Revista Contexto & Saúde

Journal Information
ISSN / EISSN : 1676-188X / 2176-7114
Current Publisher: Editora Unijuí (10.21527)
Total articles ≅ 216
Filter:

Latest articles in this journal

Tamires Daros Dos Santos, Sheila Jacques Oppitz, Yessa Do Prado Albuquerque, Adriane Schmidt Pasqualoto, Aron Ferreira Da Silveira, Isabella Martins De Albuquerque
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 22-31; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.22-31

Abstract:
O objetivo do estudo foi revisar sistematicamente a literatura sobre a eficácia da adição do treino de equilíbrio (TE) em programas de reabilitação pulmonar (RP) comparado a RP convencional na melhora do equilíbrio postural de indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A estratégia de busca foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, PEDro, Scopus e Web of Science, sem restrição quanto ao ano de publicação ou idioma, conforme recomendações do PRISMA. Os critérios de inclusão contemplaram: ensaios clínicos envolvendo o TE na RP para melhora do equilíbrio postural em sujeitos com DPOC, publicados até junho de 2019. Dois revisores selecionaram os estudos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés, utilizando o Handbook da Cochrane, de forma independente. Dos 172 estudos potencialmente elegíveis, 2 foram incluídos, compreendendo um total de 107 pacientes com DPOC, dos quais 56 foram alocados no grupo intervenção (TE adicionalmente à RP convencional) e os demais foram inseridos no grupo controle (RP convencional). O TE adicionalmente a RP propiciou melhora no equilíbrio postural em relação à RP convencional, entretanto não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos quanto ao nível de confiança na realização de atividades específicas e tolerância ao exercício. Os estudos apresentaram baixo risco de viés (alta qualidade). Sugere-se que a adição do TE em programas de RP convencional seja mais eficaz na melhora do equilíbrio postural em comparação à RP convencional. Entretanto, devido ao reduzido número de estudos disponíveis, não há evidência robusta para tomada de decisão clínica.
Marilia Rocha De Sousa, Zélia Ferreira Caçador Anastácio, Andrea Stopiglia Guedes Braide
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 67-74; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.67-74

Abstract:
OBJETIVO: Avaliar o desenvolvimento psicomotor de crianças com baixo peso. METODOLOGIA: Estudo de campo, descritivo, observacional, transversal e com abordagem quantitativa, realizado no período de abril a julho de 2017, no Instituto da Primeira Infância. Foi aprovado pelo parecer 2.007.070/2017, seguindo a Resolução 466/12. Foram avaliadas 34 crianças com a faixa etária de 4 a 6 anos, utilizando a Bateria Psicomotora de Vitor da Fonseca – adaptada. Os dados foram analisados pelo software Statistical Packcage for the Social Sciences versão 20.0. RESULTADOS: Predomínio do gênero feminino, da faixa etária de seis anos e da renda mensal de até 1 salário mínimo. Do total de participantes, observou-se que 20 (59,8%) apresentaram o perfil dispráxico, 12 (35,2%) o perfil normal e duas (5,9%) o perfil bom. Correlacionando os fatores psicomotores com o perfil, observou-se que, com exceção da tonicidade, todos os outros seis fatores (equilíbrio, lateralidade, noção de corpo, estruturação espácio-temporal, praxia global e fina) obtiveram valores com a prevalência de pontuação 1 e 2, definindo um déficit psicomotor decorrente do baixo peso. Foi constatado também que 16 (57,1%) crianças, mesmo com a recuperação do estado nutricional, ainda apresentavam o perfil dispráxico. CONCLUSÃO: É possível através de ações conjuntas de acompanhamento nutricional e intervenção da psicomotricidade, reestabelecer o quadro de baixo peso e favorecer uma intervenção direcionada para o desenvolvimento psicomotor da criança.
Matheus Marques Da Silva Santos, Antonio Sales, Giovana Marcelino Stilben De Souza, Mariana Peres Rodrigues, Leda Márcia Araújo Bento
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 149-156; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.149-156

