Linguagens, Educação e Sociedade

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ISSN / EISSN : 1518-0743 / 2526-8449
Published by: Universidade Federal do Piaui (10.26694)
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Linguagens, Educação e Sociedade pp 187-207; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.8339

Abstract:
Inspirados nos trabalhos que se ocupam com as trajetórias e as estratégias dos sujeitos provenientes das camadas populares, em meados dos anos 90, alguns olhares se voltaram para universitários pobres enquanto sujeitos de estudo. Essa é uma opção de pesquisa que só se viabiliza quando o olhar do pesquisador procura compreender, descrever e analisar a trajetória pessoal e escolar que procuram privilegiar as ações dos sujeitos. Na perspectiva da sociologia da infância, entendemos que é relevante ouvir as crianças e tomá-las como sujeitos protagonistas em seus contextos vivenciais e educativos. No entanto, nesta pesquisa, adotamos a pesquisa autobiográfica baseada nas memórias das vivências de ser criança e de viver a infância, das alunas e alunos-professores do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR. Portanto, esta pesquisa tem como objeto de estudo o processo de inclusão no ensino superior de estudantes universitários (as), oriundos da zona rural, que tiveram experiência da cultura do trabalho infantil na região norte do estado do Ceará. E como objetivos: identificar e analisar o impacto das atuais políticas públicas de formação de professores no contexto do semiárido, especialmente, na região norte do estado do Ceará, onde atua a Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, e funciona o PARFOR. Também visa descrever as narrativas autobiográficas das alunas-professoras do PARFOR e de seus familiares, comparando as mudanças e permanências da infância e os processos formativos pessoais e educacionais, entre as três gerações: filhos, pais e avós. Entendemos que a pesquisa autobiográfica com universitários proporciona o acesso ao conhecimento poderoso como nova forma de pensar o seu mundo, da sua família, da sua formação pessoal e acadêmica, construindo um novo currículo que leve em conta seu currere pela vida, capaz de transformar as vidas secas em vidas dignas pelo acesso ao conhecimento e à profissionalidade docente, proporcionado pelo PARFOR – como política pública de acesso ao ensino superior.
, Maria Do Socorro Aguiar De Oliveira Cavalcante
Linguagens, Educação e Sociedade pp 146-166; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.7777

Abstract:
O presente estudo analisa o discurso da Kroton Educacional sobre a formação e a profissão docente no Brasil. Ao longo do texto, demonstra-se ser recorrente, no Brasil, a utilização de políticas ditas emergenciais para o recrutamento de professores, medidas sempre justificadas face ao déficit de docentes para a demanda da Educação Básica. Para atingir o objetivo estabelecido, recorreu-se ao arcabouço teórico-metodológico da Análise do Discurso fundada por Michel Pêcheux em articulação com o materialismo histórico dialético. Esse referencial permite concluir que o discurso das redes educacionais Anhanguera e Unopar, ambas do sistema Kroton, desqualifica a docência como profissão, legitima sua desvalorização social e nega a necessidade de conhecimentos pedagógicos sólidos para o seu exercício.
Neide Cavalcante Guedes
Linguagens, Educação e Sociedade pp 1-7; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.9335

Linguagens, Educação e Sociedade pp 254-274; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.9213

Abstract:
O artigo aborda a presença em Santarém de um Campus Avançado da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC. Resulta de estudos bibliográficos, documental e uso da memória enquanto fonte para a reconstituição histórica dos acontecimentos que contribuíram para a posterior consolidação do ensino superior em Santarém via Projeto Norte de Interiorização da Universidade Federal do Pará-UFPA. O campus avançado da UFSC iniciou suas atividades em 1971 e por mais de uma década representou a única presença de uma instituição de ensino superior em Santarém. Em sua fase final de atividades suas instalações foram repassadas para a UFPA e, posteriormente para a Universidade Federal Rural da Amazônia-UFRA. A junção dos campi destas últimas duas Instituições Federais de Ensino Superior resultou na criação da Universidade Federal do Oeste do Pará-UFOPA. Desta forma, o Projeto Rondon e, mais especificamente o Campus Avançado da UFSC em Santarém, foi um importante precedente para a implantação da primeira Universidade Federal no interior da Amazônia.
Lélia Cristina Silveira De Moraes,
Linguagens, Educação e Sociedade pp 29-50; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.9337

