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ISSN / EISSN : 19803141 / 26751909
Current Publisher: REMATEC (10.37084)
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Cristina Lúcia Dias Vaz, Edilson Dos Passos Neri Júnior
Published: 30 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 137-155; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n0.p137-155.id243

Abstract:
Este artigo é um recorte da dissertação de mestrado Atos e Lugares de Aprendizagem Criativa em Matemática. O principal objetivo é apresentar como o processo de impressão tridimensional pode potencializar ações interdisciplinares para promover uma aprendizagem criativa em Matemática. Tais ações são norteadas pelos princípios da Cultura Maker (“aprender fazendo”) e da metodologia STEAM (acrônimo formado pelas iniciais dos nomes, em inglês, das disciplinas ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática), realizadas no lugar de aprendizagem criativa, denominado Garagem, que tem como proposta experimentar uma “matemática mão na massa” por meio da prototipagem de objetos de aprendizagem. Como metodologia de pesquisa, utiliza-se o método da cartografia, ancorado na proposta dos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari. O conceito de aprendizagem criativa tem como referenciais teóricos as ideias de aprendizagem defendidas pelo educador Paulo Freire; o conceito de criatividade, por sua vez, segundo o psicanalista Donald Winnicott; por interdisciplinaridade, nos apoiamos nas ideias de Ivani Fazenda. Os resultados da pesquisa apontaram que a impressão 3D promove uma aprendizagem criativa, pois valoriza um processo interdisciplinar em que o aluno é o protagonista, permitindo-lhe (re)criar saberes de modo próprio e original, de modo a possibilitar uma aprendizagem mais autônoma, autoral e criativa.
Giselle Costa De Sousa
Published: 15 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 117-136; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n0.p117-136.id239

Abstract:
Alicerçada em três tendências em Educação Matemática surge a aliança entre História da Matemática (HM), Tecnologias Digitais em Informação e Comunicação (TDIC) e Investigação Matemática (IM). Considerando que cada uma das referidas tendências possui argumentos favoráveis ao uso em prol do ensino e aprendizagem de Matemática isoladamente, a aliança busca conexão desses de modo a compor mais uma proposta pedagógica no campo da Educação Matemática. Baseia-se assim, por exemplo, nos argumentos favoráveis ao uso da HM de Miguel e Miorim (2019), nas considerações da informática na Educação Matemática de Borba e Penteando (2019) e nas ponderações da IM de Ponte, Brocardo e Oliveira (2019), delineando ainda um constructo que perpassa por outras referências de aspectos teórico e metodológicos. Nessa ótica, nesse artigo almeja-se realizar uma apreciação do delineio da aliança e seus fundamentos juntamente com a apresentação de práticas que emergem da elaboração de produtos educacionais respaldados na mesma a partir de pesquisa da abordagem qualitativa. Desse modo, perpassa pelos moldes da aliança entre HM, TDIC e IM apontando como resultado parâmetros de sua elaboração, termos e expressões inerentes, nortes metodológicos para elaboração de proposta, entre outros aspectos.
Maria José Costa Dos Santos
Published: 14 May 2020
REMATEC, Volume 15; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n0.p96-116.id238

Abstract:
O letramento é indissociável do contexto social e cultural, e deve compreender a realidade dos educandos. A Base Nacional Comum Curricular-BNCC (BRASIL, 2018) apresenta o letramento como condição para a alfabetização. Objetivamos com esse estudo favorecer a elaboração de conjecturas, formulação e resolução de problemas matemáticos, a partir do letramento matemático. Para tanto, realizamos e apresentamos reflexões sobre as unidades temáticas da BNCC de matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental, estabelecendo redes de reflexões sobre conceitos, procedimentos, fatos e ferramentas didáticas, aliadas a metodologia Sequência Fedathi(SF). Os resultados apontam a necessidade de atividades na perspectiva do letramento que favoreçam a formação continuada dos professores dos anos iniciais.
Janes Kened Rodrigues Dos Santos, José Jerônimo De Alencar Alves
Published: 7 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 79-95; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n0.p79-95.id236

