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EISSN : 25254715
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ODEERE; doi:10.22481/odeere

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Sávio Oliveira Da Silva Santos
ODEERE, Volume 5, pp 474-492; doi:10.22481/odeere.v5i9.6347

Abstract:
O referente trabalho tem por objetivo descrever parte das experiências obtidas mediante a participação na extensão em “Educação e Cultura Afro” desenvolvida pelo Órgão de Educação e Relações Étnicas – ODEERE. Na oportunidade, refletimos sobre as discussões obtidas nos dez módulos do curso e como essas pautas influíram diretamente nas concepções pressupostas acera da cultura afro. Em vista de se perceber o legado africano assumindo metodologias de resistência na contemporaneidade, a formação docente e discente deve procurar reaver e fortalecer de forma diversificada sua identidade e seu território para combater a discriminação racial. Dessa forma, o presente trabalho discorre sobre a importância do curso para alunos, professores e a comunidade em busca de melhor formação e rompimento do status quo étnico. Entretanto, aprendendo a respeitar e valorizar a cultura, o legado africano, a educação étnico-racial, por meio de práxis realmente efetivas em seus respectivos territórios de identidade. Palavras-chave: Educação; Cultura; Afro; Saberes.
Alexandre De Oliveira Fernandes, Adson Rodrigues De Oliveira, Serinaldo Oliveira Araújo
ODEERE, Volume 5, pp 07-22; doi:10.22481/odeere.v5i9.6440

Abstract:
Eduardo Davi Oliveira, autor de livros como “Cosmovisão Africana no Brasil” e “Filosofia da Ancestralidade, é professor do Doutorado Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC-UFBA). Ele nos concedeu a presente entrevista durante evento da Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, intitulado “Corpo, Poética e Ancestralidade” (UFSB), o qual ocorreu de 11 a 17 de Março de 2019, na cidade de Porto Seguro, Bahia. Nossa conversa foi atravessada por temas como epistemologia negra, saberes milenares do povo Bakongo, mitologia dos orixás, a relação do autor com a Universidade e seu processo de escrita poética no livro “Xirê”. Torcendo para que a simpatia, o conhecimento e o gingado com os quais o professor de Filosofia nos atendeu, possam se apresentar aqui, desejamos a todes, boa leitura! À Eduardo, Adupé!
Jamile Pereira Pimentel Dos Santos, Ana Angélica Leal Barbosa
ODEERE, Volume 5, pp 205-233; doi:10.22481/odeere.v5i9.6686

Abstract:
Este artigo é um recorte de uma pesquisa desenvolvida no mestrado entre os anos de 2016 e 2017 numa comunidade quilombola denominada Queimadas, que se localiza no sertão baiano, na zona rural do Município de Guanambi. A referida pesquisa teve como objetivo investigar a transmissão dos pertencimentos étnicos entre as diferentes gerações que ali se encontram. Para tanto, o método utilizado foi a etnografia, com o emprego de entrevistas, observações e narrativas em história oral de vida. Nessa investigação ficou evidente que os quilombolas de Queimadas lançam mão de variadas estratégias de transmissão dos pertencimentos étnicos, que vão desde o casamento, a manutenção da terra, a organização espacial do território, a transmissão oral de tradições, costumes e cultura, dentre muitos outros. Assim, eles conseguiram, no decorrer de mais de cem anos, preservar os pertencimentos étnicos e a harmonia da comunidade e tudo isso só foi possível porque são um coletivo que protege a terra, a família e a ancestralidade do grupo cotidianamente, de geração em geração. Palavras-chave: Quilombo; Etnicidade Geracional; Ancestralidade Étnica.
Iris Verena Oliveira
ODEERE, Volume 5, pp 109-131; doi:10.22481/odeere.v5i9.6662

