Sapere Aude

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ISSN / EISSN : 2176-2708 / 2177-6342
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Robson Afonso
Sapere Aude, Volume 11, pp 629-635; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p629-635

Abstract:
Este trabalho, baseado na obra De intellectu et intelligibili de Alberto Magno, tem o objetivo de investigar sobre a natureza do intelecto humano, identificando como o Doctor Universalis dedicou-se a esse estudo e como essa problemática chegou até seu tempo, o século XIII. As respostas que Santo Alberto Magno trouxe sobre a natureza do intelecto e o problema do conhecimento, tem como base os textos de Aristóteles sobre a alma e as interpretações de alguns filósofos árabes sobre eles. A originalidade de Alberto Magno está no fato de considerar que o estudo da natureza do intelecto e dos inteligíveis coloca em questão o próprio homem que, assim passa a conhecer a si mesmo, já que ele próprio é intelecto.
Thais Luz Resende Gonçalves
Sapere Aude, Volume 11, pp 611-618; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p611-618

Abstract:
A pesquisa que comunicamos apresenta uma possibilidade de leitura da peça trágica Medeia, escrita pelo poeta Eurípides em 431 a.C., considerando a possibilidade que encontramos de leitura de múltiplas faces da personagem Medeia, marcadas por tensões que culminam na realização da peripécia – conceito extraído da Poética de Aristóteles. A peripécia, por sua vez, é interpretada dialeticamente, de modo a mostrar a originalidade de Eurípides. O prólogo do texto funciona como uma grande didascálica apresentando, portanto, essas faces de Medeia previamente anunciadas. Diante das faces que Medeia assume constituem-se figuras que identificamos como uma tríplice ambiguidade, quais sejam: Medeia transitando entre a passionalidade e a racionalidade, entre mulher bárbara e grega e a maior e mais importante ambiguidade, Medeia entre a figura humana e a figura divina. Sob essa perspectiva propomos que a construção da personagem Medeia é um expediente dialético.
Marlon Mendes Gonçalves
Sapere Aude, Volume 11, pp 636-643; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p636-643

Abstract:
A problemática da preeminência do intelecto sobre a vontade se evidencia em maior proporção entre os escolásticos, de forma especial em Tomás de Aquino. Os estudos relacionados à relação entre intelecto e vontade na Idade Média, são inspirados em Aristóteles, nas suas mais variadas obras introduzidas no cenário medieval especialmente a partir do século XII. Haja visto que a questão da superioridade do intelecto possui fortes ligações com a filosofia do clássico Estagirita, tendo como exemplo a abstração das realidades exteriores, partindo das informações que os objetos manifestam a nós até a finalização do processo cognitivo.
Marina Frederico
Sapere Aude, Volume 11, pp 589-601; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p589-601

Abstract:
Este artigo se propõe a discorrer a respeito da relação entre o princípio da publicidade dentro do Processo Penal, a presunção de inocência e a exposição midiática da pessoa acusada. Já na segunda seção, o artigo adentra nos meandros do princípio da publicidade, expondo sua fundamental importância à democracia, inclusive do ponto de vista histórico, e as consequências danosas de sua deturpada utilização. Na terceira seção ventila-se a ideia de presunção de inocência, fundamento iluminista e marco do Estado civilizatório, que traz em seu conceito o estado natural de inocência. Por fim, o limiar do princípio da publicidade e o da presunção de inocência caminham ao encontro do que a Constituição de 1988 idealizou por Estado Democrático de Direito; em razão disso, aqueles que operam dentro do processo penal possuem a absoluta necessidade de observância e zelo por esses dois princípios.
Iracy Ferreira dos Santos Júnior
Sapere Aude, Volume 11, pp 536-557; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p536-557

Abstract:
RESUMO A partir contato com as obras do período intermediário do pensamento de Merleau-Ponty (1948-1955), este artigo pretende demonstrar como pintura e literatura, enquanto formas de expressão, revelam-se capazes de reaprender a ver o mundo, de apreender o sentido do mundo ou da história em estado nascente, sem jamais esgotá-lo. Para isso, descreve como Merleau-Ponty amplia o sentido da noção de diacriticidade, de Saussure, ao não limitá-la à análise linguística da linguagem, mas ao admitir que tanto a percepção quanto a expressão e o próprio sensível partilham uma função diacrítica. Em seguida, tomando a pintura como linguagem, analisa como, por meio da noção de estilo, pintor e escritor, cada um a seu modo, “deformam” a linguagem e a tradição instituídas para fazer surgir nelas uma nova linguagem. Por fim, elucida a matriz temporal e histórica do conceito de instituição ao apresentar o modo como a obra de arte pictórica ou literária opera uma retomada dessa tradição e institui um novo sentido na história como advento, presença, abertura inesgotável.
Marcus Mareano
Sapere Aude, Volume 11, pp 507-520; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p507-520