Abstract:
Este artigo, de viés historiográfico, tem como objetivo analisar as condições que possibilitaram a implantação do Curso de Bacharelado em Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, situada em Belém do Pará. Pretendemos mostrar as características diferenciadas dessa instituição de ensino, o contexto de implantação na localidade que não tinha o ensino de nível superior especializado em áreas de conhecimento favorecendo à formação de professores, os fatores que contribuíram para o Curso de Matemática fazer parte do contexto social educacional. Concluímos que uma das principais características do Curso em questão foram os conteúdos dos assuntos ensinados serem centrados na Matemática ou Física, essa última ocupava um espaço significativo no currículo. Quanto às condições que o possibilitaram à Criação do Curso, elas foram favorecidas pela existência de uma elite letrada local que contribuiu para o início e funcionamento das atividades de ensino da Faculdade. Além disso, havia a valorização e difusão dos saberes dessas áreas de conhecimento na cultura local, evidenciado no currículo dos cursos superiores nos quais os docentes do Curso de Matemática foram formados e na atuação deles como professores das matérias de física e de matemática nas escolas secundárias localizadas em Belém.
Taiane De Oliveira Rocha Araújo, Maria Deusa Ferreira Da Silva
Published: 5 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 61-78; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n0.p61-78.id218

Abstract:
Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). A pesquisa foi realizada com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o objetivo foi analisar a formação de conceitos geométricos na EJA, mediada pelo software GeoGebra. Especificamente, trazemos as nossas motivações e a busca por um referencial teórico que consolidasse a pesquisa e contribuísse para responder aos seus objetivos e à pergunta diretriz. Assim, na introdução, apresentamos como o tema emergiu, a partir de nossas motivações e trajetória acadêmica. Com o desenvolver da pesquisa, alinhamos discussões sobre o ensino de matemática e o uso de tecnologias, com os processos mentais que envolvem a aprendizagem. Nessa busca, nos deparamos com a Teoria de Assimilação por Etapas das Ações Mentais e dos Conceitos de P. Ya. Galperin (NÚÑEZ, 2009), cuja abordagem refere-se ao desenvolvimento da formação de um conceito e seu processo de aprendizagem, e, para isso, o autor desenvolve graus de qualidade e etapas da aprendizagem. Apresentamos uma discussão sobre essa teoria e como ela se articulou com a pesquisa.
Silvio Gallo, Alexandrina Monteiro
Published: 1 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 185-200; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n33.p185-200.id228

Abstract:
O ideário neoliberal no Brasil vem sendo cada vez mais articulado e fortalecido, ora pelas políticas públicas, ora pelas parcerias entre o setor público e o privado – este último amparado por parceria com Organizações não Governamentais (ONGs) cujo desafio é o de “salvar” a educação pública de seu fracasso iminente. Assim, como compor outros cenários, abrir atalhos, criar outras escolas ou escolas outras? Este tipo de questão talvez não tenha resposta, mas, nos apresenta um problema. Ele está aí, a nos desafiar, precisa ser pensado. Um problema exige, nesse momento, respostas distintas das milhares que já foram produzidas nas mais diferentes correntes sociais e filosóficas da educação. Assim, nosso objetivo aqui não é traçar um modelo de escola, ou apresentar uma escola outra, mas sim, buscar elementos que nos permitam compreender o momento atual e assim, apresentar possibilidades – efêmeras – mas que nos permitam nos tornarmos parentes do futuro. Diante disso, pretendemos abordar a seguinte questão: como compor outros cenários, abrir atalhos, criar outras escolas ou escolas outras? Para tanto dividimos o texto em duas partes: num primeiro momento exploramos a educação como eixo estruturante do projeto neoliberal e, num segundo momento, discutimos o espaço escolar como um espaço heterotópico, cujas linhas de fuga podem ser potencializadas quando pensadas na perspectiva de uma educação menor.
Francis Roberta De Jesus
Published: 1 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 09-30; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n33.p09-30.id219

Abstract:
A comunicação desenhada nesta escrita expressa o objetivo de praticar movimentos, dentre as possibilidades de construção de escolas outras, por meio de um modo de praticar a transgressão da organização disciplinar do processo de escolarização formal através da indicação de um percurso indisciplinar investigativo de observação de práticas já existentes nas escolas atualmente e que, de alguma forma, transgridam a forma disciplinar da escola pública que sejam transgressoras da forma disciplinar de organização da educação básica e das instituições escolares, no que diz respeito às práticas de ensino e de aprendizagem. Outro movimento é constituído pela intenção de ampliar as práticas indisciplinares observadas no contexto escolar por meio de práticas de problematizações dos campos de atividades humanas e das práticas socioculturais e jogos de linguagem que os componham e/ou que com eles, de alguma forma, se relacionem. Por fim, um último movimento, composto pela construção imaginativa[1]de um tipo de registro que, de algum modo, toque a necessidade uma agenda que influencie o processo de instituição curricular formal para a educação básica e que projete e justifique funções outras, propósitos e intenções da escola pública, para o que a instituição realiza socialmente, para a educação formal e seus modos organizativos em relação aos processos de ensino e de aprendizagem na contemporaneidade, como potencialidade de transformação da obsolescência histórica da instituição escolar.
Bruna Letícia Nunes Viana, João Ricardo Viola Dos Santos
Published: 1 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 75-94; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n33.p75-94.id222

