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EISSN : 2525-4715
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ODEERE; doi:10.22481/odeere

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Sávio Oliveira Da Silva Santos
ODEERE, Volume 5, pp 474-492; doi:10.22481/odeere.v5i9.6347

Abstract:
O referente trabalho tem por objetivo descrever parte das experiências obtidas mediante a participação na extensão em “Educação e Cultura Afro” desenvolvida pelo Órgão de Educação e Relações Étnicas – ODEERE. Na oportunidade, refletimos sobre as discussões obtidas nos dez módulos do curso e como essas pautas influíram diretamente nas concepções pressupostas acera da cultura afro. Em vista de se perceber o legado africano assumindo metodologias de resistência na contemporaneidade, a formação docente e discente deve procurar reaver e fortalecer de forma diversificada sua identidade e seu território para combater a discriminação racial. Dessa forma, o presente trabalho discorre sobre a importância do curso para alunos, professores e a comunidade em busca de melhor formação e rompimento do status quo étnico. Entretanto, aprendendo a respeitar e valorizar a cultura, o legado africano, a educação étnico-racial, por meio de práxis realmente efetivas em seus respectivos territórios de identidade. Palavras-chave: Educação; Cultura; Afro; Saberes.
Jamile Pereira Pimentel Dos Santos, Ana Angélica Leal Barbosa
ODEERE, Volume 5, pp 205-233; doi:10.22481/odeere.v5i9.6686

Abstract:
Este artigo é um recorte de uma pesquisa desenvolvida no mestrado entre os anos de 2016 e 2017 numa comunidade quilombola denominada Queimadas, que se localiza no sertão baiano, na zona rural do Município de Guanambi. A referida pesquisa teve como objetivo investigar a transmissão dos pertencimentos étnicos entre as diferentes gerações que ali se encontram. Para tanto, o método utilizado foi a etnografia, com o emprego de entrevistas, observações e narrativas em história oral de vida. Nessa investigação ficou evidente que os quilombolas de Queimadas lançam mão de variadas estratégias de transmissão dos pertencimentos étnicos, que vão desde o casamento, a manutenção da terra, a organização espacial do território, a transmissão oral de tradições, costumes e cultura, dentre muitos outros. Assim, eles conseguiram, no decorrer de mais de cem anos, preservar os pertencimentos étnicos e a harmonia da comunidade e tudo isso só foi possível porque são um coletivo que protege a terra, a família e a ancestralidade do grupo cotidianamente, de geração em geração. Palavras-chave: Quilombo; Etnicidade Geracional; Ancestralidade Étnica.
John Kenny Acuña Villavicencio
ODEERE, Volume 5, pp 438-456; doi:10.22481/odeere.v5i9.6592

Abstract:
En pleno ocaso de la resistencia maoísta, nos referimos a los primeros años de la década del noventa, Sendero Luminoso consideraba que el control de la ciudad formaba parte de una lucha estratégico-militar para tomar el poder. Esta visión determinista obligaba a encontrar en las zonas marginales como Villa El Salvador la fuerza necesaria para llevar a cabo la revolución de vanguardias. No obstante, en medio de esta búsqueda se erigió una comuna urbana que llegó a cuestionar el papel de la izquierda y transformar la sociedad capitalista desde el Estado. Por lo expuesto, el propósito de este artículo consiste en analizar e interpretar el quiebre de una forma de autogestión gestada en los cinturones marginales de Lima y en pleno proceso de guerra popular. Para ello, estableceremos un puente de diálogo entre el dato bibliográfico y la reconstrucción testimonial de un movimiento de trabajadores que puso en marcha un proyecto de autorregulación social y política. Palabras clave: autogestión, estética política, lucha de clases, revuelta, Sendero Luminoso.
Luciete De Cássia Souza Lima Bastos
ODEERE, Volume 5, pp 49-81; doi:10.22481/odeere.v5i9.6703

Abstract:
Este artigo é parte de minha pesquisa de doutorado em que discuto a complexidade de me colocar no lugar do Outro para compreendê-lo. Apresenta a comunidade tradicional de Sambaíba, município de Caetité-BA, seu saber-fazer e problematiza a construção de identidades cambiantes e/ou fragmentadas a partir da interpretação de elementos simbólicos presentes nas narrativas e expressões face-corporais dos participantes. Uma etnografia sobre/com o Outro em minha experiência com o corpo. Ver-me pensando e observando e, simultaneamente, sendo pensada e observada pelos afrodescendentes é a construção de uma episteme para a vida acadêmica e humana. Palavras-chave: Quilombo Sambaíba; Saber-fazer; Identidades cambiantes.
Benedito Eugenio, Milena Lima Tamborrielo, Rubia Cristina Nóbrega, Juliana Brito Dos Santos
ODEERE, Volume 5, pp 154-179; doi:10.22481/odeere.v5i9.6613

Abstract:
Os estudos sobre as comunidades quilombolas tem se ampliado significativamente nos últimos anos no Brasil. Áreas como História, Sociologia, Antropologia, Educação tem evidenciado, com diferentes enfoques teóricos e metodológicos, a importância de se compreender as dimensões histórias, culturais, educacionais dessas comunidades. Neste artigo apresentamos aspectos da história e memória da comunidade quilombola Orquídio Pereira. Os dados foram construídos por meio de entrevistas com moradores antigos e nos permitiu entender as memórias de moradores em uma perspectiva benjaminiana. Palavras-chave: Memória. Narrativa. Comunidade quilombola.
Ellen Rodrigues Da Silva Miranda, Doriedson Do Socorro Rodrigues
ODEERE, Volume 5, pp 82-108; doi:10.22481/odeere.v5i9.6620