Abstract:
Neste artigo discute-se o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) que foi instituído, em âmbito federal, por meio do Decreto nº 5.478/05, revogado pelo Decreto nº 5.840/06, com foco no currículo integrado, sua proposta principal, cuja concepção e materialização, objetiva-se analisar neste artigo É um programa que se propõe a contribuir para a formação omnilateral do trabalhador, o que nos motivou a pesquisar a sua materialização no âmbito da rede federal de ensino, no estado do Maranhão. O PROEJA foge do escopo de uma política compensatória, colocando-se na perspectiva de resgate do direito do jovem e adulto que retorna à escola, a uma escolarização e profissionalização fundamentadas em bases científicas, tecnológicas, envolvendo o trabalho e a cultura e, assim, vislumbrando uma formação integral do aluno que lhes possibilite compreender e se compreender no mundo. Para fundamentar essa discussão, adota-se como aporte teórico as contribuições de Gramsci (2001), Frigotto, Ciavata e Ramos (2012), Paiva (1985), Nosella (2016), dentre outros. Realiza-se uma abordagem qualitativa por favorecer a compreensão das relações sociais no seu sentido macro, em seu movimento e contradições, bem como dos valores culturais, processos históricos que determinam tais relações. Conclui-se a discussão, revelando que o currículo desenvolvido é transpassado por uma complexidade, que envolve o seu conteúdo, a formação e prática dos professores, as condições objetivas da escola para materializá-lo, contudo docentes, discentes e gestores compreendem a necessidade de garantir esse direito.
Simone Pereira Monteiro,
Linguagens, Educação e Sociedade pp 167-186; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.8490

Abstract:
Mestre em Diversidade e Inclusão (Universidade Federal Fluminense), Especialista em Educação e Reeducação Psicomotora (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com Formação em Psicomotricidade Educacional Heurística ( Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Titular da Associação Brasileira de Psicomotricidade (ABP). Integrante do Grupo de Pesquisa Produção de Materiais Acessíveis para Pessoa com Deficiência em Contexto Formais e Informais de Educação, no Núcleo de Educação Especial Inclusiva da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Licenciada em Pedagogia (Universidade De Educação do Estado do Rio de Janeiro).
Fernando De Araujo Penna
Linguagens, Educação e Sociedade; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.9336

Abstract:
O que constitui uma educação democrática não pode ser pré-definido de maneira abstrata, porque cada contexto apresenta diferentes desafios e novas questões. O Governo Bolsonaro definiu como uma das suas metas prioritárias a proposta de regulamentação da “educação domiciliar” e sua defesa tem sido feita através do ataque às escolas e aos professores. O debate sobre a educação democrática precisa enfrentar esse ataque, de maneira a enriquecer a sua conceituação e fortalecer a sua defesa no embate público. Os objetivos do presente artigo são: realizar um debate teórico sobre a escolarização doméstica (homeschooling) no que concerne à educação pensada como uma questão pública, analisar a maneira como vem sendo feita da defesa da escolarização doméstica no Governo Bolsonaro e a proposta concreta apresentada no formato de um projeto de lei e, por fim, usar este debate para pensar a especificidade da socialização que acontece no espaço escolar em comparação com aquela que acontece em outros espaços. Para tanto, recorreremos às reflexões teóricas de Jacques Rancière sobre o dissenso (definido como a presença paradoxal de dois mundos em um só) e à bibliografia existente sobre a escolarização doméstica que se aproxima das questões aqui discutidas. Defenderemos o argumento de que o debate sobre a educação democrática precisa enfatizar a especificidade da escola como um espaço de socialização aberta pelo dissenso e que faz parte da rede de proteção de crianças e adolescentes.
Linguagens, Educação e Sociedade pp 94-118; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.8672

