Boletim Goiano de Geografia

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ISSN / EISSN : 0101-708X / 1984-8501
Published by: Universidade Federal de Goias (10.5216)
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Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-22; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.57699

Abstract:
Qualidade de vida trata-se de um tema amplo, complexo e multifacetado, que tem grande relevância para os estudos geográficos. Contudo, não há um consenso acerca do conceito de qualidade de vida e tampouco um modelo padrão para a sua investigação, de modo que são várias possibilidades para sua abordagem e avaliação. Ao considerar tal situação, redigiu-se o presente texto, que, portanto tem como objetivo apresentar algumas das abordagens da noção de qualidade de vida, bem como alguns dos vieses que podem ser utilizados para a sua avaliação, considerando, sobretudo o impasse em torno das abordagens com foco nas dimensões objetivas e subjetivas. Em termos metodológicos, o texto trata-se de uma revisão de literatura. Ao findar o texto, afirma-se que o mais relevante ao considerar a qualidade de vida é identificar, em cada realidade, traços singulares do que ela consiste e buscar por seu alcance de acordo com as particularidades locais.
Heider José Boza, Janaina Francisca De Souza Campos Vinha
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-26; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.62633

Abstract:
Este artigo refletiu sobre a experiência do Mercado Popular de Alimentos, criado no ano de 2011 no município de São Gabriel da Palha (ES), pelo MPA, caracterizado como um território da agricultura camponesa. Partiu-se de uma abordagem qualitativa e de procedimentos metodológicos que deram enfoque ao levantamento bibliográfico e documental, à realização de trabalhos de campo e entrevistas com lideranças e camponeses. A discussão proposta revelou o sentido multidimensional e multiescalar do território, aqui representado pelo Mercado Popular de Alimentos, elencando as dimensões política, ambiental, social e econômica que constituem os territórios camponeses na defesa pela Soberania Alimentar.
Fernanda Lodi Trevisan
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-24; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.62736

Abstract:
Este artigo propõe discutir a trajetória da visitação turística no Parque Nacional do Iguaçu, um dos parques mais célebres e visitados no Brasil. A visitação turística nunca deixou de ser um dos objetivos do Parque ao longo de seus quase 80 anos, contudo, essa atividade sofreu considerável transformação, com reflexos significativos em sua organização territorial. A consolidação do movimento ambientalista e o desenvolvimento de instrumentos de gestão de áreas naturais protegidas podem ser apontados como causas dessas transformações. Da mesma forma, a valorização do turismo de natureza e a visão do Parque como uma oportunidade de negócio também podem ser apontados como causas. A partir da ideia de evento, foram identificadas rupturas e continuidades nessa trajetória, o que permitiu a este estudo propor compreender a visitação turística do Parque por meio de três grandes fases: a visitação recreativa, a visitação recreativa monitorada e a visitação comercial, que se estende até os dias de hoje. Espera-se contribuir para um maior conhecimento do Parque do Iguaçu e, sobretudo, fomentar as discussões sobre o turismo em áreas naturais, em especial, nos parques nacionais.
Cláudio Smalley Soares Pereira
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-35; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.57930

Abstract:
Resumo: O presente artigo analisa o processo de urbanização e de produção do espaço urbano no período contemporâneo. Levantamos a hipótese de que o atual período histórico é marcado por um rápido processo de urbanização, em escala global, que apresenta características particulares. O foco recai sobre a problematização das ligações entre a urbanização, a dinâmica da financeirização e do consumo, com ampliação de uma experiência urbana cada vez mais pobre, seletiva, individualista e segmentada. Em outras palavras, constatamos uma aproximação entre a dinâmica da urbanização e da produção das cidades, de um lado, e a lógica das finanças na produção do homem endividado, de outro, que por sua vez, resulta em experiências urbanas que progressivamente negam a diversidade constitutiva da própria ideia de cidade. Palavras-chave: cidade, condição urbana, experiência urbana, endividamento
Patrick Thomaz De Aquino Martins, Pedro Paulino Borges
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-25; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.62968

Abstract:
Fruto da cooperação entre o Brasil e a China, o CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é um programa ao desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto o qual tem contribuído ao entendimento de diversos fenômenos e ao gerenciamento territorial. Embora haja produção de conhecimento a partir de dados do programa CBERS, esta ainda não foi caracterizada na literatura científica global. Desse modo, o objetivo do trabalho foi avaliar, por meio de uma análise cienciométrica, as tendências e lacunas dos estudos relacionados ao uso do CBERS. Considerando a base completa da plataforma ISI Web of Knowledge, foram pesquisados manuscritos que utilizaram ou analisaram o CBERS, resultando em 216 artigos, os quais foram examinados com base em 10 diferentes critérios. Foi observado um aumento significativo de artigos ao longo do tempo. O satélite CBERS-2 foi o mais utilizado, com o CCD sendo o mais frequente dentre os todos os sensores. Quando se empregou outro produto de sensoriamento remoto, os satélites do programa Landsat e os das plataformas Aqua e Terra (sensor MODIS) foram os mais observados. Foi identificado um viés relacionado à nacionalidade dos países mantenedores do programa, assim como a prevalência do idioma inglês. O ambiente terrestre foi onde se deu a maior parte dos estudos, ocasionando algumas lacunas a serem exploradas. Além do entendimento de como a comunidade científica internacional vem utilizando o CBERS à geração de conhecimento, a análise cienciométrica identificou o cumprimento do propósito pelo qual o programa foi concebido, a autonomia na geração de dados orbitais.
Élisée Reclus
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-21; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.62660

