Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES)

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EISSN : 2763-5716
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Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 104-126; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9910

Abstract:
Este artigo de campo, resultado de pesquisa de natureza empírica, trata de uma experiência de formação - parte de um programa em realização - de Técnicos da Secretaria de Educação de diversas localidades para atuarem como agentes de mobilização social. Tal formação está baseada no estudo e em experiências práticas que favorecem a reflexão sobre as concepções de mobilização social e de formação de Redes Sociais como uma alternativa para que diferentes atores da sociedade possam atuar em prol de questões complexas e policausais como a Educação. A prática se dá por meio de encontros formativos e pela experiência da participação desses técnicos como integrantes e facilitadores de Redes Sociais, atuando em conjunto com diversos atores da sociedade civil. Nas Redes Sociais são desenvolvidas ações que contribuem para a educação pública de qualidade, com a mediação de formadores. O artigo apresenta a experiência de trabalho da Comunidade Educativa CEDAC no contexto de parceria técnica no programa Parceria pela Valorização da Educação (PVE) promovido pelo Instituto Votorantim em parceria com Secretarias Municipais de Educação. Busca sistematizar algumas estratégias formativas e analisar os efeitos desse trabalho na participação social na educação e também na abertura das Gestões Educacionais para atuar em parcerias dentro da proposta de uma gestão democrática. Destaca o princípio de ação-reflexão-ação e a atuação conjunta entre técnico mobilizador e formador como aspectos chave da formação.
João Felipe Nascimento Francisco
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 127-148; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9909

Abstract:
O presente artigo objetiva discorrer sobre as políticas educacionais para Ensino Superior e mudanças efetivadas no período de 1994 até 2018, sob a indagação da contradição da vertente neoliberal dos planos de governo deste período e o avanço de políticas públicas em alguns governos. Foi realizado um estudo bibliográfico partindo da análise dos planos de governos apresentados pelos presidentes, sob o enfoque econômico, situado na aplicabilidade do modelo neoliberal para as políticas de Estado, bem como o contexto político, através da metodologia de análise política de ciclos nos projetos de governo que após a ruptura política e econômica com o golpe institucional de 2016, há uma retomada da agenda ultraliberal no Brasil, que previa uma abertura econômica para a competitividade internacional, privatização de estatais, desenvolvimento centrado no investimento da iniciativa privada e na educação estabelece prioridade no ensino básico e acenava para uma reforma no ensino superior público e trazia objetivamente uma nova política de fortalecimento do ensino superior privado.
Maria Dalva de Lima Macêdo
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 78-103; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9891

Abstract:
O artigo é parte da tese de doutoramento que trata da relação entre roça e universidade na contemporaneidade, nos sertões da Bahia. Objetiva responder qual o impacto da universidade na roça, no tocante aos processos de desterritorialização/reterritorialização versus políticas de “fixação do homem ao campo”. Fundamentada na História Oral e em Epistemologias do Sul, apresenta a escrita a partir do diálogo entre teoria e experiência, tendo as narrativas dos entrevistados como fonte principal, e, de forma metafórica, compara o acesso à universidade a curva e a encruzilhada do caminho. A relação entre universidade e roça é avaliada pelo duplo movimento de oferta e acesso efetuado respectivamente, pela universidade e pela roça. Neste contexto, a multicampia representa um ganho para a roça, contudo, exige o deslocamento dos corpos da roça até a universidade. A roça não é visível para a universidade, ao contrário, ambas se encontram em lados opostos da linha abissal que separa o conhecimento em válido (universidade) e invisível (roça). Validar o conhecimento produzido e reproduzido pela roça, multiterritorializando e/ou descolonizando corpos e a própria roça, constitui o desafio da relação entre roça e universidade.
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 55-77; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9973

Abstract:
Uma gênese sócio-histórica da profissão docente mostra os caminhos percorridos desde seu início, no seio das congregações religiosas, até as lutas e conquistas em torno do processo de profissionalização, na contemporaneidade. A docência como atividade profissional desta profissão se constitui a partir de processos de mudanças que se configuram em diferentes contextos, estes que abarcam também diversas crises. Assim, o artigo busca refletir e discutir sobre os contextos de crises que perpassam a atuação do professor na profissão e a relação com as políticas de valorização docente. Trata-se de contribuições bibliográficas que, no âmbito da temática, desencadeia uma série de pontos que nos instiga ao debate. Dessa maneira, conversamos sobre a crise da profissão docente, das licenciaturas, da identidade do professor que são atravessadas por crises políticas, sociais e sanitárias em diversos contextos. Estes, por sua vez, são permeados por políticas de valorização e desvalorização docente que impactam sobremaneira nas crises citadas. Portanto, reconhecemos a necessidade de lutarmos por políticas que atendam ao desenvolvimento profissional, pois, em seus aspectos positivos tendem a favorecer a profissão docente e ao professor. E em políticas públicas contextualizadas para atender esse desenvolvimento e, consequentemente, a valorização docente.
Lucas Romano López,
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 149-175; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9905

