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Results in Journal O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira: 616

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O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 27, pp 29-61; doi:10.17851/2358-9787.27.3.29-61

Abstract:
Resumo: A crítica se debruçou exaustivamente sobre a duplicidade do Grande sertão: veredas, apontando a sua função estrutural seja para a forma, seja para o conteúdo do romance. Seguindo a esteira aberta por João Adolfo Hansen, pode-se dizer que tal duplicidade, antes de ser valor em si ou caminho para a unidade, constitui as veredas pela qual o sertão se abre à multiplicidade, e a encruzilhada se torna redemoinho. Para tanto, há que se atentar para o papel que a interlocução, enquanto alternância colaborativa entre fala e escuta, escrita e (re)leitura, desempenham tanto no dizer de Riobaldo (“as falas na fala”) quanto na sua concepção metafísica (“a vida é mutirão de todos”). Perscrutando a importância de Quelemém, interlocutor das estórias narradas, pode-se perceber como a história de Riobaldo se converte em estória, atravessando gêneros: através (e por meio) da interlocução, o protagonista tece a trama de sua vida do compósito das outras vidas reais e imaginárias, havidas ou ouvidas (veredas), que formam a sua, dando corpo aos seus muitos fios e chegando a um estado subjetivo – perdido com a morte de Diadorim – que agora se apresenta múltiplo, por meio do seu agenciamento enunciativo, através de um(a) a-gente poético(a).Palavras-chave: Grande sertão: veredas; multiplicidade; interlocução. The critical fortune of Grande Sertão: Veredas has investigated in all details the role that duplicity plays in the novel, regarding both the structure and the content. Following the path opened by João Adolfo Hansen, we can say that such duplicity, instead of being a value in itself or a way leading to unity, constitutes the veredas through which the sertão opens itself to multiplicity, and the crossroad becomes a swirl. In order to do so, one has to pay attention to the role interlocution – understood here as the collaborative alternation between speech and listening, writing and (re)reading – in Riobaldo’s discourse (“the speeches inside the speech”) and in his metaphysical conception (“life is a mutirão [communal work]”). Examining the importance of Quelemém, the interlocutor to Riobaldo’s storytelling, one can realize how Riobaldo’s history turns into his story, crossing genres/genders: through interlocution, the protagonist co-weaves the woof of his life by forming a poetical assemblage of the other lives, real and imaginary, that constitute his own. That way, he reaches a multiple subjective state, previously lost with Diadorim’s death.Keywords: Grande sertão: veredas; multiplicity; interlocution.
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 26, pp 141-170; doi:10.17851/2358-9787.26.1.141-170

Abstract:
O presente artigo investiga o processo de modernização da cidade do Rio de Janeiro através do fenômeno do teatro e da moda como apresentado na obra Memórias da Rua do Ouvidor (1878), de Joaquim Manuel de Macedo. Para isso, discutem-se pontos de vista teóricos e historiográficos distintos sobre a modernidade a partir de pensadores e críticos de matrizes marxistas e da história cultural e das artes (como Roberto Schwarz, Luiz Felipe de Alencastro, Christophe Charle e Jonathan Crary), examinando o livro de Macedo já referido, com o objetivo de alcançar a complexidade da experiência ali exposta, propondo angulações teóricas distintas para a análise do fenômeno e, por fim, pensando um contraste entre a modernidade periférica brasileira e a francesa através do ensaio “O pintor da vida moderna” (1863), de Charles Baudelaire, em comparação com Memórias da Rua do Ouvidor,de Joaquim Manoel de Macedo.
Letícia Malard
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 23, pp 179-195; doi:10.17851/2358-9787.23.2.179-195

Abstract:
Histórico, reflexões e comentários sobre teses e dissertações de Literatura Brasileira defendidas para obtenção de cargos, títulos ou graus na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (FALE-UFMG) durante quatro décadas, apresentando-se, dessa forma, um panorama dos trabalhos acadêmicos universitários na capital mineira (1958-1989), bem como suas condições de produção.
Letícia Malard
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 21, pp 123-137; doi:10.17851/2358-9787.21.1.123-137

Abstract:
Interpretação de aspectos de alguns romances brasileiros publicadosdurante o regime de 1964 para revelar que a tematização de questõessociopolíticas não criou problemas com a censura porque os escritores lançarammão de recursos capazes de ludibriá-la.
Ana Maria De Almeida
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 2, pp 180-203; doi:10.17851/2358-9787.2.0.180-203

Abstract:
O paradoxo da totalidade Em Grande Sertão: Veredas - coincidentia et separatio oppositorum
Maria Aparecida Oliveira De Carvalho
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 20, pp 157-173; doi:10.17851/2358-9787.20.2.157-173

Abstract:
Este estudo propõe uma leitura do fragmento 47 de Galáxias, livrode Haroldo de Campos, percorrendo seus diversos jogos de espelhos com alinguagem, a literatura mundial, os espaços e os tempos. O texto em questão seapresenta como um talismã, uma pseudofábula que se constrói como umaviagem literária referencial e autorreflexiva, assim como todos os outrosfragmentos de Galáxias, que se inserem numa tradição de literatura mundialde vanguarda, na companhia dos grandes textos do século XX como os Cantosde Pound, Finnegans Wake de Joyce, entre outros.
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 27, pp 63-84; doi:10.17851/2358-9787.27.3.63-84