Abstract:
O artigo apresenta a experiência de formação de professores que atuam em uma escola quilombola em Nordestina, interior da Bahia. A formação foi pensada na e pela experiência, a partir dos pressupostos de Jorge Larrosa Bondía, enquanto dispositivo de subjetivação visibilizado nos cenários propostos como Grupos de Experiência, metodologia de pesquisa que permitiu a coleta de informações por provocar desestabilizações todos os envolvidos, pelas situações em que são provocados ao relatar suas experiências, momentos em que as invenções de si também possibilitam construções narrativas sobre o outro. O texto apresenta o processo formativo de professores(as), destacando modos de fazer curriculares em suas relações e tensões com as comunidades quilombolas do entorno. Ao mesmo tempo, a sistematização dos relatos permitiu questionar alguns pressupostos consolidados na produção acadêmica sobre educação escolar quilombola. O artigo propõe que as dificuldades no tratamento de questões étnico-raciais no espaço escolar têm uma relação direta com as trajetórias de vida dos docentes, suas expectativas e impressões sobre a escola em que atuam. Palavras-chave: educação escolar quilombola; currículo; experiência.
Cláudia Viana Ávila D'andrade, Clara Roseana Da Silva Azevedo Mot'Alverne
ODEERE, Volume 5, pp 332-351; doi:10.22481/odeere.v5i9.6533

Abstract:
A capoeira ou capoeiragem é uma expressão cultural brasileira que mistura jogo, esporte, arte marcial, cultura popular, tradição, dança e música. Desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos, a capoeira é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de joelhadas e cabeçadas, cotoveladas, acrobacias aéreas ou em solo. Praticantes da capoeira aprendem não apenas a lutar e jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e cantar. Assim, os discentes do 6º ano de uma escola estadual da cidade de Itabuna—BA, os quais apresentavam dificuldades para ler e escrever. Entretanto, nas aulas de capoeira, os alunos se mostravam mais motivados para ler. Então, surgiu o problema que norteou essa pesquisa, a saber: como o jogo de capoeira vem sendo trabalhado, para estimular a melhoria da aprendizagem em leitura dos alunos, do 6ºano, em um colégio estadual, na cidade de Itabuna – BA? Portanto, o objetivo geral desse artigo é analisar de que maneira o mestre usa o jogo da capoeira, como ferramenta motivacional, nas práticas pedagógicas, para a melhoria da aprendizagem da leitura, entre os alunos do 6º ano, do ensino fundamental II. Desse modo, a utilização de estratégias de leitura, partindo da diversidade dos gêneros textuais, de modo lúdico, através da capoeira, no processo de ensino-aprendizagem, é um assunto que é discutido nessa pesquisa, pois esta se justifica pela necessidade de contribuir para uma melhora do processo de ensino e aprendizagem, partindo de pressupostos presentes na BNCC. Palavras-chave: Capoeira, Fomento à Leitura, Gêneros Textuais, Lúdico.
Luzia Wilma Santana Da Silva, Ítalo Oliveira Chaves, Letícia Santos Azevedo, Neuziele Miranda Da Silva, Carla Manoela Oliveira De Araújo, Leiliane Hilário Gonçalves Dos Santos Correia, Eulina Patrícia Oliveira Ramos Pires, Juciara De Santana Silva
ODEERE, Volume 5, pp 408-437; doi:10.22481/odeere.v5i9.6367

Abstract:
O artigo verificou se após um programa de alfabetização, pessoas adulto-idosas com doenças crônicas apresentaram capacidade cognitiva à autonomia e autoconfiança aos cuidados de saúde. De método qualitativo na transversalidade com a pesquisa-ação, realizado no interior da Bahia com um grupo de mulheres, idade entre 53 a 73 anos, de um núcleo interdisciplinar de cuidados à saúde, todas com déficit de autocuidado potencializado pelo analfabetismo. Os resultados demonstraram que no ciclo vital tardio, mães/avós encontraram na alfabetização o empoderamento da cidadania a da autogestão dos cuidados de si próprios. A prática educacional então, se tornou uma estratégia-chave à potencialização do letramento ao cuidado humano das pessoas relacionado à promoção de sua saúde. Palavras-chave: Alfabetização, Empoderamento, Pessoa Idosa, Cuidado de si.
Benedito Eugenio, Wesley Santos De Matos
ODEERE, Volume 5, pp 23-48; doi:10.22481/odeere.v5i9.6881

