Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social

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ISSN / EISSN : 23188413 / 23188413
Current Publisher: Universidade Federal do Triangulo Minero (10.18554)
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Patricia Ribeiro Marcacine, Anna Neri Batista Da Silva, Jayne Da Silva Pereira, Hugo Duarte, Lourdes Auxiliadora De Oliveira, Isabel Aparecida Porcatti De Walsh
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 427-434; doi:10.18554/refacs.v8i3.4559

Abstract:
Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em residências da zona urbana da cidade de Uberaba – MG, como parte do Inquérito de Saúde da Mulher, em 2014, cujo objetivo foi analisar a prevalência de Transtorno Mental Comum (TMC) e sua associação com as características sociodemográficas. Compuseram a amostra, 1540 mulheres, com idades variando de 18 a 94 (49,53±17,17) anos, com média de 8,30 (±5,13) anos de estudos e renda per capita média de 774,48 (±775,67) reais. A prevalência de indicativo de TMC entre as mulheres foi de 34,2% (n=526). A maioria se encontrava em união estável (51,7%), 55,1% se auto declararam brancas, 41,6% se consideraram chefes de família e 36,2% realizavam trabalho remunerado. Houve associação de TMC com menor escolaridade (p=0,001), menor renda per capita (p=0,001), menor satisfação com o local de moradia (p=0,001) e maior número de pessoas na residência (p=0,018), assim como com a insuficiência de dinheiro para satisfazer as necessidades (p=0,001). O indicativo de TMC em mulheres está relacionado com as características sociodemográficas e indicadores de qualidade de vida, revelando o impacto das vulnerabilidades sociais acerca da população feminina e a relação com desenvolvimento de adoecimento mental.
Editor Científico
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 333-334; doi:10.18554/refacs.v8i3.4560

Maria Fernanda Garcia De Almeida, Maira Morena Borges, Cassiana Morais De Oliveira
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 392-402; doi:10.18554/refacs.v8i3.4558

Abstract:
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada de maio a novembro de 2018, que teve como objetivo descrever a percepção de gestantes com HIV/AIDS sobre o diagnóstico, adesão ao tratamento e variáveis psicológicas frente à doença. Participaram desse estudo cinco gestantes em acompanhamento pré-natal em um hospital universitário, de nível terciário, do interior do Estado de São Paulo. Foram aplicados roteiro de entrevista semiestruturado, as Escalas Hospitalar de Ansiedade e Depressão e Modos de Enfrentamento de Problemas. Quatro categorias emergiram: Diagnóstico do HIV, Conhecimento sobre HIV, Tratamento e Adesão ao Tratamento Medicamentoso. Verificou-se que a percepção é de um diagnóstico sem a possibilidade de cura, mas com perspectiva de qualidade de vida para elas e para o feto/neonato. Três participantes manifestaram vulnerabilidade emocional, com sintomas de ansiedade e/ou depressão e todas mostraram o enfrentamento focalizado na religiosidade. Os resultados suscitam um alerta às equipes de saúde sobre a necessidade de apoio e acompanhamento multidisciplinar que possa favorecer o suporte psicossocial às gestantes, de maneira a auxiliar na mudança ou manutenção de comportamentos de adesão.
Luan Augusto Alves Garcia, Álvaro Da Silva Santos
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 335-336; doi:10.18554/refacs.v8i3.4557

Abstract:
A pandemia COVID-19 e as repercussões à Atenção à Saúde do Idoso Brasileiro
Letícia Andrade Silva, Isabel Aparecida Porcatti De Walsh, Karlla Leandro Costa, Lislei Jorge Patrizzi Martins, Suraya Gomes Novais Shimano, Marilita Falangola Accioly
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 456-463; doi:10.18554/refacs.v8i3.4563

Abstract:
Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e descritivo, realizado em 2016, com o objetivo de verificar a satisfação dos pacientes e fisioterapeutas em relação ao atendimento fisioterapêutico em um Hospital Universitário Público. A amostra não-probabilística por conveniência, foi composta por 40 indivíduos, com idade de 43,1±10,5 anos; 15 do sexo feminino, com faixa etária entre 26 e 59 (43,1 ± 10,5 anos), correspondente ao grupo de pacientes, com prescrição e realizando fisioterapia. O grupo de profissionais foram 12 fisioterapeutas, do sexo feminino. Foram aplicados dois questionários estruturados, sendo que o primeiro apresentou 12 questões (quatro do domínio Interação, quatro do Recursos e quatro do Ambiente) e o segundo 20 questões (quatro do domínio Interação, quatro do Recursos, quatro do Ambiente, quatro do Condições de trabalho-horário e remuneração, e quatro do Condições de trabalho – equipe e capacitação). O domínio de maior satisfação para os pacientes foi o Ambiente (M=11). A Interação foi o domínio de menor satisfação (8,3). Para os fisioterapeutas o Ambiente foi o domínio de menor satisfação (8,42) e o de maior satisfação foi a Interação (13,5). É salutar iniciar a discussão a respeito da necessidade de instrumentos que avaliem a satisfação dos usuários de serviços de fisioterapia, bem como, do profissional fisioterapeuta.Fisioterapia; Satisfação do paciente; Satisfação no emprego, Hospitais públicos.
Giovanna Gabrielly Custódio Macêdo, Elayne Gonçalves Rodrigues Do Nascimento, Arthur Alexandrino, Karla Karolline Barreto Cardins, Fernanda Teixeira De Souza, Matheus Figueiredo Nogueira
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 359-369; doi:10.18554/refacs.v8i3.4010

