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ISSN / EISSN : 1516-4039 / 2358-3428
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Claudia Andrea Rost Snichelotto, Ana Paula Reis
Abstract:
O interesse pelo aprendizado da língua portuguesa vem crescendo entre os cidadãos estrangeiros, tanto por aqueles que migraram ou se refugiaram no Brasil como por aqueles que residem em outros países. É sabido que o português brasileiro apresenta ampla variação na fala e na escrita, mas essa diversidade linguística também necessita ser contemplada nos livros didáticos para aprendizes do português como língua não materna. Portanto, esta pesquisa, que se inscreve na interface entre a Sociolinguística e o ensino, apresenta a análise do tratamento da dimensão externa da variação linguística em um livro didático para o ensino de português como língua estrangeira, edição para o aluno. Os resultados da análise demonstraram o tratamento da dimensão externa da variação linguística no livro didático, porém, no material de apoio ao professor e em algumas atividades propostas, pode-se depreender e explorar outras particularidades extralinguísticas da variante brasileira da língua portuguesa.
Flávia Azambuja, Clara Dornelles, Everton Vargas da Costa
Abstract:
O objetivo deste trabalho é investigar como a prática de análise linguística acontece na perspectiva intercultural em eventos de formação de professoras de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). Para isso, nos ancoramos no conceito de eventos de formação (COSTA, 2013; 2018; LEMOS, 2014), de análise linguística (MENDONÇA, 2006; 2007a e b) e de interculturalidade (JANZEN, 2005; TORQUATO, 2014; 2016). A pesquisa centra-se na geração de dados e análise de cunho etnográfico, no contexto de um curso de imersão on-line ofertado no âmbito do projeto Núcleo de Apoio à Aprendizagem Intercultural de Português como Língua Adicional e de Acolhimento (NAAIPLAA), em ações de docência compartilhada (LEMOS, 2014; SCHLATTER; COSTA, 2020). A turma é constituída por 30 estudantes e as professoras são graduandas e egressas do curso de Letras da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com experiências presenciais em ensino de PLAc. Neste artigo, discutimos um evento de formação em que a análise linguística se torna relevante durante uma aula síncrona via Google Meet. Os resultados mostram que práticas que envolvem a análise linguística intercultural se caracterizam pela reflexão colaborativa sobre estranhamentos ocasionados pelos usos linguísticos, o que impacta a aprendizagem de alunos e professoras. Os resultados também apontam para preponderância da participação dos estudantes em eventos de formação, em aulas de PLAc que visam à análise linguística intercultural, e indicam que a análise linguística se concretiza como intercultural em ações interacionais entre professores e estudantes, gerando aprendizagens para todos os participantes.
Sara Oliveira da Cruz
Abstract:
Este trabalho é parte de uma pesquisa maior que teve como objetivo propor o blog como um ambiente favorável ao ensino de Português como Língua Estrangeira/Segunda Língua (PLE/PL2) em uma perspectiva culturalmente sensível aos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de línguas (CRUZ, 2019). A extensão universitária e os projetos institucionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), respectivamente o Núcleo Permanente de Extensão em Letras (NUPEL) e o Programa Especial de Monitoria de Português como Língua Estrangeira (PROEMPLE), são os contextos dessa investigação. Aqui, se discute a formação de professores(as) de PLE/PL2, em nível de graduação, na UFBA e a sua ancoragem em princípios voltados para uma formação culturalmente sensível de seus(suas) professores(as) (MENDES, 2020), a fim de evidenciar a importância de uma orientação teórico-pedagógica mais ativa, simétrica (e mais significativa) para os(as) professores(as) em formação, capaz de formar profissionais crítico-reflexivos (e culturalmente sensíveis), como foi defendido na referida pesquisa.
Cynthia Israelly Barbalho Dionísio, Socorro Cláudia Tavares de Sousa
Abstract:
O objetivo do artigo é discutir como o exame Celpe-Bras atua como mecanismo de política linguística para professoras de um curso de português para candidatos ao Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). A noção teórica de mecanismos de política linguística de Shohamy (2006; 2007; 2009) embasa a discussão dos dados gerados em entrevistas semiestruturadas. A análise da materialidade textual baseou-se na análise do conteúdo temático, da seleção lexical e dos elementos argumentativos segundo Koch (2000; 2011). A conclusão é que o Celpe-Bras atua como mecanismo de política linguística para as professoras ao transformar ideologias em práticas de ensino do que (conteúdo) e como (metodologia) ensinar. Especificamente, o exame atua sobre três eixos da prática docente: no planejamento de aulas, na metodologia de ministração de aulas e na avaliação de produções textuais dos alunos. A política linguística oficial do PEC-G estabelece o Celpe-Bras como requisito para o ingresso em Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, mas não dispõe sobre currículo, formação de professores, material didático ou outros aspectos do ensino. Há prerrogativas e encargos decorrentes da atuação em contexto pautado por um exame de alta relevância, como é o Celpe-Bras para os participantes. Os programas de ensino e os próprios professores gozam de um alto grau de liberdade para criar políticas linguísticas locais visando a endereçar os pontos não cobertos por disposições oficiais ou superiores. Ao mesmo tempo, devem lidar com um possível clima de conflito emergente entre diversas ideologias e práticas quanto ao exame, decorrente da própria liberdade de criação de políticas linguísticas locais responsivas ao contexto.