Abstract:
A pesquisa sobre quilombos tem se ampliado consideravelmente nos últimos anos, incorporando diferentes referenciais teóricos. Dentre os pesquisadores que têm contribuído para a renovação dos estudos sobre comunidades quilombolas está José Maurício Arruti, doutor em Antropologia Social (UFRJ) e professor da Universidade Estadual de Campinas. O professor Arruti pesquisa comunidades quilombolas e povos indígenas, em especial sobre os temas Políticas de Reconhecimento, Território, Memória e Educação. Apresentamos, a seguir, a entrevista por ele concedida, em que discute aspectos de sua trajetória de formação, a produção de conhecimentos sobre comunidades quilombolas, a inserção na pesquisa sobre a temática, as principais dificuldades enfrentadas por essas comunidades no atual contexto de perda gradativa de direitos. Finalizamos a entrevista com o professor Arruti nos apontando sobre seus atuais interesses de ensino e pesquisa. Palavras-chave: Quilombos; Memória; Território; Educação.
Silvano Da Conceição
ODEERE, Volume 5, pp 132-153; doi:10.22481/odeere.v5i9.6661

Abstract:
No presente artigo a proposta foi discutir alguns processos que tem marcado a história da Comunidade Quilombola de Velame, localizada a 54 km do município de Vitória da Conquista/Bahia. A metodologia utilizada foi a qualitativa, com a utilização da técnica de entrevistas (idosos, adultos e jovens) e pesquisa de campo. Cotejamos essas informações com as encontradas no Relatório Antropológico da Comunidade Quilombola de Velame. O processo de expulsão de suas terras e o posterior regresso, deixaram profundas marcas na comunidade, uma vez que isso interferiu diretamente na dimensão territorial e na quantidade de famílias que residiam na mesma. A análise de todo material coletado revelou que a incorporação da identidade quilombola é indicador de uma leitura estratégica da comunidade, tanto para acessar políticas públicas, como para dar início ao processo de titulação de suas terras. Notamos ainda que o Estado brasileiro continua a viver um enorme dilema, em se tratando da garantia dos direitos dos povos tradicionais, visto os seus operadores jurídico e político parecem, na maioria das vezes, inoperantes ante a necessidade de dar celeridade aos processos de titulação das terras quilombolas. Palavras-chave: comunidade quilombola; desenvolvimento social; políticas públicas; território.
José Glebson Vieira, Maria Santos, Maria José Da Silva Souza
ODEERE, Volume 5, pp 251-280; doi:10.22481/odeere.v5i9.6665

Abstract:
Este artigo analisa os processos de resistência negra em duas comunidades quilombolas, a do Arrojado em Portalegre/RN e a de Queimadas em Currais Novos/RN. A discussão aqui proposta pretende relacionar as ideias de África, exílio e sertão ao contexto da escravidão e do colonialismo e, por conseguinte, compreender os usos e apropriações de categorias identitárias, como quilombolas, dentro de processos políticos de afirmação étnica e do enfrentamento ao racismo. A intenção é discorrer os efeitos da luta pelo reconhecimento étnico na reorganização social e política das referidas comunidades, assim como no recontar ou reescrever uma história que é marcada pela memória da escravidão e por valores, representações e práticas que as vinculam aos seus territórios. Busca-se, portanto, acompanhar a luta política dos quilombolas que visa o reconhecimento identitário e assegurar o exercício da cidadania frente aos aparatos de Estado. Palavras-chaves: escravidão, história, identidade étnica, cidadania e racismo.
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