Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades

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EISSN : 23188472
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Luan Carlos Octaviano Ferreira Leite, Renata De Oliveira Pereira, Jonathas Batista Gonçalves Silva
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8, pp 87-106; doi:10.17271/2318847286020202423

Abstract:
RESUMO É sabido que os agrotóxicos são um importante pilar das práticas agrícolas contemporâneas, contudo, existem diversos efeitos negativos atrelados ao seu mau uso. Seus malefícios vão desde a deterioração da saúde humana até a degradação de componentes bióticos e abióticos dos ecossistemas. O presente estudo tem como objetivo a proposição de uma metodologia baseada em indicadores e Sistemas de Informação Geográfica para a identificação das culturas e áreas de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos, assim como os principais agrotóxicos associados a tais culturas, utilizando o estado do Espírito Santo como estudo de caso. Fora consultada bases de dados com o Sistema IBGE de Recuperação Automática e o Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; e as seções de agrotóxicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. Café, cana-de-açúcar, milho e banana se destacaram no cenário agrícola estadual. O café apresenta-se como a cultura com maior risco de contaminação associado, tendo 10 municípios inclusos na classe de alto risco. A banana por sua vez é a cultura com menor risco associado. Glifosato, mancozebe e flutriafol, ingredientes ativos amplamente consumidos no estado se encontram entre os 5 compostos mais vendidos dentre aqueles autorizados para cada uma das culturas. De modo geral, a metodologia proposta mostrou potencial na determinação das culturas e áreas de risco no estado, assim como dos principais ingredientes ativos associados as culturas, podendo auxiliar a gestão ambiental de seu território. PALAVRAS-CHAVE: Gestão Ambiental; Metodologia; Sistemas de Informações Geográficas; Indicadores.
Luciana Aparecida Netto De Jesus, Larissa Leticia Andara Ramos, Mariana Moreira Menini
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202432

Abstract:
Os Espaços livres públicos possuem papel fundamental na qualidade de vida urbana na medida em que garantem lazer, integração e vivência aos seus usuários, além de interferirem positivamente nos aspectos relativos à saúde física e mental, vitalidade para seu entorno, garantido a segurança e contribuindo para a constituição da esfera da vida pública. Este trabalho apresenta uma análise reflexiva dos Espaços livres públicos de práticas sociais nas cidades contemporâneas, tendo como recorte a Grande Ibes, município de Vila Velha-ES. O estudo é de natureza aplicada e abordagem quanti-qualitativa, desenvolvida a partir de quatro etapas metodológicas: Contextualização, Identificação e Mapeamento, Classificação e Análises das praças. A Grande Ibes apresenta uma distribuição irregular dos espaços livres para práticas sociais. Dos 21 bairros que compõem a Regional, 6 (seis) deles possuem ausência total de praças. Entretanto, as praças existentes atendem cerca 56% da população residente na área de estudo (considerando um raio de 300 metros) e 89% da população (considerando um raio de 500 metros), garantindo acesso e atendendo a grande parte dos moradores. Com relação as análises qualitativas, a maioria das praças possui equipamentos e atrativos relacionados à integração, vivência, saúde e lazer, além de serem em sua maioria limpas e arborizadas. Porém, a falta de manutenção regular é o fator que mais compromete diretamente o uso desses espaços, gerando locais vulneráveis e sem vitalidade. Espera-se com as análises desenvolvidas nesta pesquisa influenciar positivamente nas futuras intervenções a fim de qualificar o espaço urbano.
Cibele De Moura Guimarães, Antonio Pasqualetto
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202417

Abstract:
Os parques urbanos são locais fundamentais para o equilíbrio ser humano natureza. Entretanto, quando se trata de um parque Zoológico, acrescenta-se a presença dos animais, além da vegetação, recursos hídricos, solo e demais constituintes do ambiente, que podem afetar a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental na cidade. O objetivo do estudo foi realizar análise do processo de planejamento ambiental do Parque Zoológico de Goiânia. Em 2019 realizou-se análises de imagens satélites do Google Earth Pro obtendo-se evolução temporal para verificar a situação quanto aos aspectos ambientais vegetação e recursos hídricos, impactos e ações. Constatou-se que em 1990 foi o último registro de reflorestamento no Zoológico de Goiânia. Entre os anos 2005, 2007 e 2009 não são perceptíveis alterações da área florestada. Em 2007 também houve a oficialização do quinto Plano Diretor de Goiânia. Conclui-se que o parque zoológico, apesar de momentos críticos ao longo da história, recebeu ações para mitigarem impactos ambientais, especialmente reflorestamento e adequações dos espaços dos animais.
Gilciane Kariny Da Costa Frutuoso, Alfredo Marcelo Grigio, Terezinha Cabral De Albuquerque Neta Barros
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202431