Diocleciano Nhatuve
Abstract:
O objetivo deste estudo é identificar os contextos e as funções sintáticas em que ocorrem índices elevados de concordância nominal desviante e os aspectos psicocognitivos, sociais e linguísticos que favorecem os comportamentos de aprendentes de português língua estrangeira (PLE). O estudo é conduzido com base nos princípios de primazia do significado no processamento do input e de aprendizagem tardia de línguas. A base empírica é constituída por estruturas sintáticas desviantes de 10 grupos de aprendentes de português em universidades africanas, asiáticas e europeias. A análise qualitativa e quantitativa indica que, na maioria dos grupos, os desvios ocorrem em sintagmas nominais com as funções de objeto direto, em complementos de preposições e em predicativo de sujeito. Entretanto, o comportamento diferente de aprendentes coreanos e alemães leva-nos a considerar, entre outros aspectos, a ordem das palavras de cada língua como um dos factores determinantes para a ocorrência de desvios em determinados contextos.
Rosana Iriani Daza de Garcia
Abstract:
Este articulo tiene como objetivo resignificar la comprensión acerca de lengua de “acogimiento” al relatar mi experiencia como mujer inmigrante venezolana y aprendiz de la lengua portuguesa en Brasil, basándome en teóricos como Monte Mór, Cervetti, Pardales, Damico (2001), Pennycook (2007), entre otros. Dialogar sobre algunas estrategias aplicadas durante el proceso de mi adaptación en el nuevo país, en el cual, pude desarrollar autonomía y diversas capacidades para aprender una lengua adicional/extranjera como la portuguesa. Reflexionare sobre aspectos como cultura, identidad y algunas estrategias de estudio que pueden ser utilizados de forma autodidacta en la cotidianidad de un inmigrante para la construcción de sentidos. Como resultado, resalto que la construcción de sentido sin depender totalmente de instrucción formal puede ampliar pesquisas y formación ciudadana continuada acerca de lengua de “acogimiento”, a partir de la iniciativa de socialización y creatividad por parte del inmigrante en el país en que paso a residir. De esa manera espero contribuir con esta relevante temática sobre los estudios lingüísticos aplicados en contextos migratorios (resignificando el concepto de lengua de “acogimiento”).
Nildiceia Aparecida Rocha, Jessica Chagas de Almeida
Abstract:
Resenha de “Formação inicial e continuada de professores de português língua estrangeira/Segunda língua no Brasil”, que trata de uma coletânea de artigos organizada por Scaramucci e Bizon oferece um panorama no âmbito da formação inicial e continuada de professores de português língua estrangeira (PLE) e de português segunda língua (PSL ou PL2), envolvendo as quatro licenciaturas já institucionalizadas no Brasil e de outros programas importantes que dispõem de iniciativas de formação de professores. A compilação reúne textos de autores consolidados na área de PLE/PL2 no Brasil e internacionalmente. Quando nos referimos à “área de PLE/PL2”, remetemos à noção de um campo de saber, de conhecimento. Portanto, são professores, pesquisadores, agentes políticos de consolidação, divulgação e projeção desse campo de saber que, por sua vez, é fortalecido por tais iniciativas.
Renata Tironi de Camargo, Joice Eloi Guimarães
Abstract:
Este trabalho apresenta uma discussão sobre as práticas de leitura no ensino de língua portuguesa em Timor-Leste. Desde 2002, o português figura, juntamente com a língua tétum, como língua oficial e de instrução nesse país. A partir de então, professores e alunos timorenses lidam com dificuldades relacionadas ao ensino e à aprendizagem dessa língua nas escolas, as quais são advindas de fatores decorrentes da constituição sócio-histórica do país, dentre os quais destacamos embates político-linguísticos, recursos humanos e estruturais escassos e carência de formação específica em ensino de português língua não materna. A partir desse contexto, a proposta deste trabalho é identificar e compreender estratégias relacionadas à leitura em língua portuguesa que professores timorenses valoram positivamente nas salas de aula de Timor-Leste. Para tanto, aplicamos um questionário a docentes atuantes no ensino básico e analisamos os dados gerados com base na teoria do dialogismo de Bakhtin e seu Círculo. De forma geral, a análise realizada apontou que a valorização da prática da leitura em português nas salas de aula de Timor-Leste está imbricada na relação historicamente estabelecida no país entre a língua portuguesa e a palavra escrita. No campo metodológico, aquilo que os professores valoram positivamente recai ora sobre práticas tradicionalmente utilizadas no ensino da leitura, ora sobre práticas sensíveis ao contexto de ensino de português como língua não materna e que levam em conta o diálogo entre textos.
Ana Larissa Adorno Marciotto Oliveira, Marisa Mendonça Carneiro, Gustavo Ximenes Cunha
Abstract:
Research on (im)politeness (CULPEPER; HAUGH; KÁDÁR, 2017) has widely replaced the term ‘culture’ with the concept of ‘community of practice’, or by the umbrella-like term ‘interactional practices’ (MILLS, 2015, p. 30; MILLS; KÁDÁR, 2011). From this view, this study aims at examining hashtags related to the topic #What the poor do to survive, which include #thingspoorpeopledo (#coisasquepobrefaz) and three other variants, #thatispoverty (#pobrezaéissoaí), #poverty (#pobreza), and #poor (#pobre). To do that, data were collected from Twitter posts published in Brazilian Portuguese and listed among the trending topics in 2017 and in 2019. After we collected the posts and their accompanying hashtags, a qualitative analysis was performed, aiming at describing and categorizing the impoliteness strategies identified. In this phase of the research, over 400 tweets containing hashtags were analyzed. We found that the hashtags investigated primarily aimed at exchanging humorous messages, mostly associated with social class division in Brazil. At the same time, our findings also showed that the hashtags signalled a recurrent verbal behavior shared by a community of practice assembled under a tag (BRUNS; BURGESS, 2011; STARBIRD; PALEN, 2011). Additionally, our data demonstrated that hashtags had a dual purpose: while they employed mock impoliteness and sarcasm to reinforce valid social norms, they also promoted a jocular debate on classism and ideology in Brazil.
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