Abstract:
Nesses escritos, imagens, nos tensionamos com uma pergunta: o que pode uma imagem? Com ela, inventamos um processo de experimentação, um ensaio entre palavras e imagens; no entre de como imagens deslocam palavras; entre como escolas outras são produzidas entre imagens e palavras, sempre em movimentos, linhas. Como cenário desse tensionamento, temos uma travessia produzida entre duas escolas da rede básica de ensino do estado de Mato Grosso do Sul: a escola rural quilombola Zumbi dos Palmares, em Jaraguari-MS, e a escola urbana Padre José Valentim, em Campo Grande-MS. Xs alunxs dessas duas escolas produziram interações entre eles, compondo perguntas e respostas a partir da troca de vídeos e fotos que foram feitas sobre e a partir de seus lugares-escola. Essa aposta na produção imagética (e fílmica) vem em uma tentativa de operar a arte enquanto potência de experimentação, em uma direção de alguns movimentos que decolonizam disciplinas, grades de conteúdos e qualquer tipo de hierarquização meritocrática de organização escolar. Nossos tensionamentos neste ensaio inventam outras narrativas e lógicas, que se inventam em possibilidades de escolas outras: sempre singulares; como espaços de partilhas; em problematizações do que nelas acontecem; em outros vacilos, traços, linhas, em produções inventivas.
Fernanda Valim Côrtes Miguel, Igor Amin Ataídes
Published: 1 May 2020
REMATEC, Volume 15; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n33.p129-147.id225

Abstract:
O presente artigo discute o protagonismo das mulheres e das insurgências feministas e estudantis no Brasil, sobretudo a partir das manifestações e protestos que explodiram a partir de junho de 2013, pontuando uma série de eventos culturais e políticos e de iniciativas que levantaram pautas feministas e lutas de fortalecimento dos direitos das mulheres e de grupos historicamente oprimidos. Partimos da hipótese de que os debates sobre as discussões de gênero, que seguiram ampliando compreensões críticas sobre discriminações de raça, classe, orientação e prática sexual, nacionalidade e identidade de gênero, foram impulsionadas por um conjunto de forças que precisariam ser pensadas dentro da lógica do neoliberalismo global. Nesse sentido, o artigo aproxima uma análise conjuntural e a força das ruas e das manifestações ao papel da web e das redes sociais em uma forma estratégica de mobilização política local e global que envolve a popularização e visibilidade de vozes por disputas narrativas. Por fim, refletimos sobre como essas discussões produzem impactos nos modos de se pensar novas formas de escolarização no mundo contemporâneo, sobretudo no Brasil, que desafiem o modelo neoliberal meritocrático e apontem para novas utopias e práticas da liberdade.
Elizabeth Gomes Souza, Antônio Miguel
Published: 1 May 2020
REMATEC, Volume 15, pp 166-184; doi:10.37084/rematec.1980-3141.2020.n33.p166-184.id227

Abstract:
Este artigo tem como propósito abordar terapeuticamente possibilidades de problematização de práticas culturais diversas em ambientes formativos institucionalizados, apostando-se em suas potencialidades performativas para a promoção de práticas educativas transgressivas. Para este fim, fazemos, por um lado, um uso transgressivo-desconstrucionista dos escritos de Ludwig Wittgenstein, em particular, de seus estudos tardios, para se questionar o modo liberal-disciplinar-individual-meritocrático de se fazer escola praticando-a, invariavelmente, como lócus de assimilação psicológico-cognitiva de competências e habilidades em conteúdos disciplinares, o que torna as práticas educativas ideologicamente comprometidas e solidárias com a manutenção de regimes de verdade politicamente opressores, discriminadores, belicistas e socialmente excludentes. Por outro lado, fazemos também um uso transgressivo construtivo das investigações do filósofo, propondo-nos a descrever encenações de práticas culturais com um grupo de professores que levaram à investigação e realização efetivas, na escola, de práticas educativas indisciplinares, não dogmáticas e não homogeneizadoras. Tais práticas também mostraram seus poderes performativos transgressivos para a investigação e promoção de práticas escolares outras, orientadas por uma ética pós-humanista que elege as vidas que vicejam em diferentes formas de vida como eixo da ação educativa de formas de escolarização por virem.
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