Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade

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EISSN : 2674-9416
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José Roberto Linhares de Mattos, Geraldo Aparecido Polegatti
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 8-26; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n2p8-26

Abstract:
Na maioria das culturas indígenas, a contagem está associada aos dedos das mãos e às vezes, também, aos dedos dos pés para o cômputo de quantidades maiores que dez. Entretanto, as culturas indígenas têm diferenças na forma de associar a quantidade contada com a quantidade de dedos utilizados. Essas diferenças ficam mais visíveis ao analisarmos o nome que cada etnia utiliza, em sua língua materna, para descrever a quantidade computada. Nesta pesquisa, à luz da Etnomatemática, foi analisada a nomenclatura no processo de contagem do povo Rikbaktsa para se compreender o seu raciocínio lógico na forma de identificar quantidades de animais caçados, de peixes pescados, de artefatos, bem como a quantidade deles próprios. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo etnográfico, em que os instrumentos metodológicos utilizados foram observação participante, entrevistas, rodas de conversa e consulta bibliográfica. Os resultados encontrados apontam para um saber/fazer etnomatemático próprio que deve ser explorado nas aulas da disciplina Matemática na Educação Escolar Indígena Rikbaktsa
Amanda Cardoso Benicio de Lima, Kawoana da Costa Soares, ,
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 47-66; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n2p47-66

Abstract:
Estudos relacionados à história da matemática, em particular, os que estão direcionados aos conceitos matemáticos, podem contribuir para a desmistificação cultural disciplinar de uma ciência de difícil acesso. Dentre os expostos que possuem uma visão no qual os recursos advindos da história podem potencializar o ensino de matemática, encontramos os que utilizam os instrumentos matemáticos. Dessa forma, esse artigo é uma primeira impressão dos aspectos contextuais das duas réguas para cálculo de William Oughtred (1574-1660) encontrado em The Declaration ofThe Two Rules for Calculations. Para isso procuramos utilizar uma metodologia qualitativa de caráter documental, visto que iremos, a partir do texto de 1639, em inglês, apresentar características das duas réguas para cálculo direcionando aos aspectos de sua descrição. Desde já, percebemos que a construção desse instrumento requer o conhecimento de elementos epistemológicos atrelados aos conceitos de seno e logaritmos do período, que partindo dos conhecimentos adquiridos a partir da interpretação do documento The Declaration ofThe Two Rules for Calculations, de William Oughtred (1574-1660), buscamos conhecer as possibilidades relacionadas as questões da Educação Matemática.
Rubens Vilhena Fonseca, Andreza Thalia Menezes Monteiro, Richard Campos Vilhena Fonseca
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 67-93; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n2p67-93

Abstract:
Havia um engano muito comum no Ensino Básico em se pensar que a Aritmética era apenas um percurso inicial antes da Álgebra e sendo apenas a parte mais elementar da Matemática. A partir desse erro era comum, a Aritmética ser ensinada nos primeiros anos, enquanto, a Álgebra, apenas a partir de anos posteriores Neste aspecto particular, a BNCC faz indicações que procuram minimizar esse equívoco. A grande maioria das pessoas tem noções da Matemática que elas aprenderam na escola e a ideia sobre a elementaridade da Aritmética acaba tomando raízes profundas levando, em geral, a um desinteresse sobre o assunto. Entretanto, a verdade é que a Aritmética – estudo de propriedades dos números inteiros e de operações sobre eles – é um assunto profundo, difícil, de intensas pesquisas e longe de ser elementar para os matemáticos. É uma parte tão importante devido aos seus impressionantes resultados que, nos meios matemáticos, é considerada a “Rainha da Matemática’. Tópicos avançados de Aritmética pertencem à área conhecida como Teoria dos Números, de modo a distingui-la da aritmética escolar. Mas estas designações não alteram fatos. Tanto a Aritmética escolar quanto a Teoria dos Números pertencem a uma mesma esfera de conhecimento. Neste artigo, queremos mostrar isso. Consideraremos o chamado Teorema Fundamental da Aritmética (TFA) ou Teorema da Fatoração Única em Primos (TFUP). É um teorema muito usado na escola básica e possui uma rica história que deve ser conhecida para que se possa avaliar, com precisão, fatos e sutilezas aritméticas envolvidas na fatoração em primos que não percebemos e como esse importante teorema requer uma prova cuidadosa e detalhada que possa ser apresentada na escola básica.
José Luís Andrade Vieira
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 27-46; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n2p27-46

Abstract:
O presente artigo visa proporcionar uma reflexão mais incisiva sobre a inclusão de atividades relacionadas à Estatística em ambientes educacionais. Tomamos como referência um estudo de caso com dois professores do Ensino Fundamental da rede pública de Feira de Santana, Bahia, realizado antes da publicação da Base Nacional Comum Curricular. Para compreender essas discussões, utilizamos uma abordagem qualitativa, cuja técnica de coleta de dados foi à observação, anotações e a entrevista. Os resultados indicam que a natureza das atividades a serem propostas na formação inicial com o intuito de familiarizar os alunos com a Estatística é importante para que os futuros professores possam compreender a dinâmica do fazer e se sintam entusiasmados a utilizá-la na sua prática docente
Gabriel Pereira Lopes
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 94-104; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n2p94-104

Abstract:
Apresentamos um material didático, denominado jogo “Cartas Celulares”, cuja finalidade é promover uma revisão do conteúdo relativo à biologia celular para alunos do Ensino Médio. A base para os jogos são 12 cartas com imagens e nomes de organelas citoplasmáticas e estruturas celulares. Tal material pode ser aplicado de duas maneiras: como jogo de memória ou como jogo de cartas (carteado). Realizamos a descrição dos jogos e integramos anexos das cartas com imagens e nomes de organelas citoplasmáticas e estruturas celulares e cartas com as descrições dos componentes celulares representados pelas imagens.
Eliane Costa Santos, Ezequias Adolfo Domingas Cassela
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 72-86; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n1p72-86

