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ISSN / EISSN : 1519-3276 / 2177-5648
Published by: Universidade Federal de Goias (10.5216)
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Ailton Laurentino Caris Fagundes, Bruna Caroline Machado Gomes
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-11; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.64184

Abstract:
Contando com cerca a 50 milhões de fiéis e uma atuação organizada, os evangélicos se tornaram um ator importante na política brasileira, capaz de eleger representantes, organizar partidos, influenciar ou decidir eleições. Engajados politicamente desde os anos oitenta, após forte crescimento das igrejas neopentecostais, os evangélicos não formam, entretanto, um grupo homogêneo e podem agir de forma conjunta ou não de acordo com seus dogmas ou interesses. Este trabalho busca analisar historicamente o perfil de atuação política dos evangélicos no Brasil e o modo como se organizam e atuam mostrando por uma lado como as crenças servem para justificar e legitimar a participação no jogo eleitoral e, por outro, como o pragmatismo político entra nas igrejas permitindo que elas possam agir como partidos.
Carmem Lúcia Costa
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-10; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.64008

Abstract:
Este artigo apresenta uma reflexão sobre o processo de captura das subjetividades dos/as trabalhadores/as nos tempos de avanço do projeto neoliberal de extrema direita no Brasil, marcado pelo projeto de poder que exclui, segrega, mata e subjuga a classe trabalhadora a partir de retirada de direitos, mas sobretudo, pela inserção da lógica da mercadoria na vida cotidiana. Para realizarmos o exercício de compreensão, buscamos neste artigo discutir as subjetividades sob a ótica do materialismo histórico e dialético para entender sua dinâmica e, assim, sua captura e sua condição de superação. O artigo reafirma a necessidade da construção de um projeto de superação da sociedade capitalista e da produção de novas subjetividades a partir da resistência popular, da ciência e de novas formas de produzir o cotidiano.
Ana Carolina Eiras Coelho Soares, Neide Célia Ferreira Barros
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-13; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.64372

Abstract:
O presente trabalho aborda as reflexões sobre a oficina ministrada no LEHIS em 2016 a respeito da importância de uma educação que trabalhe as questões de gênero no ambiente escolar e em como isso pode auxiliar na diminuição das violências e desigualdades sobre as mulheres e as minorias sociais em nosso cotidiano. Dentro do contexto histórico contemporâneo de retrocessos sociais, buscou-se compreender as naturalizações que perpetuam uma cultura do estupro em nossa sociedade e quais as contribuições dos estudos de gênero para uma sociedade mais justa e igualitária. Palavras-chave: Cultura do Estupro; Educação; Relações de gênero.
Rosana Soares Campos
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-11; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.64195

Abstract:
Este estudo analisa o papel dos governos Fernando Collor de Melo, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso na implementação de políticas econômicas neoliberais nos anos 1990 no Brasil. A pesquisa utiliza duas categorias de análise: democracia e neoliberalismo. Neste cenário, a partir de um estudo histórico e estatístico-descritivo verificou-se um comportamento funcional dos governos democráticos, através de políticas de privatização, abertura de mercado, redução do papel do Estado na economia, etc, acarretando graves consequências sociais a uma expressiva parcela da população brasileira. O desemprego e a informalidade laboral foram alguns dos principais impactos dessas políticas.
Rildo Bento De Souza
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-12; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.63887

Abstract:
Pretende-se nesse artigo analisar duas biografias do médico e político goiano Pedro Ludovico Teixeira (1891-1979), quais sejam, A vida de Pedro Ludovico: fundação de Goiânia (1ª edição 1992; 2ª edição 2004) de José Mendonça Teles e Tu és Pedro: uma biografia de Pedro Ludovico Teixeira (2016) de Hélio Rocha. O que pretendo demonstrar é que os dois livros, com poucas alterações substanciais, percorreram o caminho trilhado pelo próprio Pedro Ludovico na sua autobiografia intitulada Memórias que foi publicada em 1973. Nesse sentido, tomaremos como exemplo as construções narrativas dos motivos que levaram Pedro Ludovico a lutar na Revolução de 1930 e as suas primeiras ações no governo do Estado, como Interventor.
Wanderson Fabio De Melo
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-12; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.64373

