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Thais Luz Resende Gonçalves
Sapere Aude, Volume 11, pp 611-618; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p611-618

Abstract:
A pesquisa que comunicamos apresenta uma possibilidade de leitura da peça trágica Medeia, escrita pelo poeta Eurípides em 431 a.C., considerando a possibilidade que encontramos de leitura de múltiplas faces da personagem Medeia, marcadas por tensões que culminam na realização da peripécia – conceito extraído da Poética de Aristóteles. A peripécia, por sua vez, é interpretada dialeticamente, de modo a mostrar a originalidade de Eurípides. O prólogo do texto funciona como uma grande didascálica apresentando, portanto, essas faces de Medeia previamente anunciadas. Diante das faces que Medeia assume constituem-se figuras que identificamos como uma tríplice ambiguidade, quais sejam: Medeia transitando entre a passionalidade e a racionalidade, entre mulher bárbara e grega e a maior e mais importante ambiguidade, Medeia entre a figura humana e a figura divina. Sob essa perspectiva propomos que a construção da personagem Medeia é um expediente dialético.
Marlon Mendes Gonçalves
Sapere Aude, Volume 11, pp 636-643; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p636-643

Abstract:
A problemática da preeminência do intelecto sobre a vontade se evidencia em maior proporção entre os escolásticos, de forma especial em Tomás de Aquino. Os estudos relacionados à relação entre intelecto e vontade na Idade Média, são inspirados em Aristóteles, nas suas mais variadas obras introduzidas no cenário medieval especialmente a partir do século XII. Haja visto que a questão da superioridade do intelecto possui fortes ligações com a filosofia do clássico Estagirita, tendo como exemplo a abstração das realidades exteriores, partindo das informações que os objetos manifestam a nós até a finalização do processo cognitivo.
Marina Frederico
Sapere Aude, Volume 11, pp 589-601; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p589-601

Abstract:
Este artigo se propõe a discorrer a respeito da relação entre o princípio da publicidade dentro do Processo Penal, a presunção de inocência e a exposição midiática da pessoa acusada. Já na segunda seção, o artigo adentra nos meandros do princípio da publicidade, expondo sua fundamental importância à democracia, inclusive do ponto de vista histórico, e as consequências danosas de sua deturpada utilização. Na terceira seção ventila-se a ideia de presunção de inocência, fundamento iluminista e marco do Estado civilizatório, que traz em seu conceito o estado natural de inocência. Por fim, o limiar do princípio da publicidade e o da presunção de inocência caminham ao encontro do que a Constituição de 1988 idealizou por Estado Democrático de Direito; em razão disso, aqueles que operam dentro do processo penal possuem a absoluta necessidade de observância e zelo por esses dois princípios.
Iracy Ferreira dos Santos Júnior
Sapere Aude, Volume 11, pp 536-557; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p536-557

Abstract:
RESUMO A partir contato com as obras do período intermediário do pensamento de Merleau-Ponty (1948-1955), este artigo pretende demonstrar como pintura e literatura, enquanto formas de expressão, revelam-se capazes de reaprender a ver o mundo, de apreender o sentido do mundo ou da história em estado nascente, sem jamais esgotá-lo. Para isso, descreve como Merleau-Ponty amplia o sentido da noção de diacriticidade, de Saussure, ao não limitá-la à análise linguística da linguagem, mas ao admitir que tanto a percepção quanto a expressão e o próprio sensível partilham uma função diacrítica. Em seguida, tomando a pintura como linguagem, analisa como, por meio da noção de estilo, pintor e escritor, cada um a seu modo, “deformam” a linguagem e a tradição instituídas para fazer surgir nelas uma nova linguagem. Por fim, elucida a matriz temporal e histórica do conceito de instituição ao apresentar o modo como a obra de arte pictórica ou literária opera uma retomada dessa tradição e institui um novo sentido na história como advento, presença, abertura inesgotável.
Marcus Mareano
Sapere Aude, Volume 11, pp 507-520; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p507-520

Abstract:
O artigo reflete a respeito da ação dos cristãos na contemporaneidade considerando as contribuições do pensamento de Maurice Blondel. Primeiramente, observamos as transformações ocorridas na Idade Moderna e suas influências para a religião cristã. No momento presente, considerado por muitos teóricos como Pós-modernidade, o que era valioso na modernidade passa a ser questionado e outras aceleradas mudanças socioculturais acontecem gerando novos desafios para a fé em Cristo. Então, a partir da vida de Jesus, compreendemos a ação como conteúdo essencial para ser cristão na contemporaneidade. Assim, apresentamos o pensamento fenomenológico de Blondel como sustentação filosófica para propor a práxis cristã hodierna como maneira autêntica da vivência dos ensinamentos de Jesus. Blondel oferece contributos para que a experiência cristã não se torne mera teoria ou lembrança saudosa de um passado de dominação cultural. Ser cristão implica atuar eficazmente no tempo presente tornando a fé um elemento indispensável para o ser humano.
Robson Afonso
Sapere Aude, Volume 11, pp 629-635; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p629-635

Abstract:
Este trabalho, baseado na obra De intellectu et intelligibili de Alberto Magno, tem o objetivo de investigar sobre a natureza do intelecto humano, identificando como o Doctor Universalis dedicou-se a esse estudo e como essa problemática chegou até seu tempo, o século XIII. As respostas que Santo Alberto Magno trouxe sobre a natureza do intelecto e o problema do conhecimento, tem como base os textos de Aristóteles sobre a alma e as interpretações de alguns filósofos árabes sobre eles. A originalidade de Alberto Magno está no fato de considerar que o estudo da natureza do intelecto e dos inteligíveis coloca em questão o próprio homem que, assim passa a conhecer a si mesmo, já que ele próprio é intelecto.
Gustavo Bertoche
Sapere Aude, Volume 11, pp 573-576; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p573-576

Abstract:
La Poétique de l'Espace (1958) é uma das obras mais importantes da fase imaginética de Gaston Bachelard: um texto composto de teses maduras, que constituem a sua perspectiva definitiva a respeito da questão da imagem poética. Quando o texto foi traduzido para a língua inglesa, o editor solicitou a Étienne Gilson, um dos maiores historiadores da filosofia franceses - e colega de Bachelard -, que escrevesse um pequeno prefácio. Nele, Gilson descreve a surpresa causada em muitos professores pela "virada estética" de Bachelard, e sustenta que os princípios metodológicos criados pelo filósofo inauguram uma nova era nos estudos da filosofia da arte. Este prefácio é aqui traduzido para o português.
Bruno Magalhães Costa
Sapere Aude, Volume 11, pp 619-628; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p619-628