Abstract:
A cidade de Assú/RN, com ocupações próximas ao leito maior do rio Piranhas-Açu vem apresentando como resultando a ocorrência de problemas de inundações e alagamentos, trazendo transtornos tanto a cidade como a seus citadinos. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o processo de ocupação e a relação entre o planejamento urbano e as problemáticas relacionadas às inundações, mediante a avaliação do PD verificando se a confecção do PD integra-se ao Planejamento e Gerenciamento do Risco, considerando a bacia hidrográfica pela qual a urbanização se desenvolveu. A metodologia utilizou-se de consulta bibliográfica, documental, cartográfica, imagens históricas acerca das ruas que foram afetadas pela inundação e cruzando esses dados com as vias que apresentam problema de inundação/alagamento, identificação das tipologia de uso urbano com base nas imagens do Google Earth Pro para o ano de 2019 no software livre de geoprocessamento QGIS Desktop, versão 2.18, ‘Las Palmas’. Os resultados encontrados demonstram que 34,43 % da ocupação urbana é de do tipo uso residencial, do qual desses, 16,36% se encontram em áreas de inundação que corresponde ao leito maior do rio, o que demonstra a necessidade da elaboração de um plano de gerenciamento de risco, por se tratar de um importante instrumento para mitigar os efeitos danosos ocasionados por esses eventos, uma vez que esse Plano se torna um importante instrumento para mitigar os efeitos danosos dos eventos de alagamentos e inundações, sendo de forma primordial que esses riscos sejam abordados e discutidos na revisão do Plano Diretor.
Ubiratan Zakaib Do Nascimento, Luiz Sergio Vanzela, Cleber Fernando Menegasso Mansano, Leonice Domingos Dos Santos Cintra Lima
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202279

Abstract:
Os WEBGIS ou SIGWEB são ferramentas originadas da fusão dos conceitos de banco de dados georreferenciados e disponibilização via internet, utilizando uma plataforma de gerenciamento de dados. A principal importância dos SIGWEBs é que os dados disponibilizados podem ser utilizados para o gerenciamento, como, por exemplo, a disponibilização de dados ambientais, de grande importância na gestão ambiental integrada. Assim, o objetivo neste trabalho foi desenvolver o catálogo de dados geográficos ambientais para o município de Fernandópolis - SP, denominado SisFERGEO - Sistema de Informações Ambientais de Fernandópolis. A partir de dados criados por geoprocessamento e cedidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, construíram-se os temas que constituem a primeira versão do SisFERGEO, que são: (1) Administrativo, (2) Arborização Urbana, (3) Biodiversidade, (4) Clima, (5) Limite Municipal, (6) Recursos Hídricos, (7) Recursos dos Solos e (8) Vegetação. O catálogo foi desenvolvido com uso de softwares livres, no SIGWEB I3GEO, permitindo que usuários comuns possam acessar dados ambientais e elaborar mapas de forma fácil e amigável. Os mapas e dados de consulta podem ser utilizados em estudos técnico-científicos, trabalhos de educação ambiental e na própria gestão ambiental municipal, seja por técnicos, professores, pesquisadores e/ou servidores municipais. Os resultados do trabalho permitem demonstrar que, com recursos livres e profissionais capacitados, é possível desenvolver um catálogo de dados ambientais para ser publicizado em SIGWEBs para pequenos e médios municípios.
Felipe Arlindo Silva, Cecilia De Mattos Canella, José Alberdo Barroso Castañon
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202276

Abstract:
O lixo flutuante nos corpos de água superficiais se tornou um grave problema ambiental, em especial após o aumento na produção de materiais plásticos e descartáveis. A pesquisa buscou, através de uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL), sintetizar os estudos realizados sobre o tema, entre os anos de 2014 a 2019, nas plataformas “Periódicos CAPES” e “Science Direct”. Foram encontrados 225 artigos com as palavras-chave, previamente definidas, nas duas plataformas, dentre os quais apenas três correspondiam a pergunta central “Quais as tecnologias desenvolvidas que contribuem com o processo de retirada de lixo flutuantes de corpos de água superficiais?”. Com isso, é evidenciada a carência de estudos voltados para solucionar o problema de poluição hídrica por resíduos sólidos.
Luis Fernando Kowalski, Érico Masiero
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202409