Abstract:
O artigo reflete a respeito da ação dos cristãos na contemporaneidade considerando as contribuições do pensamento de Maurice Blondel. Primeiramente, observamos as transformações ocorridas na Idade Moderna e suas influências para a religião cristã. No momento presente, considerado por muitos teóricos como Pós-modernidade, o que era valioso na modernidade passa a ser questionado e outras aceleradas mudanças socioculturais acontecem gerando novos desafios para a fé em Cristo. Então, a partir da vida de Jesus, compreendemos a ação como conteúdo essencial para ser cristão na contemporaneidade. Assim, apresentamos o pensamento fenomenológico de Blondel como sustentação filosófica para propor a práxis cristã hodierna como maneira autêntica da vivência dos ensinamentos de Jesus. Blondel oferece contributos para que a experiência cristã não se torne mera teoria ou lembrança saudosa de um passado de dominação cultural. Ser cristão implica atuar eficazmente no tempo presente tornando a fé um elemento indispensável para o ser humano.
Gustavo Bertoche
Sapere Aude, Volume 11, pp 573-576; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p573-576

Abstract:
La Poétique de l'Espace (1958) é uma das obras mais importantes da fase imaginética de Gaston Bachelard: um texto composto de teses maduras, que constituem a sua perspectiva definitiva a respeito da questão da imagem poética. Quando o texto foi traduzido para a língua inglesa, o editor solicitou a Étienne Gilson, um dos maiores historiadores da filosofia franceses - e colega de Bachelard -, que escrevesse um pequeno prefácio. Nele, Gilson descreve a surpresa causada em muitos professores pela "virada estética" de Bachelard, e sustenta que os princípios metodológicos criados pelo filósofo inauguram uma nova era nos estudos da filosofia da arte. Este prefácio é aqui traduzido para o português.
Bruno Magalhães Costa
Sapere Aude, Volume 11, pp 619-628; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p619-628

Abstract:
No presente trabalho examinamos a maneira pela qual, na filosofia de Tomás de Aquino, os componentes antropológicos atualizam as potências da alma possibilitando ao homem ser o princípio de suas ações, responsável por elas e constituir-se, em seu desenvolvimento dinâmico, como ente de existência ética. São esses componentes antropológicos que conferem ao homem a potência para desenvolver os hábitos virtuosos que lhe servem de meios para alcançar sua plena autorrealização. Utilizamos a metodologia de leitura analítica, análise e comparação dos textos da Suma teológica pois nela encontramos a elaboração do sistema antropológico e ético do Aquinate. A pessoa humana é dotada de todas as condições antropológicas necessárias para desenvolver-se em uma existência ética.
Marcelo F.R De Oliveira
Sapere Aude, Volume 11, pp 454-466; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p454-466

Abstract:
This paper faces the hard and almost unexplored issue on Montaigne’s nominalism. It also contains interesting clues about the skepticism in the Middle Ages. It shows the most important extracts of the Essays that would be written under the nominalism’s influence. Most of the scholars even ruminate on that Montaigne translated a Middle Ages’ work. This road certainly leads us to the very few explored issue about the relationships between the Essays and the later Scholastic. Working with an edition of Montaigne’s translation (1581) of Sebond’s Theologia, this paper presents extracts from Sebond’s nominalism that were on the root of some extracts of the Essays.
Vitor Bartoletti Sartori
Sapere Aude, Volume 11, pp 480-506; https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2020v11n22p480-506

Abstract:
A partir daquilo que José Chasin chamou de análise imanente, analisaremos o percurso engelsiano tendo em conta sua mudança de ênfase, de uma crítica à economia política à uma crítica ao Direito. A partir da tensão entre o modo de exposição de Engels e o conteúdo específico que ele procurou divulgar, mostraremos que não há uma ruptura substantiva na posição do autor, mesmo que seu enfoque seja diferente em um momento em que o movimento socialista ganha destaque na esfera pública e em que o terreno do Direito, mesmo não sendo aquele central, parece ser.
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