Abstract:
A publicidade em saúde com teor educativo manifesta-se como matéria prima para promoção e prevenção da saúde e seus agravos. Nesse contexto, os materiais produzidos na campanha “Setembro Amarelo” objetivam a instrução sobre condutas fundamentais em casos de apresentação de sinais de alerta para o risco da ideação e tentativa suicida. Por compreender a importância de tais orientações para familiares e profissionais, este trabalho pauta-se na análise qualitativa dos tipos de conteúdo presentes em dois desses materiais. Dessa maneira, averiguou-se a assertividade entre a escolha dos tipos de conteúdo utilizada, que podem ser factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais, e sua efetividade no combate ao suicídio. Cada um desses conteúdos, em conjunto ou isoladamente, trazem consigo certo grau de profundidade capaz de sensibilizar e tornar possível a internalização de boas práticas, como escuta qualificada pelos profissionais da saúde e a detecção familiar precoce de situações de risco aumentado de autoviolência pré-anunciada pelo desejo cometer suicídio. Portanto é imprescindível que a elaboração dos materiais de prevenção ao suicídio seja embasada no conhecimento das teorias dos conteúdos de Antoni Zabala.
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 244-251; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.244-251

Abstract:
A kombucha é uma bebida produzida a partir da fermentação de chás por culturas simbióticas de bactérias e leveduras. Esta bebida ganhou popularidade devido aos seus benefícios a saúde e por suas propriedades antioxidantes que podem ser maiores que o das infusões não fermentadas. A kombucha também apresenta atividade antibacteriana contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas patogênicas, sendo o principal componente antibacteriano, o ácido acético. Assim, objetivo desta revisão integrativa é analisar a produção cientifica sobre as propriedades antioxidantes e os efeitos antimicrobianos de kombuchas. A revisão integrativa foi baseada em etapas sistemáticas, nas bases de dados Scopus e ScienceDirect. As buscas seguiram os critérios de inclusão: estudos que abordaram as propriedades antioxidantes e antimicrobiana da kombucha, disponíveis na integra nos idiomas inglês, português e espanhol, sem período de publicação delimitado. Excluídos: teses, dissertações, revisões (sistemática, narrativa e integrativa), artigos de opinião e editoriais. Foram incluídos 18 artigos, 7 artigos analisaram a atividade antibacteriana e observaram que as kombuchas apresentam efeitos maiores que as infusões não fermentadas. A maioria dos artigos determinaram a atividade antioxidante de kombuchas de diferentes substratos, principalmente do chá verde e do chá preto. Todos os artigos mostraram aumento da atividade antioxidante das kombuchas ao longo da fermentação. Assim, a kombucha pode ser uma alternativa saudável para a manutenção dos níveis de radicais livres e no combate de micro-organismos patogênicos para quem a consome.
Telma Pelaes De Carvalho, Mariluci Hautsch Willig, Luciana Puchalski Kalinke, Nadine Biagi Sousa Ziesemer, Ana Paula Berberian, Giselle Aparecida Athayde Massi
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 267-274; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.267-274

Abstract:
Objetivo: conhecer as representações sociais de idosos institucionalizados por meio de ações dialógicas. Método: estudo qualitativo descritivo, ancorado na Teoria das Representações Sociais. Utilizou-se de encontros dialógicos grupais de promoção à saúde e entrevistas semiestruturadas. Os resultados foram processados pelo software IRAMUTEQ. Resultados: dentre participantes, a maioria era constituída por mulheres, com idade média de 77 anos, 06 eram viúvas, a escolaridade predominante foi o ensino fundamental incompleto, o tempo de residência nas ILPIs variou de um a nove anos.O software concentrou as respostas dos idosos das entrevistas em três classes, assim nominadas: 1) Conversar para conhecer as outras pessoas, conviver com elas e me fortalecer; 2) Participar do encontro_reunião ajuda a enfrentar a vida institucionalizada; 3) Nunca é tarde para cuidar da saúde. Considerações Finais: os enunciados elaborados pelos participantes revelam que a interação social promove a produção e a troca de conhecimento, o fortalecimento de relações interpessoais, o compartilhamento de experiências vividas e o estabelecimento de confiança mútua. As atividades mostraram-se eficazes para aos idosos, ajudando-os a (re) significar a vida institucionalizada.
Anelize Gabriele Peressute Ribeiro, Ana Beatriz Pacífico, Edina Maria De Camargo, Thiago Silva Piola, Wagner De Campos
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 75-84; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.75-84

