10.17851/1982-0739.26.2.331-344

Vinícius Lourenço Linhares
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 79-94; doi:10.17851/1982-0739.26.2.79-94

Abstract:
Considerando a dicção da narradora no romance Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende, o intento deste trabalho é analisar, sob o ponto de vista enunciativo (BENVENISTE, 1989; BAKHTIN/VOLOCHÍNOV, 2009; BAKHTIN, 2010), de que modo o recurso à metanarratividade funciona como estratégia responsável pelo deslocamento e questionamento do signo da loucura, ironizado pela narradora Isabel, ao escrever uma longa carta endereçada à rainha D. Maria I, de Portugal, de modo a explicitar a dinâmica de exceção (AGAMBEN; 2010) a qual se encontra submetida. Além dos autores já mencionados, sustentam as reflexões teóricas deste trabalho alguns estudos de Dalcastagnè (2012) e Chauí (2018).
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 149-164; doi:10.17851/1982-0739.26.2.149-164

Abstract:
A história brasileira é permeada pela violência desde seu início. A segunda década do século XXI, no Brasil, carrega como marca a presença de políticos e formadores de opinião com discursos que frequentemente referenciam e até fazem homenagens ao período da ditadura militar e a alguns de seus representantes. Isso divide a população: alguns são favoráveis, outros, notavelmente a classe artística, são contra, o que motivou produções artísticas diversas sobre este período. O romance Setenta, de Henrique Schneider, cujo texto original foi vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2017, apresenta o protagonista Raul, que, em meio à efervescência do patriotismo motivado pela Copa de 1970, é um dedicado bancário, retrato fiel do cidadão brasileiro indiferente à política, o que lhe trará uma terrível experiência traumática que se distancia, mas está presente e deixa marcas até mesmo na forma dos escritos literários que falam sobre este período.
Filipe De Freitas Gonçalves
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 165-186; doi:10.17851/1982-0739.26.2.165-186

Abstract:
A partir da hipótese desenvolvida por Bakhtin, em sua Teoria do Romance, sobre o caráter heterodiscursivo do gênero romanesco, este artigo procura analisar o mais recente romance de Chico Buarque, Essa Gente (2019), e a canção Meu Guri (1981), do mesmo autor, no sentido de destrinchar, de um lado, o caráter romanesco da canção buarqueana e, por outro, a forma de construção do romance em questão. As análises vão na direção de perceber como o Chico letrista já exercitava formas de expressão discursiva típicas do romance e como essas formas se manifestam plenamente e mais complexificadas quando ele se dedica à prosa romanesca. Além disso, as duas análises lidam com os problemas sociais de que o autor trata nas duas obras em questão.
Hêmille Raquel Santos Perdigão
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 242-265; doi:10.17851/1982-0739.26.2.242-265

Abstract:
Resumo: No século XX, as alegorias do pintor italiano Giotto aparecem nas páginas de No Caminho de Swann, de Marcel Proust. O narrador faz uma reflexão sobre a alegoria da caridade de Giotto, comparando-a a uma criada de cozinha de sua família, e expõe sua opinião de que a Caridade de Giotto aparenta não ter caridade. O presente trabalho objetiva responder aos seguintes questionamentos: havendo tantas outras alegorias que, de fato, se assemelhavam mais à ideia de caridade do narrador proustiano, por que Swann associa a criada logo à Caridade sem caridade? E por que a Caridade de Giotto se distancia tanto das outras alegorias homônimas? A conclusão é que o afresco do italiano teve como modelo a figura de Beatriz em Vida Nova de Dante Alighieri. Dessa forma, a Caridade de Giotto foi pintada a partir da narrativa de Dante Alighieri e, na narrativa de Proust, a criada de cozinha foi descrita a partir da pintura de Giotto.
Amanda Damasceno, Clarissa Xavier, Felipe Cordeiro, Otávio Moraes, Rafael Silva, Tiago De Holanda Padilha Vieira
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 1-5; doi:10.17851/1982-0739.26.2.1-5

Teresa Espallargas
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 113-126; doi:10.17851/1982-0739.26.2.113-126

Abstract:
A escritora mineira Carolina Maria de Jesus é reconhecida por seu trabalho autobiográfico, sobretudo, na obra Quarto‌ ‌de‌ ‌Despejo‌‌: Diário de uma favelada, que a colocou no circuito literário paulistano e brasileiro na década de 60. O gênero percorreu a carreira da autora até seu último livro, publicado postumamente em 1982 na França, e 1986 no Brasil, intitulado Diário de Bitita. Bitita era o apelido de infância de Jesus e é a ela que pertence este diário. O foco do presente artigo é, pois, na análise desta obra escrita durante os anos finais de vida da autora, com intuito de revelar que além do evidente uso das escritas de si, esta narrativa transpõe o universo da experiência pessoal e, ao estilo Guattari e Deleuze de “literatura menor” mistura presente e passado, história, meta-memória e literatura a fim de questionar a conservação do sistema político ‌e‌ ‌da‌ ‌condição‌ ‌da‌ ‌população‌ ‌negra‌ ‌no Brasil.
Wemerson Felipe Gomes
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 127-148; doi:10.17851/1982-0739.26.2.127-148

Abstract:
O objetivo deste trabalho é analisar o romance A Capital, de Avelino Fóscolo. A obra dialoga diretamente com as tensões provocadas pela modernidade, especialmente o debate em torno da construção de Belo Horizonte. Assim, o artigo busca mapear os afetos implicados no processo de escolha, mudança e construção da nova Capital. Para tanto, discutiremos, brevemente, as especificidades e potencialidades da literatura como fonte de pesquisa em História. Em seguida, analisaremos, a partir das várias personagens que constituem a narrativa, os modos pelos quais determinados afetos circulavam naquele período e, consequentemente, como mobilizavam temporalidades distintas – em convergência e/ou divergência. Por fim, destacaremos como a obra de Avelino Fóscolo se articula com a historiografia contemporânea.
, José Luiz Cordeiro Dias Tavares
Published: 18 March 2021
Em Tese, Volume 26, pp 283-296; doi:10.17851/1982-0739.26.2.283-296

Abstract:
O presente estudo, que assume como corpus o romance Livro (2012), de José Luís Peixoto, almeja apresentar a confluência de gêneros que se observa na composição desta obra, evidenciando como seu hibridismo mantém estreito diálogo com o contexto contemporâneo em que se insere. Partindo de uma breve reflexão acerca das marcas da atual ficção contemporânea portuguesa – a confluência dos gêneros, a metaficção, a polifonia e a paródia – , apresentamos, a seguir, o romance de Peixoto, evidenciando como nele os gêneros literários e não-literários se fundem e se (con)fundem, promovendo a construção de um livro híbrido. Nessa obra, não apenas a poesia insere-se no romance, mas o ensaio e outros gêneros perpassam a narrativa, tornando o espaço romanesco plural e heterogêneo. Ao final, demonstramos como a confluência de gêneros neste romance está em consonância com o atual cenário contemporâneo, também marcado pela multiplicidade e heterogeneidade.
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