PERcursos Linguísticos

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EISSN : 2236-2592
Published by: Universidade Federal do Espirito Santo (10.47456)
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Ana Cláudia Mello da Silva, Mariana Ramalho Procopio, Cristiane Cataldi Dos Santos Paes
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 45-63; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38517

Abstract:
Este artigo tem como objetivo analisar a campanha de vacinação divulgada, emvídeo, pelo Ministério da Saúde em seu canal do YouTube. Assim, visamos observar como osdiscursos propagados nos vídeos foram construídos ao buscar convencer as pessoas a sevacinarem. Para tanto, realizamos um recorte do corpus, de modo a elencar 3 vídeosrepresentantes da fase inicial da campanha. As análises e discussões dos dados seguiram ospressupostos das categorias analíticas da Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau.Desse modo, buscamos identificar os sujeitos envolvidos nos discursos, os elementos docontrato de comunicação e as estratégias discursivas utilizadas. Os resultados das análisesapontaram que nos vídeos há uma recorrência de temáticas relacionadas ao trabalho, além dapresença de um imaginário rural e a ausência de dados de comprovação científicarelacionados à pandemia. Ademais, além de incentivar o público a se vacinar, a campanhaserviu como meio de divulgação das ações do Ministério da Saúde reforçando, também, asorientações sobre os cuidados com a pandemia. Vale destacar, ainda, que os discursos dosvídeos se aproximam dos ideais do governo vigente, o que se explica pela ligação direta destecom o Ministério da Saúde.
Manoel Ivany dos Santos Vieira Junior, Talita Rodrigues Mena Barreto
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 160-180; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38736

Abstract:
Este artigo consiste em uma análise interdisciplinar que visa discutir a atribuição de sentidos de uma capa da revista Carta Capital. O objetivo geral é fomentar uma discussão sobre os fenômenos, signos e discursos que constituem a capa da revista, a fim de compreender como se dão os processos de construção de sentidos. A fundamentação teórica é pautada nos estudos da Semiótica, sob o olhar de Peirce (2005) e Santaella (2005), além da Análise de Discurso Crítica (ADC), sob o viés de Fairclough (2001). A metodologia se dá por uma perspectiva descritiva, interpretativa e analítica dos fenômenos verbais e imagéticos na esfera sígnica, além das construções discursivas que implicam as escolhas dos signos em estudo. Os resultados obtidos são coerentes com a hipótese de que a capa da revista Carta Capital em análise traz discursos, que são motivados socialmente, condizentes com o status da revista e em consonância com o contexto político brasileiro da época, uma vez que há discursos hegemônicos que provavelmente buscam de forma consensual trazer práticas e ações ao Brasil, sobretudo no contexto eleitoral para o ano de 2018.
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 1-8; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.39270

Abstract:
Expediente da Revista PERcursos Linguístico. Volume 12, n.31, 2022.
Francisca Bernardy
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 333-351; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38641

Abstract:
A presente pesquisa vincula-se à experiência proporcionada no grupo de pesquisa “...”, que integra o ..., da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e, também, ao projeto de pesquisa “...”, coordenado pela Profa. Dra. .... O estudo em questão tem como objetivo compreender como o Manual Prático de Linguagem Inclusiva, de André Fischer, trabalha a questão do sexismo linguístico, tendo em vista um uso menos discriminatório da língua. No que se refere à língua portuguesa, isso se dá pelo uso do gênero gramatical masculino como fator predominante em relação ao gênero feminino, à medida em que também funciona como gênero neutro. Para a realização da análise, foram selecionadas como corpus duas sugestões para um uso não sexista da língua, as quais foram postas em relação com os sentidos de dicionário, a fim de compreender o que se propõe como linguagem não sexista e inclusiva, por meio das noções de paráfrase ou metáfora. Essa análise se dará com base em leituras fundamentadas pelo aporte teórico-metodológico da Análise de Discurso.
Maike Dos Santos Silva
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 298-309; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38639

Abstract:
Embora estejamos inseridos em um cenário que exija atender as demandas que nos são impostas pelo mercado de trabalho, compreendemos que o ensino-aprendizagem precisa ir à contramão dessa concepção. Nesse sentido, o presente artigo nos leva a refletir sobre o ensino do inglês no ensino técnico integrado no nível médio dos Institutos Federais onde se percebe o entendimento que esse ensino precisa estar atrelado ao neoliberalismo.
Gabriela Jardim da Silva
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 29-44; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38728