Abstract:
Objetivo: verificar a relação dos componentes do ambiente escolar e familiar com o nível de atividade física em crianças da rede municipal de ensino de Curitiba-PR. Métodos: Estudo descritivo correlacional, com delineamento transversal. A amostra consistiu de crianças de 9 e 10 anos (n=461; 51,19% meninos), com caráter probabilístico, selecionada em 10 escolas municipais da cidade de Curitiba-PR. Ambiente familiar, escolar e nível de atividade física foram avaliados por meio de questionários validados na literatura. Para a análise dos dados foi utilizado a estatística descritiva, e a regressão de Poisson. Resultados: O nível de atividade física das meninas pode ser maximizado pelo número de áreas para esporte na escola (RP:1,61; IC95%:1,01-2,57), presença de ≥ 2 espaços na residência para prática de atividade física (RP:1,23; IC95%: 1,09-1,40), morar em apartamento (RP:1,09; IC95%: 1,01-1,19) e receber estímulo dos pais (RP:1,10; IC95%: 1,01-1,20). Para meninos: receber sempre o apoio dos pais (assistir) para prática de atividade física (RP:1,13; IC95%:1,01-1,28), ter a presença do responsável ≥ 4 horas/dia (RP:1,11; IC95%: 1,02-1,19), e na escola possuir dinheiro exclusivamente para materiais de recreio (RP:1,38; IC95%:1,01-1,91), foram associadas positivamente com níveis mais altos de atividade física. Conclusão: Componentes do ambiente escolar e familiar mostraram uma maior probabilidade de crianças, entre 9 e 10 anos, serem classificadas como sendo suficientemente ativas. Sugere-se estudos com os dois ambientes (familiar e escolar) em conjunto visando ampliar o conhecimento sobre o tema.
Luise Ferreira De Queiroz, Miriam Cabrera Corvelo Delboni, Marciane Montagner Missio, Claudia Morais Trevisan
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 57-66; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.57-66

Abstract:
O estudo buscou investigar a associação de instrumentos para avaliação da funcionalidade em crianças com Paralisia Cerebral baseado no componente atividade e participação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Trata-se de um estudo transversal, do tipo descritivo, por meio de levantamento de dados através da Medida de Função Motora Grossa, Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade e Questionário de Qualidade de Vida de Crianças com Paralisia Cerebral. A análise dos dados foi por estatística descritiva, sendo os dados apresentados em média e desvio padrão. A amostra por conveniência do estudo foi composta por crianças com diagnóstico de Paralisia bilateral e unilateral. No estudo 52% (n=10) possuíam Paralisia Unilateral e 48% (n=9) bilateral. No instrumento Medida de Função, a pontuação não obteve variação significativa para o tipo bilateral e unilateral da Paralisia. No Inventário, as crianças com Paralisia bilateral alcançaram escores maiores nas habilidades funcionais e inferiores na área de assistência do cuidador. O Questionário evidenciou as crianças com Paralisia bilateral tem maior qualidade de vida. A distribuição topográfica da Paralisia em bilateral e unilateral, não foi determinante para definir a funcionalidade. Os fatores contextuais (físico, social e atitudinal) manifestaram influência substancial, pois condições físicas dos ambientes e atitudes dos cuidadores surgiram como aspectos principais. Os instrumentos mostraram-se eficientes na avaliação do componente atividade e participação, por fornecer uma melhor compreensão das capacidades e desempenho em situações de vida.
Ana Regina Leão Ibiapina Moura, Andreia Aparecida Andrade De Santana, Jaine Francielle Ribeiro De Alencar, Tuane Rodrigues De Carvalho, José Fernando Vila Nova De Moraes
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 175-180; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.175-180