Abstract:
No presente trabalho examinamos a maneira pela qual, na filosofia de Tomás de Aquino, os componentes antropológicos atualizam as potências da alma possibilitando ao homem ser o princípio de suas ações, responsável por elas e constituir-se, em seu desenvolvimento dinâmico, como ente de existência ética. São esses componentes antropológicos que conferem ao homem a potência para desenvolver os hábitos virtuosos que lhe servem de meios para alcançar sua plena autorrealização. Utilizamos a metodologia de leitura analítica, análise e comparação dos textos da Suma teológica pois nela encontramos a elaboração do sistema antropológico e ético do Aquinate. A pessoa humana é dotada de todas as condições antropológicas necessárias para desenvolver-se em uma existência ética.
Marcelo F.R De Oliveira
Sapere Aude, Volume 11, pp 454-466; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p454-466

Abstract:
This paper faces the hard and almost unexplored issue on Montaigne’s nominalism. It also contains interesting clues about the skepticism in the Middle Ages. It shows the most important extracts of the Essays that would be written under the nominalism’s influence. Most of the scholars even ruminate on that Montaigne translated a Middle Ages’ work. This road certainly leads us to the very few explored issue about the relationships between the Essays and the later Scholastic. Working with an edition of Montaigne’s translation (1581) of Sebond’s Theologia, this paper presents extracts from Sebond’s nominalism that were on the root of some extracts of the Essays.
Vitor Bartoletti Sartori
Sapere Aude, Volume 11, pp 480-506; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p480-506

Abstract:
A partir daquilo que José Chasin chamou de análise imanente, analisaremos o percurso engelsiano tendo em conta sua mudança de ênfase, de uma crítica à economia política à uma crítica ao Direito. A partir da tensão entre o modo de exposição de Engels e o conteúdo específico que ele procurou divulgar, mostraremos que não há uma ruptura substantiva na posição do autor, mesmo que seu enfoque seja diferente em um momento em que o movimento socialista ganha destaque na esfera pública e em que o terreno do Direito, mesmo não sendo aquele central, parece ser.
Bruna Coutinho Silva
Sapere Aude, Volume 11, pp 602-610; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p602-610

Abstract:
A presente comunicação tem como objetivo apresentar aspectos da epistemologia funcionalista presentes na psicanálise freudiana. Para tanto, primeiramente, apresentamos a constituição do campo da filosofia da psicanálise, cuja inspiração constitutiva foi a filosofia da biologia, e cujo sentido foi a demarcação de um território teórico-metodológico singular. Em seguida, caracterizamos em linhas gerais o funcionalismo e sua relação com o positivismo no campo da psicologia, em seu esforço de estabelecer-se como ciência. Posteriormente, apontamos as características que identificamos em determinados conceitos e formulações na psicanálise freudiana, que a aproxima da matriz funcionalista. Por fim, buscamos responder à questão proposta por esta comunicação, que se trata de identificar na psicanálise freudiana aspectos do funcionalismo, os quais se apresentam em conceitos fundamentais, em momentos da obra freudiana, como o entendimento da estrutura psíquica e das pulsões.
Ronivon Amorim
Sapere Aude, Volume 11, pp 644-649; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p644-649

Abstract:
O presente trabalho pretende compreender a partir da leitura e reflexão crítica dos textos de Tomás de Aquino, a atividade das virtudes humanas no homem. A virtude adquirida por meio dos bons hábitos constitui o aperfeiçoamento das atitudes humanas para o agir correto, conforme a regra da reta razão. Classificadas como humanas, as virtudes são adquiridas ou infusas. As virtudes cardeais e morais são aquelas que abrem a porta para todas as outras virtudes, elas são denominadas principais por serem as geradoras das outras virtudes. A prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança são classificadas como cardeais e morais.
Lucas Lagasse Corrêa
Sapere Aude, Volume 11, pp 467-479; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p467-479

Abstract:
O presente artigo visa analisar o conceito de lógica, e situá-la na sua relação com as demais arte-ciências, em textos específicos de duas obras de Tomás de Aquino: Comentário ao De Trinitate de Boécio e Comentário aos Analíticos Posteriores de Aristóteles. Essa proposta surge como exigência para melhor compreender o mesmo Comentário ao De Trinitate, no qual trata, nas Questões 5 e 6, do objeto e do modo de proceder da física, da matemática e da metafísica. As noções de arte e ciência serão aprofundadas enquanto virtudes intelectuais teóricas, para em seguida se definir o que seja a Lógica, seu objeto de estudo e propriedades. Por consequência, tratar-se-á de temas imbricados a mesma lógica, tais como o modo como conhecemos as coisas (epistemologia), a verdade e a ordem das disciplinas.
Antonio Janunzi Neto
Sapere Aude, Volume 11, pp 379-399; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p379-399

Abstract:
O presente artigo tem como finalidade primordial a tentativa de se estabelecer uma breve reflexão sobre algumas questões relativas ao estatuto funcional da species e do conceito na teoria tomásica sobre o processo de conhecimento realizado pelo intelecto humano quando considera a coisa extra mental como objeto de sua cognição. A problemática surge a partir de algumas proposições que Tomás de Aquino realiza ao afirmar a imediatez prioritária do conhecimento da coisa (esta é o que conhecido diretamente pelo ato intelectivo) em relação aos conteúdos dos atos mentais, que por sua vez, podem ser considerados como objetos de modo secundariamente. Entretanto, esta tese deve ser considerada à luz de uma outra segundo a qual a species e/ou o conceito são meios cognitivos para o próprio processo de cognição da coisa extra mental. Com isso, as species e/ou conceitos são meios enquanto conhecidos ou meios enquanto meros eventos mentais com algum tipo de relação com a coisa?
Fabiano Veliq, Ana Paula Ferreira Gomes
Sapere Aude, Volume 11, pp 577-588; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p577-588