Abstract:
O presente texto tem como objetivo analisar o curta-metragem sergipano Nadir da Mussuca (2015) de Alexandra Gouvêa Dumas interpelando o corpo negro a partir da temática do território. Parte-se do pressuposto que o cinema – enquanto ferramenta pedagógica – contribui para reflexionar a história, a memória e a cultura dos povos africanos e afrodescendentes na formação do povo brasileiro instituída na lei 10.639/2003 que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade desta temática. Acredita-se que o documentário analisado foi representativo na medida em que trilha asserções pelo olhar de uma câmera que se propõe descolonizadora para potencializar o protagonismo ideológico comprometido com a ressignificação da existência negra.
Arthur Emanuel Leal Abreu, Gilsilene Passon Picoretti Francischetto
Linguagens, Educação e Sociedade pp 232-253; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.8842

Abstract:
Este artigo busca discutir a efetivação do direito fundamental à educação de qualidade, diante do reconhecimento das diferenças existentes na sala de aula. Embora as escolas, tradicionalmente, forneçam um ensino uniforme e pretensamente igualitário, faz-se necessário considerar as multiplicidades inerentes aos alunos. Nesse sentido, apresentamos a Pedagogia dos Multiletramentos e o pensamento decolonial como abordagens possíveis para lidar com as diferenças no ambiente escolar. Por meio do método dedutivo, identificamos as premissas dos dois movimentos e analisamos a possibilidade de conciliação entre elas. Assim, concluímos pela compatibilidade e, em especial, pela complementaridade das duas abordagens, possibilitando a construção de um projeto de educação intercultural, que reconhece e problematiza as diferenças. Nesse processo, o professor desempenha um papel fundamental, como articulador da ensinagem com o repertório dos estudantes e com as culturas locais. Dessa forma, torna-se possível efetivar o direito fundamental à educação de qualidade, por meio da incorporação dos multiletramentos e da reflexão crítica decolonial, o que permite um processo de ensino-aprendizagem significativo e contextualizado.
, Patrícia Dalla Torre
Linguagens, Educação e Sociedade pp 208-231; https://doi.org/10.26694/les.v0i42.8827

Abstract:
Este trabalho é resultado de uma pesquisa de Iniciação Científica, a qual teve suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Foram mapeados periódicos científicos da área de Educação para melhor compreensão das tendências, discussões e fundamentação teórica sobre o tema Formação de Professores. Esta investigação ocorreu com base nas seguintes revistas: Educação e Sociedade: Revista de Ciência da Educação (1979), Pro-Posições (1990) e Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (1993), selecionadas pelo sistema Webqualis da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e acessadas pelo SCIELO. O objetivo geral é compreender o que vem sendo debatido nas produções acadêmicas sobre formação docente, publicadas entre 2010 e 2014. Para isso, utilizou-se, predominantemente, o método qualitativo por meio da análise documental, com o auxílio de gráficos e tabelas. A partir de 43 artigos, realizou-se um mapeamento regional, institucional, categorização das principais tendências apresentadas pelo campo educacional, a saber: Formação de professores, antropologia, cultura e identidade; Formação de professores e a instrumentalização do saber e Formação de professores e suas influências políticas, além do apontamento das fontes bibliográficas mais utilizadas pelos autores. Desse modo, as referências bibliográficas mais recorrentes, que se articulam às categorias, centram-se em Acácia Kuenzer, Mourice Tardif, Demerval Saviani, José Contreras e Paulo Freire. Por meio destes dados, nota-se que as pesquisas científicas sobre formação de professores predominam-se na Região Sul e Sudeste do Brasil.
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