Abstract:
O objetivo do presente estudo foi analisar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento da obesidade em adolescentes de 15 a 19 anos. Os dados foram analisados a partir do Serviço de Informação Hospitalares (SIH) do SUS, processados e disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS). As opções de pesquisa escolhida foram baseadas nos gastos com o tratamento da obesidade para a faixa etária de 15 a 19 anos, sexo masculino e feminino, e as diferentes regiões do país. Foram analisados os anos de 2008 a 2018. Percebeu-se um aumento no gasto com o tratamento da obesidade nessa faixa etária. Em 2008 foram gastos R$ 190.015,83 enquanto que em 2018 o valor total foi de R$ 918.564,40. O valor total dos gastos no período analisado foi de R$ 5.570.080, 93. Quando analisados por sexo, entre 2008 e 2018 observou-se que as meninas foram mais onerosas do que os meninos (R$ 4.035.282,05 vs. R$ 1.534.798,88, respectivamente). Já na comparação entre as regiões, fica evidente um maior gasto no tratamento da obesidade na Região Sul, seguida da Região Sudeste. Conclui-se que nos últimos anos houve um aumento significativo com o gasto do tratamento da obesidade em adolescentes e que isto acompanha o aumento da prevalência de excesso de peso nessa faixa etária. Ademais, as meninas mostraram-se mais caras para o sistema e as Regiões Sul e Sudeste concentraram grande parte destes gastos.
Reginaldo Luiz Do Nascimento, José Roberto Andrade Do Nascimento Junior, Layane Costa Saraiva, Lélio Ferreira Dos Santos, Marcus Vinicius Oliveira Carneiro, Flavio De Sousa Araujo, Ferdinando Oliveira Carvalho
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 94-101; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.94-101

Abstract:
O objetivo do estudo foi comparar a aptidão física de indivíduos sedentários da cidade de Petrolina-PE em função do sexo, faixa etária e risco cardiovascular por meio da relação cintura estatura. A amostra foi composta por 3.173 indivíduos de ambos os sexos, considerados sedentários e com faixa etária entre 18 a 64 anos. Foram coletadas massa corporal, estatura, circunferência da cintura e do quadril, dobras cutâneas, testes motores (flexibilidade, flexão de cotovelo e flexão de tronco), pressão arterial sistólica e diastólica e frequência cardíaca de repouso, e posteriormente calculada relação cintura quadril e cintura estatura e pressão arterial média, e foi estimado o volume máximo de oxigênio. Para a análise dos dados, foram utilizados os testes “U” de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, sendo adotada uma de significância de p
Marcela Cristina De Andrade, Fabíola Pansani Maniglia
Published: 4 November 2020
Revista Contexto & Saúde, Volume 20, pp 166-174; doi:10.21527/2176-7114.2020.40.166-174

Abstract:
Uma proposta de dieta de baixo consumo de carboidratos, chamada de low carb, vem se do largamente estudada para auxiliar no manejo do diabetes tipo 2. Demostrando que um melhor controle de glicose sanguínea pode ser alcançado com uma menor ingestão de carboidratos. O objetivo deste trabalho foi analisar resultados de ensaios clínicos que utilizaram dietas de baixo consumo de carboidratos, em comparação às dietas tradicionais aconselhadas no tratamento de diabetes tipo 2, quanto aos marcadores de melhora do controle da doença, redução ou exclusão do uso de medicamentos, diminuição da circunferência da cintura e perda de peso.Através de pesquisas bibliográficas utilizando periódicos internacionais de ensaios clínicos preferencialmente randomizados disponíveis na base de dados Pubmed. Considerando como dieta de baixo teor de carboidrato, aquelas que ofereciam percentuais do macronutriente iguais ou inferiores a 45% ou menos de 130g por dia.Os resultados dos 14 artigos incluídos nesta revisão apresentaram alguma diferença na perda de peso e uma diferença expressiva nas reduções de hemoglobina glicada, glicemia de jejum, triglicérides e redução do uso de medicamentos, em favor das dietas low carb.Esta revisão demonstra que uma dieta com baixo teor de carboidratos é efetiva no controle dos marcadores do diabetes tipo 2, podendo o paciente ter uma melhor qualidade de vida através da alimentação. Embora, mais estudos de longo prazo e de amostra aumentada sejam necessários para apoiar esta dieta como tratamento da doença.
Back to Top Top