Abstract:
No presente artigo, temos por objetivo focalizar nas temáticas do Amor e da Memória, por meio das quais Agostinho busca alcançar a Deus, abordadas, principalmente, no livro X das Confissões, temas esses de grande relevância na produção científica e filosófica até a atualidade. Seguimos para o exame da alma como parte constituinte do ser e a vinculação dessa à memória, reconhecidas por meio do processo de autoconhecimento do autor. O estudo da referida memória se dá por meio das metáforas apresentadas por Agostinho, sendo relevante, posteriormente, para o aprofundamento de questões como a temporalidade e a Vida Feliz. Por fim, discutimos as volúpias dos sentidos, que dialogam, mais uma vez, com a temática do amor.
Pablo Gatt
Sapere Aude, Volume 11, pp 417-433; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p417-433

Abstract:
O presente artigo tem como objetivo investigar o surgimento do movimento filosófico denominado de Escolástica no contexto cultural e educacional da Idade Média Central, entre os séculos XI e XIII. Nesse sentido, discutiremos como o advento das universidades medievais estiveram atreladas ao desenvolvimento do método Escolástico como pensamento filosófico. Em seguida debateremos como esse modo de pensar e modelo de estudo foi legitimado pelas universidades religiosas para o estudo dos livros dos Pais Latinos, os textos canônicos, das Sagradas Escrituras e das Sentenças de Pedro Lombardo, sendo essas obras verdadeiros instrumentos de trabalho, na medida em que partir desse método obras teológicas e filosóficas foram escritas, como a Summa Theologiae (1273), de Tomás de Aquino. Por fim, analisaremos como esse movimento foi contestado e contrariado internamente, visto que dentro das universidades os representantes das ordens religiosas dos Franciscanos e dos Dominicanos, os mestres eclesiásticos, realizavam refutações aos métodos adotados pela prática filosófica de pensamento Escolástica.
Valéria Lima Bontempo
Sapere Aude, Volume 11, pp 558-572; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p558-572

Abstract:
Este artigo enfoca a noção de necropolítica, a partir do ensaio Necropolítica – Biopoder, soberania, Estado de exceção, política da morte, de Achille Mbembe. Nele, o filósofo, camaronês, demonstra a influência decisiva dessa ideia na reconfiguração das relações entre resistência, sacrifício e terror. Necropolítica trata-se da subjugação da vida ao poder da morte. O poder político hoje cuida não só de medidas sobre como a vida deverá ser gerida, mas também se encarrega de fazer a gestão sobre como morrer e sobre quem deve morrer. Assim, o risco da morte torna-se presente o tempo todo. E essa é marca central da necropolítica. Enfatizou-se neste artigo, algumas das topografias sublinhadas por Achille Mbeme, tais como o sistema de plantation e colônia, as quais são marcadas por uma extrema crueldade. Nesse contexto, de apropriação da morte pelo poder político, o conceito de biopolítica mostra-se incapaz de explicar as tecnologias atuais de submissão da vida ao poder da morte. Por fim, verifica-se que a reflexão sobre a necropolítica traz o desafio de impedir que o Estado continue fazendo a gestão da morte.
Mário Da Silva Ribeiro, Victor Sales Pinheiro
Sapere Aude, Volume 11, pp 434-453; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p434-453

Abstract:
Neste artigo constam as noções elementares da teoria da lei natural proposta por Tomás de Aquino. Especificamente, analisa-se segundo o método explicativo-compreensivo: 1. O que são bens básicos; 2. O que são princípios práticos básicos; 3. Qual o fundamento da moralidade; 4. Como absolutos morais podem ser conhecidos; e 5. Qual o vínculo entre todos esses pontos e a dignidade humana. Para tanto, são aprofundadas as considerações originariamente dispostas no tópico 3.5 da Dissertação de Mestrado em Direito intitulada Aborto: fundamentos biológico-filosóficos da sua (anti)juridicidade (RIBEIRO, 2019), a qual utiliza como referencial interpretativo do jusnaturalismo tomista os trabalhos desenvolvidos no âmbito da Nova Escola da Lei Natural, sem que isso implique, porém, a reprodução exata das ideias de cada um dos autores que a compõe. A justificativa deste artigo remonta ao necessário avanço de estudos atentos a benefícios autoevidentes que dizem respeito à realização pessoal dos seres humanos. E mais. Devido às lacunas da literatura nacional a nível filosófico-jurídico, tal justificativa remonta também à urgência de se proporcionar aos estudiosos uma visão holística das lições do principal expoente da tradição da lei natural, uma espécie de itinerário auxiliar para a informação e formação intelectual.
Maurício Avila Prazak, Marcelo Negri Soares, Ueslen Da Silva
Sapere Aude, Volume 11, pp 521-535; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p521-535

Abstract:
O presente artigo tem como por objetivo a análise do Positivismo Jurídico de Hans Kelsen e a sua Teoria do Direito. Para dar início a essa análise, começaremos disorrendo sobre a estrutura hierárquica da Constituição como norma fundamental, seguindo no tópico abaixo onde entraremos no assunto do positivismo e depois passaremos a analisar sua validade e a eficácia. Hans Kelsen também foi muito criticado por juristas em todo mundo, tendo em vista uma vez que a sua obra Teoria Pura do Direito não estaria isenta de ideologias e sua formalidade. Para melhor entendimento dos tópicos explanados, passaremos a abordar os elementos do fato jurídico e interpretação o ato jurídico e por fim, e não menos importante vamos entender o sistema normativo através da pirâmide de Hans Kelsen, que por sinal é bastante visado na graduação. Este artigo utiliza-se do método hipotético dedutivo, em análise doutrinária, legal e jurisprudencial, a fim de resolver as indagações previstas nesta pesquisa.
Edson Gonçalves Silva, Marcos Roberto Nunes Costa
Sapere Aude, Volume 11, pp 366-378; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p366-378