Abstract:
O texto apresenta alguns resultados de pesquisa de mestrado sobre educação quilombola e busca responder como a(s) “escola(s)” presentes na comunidade quilombola Tambaí-Açu, Mocajuba/PA, educam as crianças entre as reproduções ampliadas da vida e as reproduções ampliadas do capital. Trata-se de investigação qualitativa, como base no materialismo histórico-dialético, com dados obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas, analisadas em articulação com revisão de literatura científica. Ao se fazer análise de conteúdo, compreendeu-se que, embora haja diversas formas de saberes nos chãos e terreiros da comunidade, como a floresta, os rios, as/os “encantados”, as/os pretos/as velhos/as, os mutirões, o “Quilombauê”, os movimentos sociais como a Associação Remanescente de Quilombo Tambaí-Açu – ACREQTA e, ainda, leis e diretrizes que dão base à Educação Quilombola no Brasil, o que tem prevalecido é o sentido “urbanocêntrico” em termos de educação escolar que desconsidera o espaço rural, suas diversidades, suas formas de aprender a ser, embora contraditoriamente a escola venha buscando a isso se contrapor por meio da integração de suas experiências quilombolas nos processos formativos, a partir de seus modos de se formar-produzir pelo trabalho no mutirão. Palavras-chave: Experiências, Educação, Escolas, Infância Quilombola.
Ana Angélica Leal Barbosa, Benedito Eugenio, Iris Verena Oliveira, Nivaldo Osvaldo Dutra
ODEERE, Volume 5, pp 01-06; doi:10.22481/odeere.v5i9.6974

Abstract:
Apresentação do Dossiê QUILOMBOS: RESISTÊNCIAS E RESSIGNIFICADOS NA CONTEMPORANEIDADE
Maria Edinalva De Oliveira Carmo, Maria De Fátima De Andrade Ferreira
ODEERE, Volume 5, pp 281-312; doi:10.22481/odeere.v5i9.6515

Abstract:
Este artigo é parte de uma pesquisa de Mestrado em Ciências Ambientais que investigou “A relação mulher-natureza na Comunidade Remanescente do Quilombo de Fojo, Itacaré – BA”, através da abordagem descritiva e análise quantitativa e qualitativa de dados (KÖCHE, 2000; SANTOS, 2002), buscando aprofundamento teórico para tratar de relações de gênero (LOURO, 2011; SCOTT, 1989), gênero e meio ambiente (CASTRO e ABRAMOVAY, 2005) e a importância do papel da mulher na organização cotidiana das comunidades tradicionais, inclusive de remanescentes de quilombos (COSTA e PINTO, 2015). Os sujeitos da pesquisa foram mulheres e homens da Comunidade de Fojo que decidiram pela participação, utilizando entrevistas semiestruturadas, observação direta e sistemática e conversas informais, em profundidade, realizadas entre 2014-2015. O recorte aqui apresentado tem por objetivo discutir o papel da mulher na comunidade do quilombo de Fojo e sua relação com a natureza. Os resultados indicam relações desiguais entre homens e mulheres na comunidade, às mulheres têm sido designado papel/posição, modos de cuidar da família, ficam responsáveis em “trazer harmonia e paz para o lar”, “cuidar e ser dona de casa”, cabendo a elas a área pertencente a do privado – a casa, alguns serviços na roça e a participação na igreja evangélica, deixando a tradição esquecida. A relação mulher-natureza, ao que parece, indica práticas agrícolas equivocadas e, ao que tudo indica, o conhecimento dos moradores sobre a agricultura ainda é tímido, demonstram fragilidades de técnicas empregadas, falta recursos à implementação de ferramentas adequadas, ausência de assistência técnica especializada e conhecimentos por parte dos produtores de técnicas básicas de produção. Palavras-chave: Relação Mulher-Natureza. Mulher Quilombola. Sustentabilidade
Alexandre De Oliveira Fernandes, Adson Rodrigues De Oliveira, Serinaldo Oliveira Araújo
ODEERE, Volume 5, pp 07-22; doi:10.22481/odeere.v5i9.6440

Abstract:
Eduardo Davi Oliveira, autor de livros como “Cosmovisão Africana no Brasil” e “Filosofia da Ancestralidade, é professor do Doutorado Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC-UFBA). Ele nos concedeu a presente entrevista durante evento da Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, intitulado “Corpo, Poética e Ancestralidade” (UFSB), o qual ocorreu de 11 a 17 de Março de 2019, na cidade de Porto Seguro, Bahia. Nossa conversa foi atravessada por temas como epistemologia negra, saberes milenares do povo Bakongo, mitologia dos orixás, a relação do autor com a Universidade e seu processo de escrita poética no livro “Xirê”. Torcendo para que a simpatia, o conhecimento e o gingado com os quais o professor de Filosofia nos atendeu, possam se apresentar aqui, desejamos a todes, boa leitura! À Eduardo, Adupé!
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