Revista Nava

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EISSN : 2525-7757
Current Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora (10.34019)
Total articles ≅ 54
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Ana Kiffer
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32086

Abstract:
O texto parte da experiência escrituraria de Antonin Artaud (1896-1948),buscando rever seu “descentramento” político-subjetivo ao longo de toda a suatrajetória, para pensar na escritura final dos seus inúmeros cadernos asilares –atravéstambém de uma leitura crítica de suas edições- e interrogar de que modo essa práticaescrituraria nos exigiria repensar as concepções de texto e de escrita que vigorarame ainda vigoram do século XX aos nossos dias. Isso porque interessa pensar numanoção de escrita intensiva e ao mesmo tempo precária, que revisita esse autor como intuito claro de buscar sua potencia atual, em diálogo com as nossas necessidadese anseios, fruto de um país (o nosso) ele mesmo “descentrado”, e plantado emestruturas de extrema violência, segregação e limites objetivos e subjetivos queencenam através das nossas impossibilidades do dizer (escrever/ler) a necessidadede dizer (escrever/ler) diferente.
Ana Mae Barbosa
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32059

Abstract:
O presente artigo traça uma trajetória ampla do ensino do desenho e da arteno Brasil desde o século XIX até a atualidade. Apresentamos importantes fatores quecontribuíram para o seu desenvolvimento e as principais ideias que nortearam suasexperiências, tratando da importância da Missão Francesa (1816) no papel primevo eminstitucionalizar sistematicamente o ensino de arte no país. A seguir, passamos pelasdiscussões do caráter elitista propagado pela Academia Imperial de Belas-Artes (1826)que foi questionado pelos liberais a partir de 1870 e da adoção de um modelo que unissecriação e técnica, conforme visão do norte-americano Walter Smith. Adiante, durante operíodo de redemocratização do país em 1948, posterior ao Estado Novo, apontamoso surgimento de uma série de experiências escolares experimentais, prática que éinterrompida durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1984), em que foram perseguidosprofessores e desmontadas escolas experimentais. Por fim, sinalizamos importanteseventos e iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento do ensino da arte noBrasil em contraponto com as ações do governo, principalmente quando da criação daAbordagem Triangular e da introdução em programa de pós-graduação da primeiralinha de pesquisa em Arte-Educação nos anos 1980, ambas ações com protagonismoda autora deste artigo.
Renata Oliveira Caetano
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32089

Abstract:
Podemos entender a Coleção de Artes Visuais do escritor brasileiro Mário deAndrade como uma espécie de narrativa que corrobora com sua postura profissionalem diversas frentes. Nesse contexto, encontramos o desenho atravessando seucampo de compreensão sobre a produção de diferentes artistas; como exercíciopessoal desde a juventude, feito em folhas soltas; como algo sobre o qual refletirpor escrito; como objeto a ser colecionado. Adquiridos de várias formas, vemoscomo o interesse ultrapassa a mera necessidade de ter. Entre ver e organizar há oprincípio intelectual que se expande para além do conjunto de objetos. O presenteartigo visa, portanto, refletir sobre alguns aspectos dessa presença do desenho nacoleção Mário de Andrade, de forma a revisar o olhar lançado para determinadosobjetos e sua importância no grupo do qual fazem parte.
André L. Tavares Pereira
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32061

Abstract:
Este artigo apresenta uma reflexão entre os limites e intercâmbios entre acriação literária e o desenho. Ao invés de apenas tratar da ilustração, procuramoscompreender como artistas escritores e escritores que praticaram o desenho, emqualquer manifestação, utilizaram este veículo para criar obras de narrativa e deque modo a fabulação pode estar associada à criação visual e, sobretudo, ao atode desenhar. A pesquisa nasce do estudo que desenvolvemos sobre a obra deCornélio Penna, artista que se converte em escritor a partir do lançamento de suanovela Fronteira, em 1935, e que deixa um rico registro, em depoimentos ou notaspessoais, sobre sua relação com as artes visuais e sobre suas inquietações com oambiente artístico brasileiro da primeira metade do século XX.
Teresa Poester
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32097