Abstract:
É sabido que Tomás de Aquino é adepto da antropologia aristotélica, segunda a qual o homem é concebido como uma “unidade substancial” de corpo e alma. Entretanto, como cristão, Tomás de Aquino se afasta do Mestre no que se refere ao destino final da alma, afirmando a sua imortalidade. O presente artigo se propõe a averiguar e demonstrar não simplesmente, ou propriamente, se a alma sobrevive pós-morte do corpo. Este já é um pressuposto dado. O que queremos demonstrar é que, em Tomás de Aquino, para além de uma sobrevivência, no “estado post-mortem”, a alma (i) tem consciência de si mesma; (ii) que por reconhecer a si mesma, ela está de posse das suas faculdades intelectivas; (iii) que tem ciência de si e de seu intelecto, por isso opera ou compõe “conhecimentos novos”, a partir compõe “conhecimentos novos”, seja a partir dos “novos conhecimentos” já adquiridos quando de sua união com o corpo, mas não só isso, pois chega até a admitir que ela possa construir “conhecimentos novos” a partir da inter-relação espiritual com outras almas, no além.
Celina A. Lértora Mendoza
Sapere Aude, Volume 11, pp 400-416; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p400-416

Abstract:
La peste es una realidad recurrente en la historia humana desde los más remotos tiempos. Cualquier persona medianamente culta o memoriosa puede mencionar diversas lecturas sobre ella; quien haya vivido más de cinco décadas puede recordar episodios que le tocó presenciar. Así, podemos evocar desde la primera gran peste de que se tengan noticias y narraciones, como la de Atenas en el siglo V ac, hasta la que estamos padeciendo en todo el planeta. La peste ha sido omnipresente en un sentido recurrente en el tiempo y expansivo en el espacio; hoy es omnipresente en sentido absoluto. Además, es un fenómeno impactante, trágico en sí mismo y en sus consecuencias. Provoca grandes sufrimientos físicos en las víctimas, daños psíquicos en todos los directa o indirectamente afectados (miedo, ansiedad, depresión) y consecuencias de enorme significación en la sociedad y en todos los aspectos de la vida, que incluyen a varias generaciones. En este breve trabajo me propongo reflexionar sobre este punto, sin pretender ni mucho menos una historia del tema. Tomaré solamente tres casos que, en cierto modo pueden considerarse ejemplos claros de esta asimetría en que los rasgos negativos prevalecen ampliamente sobre los positivos pero, paradojalmente, sirven de gran marco para destacar los heroísmos y los martirios minoritarios.
Manfredo Araújo De Oliveira
Sapere Aude, Volume 11, pp 11-48; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p11-48

Abstract:
A economia é uma dimensão do ser humano, consequentemente, considerá-la filosoficamente pressupõe uma concepção determinada do ser humano que, enquanto ser material/biológico, efetiva-se economicamente constituindo um sistema de relações de produção, repartição e consumo num contexto social. Para o projeto atual do capitalismo não podemos julgar boas ou más as leis da natureza, do mesmo modo não podemos julgar as leis do mercado: elas se impõem a nós. O mercado não pertence ao campo das interações humanas, é algo incontrolável, não tem, portanto, sentido aqui levantar questões éticas. Este artigo procura mostrar, no horizonte de outra concepção do ser humano, que o que está em jogo na ética é a conquista do ser humano enquanto ser livre. Isso significa a configuração de sua vida histórica enquanto construção da relação com a natureza e das relações com outros humanos. A exigência fundamental da ética é o respeito a todo ser, o que exige a superação de toda ordem social radicada na exploração e na injustiça social e ecológica.
Lourival Robty Santos De Souza, Lauro Barros Barreto
Sapere Aude, Volume 11, pp 306-316; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p306-316

Abstract:
Esta pesquisa surge diante do filosofar e da intuição investigativa que percebe as estruturas políticas em estado de corrosão perante a alteridade, desde a perspectiva do filósofo Emmanuel Levinas, e o cenário da necropolítica denunciado por Achille Mbembe diante de sua crítica à sociedade democrática e escravagista. Serão retratadas realidades contemporâneas de vida humana, como o paradigma da violação da integridade física, moral e da própria vida em si diante do cenário da população carcerária negra. O mecanismo da necropolítica oferece relações em estado de ruína, com sua política de morte, a sua assistência para fortalecer as desigualdades, exemplificado na população carcerária, e a violência institucionalizada. Ao adentrar nas experiências contemporâneas de destruição humana, faz-se necessário, identificar os envolvidos na contenda como sujeitos de negação ou afirmação da alteridade. O objetivo desta investigação será analisar a negação da alteridade e os mecanismos da necropolítica que violam e ceifam a vida.
Marcelo Da Costa Maciel
Sapere Aude, Volume 11, pp 194-206; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p194-206

Abstract:
O artigo pretende apontar as analogias e diferenças fundamentais entre a filosofia de Kant e a doutrina cristã (especialmente aquela formulada por Santo Agostinho) com relação à célebre discussão a respeito do mal e à visão escatológica da história humana. Sugere-se que a influência exercida pelo pensamento de Rousseau contribuiu para que as ideias kantianas se distinguissem da visão cristã tradicional, exprimindo a mudança na estrutura de fundo em que se manifesta o pensamento genuinamente moderno. Demonstra-se que a reflexão kantiana sobre o mal, bem como sua filosofia da história, são marcadas pela perspectiva da imanência, buscando no próprio homem a origem do mal e nutrindo uma esperança de redenção que nada tem de transcendente, mas realiza-se na história por meio da ação humana. O artigo conclui que, enquanto Agostinho, com sua ideia da “queda” e da consequente corrupção da natureza humana, ressalta a noção cristã de redenção, Kant traduz tal noção pela concepção secularizada da perfeição moral do homem, construída ao longo de um processo de aprendizado da razão, que confere à história humana o caráter de um crescente esclarecimento do conteúdo e da forma da lei moral.
Bruna Coutinho Silva
Sapere Aude, Volume 11, pp 317-322; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p317-322

Abstract:
O objetivo desta comunicação é promover uma aproximação conceitual entre a busca de sentido em Viktor Frankl, precursor da logoterapia, e o ser-para-a-morte em Martin Heidegger. A logoterapia proposta por Frankl toma a condição humana de vir-a-ser, colocada por Heidegger, como pressuposto para o desenvolvimento de um processo psicoterápico que permita ao sujeito desenvolver-se como ser de possibilidades, responsável e livre por sua condição existencial. Reconhecemos que Frankl toma a analítica existencial heideggeriana como fundamento para estruturar uma psicoterapia, mais especificamente, a condição finita do ser-aí e a construção de sentido para sua existência. Nessa busca, estão em questão, sobretudo, a angústia e a responsabilidade do ser-aí por sua própria existência. Esta comunicação foi apresentada no II Seminário Filosófico da Pós-Graduação em Filosofia da PUC Minas.
Francisco Alvarenga Junnior Neto
Sapere Aude, Volume 11, pp 259-275; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p259-275