Abstract:
O trabalho discute o governo Dilma e a sua crise, enfatizando o papel dos empresários. Estuda-se as dimensões do ciclo das commodities, as políticas de conciliação de classe, as medidas favoráveis ao capital, a crise do governo com o setor empresarial e o fim do gestão Dilma Rousseff. As fontes são os posicionamentos dos dirigentes do PT e dos empresários. A metodologia é a análise histórica.
Marília Gago
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-13; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.63859

Abstract:
As sociedades atuais lidam com um crescente manancial de informação fruto de diversas origens, divulgado por vários meios e construída com base em preocupações, interesses e olhares distintos. Com frequência utilizam-se as expressões “opinião”,” ponto de vista” e “perspetiva” sem se debaterem quais os significados e que ideias dão corpo a estas expressões/conceitos. Propõem-se este debate atendendo às conceções idealistas passando pelo Pós-modernismo e pelo “realismo crítico interno”. Partilha-se a perspetiva que a História é uma ciência que desenvolve o modo de compreender a realidade humana e considera-se necessário que este debate seja realizado com o objetivo de conscientemente se tomarem decisões válidas no percurso histórico. A narrativa histórica, face material da História, independentemente do suporte que utiliza, é natural e legitimamente multiperspetivada, considerando-se que é no criticismo mútuo que a validade pode emergir nas formas mais sofisticadas e se pode construir a compreensão histórica de forma interperspetivada. Este debate poderá contribuir para que os ruídos constantes que espelham interesses relativamente à(s) verdade(s) histórica(s) possam fazer emergir ideias e narrativas históricas mais sofisticadas construídas no diálogo múltiplo e plural.
Published: 1 October 2020
OPSIS, Volume 20, pp 1-15; https://doi.org/10.5216/o.v20i1.63748

Abstract:
O artigo contrapõe o Movimento da Literatura Marginal a algumas experiências culturais passadas, sobretudo ao modernismo paulista. De início, reconstroem-se algumas das demandas da vanguarda modernista apresentadas por ocasião da Semana de Arte Moderna de 1922. Em seguida, analisa-se como agentes marginais, com a preparação da Semana de Arte Moderna da Periferia e do Manifesto da Antropofagia Periférica, de 2007, elaboraram uma releitura da história cultural brasileira. Os manifestos lançados, as ressignificações simbólicas propostas e as reorientações estéticas subjacentes revelam contra-usos políticos importantes da ideia de vanguarda. Ao final, argumenta-se que a formatação do movimento das periferias dependeu de distanciamentos críticos praticados por seus/suas integrantes em relação a uma tradição que não os/as contemplou, distanciamentos esses que revelam uma potência antropofágica que se processa desde o local de enunciação, estendendo-se à forma literária.
Sônia Meneses
Published: 31 December 2019
OPSIS, Volume 19, pp 1-9; https://doi.org/10.5216/o.v19i2.55707

Abstract:
Resumo: Este artigo problematiza a emergência de histórias públicas reacionárias e novos negacionismo influenciados pela profusão de narrativas históricas vinculadas aos meios de comunicação e às ideias de pós-verdade. Assim, destacam-se as relações entre história e abusos do passado, difusão de narrativas históricas e consumo. Ao final, aponta para os desafios colocados ao próprio lugar da produção histórica e dos historiadores frente a essa produção. Palavras-chave: História Pública, Pós-Verdade, Negacionismo, Consumo.
Júlio Cesar Meira
Published: 30 December 2019
OPSIS, Volume 19, pp 1-11; https://doi.org/10.5216/o.v19i2.57936

Abstract:
Este texto propõe investigar o processo de periferização na cidade do México a partir da segunda metade do século XX, a partir da análise do seriado Chaves. Parte-se de duas interpretações. Em primeiro lugar, que esse processo de favelização e periferização foi parte da expansão urbana e industrial, na qual os mais pobres, os trabalhadores, ficaram à margem. Luta de classes, especulação imobiliária, concentração de renda, são alguns dos sintomas que geraram grandes massas de excluídos, que se concentraram em regiões precárias e distantes dos centros urbanos e econômicos, ainda que servindo de mão de obra a alimentar esse sistema. Em segundo lugar, que a exclusão e periferização pode se dar também no campo social, mesmo que convivendo os excluídos e privilegiados lado a lado ou no mesmo espaço. O recorte temporal, como apontado acima, abrange o período da segunda metade do século XX, com ênfase para a década de 1970.
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