Cadernos de História

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ISSN / EISSN : 1679-5636 / 2237-8871
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Helcio Herbert Moreira da Silva Neto
Cadernos de História, Volume 22, pp 61-79; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p61-79

Abstract:
Grande Resenha Facit foi um programa do gênero televisivo das mesas redondas esportivas, popular na TV Rio e na TV Globo nos anos 1960 e 1970, que reuniu em sua bancada reconhecidos comentaristas da cobertura especializada. Este artigo tem o objetivo analisar a relação entre esse programa e o udenismo, fenômeno que extrapola os limites da UDN. E, com a investigação de edições da mesa redonda de 1966 a 1967 – portanto posteriores à extinção do partido –, pretende observar heranças udenistas e possíveis associações com a Ditadura Miliar.
Danielly Meireles Dias
Cadernos de História, Volume 22, pp 118-128; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p118-128

Abstract:
Com o advento das novas tecnologias popularizou o uso das entrevistas, o que impulsionou o desenvolvimento da metodologia de pesquisa por meio da História oral. O uso da história oral como metodologia de pesquisa trouxe novas dimensões para o debate historiográfico, foi possível ao historiador trazer novos pontos de vista sobre o objeto de pesquisa e ‘dar voz’ a outros povos antes silenciados pela até então dita história oficial. O objetivo deste artigo é mostrar as contribuições do uso da História Oral como metodologia de pesquisa no estudo de culturas africanas. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos que envolvem a temática, demonstrando o papel que a oralidade desempenha nas culturas africanas e como contribui para o estudo destas. Para exemplificar esta proposta foram analisadas pesquisas realizadas sobre a Comunidade Quilombola de Santo Antonio de Pinheiros Altos em Piranga MG.
Nayane Moreno Perea, Géssica Priscila Ramos
Cadernos de História, Volume 22, pp 184-205; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p184-205

Abstract:
Este artigo resgata a trajetória da educação infantil do município de Araraquara-SP, com destaque para a construção da proposta de Centros de Educação e Recreação (CER). Por meio de pesquisa bibliográfica com suporte documental, buscou-se compreender as contribuições dessa proposta no âmbito da educação infantil. Para tanto, foram definidas como categorias de conteúdo: aspectos históricos, aspectos teóricos e pedagógicos e aspectos organizacionais. Observou-se no estudo que as ações realizadas na educação infantil pelo poder público municipal revelam certo pioneirismo quanto ao reconhecimento do cuidar e do educar sob uma perspectiva integradora e pedagógica ao longo de sua história. Tal processo envolveu orientação curricular de seus professores e agentes educacionais em termos teórico, prático e metodológico, bem como a definição de uma arquitetura efetivamente planejada para a realização de atividades educacionais com crianças de 0 a 5 anos de idade. Não obstante, muito da regulamentação do funcionamento e atendimento dos CER volta-se para o atendimento das necessidades da mãe trabalhadora, bem como apresenta profissionais com diferentes formações segundo a faixa etária da criança atendida, denotando, para além de uma história de muitos avanços, algumas contradições.
Armando Dalla Costa, Ivan Colangelo Salomão
Cadernos de História, Volume 22, pp 24-43; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p24-43

Abstract:
José Maria Alkmin foi um dos mais importantes políticos mineiros do século XX. Conquanto não tenha sido eleito governador de seu estado, Alkmin exerceu liderança inconteste entre os políticos mineiros por mais de duas décadas. Além da atividade política, teve um papel relevante na história intelectual de Belo Horizonte ao fundar a Faculdade de Filosofia da Universidade de Minas Gerais. Próximo a Benedito Valadares e, sobretudo, Juscelino Kubistchek, o advogado, deputado e ministro da Fazenda conduziu a economia brasileira no final dos anos 1950, oportunidade que lhe permitiu operacionalizar suas ideias econômicas, objeto de estudo deste artigo.
Idelma Santiago da Silva, Milton Pereira Lima
Cadernos de História, Volume 22, pp 44-60; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p44-60

Abstract:
Este artigo versa sobre as representações discursivas dos missionários dominicanos em relação aos indígenas do Araguaia Paraense, tendo como fonte a Revista Cayapós e Carajás (RCC), editada entre 1922 e 1933. O ponto de partida são os enunciados dos missionários representados como acusações de que os indígenas seriam “selvagens” e praticantes de “bruxarias e curandeirismo”. Todavia, essas nomeações, classificações e rótulos colaboravam com a ação pacificadora, clerical e leiga, que pretendia convencer que o batismo apagaria as práticas “do feitiço e do feiticeiro”; e a catequese transfiguraria o indígena em “cidadão/cristão”. A eliminação do paganismo dos Cayapós e Carajás, englobando também outros grupos, deveria, em última instância, resultar na “conversão” dos indígenas aos costumes ocidentais. O funcionamento discursivo desenrolava-se no combate a autoridade dos “velhos”, “velhas” e “pajés”, a fim de quebrar sua hierarquia e influência social. A análise discursiva sobre a materialidade da documentação, antecedida da metodologia de tematização e classificação de “recortes” do periódico, orientou-se nas formulações teóricas de Bakhtin (1997; 2006) e Orlandi (1990), entre outros, para dimensionar os “signos ideológicos” e “praticas divisoras”, articulados dentro de um dado campo cultural.
Daniela Oliveira Ramos dos Passos, Renata Garcia Campos Duarte
Cadernos de História, Volume 22, pp 129-145; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p129-145