Abstract:
Este artigo se pretende a uma discussão acerca da relação entre Nietzsche e o ceticismo. Em algumas passagens o filósofo realiza elogios aos céticos, porém, em outras, ele passa a referir-se a eles como decadentes. Ainda, em determinados momentos de seu texto, Nietzsche reclama para si outro tipo de ceticismo: experimental e criador que, visto mais de perto, não se identifica com as versões do ceticismo afirmadas durante a história da Filosofia. Dessa maneira, a fim de compreendermos a ambiguidade presente na relação de Nietzsche com o ceticismo, dividimos nosso trabalho em três seções. Na primeira, buscar-se-á explicitar a compreensão que o filósofo possui sobre a questão da verdade, em contrapartida ao entendimento dogmático. Na segunda seção o objetivo será discutir as formas como o ceticismo aparece no texto nietzschiano, com o intuito de clarificar a visão do filósofo sobre esta tradição. Por fim, na terceira seção, o texto se desenvolverá apresentando a voz cética de Nietzsche. Esta sua voz não se identifica com as vozes céticas de outrora. O ceticismo nietzschiano – criador – não aceita a paralisação da vontade, pelo contrário, ganha vida em prol da criação de possibilidades novas e engrandecedoras de si.
Rafael Lourenço Navarro
Sapere Aude, Volume 11, pp 150-172; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p150-172

Abstract:
Este artigo visa apresentar uma abordagem da teoria do conhecimento de Platão em harmonia com o inferencialismo semântico e o expressivismo lógico de Robert Brandom. Os textos mais relevantes aqui são O Sofista e a Carta VII, pois nestes textos a epistemologia platônica é apresentada em termos mais explícitos. O artigo começa com uma definição de Eventos, pois este conceito será o fundamento ontológico do argumento apresentado. Pois a verdade na teoria de Brandom pode ser compreendida como a força expressiva das razões com as quais alguém se compromete, e em Platão ela é uma atividade da Psyché que vincula o desvelar múltiplo do ilimitado Ser em movimento com a estabilidade proporcionada pelas idéias eternas e imutáveis. Assim, será argumentado que o conteúdo conceitual ao qual um sujeito autônomo se compromete é subordinado ao evento que este sujeito é capaz de se apropriar. A idéia defendida é de que o status social de conhecedor é uma razão que autoriza práticas sociais entre agentes racionais e um indivíduo precisa reconhecer tal status em outro sujeito para poder participar do jogo de dar e pedir razões.
Ana Selva Castelo Branco Albinati
Sapere Aude, Volume 11, pp 82-99; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p82-99

Abstract:
RESUMO Tendo como base o pensamento de Marx sobre o Estado – sua gênese e sua razão de ser –, refletimos aqui sobre a relação entre liberalismo e democracia e a tensão entre esses dois projetos no desenvolvimento do capitalismo e suas implicações sobre as condições de trabalho. Marx, ao analisar a diferença entre a relação Estado-sociedade que se verifica da passagem do mundo medieval ao mundo moderno, chama a atenção para a autonomização do Estado em relação à sociedade, processo que leva à cisão entre o indivíduo em sua vida privada e o cidadão. Contrapondo-se à reflexão hegeliana que via no Estado moderno a possibilidade de reconciliação entre os interesses particulares e os interesses universais, Marx desvela o Estado como uma instância que se ergue sobre as contradições da vida social, sendo, por isso, impotente para resolvê-las. Pretendemos desenvolver neste artigo a questão: se o Estado responde aos antagonismos próprios da vida social, antagonismos vinculados ao modo de produção, o que é o Estado moderno senão o Estado liberal, quando seu pressuposto é a propriedade privada? E sendo assim, como compreender a relação entre liberalismo e democracia enquanto elementos da relação entre o Estado e a sociedade na modernidade?
Adriano Negris
Sapere Aude, Volume 11, pp 49-69; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p49-69

Abstract:
RESUMO: O presente artigo tem o objetivo de apresentar a relação entre necropolítica e neoliberalismo. Para cumprir a tarefa proposta, tomaremos como fio condutor a noção de governamentalidade neoliberal concebida por Michel Foucault. No estudo sobre a biopolítica Foucault se depara com o problema da população e as formas de governo. Para tratar o tema, Foucault apresenta o conceito de governamentalidade e suas modificações históricas. É nesse contexto de surgem as formas modernas de governamentalidade: o liberalismo e o neoliberalismo. A partir desse ponto da racionalidade governamental moderna, pretendemos demonstrar como a ideia de necropolítica pensada pelo filósofo Achille Mbembe pode se refletir no contexto do neoliberalismo. Nesse sentido, veremos que se por um lado a governamentalidade neoliberal torna-se a grade interpretativa para leitura da biopolítica, por outro lado, para a leitura atual do neoliberalismo é imprescindível a compreensão de uma política de morte que se articula em sua periferia.
Bruno Magalhães Costa
Sapere Aude, Volume 11, pp 341-351; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p341-351

Abstract:
Este trabalho se propõe a examinar os componentes antropológicos que estruturam o ser humano. Para isso é preciso caracterizar a constituição humana a partir da unidade substancial corpo-alma, examinar a relevância da dimensão corpórea como constituinte da essência humana e verificar a concepção de homem como imagem e semelhança de Deus. O levantamento bibliográfico da Suma teológica será o substrato fundamental. Verificamos que Tomás de Aquino, ao apresentar o homem como um composto de corpo-alma, rompe com o dualismo e reabilita a dimensão corporal de seu viés negativista. O corpo é indispensável para que a alma atualize as potências intelectivas. Quanto à alma, o Angélico apresenta suas potências intelectivas como sede da capacidade de conhecer, deliberar e escolher. A antropologia tomista não supõe que o homem seja um ente pronto, acabado, perfeito e finalizado, mas que, sendo princípio de suas ações, está em pleno desenvolvimento dinâmico, é um sendo.
Brener Alexandre
Sapere Aude, Volume 11, pp 276-296; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p276-296

