Novos Debates

Journal Information
EISSN : 2358-0097
Published by: ABA Publicações (10.48006)
Total articles ≅ 181

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João Victor Veras
Published: 25 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7122

Abstract:
Com vista a reflexões em torno da morte e do morrer na sociedade ocidental no contexto da pandemia da COVID-19 e de suas consequências, o presente ensaio articula reflexões a respeito das significações sociais da morte e das classificações mortuárias operantes dentre estas. Nesse sentido, também se discute a maneira como as diferentes cosmologias indígenas Bororo, Araweté, Kaxinawá e Sanöma Yanomami operam algumas de suas concepções a respeito da morte e do morrer. Enfim, também discute-se a maneira como a pandemia da COVID-19 explicitou a forma como as representações sociais em torno da morte e do morrer da sociedade industrial hegemônica são tomadas como universais.
Rafael Palermo Buti
Published: 25 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7126

Abstract:
Este artigo apresenta práticas de ensino em antropologia realizadas na Unilab do Campus dos Malês, no Recôncavo Baiano. Tomando como referência atividades realizadas em colaboração com/nas comunidades quilombolas da região, a intenção é propor modos de ensinar que levem em consideração as perspectivas, lugares e formas de conhecimento das pessoas que engajamos no fazer antropológico. Ao deslocar os processos de aprendizado para os territórios e lugares onde a vida das pessoas se realiza, pretende-se mostrar que o ensino de antropologia pode ser uma experiência imersa na vida. Ressalta-se que a inclusão de metodologias colaborativas comunitárias nos modos de ensinar antropologia é efeito da democratização do acesso à universidade pública no Brasil, e uma forma de sedimentar a virada pedagógica em benefício da representatividade epistêmica das pessoas e grupos sociais historicamente excluídos dos espaços universitários.
Heron Cristiano Mairink Volpi
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7134

Abstract:
No primeiro parágrafo do livro, Piault anuncia que se “filmar em etnologia” fosse da ordem da evidência, todos os problemas relacionados à disciplina estariam resolvidos, por isso ele dá pistas por onde o antropólogo-cineasta deve caminhar. O autor evidencia diversas experiências cinematográficas, ou seja, filmes já feitos, para mostrar os contatos e intersecções entre o cinema e a antropologia. O autor convoca os cineastas do real a prosseguiram no movimento de desestabilização de um saber englobante, para colocar à prova as trocas das sociedades.
Vinicius Luis Pires Queiroz
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7111

Abstract:
O presente artigo, fruto de um projeto de iniciação científica apresentado no XXXI Congresso de Iniciação Científica, busca trazer reflexões iniciais de caráter antropológico e num sentido interpretativo, sobre trajetórias afetivas de homens gays negros. Para explorar, mesmo que em linhas gerais, as possibilidades dessas trajetórias na compreensão de contextos sociais mais amplos, partindo de suas narrativas de vida. Em última instância, suas formas de sentir, ser e estar na sociedade, poderiam informar elementos constitutivos do imaginário social brasileiro.
Roberta Brandão Novaes
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7133

Abstract:
Esta resenha tem como objetivo explicitar os principais aspectos do trabalho etnográfico produzido por Beatriz Lins a partir de duas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) na capital paulistana, entre os anos de 2012 e 2013. Transformado em livro, o referido trabalho foi, inicialmente, a dissertação de mestrado da autora. Lins analisou a operacionalização da Lei Maria da Penha e o trabalho policial cotidiano, com dados produzidos através da observação participante, de conversas e entrevistas com policiais e mulheres em situação de violência que recorreram às delegacias. Os resultados da pesquisa mostram que o atendimento jurídico-policial às mulheres naquela situação é atravessado por percepções de gênero, moralidades e limitações de recursos materiais e humanos.
Alexsânder Nakaóka Elias
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7130

Abstract:
Marc Piault, cineasta-antropólogo franco-brasileiro, deve ser referência não somente para os que se arriscam pelos prados da antropologia audiovisual, mas também para aqueles que se aventuram na disciplina antropológica. É com justiça, portanto, que finalmente vem à luz a tradução da obra Antropologia & Cinema: Passagem à Imagem, Passagem pela Imagem (2018), na qual o autor refaz os caminhos transversais entre a antropologia e o cinema, trajetória dialética que se deu (e que se dá) nos pontos de contato entre as identidades e as tensões desses conhecimentos. Assim, ele mostra como se estabeleceu o pensamento ocidental a partir da complexa relação com a alteridade, traçando uma retrospectiva crítica e projetando instigantes futuros e caminhos possíveis que precisam, ainda, ser percorridos.
Otávio Amaral Da Silva Corrêa
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7121

Abstract:
Recension du livre: JAFFRELOT, Christophe. L’Inde de Modi. National-populisme et démocratie ethnique. Paris : Fayard, 2019. 347 p.
Ana Carneiro, Caroline Castanho Duarte, Milena Oliveira Silva
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7120

Abstract:
Como abordar a ‘violência obstétrica’ em uma escola pública no mesmo momento em que o Ministério da Saúde despacha sobre a inadequação do termo? Exploraremos este problema de fundo a partir da descrição de um projeto de extensão realizado em uma escola estadual em Porto Seguro (BA), envolvendo a Universidade Federal do Sul da Bahia e o Coletivo Parto Seguro: pelo fim da violência obstétrica. Por fim, as conversas entre a antropóloga coordenadora do projeto, as ativistas do Coletivo e jovens estudantes da rede de ensino estadual levam-nos a apontar brevemente para um possível caminho de abordagem da violência obstétrica no debate público.
Virgínia Squizani Rodrigues
Published: 20 December 2020
Abstract:
Sessenta anos após a criação do medicamento que, supostamente, revolucionou a vida das mulheres, uma nova geração diz não à pílula anticoncepcional. O presente artigo é resultado de uma investigação antropológica realizada na cidade de Florianópolis, SC, no ano de 2019. Um dos objetivos da pesquisa foi entender quem eram essas mulheres e por que motivos estavam optando não mais utilizar o contraceptivo hormonal. Entre as narrativas coletadas foi possível verificar os seguintes argumentos: vontade de ser mais saudável e ter mais libido; medo de desenvolver alguma doença grave; desejo por conhecer a si mesma. Além da apreensão dos usos e desusos de um medicamento controverso como a pílula, o texto também perpassa noções de corpo, saúde e bem-estar.
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