Abstract:
O presente artigo visa explicitar, a partir da leitura e análise imanente, como predominou entre os trabalhadores da cidade de Belo Horizonte, no início do século XX, a associação e militância em busca de melhores condições de trabalho e vida pela via reformista. Para tanto, focalizaremos uma associação em específico, a Associação Beneficente Tipográfica (ABT), que possuía características de uma sociedade mutual. Porém, esta associação ia além do assistencialismo. Era uma entidade onde os trabalhadores encontravam um meio para exercer a “solidariedade” entre seus membros e conseguiram, frequentemente, representar e defender seus interesses, ao mesmo tempo. Vale ressaltar, que tais lutas e interesses, não se colocaram com o objetivo de confrontar e superar o capitalismo e, prol de construir uma sociedade onde a propriedade privada e a subordinação do trabalho ao capital não existisse.
Maria Regina Teixeira Weckwerth, Paulo Romualdo Hernandes
Cadernos de História, Volume 22, pp 80-97; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p80-97

Abstract:
Este estudo investiga a presença dos judeus em Portugal tendo como problema central a conversão ao cristianismo imposta no governo do rei Dom Manuel I, obrigando-os a abandonarem suas crenças e discriminando-os como “cristãos novos”. O estudo visita a historiografia e as ordenações afonsinas e manuelinas, além de buscar em Damião de Góis, que descreveu o reinado do felicíssimo rei Dom Manuel, no ano de 1566, informações importantes sobre a expulsão e a pressão imposta pelo rei para a conversão dos judeus ao cristianismo. A investigação considerou que a conversão forçada foi provocada por questões políticas e econômicas, resultando em violência contra os judeus, tanto por serem obrigados a deixar sua crença, como por se verem obrigados a permanecer em Portugal como Outro, o cristão novo, sendo perseguidos pelo Mesmo, o cristão velho.
Cadernos de História, Volume 22, pp 98-117; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p98-117

Abstract:
Em torno do conceito de gesto pedagógico colonial – como são criadas e de que forma funcionam as complexas redes de sociabilidade com suas relações de poder e de autoridade – investigamos como a arquitetura da matriz serrana e suas irmandades leigas revelam o jeito barroco serrano de ser, ou seja, como a constituição ontológica serrana se mostra em sua arquitetura religiosa no período colonial. Revisamos alguns estudos e datações estabelecidas desde o século XX sobre a matriz da Senhora da Conceição. Centramos nossa análise na metodologia de pesquisa bibliográfica e documental. O resultado é uma narrativa ampliada sobre a sociedade serrana colonial e suas devoções, festas e templos, baseada numa cosmovisão centrada na noção de salvação da alma pela intermediação da Igreja católica em processo de reforma e contrarreforma pós-tridentina.
Eduardo Oliveira Melo, Raimundo Lima dos Santos
Cadernos de História, Volume 22, pp 146-161; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p146-161

Abstract:
O presente artigo visa realizar uma análise histórica das obras “Primeiros Cantos” e “Segundos Cantos” do poeta maranhense Gonçalves Dias, estabelecendo um diálogo entre história e literatura, de modo a compreender seu olhar sobre o indígena, figura capital em sua poética. A análise dos poemas adota a teoria das representações de Roger Chartier, buscando apreender a complexa trama entre condições socioculturais de produção, a vida do poeta, a emergência do romantismo e as políticas indigenistas do século XIX. Nesse sentido, foi possível desvelar o retrato do indígena como um símbolo de força do império brasileiro, recém independente, bem como instrumento de crítica do projeto estatal de assimilação das populações indígenas enquanto cidadãos, o que permitiu oferecer um contraponto a certas interpretações da crítica literária que descartam a historicidade dos textos. Demonstra-se, além disso, os interesses do literato na sua busca por reconhecimento no campo da literatura nacional, o que lhe impeliu certas decisões durante a construção poética. Por último, perscruta-se, brevemente, a literatura contemporânea e posterior ao escritor, expondo a perenidade da sua concepção do indígena.
Angerlânia Barros
Cadernos de História, Volume 22, pp 162-183; https://doi.org/10.5752/p.2237-8871.2021v22n36p162-183

Abstract:
A década de 1970, na cidade de Fortaleza, foi marcada por diversas intervenções habitacionais e urbanísticas que tinham por finalidade a organização e o embelezamento de seu espaço urbano, a partir da remoção de muitas áreas marginalizadas, entre elas, o Arraial Moura Brasil. Nosso intuito é entender por que o processo de retirada deste lugar foi pacífico, sem confrontos ou resistência por parte de seus moradores, bem como, analisar o processo de construção do Conjunto Marechal Rondon, o qual, além de receber os expulsos do Arraial, passou a abrigar inúmeras pessoas advindas de diferentes comunidades erradicadas pelo Programa Integrado de desfavelamento. Para tanto, utilizamos entrevistas com os antigos moradores do Arraial Moura Brasil, atualmente, habitantes do Conjunto e, também, notícias dos jornais Correio do Ceará e O Povo.
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