Abstract:
RESUMO Nosso trabalho apresenta o fundamento antropológico da ética aristotélica a partir da leitura do Livro I da Ética a Nicômaco à luz da filosofia como modo de vida. Analisamos a relação entre antropologia e ética acompanhando os argumentos sustentados por Aristóteles situando a ética dentro da filosofia prática, investigando a natureza do bem humano e o aspecto antropológico com o qual Aristóteles introduz as questões éticas a se desenvolver no restante da Ética a Nicômaco, que está entre os textos filosóficos mais importantes de toda a história do pensamento ocidental. Nela encontramos o rigor com o qual Aristóteles aborda o problema da moralidade. Decerto não é nosso objetivo exaurir a discussão a respeito do tratado mais traduzido do Estagirita. Nosso propósito é mais modesto: procuramos analisar o aspecto antropológico da excelência. Tomamos como fonte estrutural a tese do historiador da filosofia Pierre Hadot para análise da questão.
Martin Ramalho De Freitas Leão Rego, Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti De Alencar
Sapere Aude, Volume 11, pp 330-340; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p330-340

Abstract:
O presente trabalho é a construção escrita da comunicação oral apresentada no I Congresso Nacional de Filosofia Antiga, Medieval e Renascentista, realizado na Universidade Federal de Alagoas, tendo como tema a tolerância. Com essa proposta, pretende-se explorar conceitos jurídicos abarcados no princípio da dignidade humana a partir do construto filosófico da tolerância. Assim, optou-se por uma abordagem a partir da ética aristotélica, tomando-se por referência as obras “A política” e “Ética a Nicômaco”. Logo, desenvolve-se o objeto a partir da exploração dos principais conceitos éticos do filósofo da antiguidade, das noções essenciais de tolerância e sua associação com o hodierno princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. A partir dessa breve incursão, aproxima-se os conceitos jurídicos de sua base fundamental filosófica e política.
Paulo Andrade Vitória
Sapere Aude, Volume 11, pp 222-238; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p222-238

Abstract:
No presente artigo abordo a questão da redução da epistemologia as ciências cognitivas, explorando o debate entre Burge e McDowell sobre o disjuntivismo epistemológico. Dessa maneira, começo apontando a tese da indistinguibilidade que afirma que existe um denominador comum entre uma experiência perceptiva verídica e uma experiência perceptiva enganosa. Veremos que essa tese motiva um argumento cético. Em seguida apresento a posição disjuntivista de McDowell que afiram que experiências verídicas e não-verídicas diferem em valor cognitivo. Mostro as críticas de Burge ao disjuntivismo de McDowell, e a sua tese de que a experiência perceptiva deve ser tratada pelas ciências cognitivas. Depois disso, mostro a resposta de McDowell a Burge de que o caráter epistêmico da experiência difere do caráter descritivo das ciências cognitivas. Por fim, digo porque a epistemologia não pode ser reduzida a epistemologia.
Mayra Yonara Pereira Barbosa
Sapere Aude, Volume 11, pp 323-329; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p323-329

Abstract:
As desigualdades entre os sexos são o foco para as relações estabelecidas entre os gêneros, homens e mulheres sempre apresentaram posições distintas no âmbito social, e com isso, foi sendo construída uma forte diferença nas divisões de trabalho, remuneração, na posição política e no reconhecimento de classe. Em O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir – destaca as relações entre homens e mulheres como uma desigualdade tão extrema, que as deixam numa situação de vulnerabilidade social. Em que, ao mesmo tempo, Carole Pateman destaca que tal vulnerabilidade minimiza a posição social feminina. O presente trabalho busca realizar uma reflexão inicial a respeito da construção social feminina, de forma a fazer uma breve análise sobre desigualdade de gênero no viés da “mais valia”, na qual, tanto o contrato sexual, quanto o contrato de casamento impõem um valor econômico na mulher e reproduz desvantagens que limitam a sua capacidade de se empoderar.
Adilson Koslowski
Sapere Aude, Volume 11, pp 207-221; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p207-221

Abstract:
A filosofia da religião tradicional tem sido marcada pelo estudo das crenças do teísmo (judaísmo, cristianismo e o islã), mas de modo mais restritivo tem se focado nas crenças cristãs. Criticando essa abordagem, vamos contrapô-la a uma perspectiva universalista como sustentada pelo filósofo neozelandês Gregory W. Dawes fundamentalmente em seu livro Religion, Philosophy and Knowledge (2017). Nosso objetivo é apresentar esse programa de pesquisa filosófico como uma opção ao tradicional. A estratégia de Dawes é não focar no estudo das crenças, mas nas fontes do conhecimento religioso que ao mesmo tempo não são tantas, porém abarcam a todas as religiões. Concluímos que essa nova abordagem tem várias vantagens em relação à anterior, pois vivemos em um mundo globalizado onde reina o pluralismo religioso.
Rafael Leopoldo, Roberto Starling
Sapere Aude, Volume 11, pp 121-138; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p121-138

Abstract:
RESUMO O presente paper primeiro propõe uma ecologia do medo diante do antropoceno. Trata-se de sentir o medo in concreto como parece propor o xamã Davi Kopenawa ou o filósofo Günther Anders. Desta forma, podemos estar diante do real perigo do antropoceno. Após, a exposição dessa ecologia do medo nós analisamos a Guerra dos Mundos elaborada, inicialmente, por Bruno Latour e reelaborada por Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski. Nós pensamos na distinção entre os Humanos (os modernos) e os Terranos (o povo que falta). Por último, propomos voltar a análise das tecnologias de si proposta por Michel Foucault. Foucault no seu livro A hermenêutica do sujeito produz uma genealogia do cuidado de si. Porém, o ponto não abordado dessa genealogia é que ela tem o seu início no xamanismo, assim, entramos na pré-história do cuidado de si para pensarmos um cuidado de si ameríndio na atualidade como possível resposta ao antropoceno.
Thiago Sousa
Sapere Aude, Volume 11, pp 297-305; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p297-305