Abstract:
Resumo: Este artigo tem por objetivo examinar algumas características presentes em escritos de ambiência urbana de João Guimarães Rosa publicados em seus livros póstumos – Estas estórias e Ave, palavra –, agrupando-os segundo certas afinidades formais ou temáticas: o estilo fragmentado e a atitude ambivalente com relação à cidade; à representação dos males do regime nazista; e à figuração de sujeitos opressos pelo sistema de sociabilidades que a urbe impõe. Num segundo momento, os textos urbanos são contrapostos à literatura sertaneja de Guimarães Rosa e distinguidos, especialmente, pelo enfraquecimento do modo ficcional promovido pelo recurso amplo à voz autobiográfica e pelo emprego de um discurso mais reflexivo ou sentencioso.Palavras-chave: Guimarães Rosa; cidade; discurso autobiográfico; literatura sapiencial. This paper aims to examine some traits found in João Guimarães Rosa’s urban writings published in his posthumous works – Estas estórias e Ave, palavra –, by grouping them according to certain similarities of form or theme – the fragmentary style and the ambivalent posture in relation to the city, the approach of the World War II strains, and the depiction of individuals oppressed by the urban sociabilities. Thereafter, urban texts are compared to Guimarães Rosa’s rural literature and distinguished mainly by the dilution of the fictional model, verified by the extensive appeal to an autobiographical stance and the use of a more reflexive and preceptive diction.Keywords: Guimarães Rosa; city; autobiographical discourse; wisdom literature.
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 26, pp 207-227; doi:10.17851/2358-9787.26.2.207-227

Abstract:
A partir de 1850, após a inauguração de linhas de navegação a vapor com destino aos principais portos latino-americanos, a viagem transatlântica virou produto de consumo. Os gigantescos navios embarcavam todas as classes sociais e todas as profissões – mas aos emigrantes de nacionalidade italiana, na América Latina, era atribuído um especial talento canoro. Na corte carioca, a concorrência no mercado do teatro lírico era tamanha que alimentava torcidas adversárias, a favor ou contra um ou outro intérprete; assim como sustentava uma intensa exploração dos artistas por parte de agentes com dúbia moral. O presente ensaio aborda esse mundo pelo olhar de Giuseppe Banfi, um carpinteiro que desembarcou no Rio de Janeiro em 1857, em plena febre lírica, sendo logo contratado como corista do Teatro Lírico Fluminense e como solista em igrejas. Depois de ter seus pertences roubados, ele empreende uma fabulosa jornada pelo interior do Brasil, atravessando os estados de Minas Gerais e São Paulo, subindo montanhas, traspondo rios e vagando na selva até chegar a Curitiba, após três meses de viagem. Já de volta à Itália, ele narrou as suas aventuras em um diário. Entre relato de viagem e romance de formação, seu registro pode ser lido como libelo de tolerância em que é encenado o encontro entre índios gentis e bárbaros europeus, perdidos nas mais extremas regiões do continente americano. A música, por ser linguagem que potencializa a alteridade, é tática essencial desse surpreendente diálogo intercultural.
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 26, pp 187-205; doi:10.17851/2358-9787.26.2.187-205

Abstract:
Para o crítico inglês Eric Bentley, o teatro político se refere tanto ao texto teatral como a quando, onde e como ele é representado. Por vezes condenada como escapista, outras vezes incensada como ferramenta de libertação revolucionária, a arte, de modo geral, continua sendo um tema candente tanto na academia como fora dela. Não é à toa que Sérgio de Carvalho, diretor da Companhia do Latão, criada em 1997, e professor do curso de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, levanta uma questão fundamental: “Qual a função da arte dentro do aparelho cultural capitalista?”. Este artigo aborda o tema do engajamento, de modo geral, levando em consideração a relação entre história e teatro, teatro e história, assim como os discursos produzidos sobre os seus processos coletivos de criação e de pesquisa teórica.
Enivalda Nunes Freitas Souza, Maria Goretti Ribeiro
O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira, Volume 26, pp 365-386; doi:10.17851/2358-9787.26.2.365-386

Abstract:
Cantares amazônicos, coletânea de três livros de poemas escritos pelo poeta paraense contemporâneo João de Jesus Paes Loureiro, versa sobre a natureza amazônica original invadida, degradada e dessacralizada pelo homem capitalista. A coletânea expressa o nativismo do autor, seu estro poético ao cantar a beleza viva, o éthos, os mistérios e os encantos palustres dessa terra de promessas. O autor revela certa tendência à remitologização e à transculturação, fenômenos que tiveram significativa expressão nas obras regionalistas que vieram a lume a partir do segundo quartel do século XX e que vêm marcando a produção literária até hoje. Este trabalho se debruça sobre Cantares amazônicos com a intenção de evidenciar o fundamento mítico dessa poesia representado nas metáforas e imagens arquetípicas das águas e da Floresta. Seguindo o périplo imaginário do sujeito poético, intenta-se registrar seu compromisso estético com a linguagem, sua fidelidade ao imaginário coletivo e sua temática regionalista. Ao final, conclui-se que o lirismo fluvial de Paes Loureiro tem como finalidade o eterno retorno para reconstruir, ainda que por via do mito, o Paraíso quase perdido que se chama Amazônia.
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