Abstract:
Primeiro texto escrito pelo geógrafo anarquista francês Élisée Reclus, quando este abandona a faculdade de teologia e passa a ser aprofundar no estudos sobre os fundamentos do anarquismo.
Lia Maris Ritter Antiqueira, Rubia Freitas Pinheiro, Romeu Miqueias Szmoski
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-21; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.57251

Abstract:
Este trabalho aborda a importância dos espaços não formais de ensino e das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) como estratégia para trabalhar Educação Ambiental. Apresenta-se um projeto inovador de implementação de QR Codes em trilhas ecológicas em uma Unidade de Conservação no estado do Paraná (Floresta Nacional de Piraí do Sul) e as possibilidades de realização de saídas de campo ou aulas passeio, que são recomendadas desde a Escola Moderna de Freinet mas que ganham força na atualidade baseadas na premissa de necessidade de resgate da conexão do ser humano com a natureza.
Tiago Cavalcante, Eustógio Dantas
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-26; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.63498

Abstract:
Neste ensaio abordamos alguns temas caros ao conhecimento geográfico a partir da obra Praias e Várzeas do escritor cearense Gustavo Barroso (1888-1959). Entendendo que a obra literária não deve ser pensada como mero documento, mas como expressão da passagem do homem pela Terra, nosso objetivo é o de perscrutarmos temas passíveis de serem relacionados à noção de geografia do litoral, como paisagem, lugar, geograficidade, imaginação, urbanização e modernização, todos eles capazes de elucidar, em diferentes escalas, a diversidade das dinâmicas litorâneas, do passado e do presente. Geografia e literatura, portanto, são conhecimentos que universalizam experiências singulares e nos ajudam a compreender a condição humana no mundo.
Rosemere Santos Maia
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-28; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.60361

Abstract:
No presente artigo, colocamos o pecado em perspectiva. Para tanto, voltamos nosso olhar para o bairro de Santa Cruz, situado na zona oeste da Cidade do Rio de Janeiro, que recebe insuficientes investimentos por parte do Poder Público, possui baixo IPS (Índice de Progresso Social), sofre com o crescimento exponencial da violência urbana, é vítima da voracidade e da irresponsabilidade de grandes empresas instaladas na região, além de ter sua população tornada alvo de estigmas e preconceitos. Recorrendo, num primeiro momento e de forma breve, à Filosofia Aristotélica, à Teologia e à ética cristã- onde o pecado configura-se como uma categoria fundamental- e à Literatura (através da obra de Dante Alighieri) – demonstramos, ao longo do artigo, que fenômenos /relações que marcam a contemporaneidade apresentam-se como uma nova roupagem dos pecados capitais clássicos. Ao abordarmos, em referência à Santa Cruz, cada um deles, a suposta dimensão social dos pecados é explicitada. Soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça são aqui tematizadas, levando-nos a concluir que os pecados sobre os quais discorremos longe estão de levar seus pecadores ao “inferno”. Em certa medida, de suas torres, bolhas ou castelos, continuam olhando enviesado ou com distanciamento para o bairro de Santa Cruz, contribuindo para mantê-lo invisível no contexto da Cidade.
José Vandério Cirqueira
Boletim Goiano de Geografia, Volume 40, pp 1-40; https://doi.org/10.5216/bgg.v40i01.59892

Abstract:
Na história da geografia acumulam-se múltiplas matrizes descontínuas à regularidade do saber científico e acadêmico oficial. Dentre elas, está o continente do pensamento e prática libertária. A historiografia oficial, ao narrar as manifestações teóricas do pensamento geográfico, privilegiou as contribuições de caráter ortodoxo, suprimindo, às vezes silenciando, ou mesmo negligenciando, demais concepções menos convencionais, tidas, neste trabalho, como heterodoxas. Em torno de personagens anarquistas clássicos da geografia, do final do século XIX e início do século XX, constituiu-se uma diversidade de produções de caráter não hegemônico do saber, nutrindo-se de heranças menos convencionais do passado, projetando reorganização paradigmática ou mesmo rupturas no presente. Esse corpo de ideais e de práticas telúricas de caráter libertário, constituídas no passado da geografia, se traduz, atualmente, no que hoje se convencionou denominar de geografia libertária. A fonte deste continente nasce das obras de Élisée Reclus, Léon Metchnikoff e Piotr Kropotkin, legando para o saber geográfico caudaloso fluxo de contribuição ainda pouco explorada. Um continente de ideias dissidentes, no bojo das descontinuidades discursivas da história da geografia.
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