Abstract:
Trata-se, o presente texto, de uma aula ministrada no curso para diversas graduações, como direito, psicologia, geografia, etc. de Introdução à Filosofia: Ética, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como cumprimento do estágio docente do doutorado em Filosofia, sob a supervisão do Prof. Dr. Tadeu Mazzola Verza. Sendo assim, nosso objetivo era duplo: apresentar uma introdução filosófica acerca de questões éticas e, ao mesmo tempo, introduzir nossos estudantes ao estilo filosófico ricoeuriano. Para alcançarmos isso, escolhemos a temática da Declaração Universal dos Direitos Humanos e como esta era vista pelo senso comum dos brasileiros. A partir dos dados obtidos, por meio de uma investigação estatística, exploramos, usando alguns recursos didáticos, como tirinhas, as fronteiras e relações que existe para Paul Ricoeur entre as fontes não filosóficas e a elaboração própria de um ponto de partida para filosofia. Por fim, convidamos os estudantes, ao citar um
Thiago Augusto Galeão Azevedo
Sapere Aude, Volume 11, pp 239-258; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p239-258

Abstract:
Este estudo surge do questionamento sobre a origem das relações de poder exercidas sobre o corpo na modernidade, responsáveis pela própria criação do corpo sexuado e seu controle. A partir de tais noções, nasce o questionamento sobre a ligação do referido controle moderno para com possíveis origens na antiguidade, no que concerne a moral construída sobre o corpo e às práticas sexuais. Para tanto, realizou-se o presente estudo, à luz da teoria do filósofo Michel Foucault, analisando-se em que medida há uma continuidade entre antiguidade e modernidade no que se refere à moral relativa às práticas sexuais. Tem-se como objetivo geral analisar a continuidade da construção moral entre a antiguidade e a modernidade relativo ao corpo e as práticas sexuais desenvolvidas a partir dele. Como hipótese, sustenta-se uma descontinuidade moral entre tais períodos, considerando-se a pastoral cristã como um evento que revolucionou a configuração das relações de poder sobre o corpo.
Fabiano Veliq
Sapere Aude, Volume 11, pp 139-149; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p139-149

Abstract:
O presente artigo tem como objetivo abordar a questão do conceito de homem na obra Ideologia Alemã de Marx e Engels e seus desdobramentos em diversos aspectos da relação homem-trabalho em Marx. A obra de Marx sobre a questão do homem está dispersa em vários de seus escritos. Desta forma, nosso artigo foca na concepção de homem adotada por Marx e Engels na sua obra Ideologia alemã. Nosso artigo inicia contextualizando a aspectos do contexto de Marx e seu embate com a esquerda hegeliana; após este momento passamos a explicitar a noção de Trabalho em Marx e evidenciar como que a partir dessa noção é possível pensar o desenvolvimento de temas caros como alienação, luta de classe e comunismo. Tal análise a nosso ver se mostra importante por se tratar de um texto importante na história da filosofia e por oferecer uma perspectiva várias vezes esquecida de Marx e Engels que é a sua preocupação com o homem e o mundo que o rodeia.
Henrique Coelho
Sapere Aude, Volume 11, pp 100-120; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p100-120

Abstract:
O texto em tela procura tornar eminentes algumas reflexões oportunadas por Georg Lukács acerca da degradação do marxismo consignada pelo stalinismo Para isso, faz-se necessário considerarmos o “retorno a Marx” promovido pelo filósofo, depois de longo percurso imantado às filosofias idealistas. No que concerne a essa problemática, o texto traz à tona o emblemático ensaio Meu caminho para Marx, onde o autor húngaro traça em linhas sintéticas, seu trajeto de recuperação teórica, superação da verve idealista subjetiva e objetiva que tergiversavam a assimilação do marxismo autêntico. Em seguida, nos deteremos aos pontos centrais daquela crítica de Lukács (ao fenômeno do stalinismo), no texto Cartas sobre o stalisnismo, onde poderemos averiguar a renovada e marxista parametração crítica do autor que vivenciou de perto a degradação ideológica aqui tematizada. Trata-se, em outras linhas, de aprofundar nos escaninhos históricos do marxismo, e pela via do autor húngaro, averiguar a atividade crítico-prática mediante a altura ideativa alcançada acerca da designada “inteligência das coisas”.
Marcone Costa Cerqueira
Sapere Aude, Volume 11, pp 173-193; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p173-193

Abstract:
The aims that animates this research is to demonstrate how the theoretical construction of the aspects of the foundations of the will, perceived in a final configuration in Kantian thought, requires by way of searching for an autonomous instance of desire, disengaged of the heteronomy of the contingent, which appears first in the Christian Middle Ages construction, establishing the predominance of the formal aspect of the action over its material aspect in the ethical-political field in the West. The theoretical basis of our hypothesis is guided by the relationship between the formal (intentionality – want) and concrete (materiality – act) of political action. Such a configuration will be demonstrated from the construction of a theory of the will, which has arisen within the medieval Christianity, expanded and refined by several western authors, and your more formatting done in modern thought, in which the rational construction of formalism is your complete maturation in Kantian construct.
José João Neves Barbosa Vicente
Sapere Aude, Volume 11, pp 70-81; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n21p70-81

Abstract:
A contribuição de Arendt ao pensamento político Ocidental é indiscutível, nesse campo, ela ocupa lugar de destaque. Seus escritos sobre a política se tornaram referências, principalmente para aqueles que buscam compreender o pensamento político contemporâneo. Com uma linguagem clara e inclinada a compreender, Arendt refletiu profundamente sobre vários assuntos em seus escritos, defendeu a liberdade e a “pluralidade humana” como essenciais à política e fez algumas considerações importantes e pertinentes sobre a democracia representativa que merecem ser divulgadas, ainda que, para alguns autores, ela não seja uma “teórica” da democracia, pelo menos como o “termo” é comumente compreendido. Neste artigo, o objetivo fundamental é destacar e apresentar de modo introdutório, alguns pontos dessas considerações como elas aprecem na obra Da revolução. A proposta não é discuti-las e nem confrontá-las necessariamente com outras ideias ou teorias, mas sim apenas apresenta-las em único espaço. De um modo geral, todas essas considerações de Arendt sobre a democracia representativa presentes em sua obra, foram elaboradas por ela a partir do seu estudo sobre a Revolução Americana. Apesar de serem breves, essas considerações são imprescindíveis para o debate e a compreensão da democracia, principalmente em épocas em que a política gera muitas dúvidas e desconfianças.
Sapere Aude, Volume 10, pp 849-855; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p849-855