Abstract:
O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção da qualidade de vida de idosos com feridas crônicas. Trata-se de estudo exploratório-observacional de natureza quantiqualitativa realizado com 20 idosos do curimataú paraibano, entre novembro de 2014 e março de 2015, através de um questionário sociodemográfico, do instrumento WHOQOL-Old e um roteiro de entrevista semiestruturado, analisados por análise descritiva, cálculos de escores e análise de conteúdo, respectivamente. Os resultados demonstraram que a qualidade de vida dos idosos encontra-se regular, com exceção das facetas “Participação social” e “Intimidade”. Apesar disso, os discursos dos participantes enfatizaram os impactos físicos e emocionais da ferida crônica na sua qualidade de vida, sobretudo no comprometimento da autonomia e das relações sociais. Conclui-se que a diferente percepção da qualidade de vida pessoal incide sobre a necessidade de implementação de intervenções de enfrentamento e a construção de linhas de cuidado específicas e interprofissionais, com foco na qualificação da assistência.
Cristiane Soares Campos, Taliana Da Silva Gomes Oliveira, Anna Cláudia Yokoyama Dos Anjos, Maria Beatriz Guimarães Ferreira, Patrícia Magnabosco, Juliana Pena Porto
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8, pp 383-391; doi:10.18554/refacs.v8i3.4136

Abstract:
O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de mulheres com fadiga secundária à quimioterapia durante o tratamento para o câncer de mama. Trata-se de um estudo prospectivo, quantitativo, com 47 mulheres atendidas em um hospital universitário. Os dados foram coletados em dois momentos (T1 e T2), através de instrumentos de mensuração específicos para fadiga e qualidade de vida. Houve predomínio de mulheres com fadiga moderada, a dimensão afetiva foi a mais afetada, e a qualidade de vida apresentada foi razoável. As correlações entre fadiga total e estado geral de saúde, função social e dor foram significativas apenas em T2; o que sugere que quanto mais persistente a fadiga, maior poderá ser o comprometimento da qualidade de vida. A fadiga compromete funcional, emocional e socialmente as mulheres; desse modo, faz-se necessário investigar medidas mais efetivas para o gerenciamento da fadiga e para o reestabelecimento da qualidade de vida.
Eduardo Gauze Alexandrino, Danilo Francisco Da Silva Marçal, Mateus Dias Antunes, Fernanda Shizue Nishida, Daniel Vicentini De Oliveira, Rose Mari Bennemann, Sonia Maria Marques Gomes Bertolini
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8; doi:10.18554/refacs.v8i3.3274

Abstract:
O objetivo deste estudo foi investigar o perfil alimentar e estado nutricional de idosos de instituições de longa permanência. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura com a coleta de dados realizada nos bancos de dados: SCIELO, LILACS e Google Acadêmico entre 2012-2015. O percentual de idosos desnutridos em instituições de longa permanência é maior do que os que vivem na comunidade e idosos institucionalizados consomem sódio e proteína acima do recomendado e cálcio abaixo das recomendações. As instituições privadas parecem ter mais recursos para organização alimentar. Idosos desnutridos tiveram déficits funcionais e cognitivos em diversas áreas do cotidiano. Verificou-se um quadro de fragilidade do idoso institucionalizado no Brasil reafirmando a necessidade de políticas públicas. Os idosos institucionalizados apresentam risco maior de desnutrição.
Maria Das Graças De Mendonça Silva Calicchio, Reni Aparecida Barsaglini
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8; doi:10.18554/refacs.v8i3.4028

Abstract:
O presente estudo tem por objetivo analisar as repercussões imateriais e materiais de privação de liberdade de familiar postas na experiência de mães e companheiras. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, realizada com mães e companheiras de pessoas privadas de liberdade de uma Penitenciária Estadual Masculina do Estado de Mato Grosso em 2018. Para a coleta dos dados, valeu-se das técnicas do grupo focal e da entrevista compreensiva, sendo uma complementar a outra, utilizando roteiros com questões temáticas e flexíveis, adotando-se a análise temática não tradicional para o tratamento dos dados. Foram construídas duas categorias: Repercussões imateriais do aprisionamento de familiar: continuidades e descontinuidades na identidade feminina e os efeitos sociomorais; e, Repercussões materiais do aprisionamento de familiar. Verificou-se as seguintes repercussões: construção da identidade social da mulher (persistência, constrangimentos, humilhações, sacrifícios), sociomorais (vergonha, estigmatização, exclusão social) e materiais (aumento das despesas domésticas, dificuldade de acesso ao Auxílio-Reclusão). O aprisionamento ultrapassa e atinge os familiares, tensionando valores, normas, deveres e obrigações sociais, morais e financeiras.
Brenda Magalhães Arantes, Efigênia Aparecida Maciel De Freitas, Karen Magalhães Arantes, Jean Ezequiel Limongi
Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, Volume 8; doi:10.18554/refacs.v8i3.4142

Abstract:
Near miss materno refere-se à quase morte materna no período de gestação, parto e puerpério. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico de mulheres com near miss materno em relação às suas características e o desfecho perinatal em um hospital de referência regional, onde não há registro de dados sobre esse tema. Estudo analítico, transversal, quantitativo-exploratório, realizado por levantamento de prontuários de gestantes e puérperas internadas entre janeiro a dezembro de 2017. A análise apontou razão de near miss materno de 18,8/1000 nascidos vivos, maior proporção entre 20-34 anos de idade, 75% pretas ou pardas. 32,7% tiveram hemorragias, 28,6% doenças hipertensivas, 66,7% partos prematuros. Critérios distúrbios da coagulação, perda da consciência e ausência de pulso, transfusão maciça, uso de drogas vasoativas e intubação orotraqueal não relacionado à anestesia foram associados ao óbito. A alta razão de near miss materno demonstra a magnitude desta problemática em nível local.
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