Abstract:
Esta pesquisa está relacionada à linha de pesquisa mais recente dos estudos de participação social no Brasil, entende que o conceito de participação é complexo e que é necessário elucidar a relação entre democracia e participação. No primeiro capítulo analisamos tais conceitos à luz das teorias críticas sobre a participação e as abordagens no campo educacional. No segundo capítulo tomamos como objeto a análise do Plano Estadual de Educação (PEE) do Estado de São Paulo, especificamente da política educacional estadual de construção deste documento, tendo como eixo os estudos documentais e comparativos sobre as diferentes versões do PEE em discussão. No terceiro capítulo o estudo observa o funcionamento do Fórum Estadual de Educação, mediante análise dos documentos (atas) e entrevistas com membros do Fórum, relevantes para mostrar em que medida os preceitos da participação social funcionam. No estudo, vemos que a teoria crítica tem problemas no que se refere à sua adequação à práxis. As entrevistas evidenciam também diferenças relevantes de concepção de mundo entre os participantes do Fórum e os membros do governo eleito. Esta pesquisa abre uma reflexão no autor acerca dos limites das teorias macroestruturais sobre participação social e das dificuldades de se praticar o planejamento democrático e a participação social em um Estado por vezes avesso a tais mecanismos. Reconhece-se que a escala da análise é importante e, no caso, dificulta generalizações além do caso estudado, tais questões não foram esgotadas neste trabalho.
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 4-31; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9711

Abstract:
Resumo: O presente artigo tem como tema: o gestor escolar, sua influência na gestão democrática e participativa no Magistério do Soyo. Destacam-se os objectivos, o problema e a pergunta de pesquisa. Com o objectivo geral: Analisar o papel do gestor escolar, e sua influência na gestão democrática e participativa no Magistério do Soyo. Dessa maneira foi realizada uma revisão bibliográfica e documental, com o propósito de aprofundar os fundamentos e contributos teóricos sobre a temática em estudo, dando suportes científicos sobre o assunto que permitiu elaborar este artigo partindo de uma revisão conceitual e bibliográfica dos vários conteúdos, de uma perspectiva generalizada do tema até se atingir aos aspectos particulares. Seguiu-se posteriormente a elaboração e a aplicação dos instrumentos de colecta de dados, aos participantes com toda a informação necessária. Os mesmos foram elaborados com intuito de responderem aos objectivos propostos, baseados numa pesquisa de tipo não experimental, exploratória, a análise dos dados por meio de instrumentos de colecta de dados, tais como: levantamento bibliográfico, levantamento dos dados quantitativo-qualitativos, por via das entrevistas e questionários previamente elaborados, respeitando todos os critérios necessários das pesquisas fazendo referência aos aspectos considerados chave que nortearam a mesma. Finalmente, após a colecta dos dados, por via dos instrumentos de processamentos, foram demonstrados os resultados e que a maioria dos participantes afirmam que o gestor escolar tem muita influência no processo de gestão democrática e participativa na escola, fruto da dinâmica implementada que permite a participação da comunidade na gestão da escola. Palavras-chave: Gestão democrática. Gestão participativa. Gestor escolar
Tânia Regina Braga Torreão Sá
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 32-54; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i3.9868

Abstract:
Historicamente, sempre coube aos que se dedicam a trabalhar em prol da detratação do legado marxista – e eles são muitos! –, argumentar sobre o presumido, pouco aprofundamento do debate que seus principais pensadores promovem, quanto a pauta da educação. Entende-se, no entanto, que esses arrazoados críticos e, geralmente superficiais, precisam ser trazidos à luz da teoria marxista do Estado e do próprio entendimento marxista das categorias e conceitos fundamentais que lhes são próprias, posto que, é olhando para elas, e só olhando para elas que tal argumento se fragiliza, tornando impossível abrigar o legado do marxismo sobre a indiliência com tal assunto. Neste artigo, que se anuncia como uma produção eminentemente teórica, são trazidas ponderações sobre a inexatidão da premissa mencionada acima. E mais que isso, neste trabalho, produz-se uma crítica sobre o relacionamento entre o Estado capitalista e a educação do campo, pois, os gestores de movimentos sociais dão a aparência de terem se esquecido que, o Estado capitalista existe para manter as diferenças de classe. Os procedimentos utilizados nesse trabalho foram os da pesquisa bibliográfica e documental, que apoia as análises no método dialético materialista é guia as ideias da pesquisadora para planejar, montar e realizar a pesquisa. Os resultados das reflexões apontando para uma perniciosa aproximação entre entes com agências desiguais e que, mantem o relacionamento próximo como forma de sustentarem-se dentro do delicado equilíbrio de hierarquias sociais que não prescindem de escorarem-se, uma na outra, e na qual dialeticamente, uma minoria ganham e outra perde.
, Eliana Do Sacramento de Almeida,
Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), Volume 2, pp 209-226; https://doi.org/10.22481/poliges.v2i2.9177

Abstract:
Este artigo apresenta a continuidade da análise de uma entrevista narrativa autobiográfica , realizada com uma professora do Ensino Fundamental, da rede municipal do sertão baiano. Utilizando-nos da análise de conteúdo de Bardin à luz das publicações vigentes ampliamos as formas de comprovação de que a autoformação implica num processo antropológico de abordagem transcultural, ou seja, não é um processo individual, mas sim um processo de interação entre as diversas culturas a que o indivíduo tem acesso; que formação docente, em sua maioria não capacita o professor para o trabalho com o multiculturalismo crítico e transformador também denominado de interculturalismo; que a vivência de situações de preconceito marcou profundamente a vida pessoal e profissional da entrevistada. Acrescenta-se ainda que a transversalidade emancipatória dos sujeitos está vinculada a sua visão de mundo, portanto, a sua concepção cultural dos fatos sociais no momento presente, por isso, neste artigo, analisaremos as categorias: educação de jovens e adultos (EJA); negritude; preconceito. Conclui-se então que ainda há muito que se avançar para o enraizamento dos princípios e consequente institucionalização das práticas transversais e interdisciplinares no processo de formação dos sujeitos.
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