Abstract:
O presente artigo tem por objetivo debruçar-se sobre o tratamento acordado aos antropônimos e aos topônimos na tradução de Esaú e Jacó (1904), romance de Machado de Assis, em francês (realizada por Françoise Duprat) e em inglês estadunidense (realizada por Elizabeth Lowe). A partir dos trabalhos de Cícero (106 a.C. – 43 a.C.), a prática tradutória tem sido analisada e discutida por tradutores e/ou teóricos da tradução (linguistas, filósofos, psicanalistas e outros): dos diferentes procedimentos no ato de traduzir ao questionamento sobre a [im]possibilidade da tradução. Apesar de tais pontos parecerem ter sido superados em termos de discussão teórica, é necessário, no entanto, aludir as conhecidas dificuldades de tradução, e, no âmbito dessas – contidas em um vasto rol –, destacar as dificuldades associadas às questões sócio-históricas e culturais. Assim, este artigo estuda particularmente as opções tradutórias na esfera dos antropônimos (nomes de pessoas) e dos topônimos (nomes de lugares), focando nos seguintes questionamentos: convém traduzir os nomes próprios? Como agem os tradutores ao traduzirem essa classe de nomes? Quais motivações levam um tradutor a traduzir ou não um nome próprio? Para fomentar tal discussão, é feito um estudo de caso, precedido de algumas questões inerentes às discussões em teoria da tradução.
Cristian Macedo
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 64-79; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38577

Abstract:
O presente artigo tem como objetivo apresentar algumas notas historiográficas de um importante processo ocorrido na crítica tradutória do começo do século XIX: a consolidação do renome de um tradutor no meio literário francês. Com base na Historiografia dos discursos acerca da Tradução, uma série de resenhas críticas do Journal des Débats foram analisadas. Percebeu-se que, em uma disputa entre os críticos Dussault e Féletz, da qual este último sai vencedor, Delille tornar-se uma celebridade tradutória na França oitocentista.
Renan Kenji Sales Hayashi
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 10-28; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38739

Abstract:
O presente artigo trata de uma pesquisa de cunho exploratório sobre pesquisas em Linguística Aplicada com foco em estudos sobre língua-cultura japonesa feitas no Brasil nos últimos dez anos. Interessa-nos, pois, compreender o panorama geral de pesquisas nesse recorte de pesquisa. Para conduzir esta investigação, empreendemos um levantamento de produções a partir da plataforma CAPES sobre programas de pós-graduação em Linguística Aplicada. Resultados apontam uma dificuldade premente em encontrar as pesquisas já defendidas, não só por uma limitação das ferramentas de pesquisa, bem como escassez de investigações na área. Dessa forma, um estado-da-arte como este pode lançar luz sobre o panorama global de produções, a fim de melhor compreender como tem sido conduzido o campo aplicado de pesquisas em língua-cultura japonesa no Brasil.
, Gustavo Ximenes Cunha
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 310-332; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.38189

Abstract:
Neste artigo temos por objetivo tratar do uso e da funcionalidade que o conector “e” assume em manchetes jornalísticas, partindo do pressuposto de que ele pode assumir valores causais, adversativos e temporais, dependendo da natureza das sentenças que articula. Utilizamos como aporte teórico contribuições de autores que tratam do conector “e” e de conectores que, em línguas como o inglês, o francês e o espanhol, se aproximam do “e”, priorizando trabalhos que se voltam para sua multifuncionalidade. Para a análise do uso do conector em manchetes, publicadas nos jornais do Espírito Santo A Tribuna (AT) e A Gazeta (AG), utilizamos um corpus de 115 notícias em que o conector “e” é empregado. Os resultados revelam que, nas manchetes em que duas proposições são articuladas pelo conector “e”, a operação que se privilegia é a de considerar o evento expresso na sentença que antecede o conector como sendo não só cronologicamente anterior ao evento expresso na segunda, mas ainda como sua causa. Nesses casos, o que se observou foi que, em geral, a primeira ação é realizada pela mulher, ao passo que a segunda é realizada pelo homem e sofrida pela mulher. Nessas ocorrências, a ação da mulher justifica uma ação consequente do homem. Com base nas análises dessas manchetes, foi possível constatar que, por meio da articulação de informações do conector “e”, há uma tentativa de justificar a violência sofrida pelas mulheres.
, Guilherme Brambila
Percursos Linguísticos, Volume 12, pp 9-9; https://doi.org/10.47456/pl.v12i31.39268

Abstract:
Apresentação do volume 12, número 31, ano 2022
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