Abstract:
Este artigo faz parte de uma pesquisa para o GIEPEm - Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa em Etnomatemática. Apresentamos uma abordagem relacionada ao “descongelamento” da matemática numa dimensão cultural, presente na técnica da construção de dois cestos com bases diferentes, cujo processo de interpretação matemática sugere uma atividade motivacional e significativa no ensino-aprendizagem da Geometria Analítica, com particular realce ao estudo da elipse e da circunferência, baseada no contexto do aluno. As ideias matemáticas extraídas na base de uma vivência com o artesão podem contribuir para a otimização do processo de ensino-aprendizagem na cadeira de Geometria Analítica. Para a metodologia, escolheu-se o enfoque qualitativo, usando a etnomodelagem para a extração dos conhecimentos congelados nos respectivos artefatos, conforme Rosa e Orey (2010, 2018). Para o aporte sobre a Geometria Analítica, tomamos como base Cassela (2018, 2020); nossa sustentação acerca de artefato sóciocultural de D’Ambrosio (2019) e Gerdes (2011) e, decolonialidade, de Santos (2008, 2018). O resultado matemático apresentado contribui para a decolonialidade do saber, conducente à um possível entendimento, por parte do aluno africano, de que a matemática em sala de aula pode ser tratada a partir dos contexto local.
Ana Maria Ferreira Lemes Stafusa
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 52-71; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n1p52-71

Abstract:
Este artigo tem como tema Decroly e sua metodologia global dos centros de interesses e a teoria de Piaget, tendo os dois autores em comum a formação em biologia e psicologia. Ambos estudaram a criança e seu aprendizado e/ou como aprendem. Um dos objetivos deste estudo é identificar alguns entrelaçamentos desses dois personagens que, em suas épocas, abordavam a educação de forma nada tradicional e, também, o ensino e suas peculiaridades no plano de pedagogia experimental. Foram tomados como referência livros da Coleção Educadores. Apresentaremos, inicialmente, uma breve biografia de Decroly e Piaget, em seguida, de modo resumido, adentraremos em suas questões de estudo e, finalmente, apontaremos alguns aspectos das possíveis aproximações entre suas pesquisas e/ou metodologias.
Anelise Grünfeld de Luca, José Claudio Del Pino
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 87-105; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n1p87-105

Abstract:
A experimentação tem papel importante na aprendizagem, desde que concebidas com o propósito de favorecer o diálogo em sala de aula e a contextualização dos conteúdos. O objetivo deste artigo é divulgar uma pesquisa que visou investigar a efetividade da experimentação contextualizada e interdisciplinar apresentada no livro: “Dialogando Ciência entre sabores odores e aromas: contextualizando os alimentos química e biologicamente”, analisando-se a realização dos experimentos possibilitam aprendizado numa perspectiva dialógica e problematizadora. A abordagem experimental se deu nas aulas de Biologia em três turmas de 1º ano de Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. Os estudantes em grupos realizaram e apresentaram os experimentos; após, responderam um questionário. A partir da análise dos dados, considerou-se a importância da indissociabilidade da teoria e prática, valorizando as concepções prévias dos estudantes e confrontando-as com os discursos da ciência. Destaca-se a inserção do diálogo na dinâmica da experimentação através dos questionamentos, da contextualização e da interdisciplinaridade.
Rubens Vilhena Fonseca, Andreza Thalia Menezes
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 8-36; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n1p8-36

Abstract:
O presente artigo se refere à exposição de um relato sem o rigor dos métodos utilizados em temas sobre História da Matemática e tem o objetivo de apresentar um caso da Teoria dos Números e seu desdobramento histórico sobre uma equação e os personagens mais destacados dentro desse contexto. Em 1657, Pierre de Fermat desafiou os matemáticos ingleses Sir Kenelm Digby e John Wallis a encontrar todas as soluções inteiras positivas da equação y2 + 2 = x3. A solução (x, y) = (3, 5) foi encontrada por Diophanto muitos séculos antes. Presumivelmente, o desafio foi para mostrar que, exceto essa, não há outras, como Fermat reivindicou ter uma prova de que esta era a única solução. Não é claro, a partir desta distância no tempo, se de fato Fermat tinha uma prova completa. Fizemos um breve relato histórico para conhecer os principais personagens e as suas buscas pelas soluções inteiras do caso geral da equação diofantina y2 + 2 = x3 e as implicações dessa busca no desenvolvimento da Teoria dos Números.
Lucas Antonio Mendes de Lima, Sandra Regina Figueiredo de Miranda
Matemática e Ciência: construção, conhecimento e criatividade, Volume 4, pp 37-51; https://doi.org/10.5752/p.2674-9416.2021v4n1p37-51

Abstract:
O objetivo deste artigo é apresentar uma história sobre o Problema da Catenária, com sua solução e algumas aplicações. Foi abordada a etimologia da palavra catenária, o enunciado do problema foi proposto por Jakob Bernoulli, os matemáticos que contribuíram para sua solução, como Galileu, Huygens, Leibniz e Johann Bernoulli. É evidenciada a construção matemática da parábola e da catenária e uma corroboração desta distinção por meio de gráficos plotados no GeoGebra, seguida aplicações na engenharia e arquitetura. Nesse sentido, elucida-se a possibilidade de levar, para sala de aula, curiosidades deste tipo ao trabalhar com Função Quadrática para instigar os alunos sobre a existência de outras funções como as exponenciais e a possibilidade para desdobramento de pesquisas futuras com outros problemas ou situações presentes ao longo História da Matemática.
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