Abstract:
Resenha Naturalization of the Soul:Self and Personal Identity in the Eighteenth Century, de John Barresi e Raymond Martin
Sapere Aude, Volume 10, pp 862-868; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p862-868

Abstract:
O livro apresentado marca a presença de uns dos maiores pedagogos da modernidade, Paulo Freire, com algumas das culturas mais ricas de experiência situadas no continente africano. Esse encontro gestou esse belo livro denominado “A África ensinando a gente: Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe”, de Paulo Freire e Sérgio Guimarães. O livro é construído pelo esforço de Sérgio Guimarães que se faz em memória ao grande educador Paulo Freire. No seu tecido total aborda de forma magistral um problema que ainda se faz presente em muitos países africanos, acredito que não apenas em Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, mas também em outros tantos países que constituem o vasto continente africano e demais continentes, que é o problema linguístico que deságua numa série de outros problemas em relação a educação e no processo de independencia dos países outrora colonizados.
Bruno Morais, Vitor Veríssimo
Sapere Aude, Volume 10, pp 825-835; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p825-835

Abstract:
Este ensaio tem por objetivo fazer uma reflexão sobre a democracia representativa e seus problemas ontológicos de não possibilitar aos seus sujeitos um agenciamento ativo e protagonismo nas escolhas de todo o processo democrático. Assim, por meio da filosofia radical de Giorgio Agamben intentamos extrair no pensamento do autor a crítica ao conceito de representação política e como sua aplicação pelo Estado Democrático de Direito funciona, ao contrário do que se pretende nas Constituições firmadas pelos próprios Estados, numa barreira, ou nos termos agambenianos, numa sacralização do espaço político, que tem por objetivo a separação. Esta separação - o relegere – funciona então como dispositivo de poder para cercear o protagonismo político e limitá-lo à determinados agentes de poder.
Francisco Alvarenga Junnior Neto
Sapere Aude, Volume 10, pp 799-808; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p799-808

Abstract:
O presente artigo versa sobre a forma com que o filósofo alemão hermeneuta Hans-Georg Gadamer, em seu construto teórico, concebeu e discutiu o tema da verdade. Para tal, buscar-se-á realizar um breve itinerário entre as elucubrações gadamerianas em torno do tema que não se apresenta de forma clara e objetiva, o que, aparentemente, é fruto da própria psicologia do filósofo, que sempre se mostrou disposto ao diálogo, não determinando de forma acabada os conceitos e temas sobre os quais se debruçou. Assim, buscar-se-á explicitar a crítica de Gadamer à modernidade, o que se seguirá de uma rápida apresentação da compreensão tradicional filosófica acerca da hermenêutica, apresentando aí alguns autores vinculados ao seu desenvolvimento, os quais influenciaram a Gadamer ou sofreram sua influência, como é o caso de Schleiermacher, Dilthey e Heidegger. Em seguida, após tal apresentação, trataremos da forma como a hermenêutica foi compreendida por Gadamer e, também, a forma com que ele compreendeu a verdade, inserida na história, como uma constante manifestação.
Felipe Marçal Anunciação
Sapere Aude, Volume 10, pp 856-861; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p856-861

Abstract:
Para mim é uma grande alegria escrever sobre um belo livro que tive o privilégio de ler com antecedência. Trata-se de um ensaio que acaba de sair do forno e que tem como foco um gênero musical muito importante para a cultura argentina e é um presente para a humanidade: o Tango. Gênero musical apresentado com muito cuidado por Rafael Leopoldo, através de sua escrita que se fundamente e perpassa a psicologia, a antropologia e, principalmente, a filosofia francesa. Além disso, do início ao fim encontramos a sua paixão pela cultura e pela arte da música. Sua exposição ensaística é rica em detalhes da história da Argentina do século XIX e XX e dos hibridismos ocorridos na história da música tangueira com toda sua força rizomática. Em um primeiro momento, por exemplo, é analisado todo um período erótico e político do tango nos prostíbulos e lugares periféricos. Destes lugares, ademais, foram reconhecidas outras artes no século XIX e XX, não por convencimento, mas por persuasão ganharam notoriedade após o seu nascimento.Tango; Baile dos Corpos Dóceis é um livro que muito tem a contribuir para a literatura filosófico-musical e em especial, a literatura tangueira.
Sapere Aude, Volume 10, pp 845-848; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p845-848

Abstract:
Resenha do novo livro de Steven Pinker, O novo Iluminismo: Em defesa da razão, da ciência e do humanismo (2018).
Sapere Aude, Volume 10, pp 836-844; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p836-844

Abstract:
A proposta geral desta pesquisa consiste em analisar a crônica “Mineirinho”, escrita por Clarice Lispector a partir da perspectiva da filosofia de Lévinas em que a ética é assumida como a filosofia primeira. Trata-se, em um primeiro momento, em delinear a filosofia levinasiana e seus principais conceitos, como ética, alteridade, rosto, para que se possa relacionar com a narrativa de Lispector e sua aspiração literária e o seu filosofar diante de um cenário em que encontrou um homem assassinado por seus crimes e uma justiça humana falha, incapaz de conceber Mineirinho como um ser humano. A ética surge como uma chave de leitura para a análise textual por engendrar uma cultura que valora o ser humano e que pode propiciar também uma nova atitude ao comportamento do sujeito que está inserido em um ambiente coletivo, melhorando, ao que acredita-se, a existência do outro no mundo.
Patrícia Felden
Sapere Aude, Volume 10, pp 809-814; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2019v10n20p809-814

Abstract:
RESUMO Em “O Segundo Sexo” Simone de Beauvoir desenvolve uma forte crítica contra a visão machista que encara “a mulher como “outro” em sentido negativo (com relação ao masculino), não reconhecida como alteridade positiva, com características próprias e independentes das imposições masculinas. O presente trabalho busca realizar uma reflexão inicial a respeito das considerações de Beauvoir no que diz respeito a categoria da “Alteridade” direcionada ao sujeito feminino, encarada como uma “alteridade em segundo plano” para a qual não se reconhece reciprocidade. Este trabalho foi apresentado na XV Semana acadêmica de Filosofia (Balbúrdia: os desafios das humanidades) na Universidade Federal de Santa Maria-UFSM. PALAVRAS-CHAVE: Alteridade, Beauvoir, O Segundo Sexo, Reciprocidade, Ética.
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