Abstract:
O processo de urbanização altera o microclima o que pode provocar diferentes condições de conforto térmico nas cidades. No mesmo contexto, a pavimentação viária pode favorecer o surgimento de situações de desconforto humano, devido ao considerável ganho térmico dos materiais mais utilizados. Assim, a medição das propriedades térmicas dos pavimentos se faz importante na avaliação do microclima local e das condições de conforto em estudos urbanos. Portanto, este artigo tem como objetivo analisar a temperatura da superfície coletada por um sistema de termopares e correlacionar os resultados com os dados termográficos, identificando possíveis erros, imprecisões ou limitações dos diferentes métodos. Para isso, foram monitoradas as condições climáticas locais e os dados de variação de temperatura superficial de um pavimento de concreto com os dois métodos. Os resultados demonstram que existe uma correlação entre as duas formas de aquisição de dados e a variação entre os dois métodos de medição pode chegar à 5°C, dependendo do instrumento usado. Finalmente, ambos os métodos possuem vantagens e desvantagens em estudos urbanos. Enquanto o sistema de termopares se mostra mais eficaz e preciso na medição de pontos específicos, a termografia é ótima alternativa para avaliar áreas mais amplas, embora tenha apresentado menor precisão.
Matheus Oliveira Costa
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202342

Abstract:
Este artigo pretende fornecer um panorama do planejamento urbano da cidade de São Paulo ao longo do século XX até o início do século XXI, com o foco na relação entre edifício, espaço urbano e sociedade e de como a legislação possibilitou a transformação urbana, apoiando-se na fundamentação teórica e no referencial bibliográfico para atingir os objetivos propostos.
Francisco De Assis Souza Alexandre, Auzuir Ripardo De Alexandria, Cristiane Borges Braga
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202437

Abstract:
O presente artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre sistemas de avaliação de cidades inteligentes e sustentáveis, direcionando o foco para aqueles que fazem referência ao sistema da norma ISO 37120: Desenvolvimento sustentável de comunidades - Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida. Para isso elaborou-se uma pesquisa bibliográfica considerando três bases de dados: ScienceDirect, Web of Science e Scielo. Os artigos foram classificados, selecionados e, posteriormente, cada um foi discutido, sendo, por fim, apresentadas suas principais características. Como resultado, percebe-se que ainda são raros os trabalhos disponíveis sobre sistemas de avaliação de cidades inteligentes e sustentáveis baseados na ISO 37120 para cidades latino-americanas, a maioria dos trabalhos concentra-se na Europa. Evidencia-se também que existe uma forte conexão entre a inteligência e a sustentabilidade das cidades, sendo bem difícil dissociar um conceito do outro. E por fim, observa-se a dificuldade de aplicação de sistemas de avaliação padronizados que permitam a comparação entre diversas cidades do globo.
Galilleu Silva, Adriana Antunes Lopes, Édio Damásio Da Silva Júnior, Abner Santos Baroni Sales
Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Volume 8; doi:10.17271/2318847286120202414

Abstract:
A problemática dos resíduos sólidos, assim como a grande rede do sistema capitalista, vem acarretando impactos irreversíveis ao meio ambiente, colocando em risco os bens a se proteger para as presentes e futuras gerações, devido à quantidade e a variedade de resíduos dispostos de forma desordenada no meio ambiente. Entretanto, no que é referente à Gestão de Resíduos Sólidos, cada vez mais são conquistados avanços como a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que trouxe diretrizes e metas como a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Estes, por sua vez, devem ser dispostos em aterros sanitários que são, do ponto de vista econômico/ambiental/social, a melhor alternativa para a disposição final dos resíduos sólidos. Assim, objetivou-se neste trabalho avaliar a área de disposição final de resíduos sólidos urbanos no município de Santa Helena de Goiás - GO, comparando sua atual situação com o que é regido pela PNRS. Para isso foram realizadas visitas in loco, consultas a normas técnicas, documentos e processos que transcorrem acerca da área de estudo. Foi constatada uma série de impactos ambientais, tais como: poluição do solo, da água e do ar; presença de vetores e catadores; saturação da vala, ausência de compactação dos resíduos, dentre outras adversidades técnicas e operacionais.
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