Abstract:
Mesmo transitando em diversas linguagens, meu pensamento e prática artísticasão centrados no desenho. Além da prática individual, sempre trabalhei coletivamente e fuiprofessora de desenho por 40 anos. O assunto deste texto é a residência artística Boîte àdessin / Caixa do Desenho realizada pelo Atelier D43 no Espaço cultural Anis Gras, na Françaem maio de 2016. O Atelier D43 é o grupo de desenho do Instituto de Artes da UFRGS -Porto Alegre que criei em 2012 integrado pelos alunos, hoje jovens artistas, Caju Galon eKelvin Koubik. Desde o início, a pesquisa do D43 trata de das possibilidades do desenho facea novos meios tecnológicos e linguagens artísticas contemporâneas. A partir de 2015, passa afocar-se no desenho como performance e no vídeo como suporte das ações que se realizamdentro do ateliê. Além de registro, o vídeo constitui-se numa das estratégias, tratadas notexto, para experimentar novas formas de desenhar e fugir ao automatismo do gesto. Portrata-se de uma revista virtual, alguns vídeos e material ilustrativo estarão linkados no texto.Mais informações sobre o grupo no site: Atelier D43
Clovis Salgado Gontijo
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32090

Abstract:
A peça teatral O zoológico de vidro (The Glass Menagerie), de Tennessee Williams, conta com a participação, além de suas quatro personagens (Amanda, Laura, Tom e Jim), de uma série de “coisas” fundamentais para a construção do drama. Este ensaio tem como objetivo refletir sobre o papel, o estatuto, as interrelações e as implicações estéticas, sociais e existenciais de tais “coisas”, estreitamente vinculadas ao “mundo” das personagens. Para tanto, recorrerá ao pensamento de Martin Heidegger, mais especificamente à sua compreensão sobre o ocupar-se (Besorgen) e o utensílio (Zeug), extraídas de Ser e tempo (parágrafos 12 e 15), e à sua distinção entre “coisa” (Ding), “utensílio” (Zeug) e “obra de arte” (Kunstwerk), formulada na primeira parte de A origem da obra de arte. Ao longo do percurso proposto, examinar-se-á, sobretudo, a “coisa-título” da obra, a saber, a coleção de bichinhos de vidro em miniatura de Laura Wingfield, juntamente com algumas “coisas” coadjuvantes e, até, uma “não coisa”, dotada de relevante interação com a “coisa-título”: a luz. Por meio da aplicação da fundamentação teórica heideggeriana às diversas “coisas” analisadas, complementada por textos de Meyer Schapiro eJacques Derrida, será possível aprofundar temas específicos da peça e problemas mais gerais do campo estético, como as relações entre ilusão e desvelamento, utilidade e inutilidade (ou efetividade e inutilidade, dentro do contexto de uma obra), assim como as distinções entre re-missão e restituição, ornamento e obra de arte.
Andréia Cristina Dulianel
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32096

Abstract:
A partir do entrecruzamento entre a produção artística e a abordagemteórica, pretendo apresentar algumas reflexões presentes na minha pesquisa dedoutorado em poéticas visuais, essencialmente, no que diz respeito a dois eixosexplorados no processo de criação em desenho: a materialidade e a efemeridade.Além de questões referentes às intenções artísticas e às descrições do processo,pretendo evidenciar as técnicas de velamento, apagamento e sobreposição doselementos da linguagem visual, na construção e desconstrução da imagem.
Rui Gonçalves De Souza
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32088

Abstract:
Este artigo é uma avaliação da forma como a produção de têxteis dasvanguardas modernistas tem chegado ao conhecimento do grande público atravésde exibições em museus de arte. Ao mesmo tempo, questiona a simplificaçãoestética como procedimento destas mostras, que deixam de apresentar questõesesclarecedoras sobre esta produção plástica, e assim, perde a oportunidadede produzir conhecimento. Considero que esta produção é uma espécie derepresentação da atuação dos artistas que atuavam também como designers, emuma época que as fronteiras da arte estavam sendo questionadas, oportunidadeque levaram para suas expressões plásticas objetos com fins utilitários, tratados aomesmo tempo, como design e como arte e utilizaram da máquina para produzir umaarte reprodutiva.
Claire Bustarret, Renata Oliveira Caetano
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32082

Abstract:
O presente artigo se propõe a traçar uma comparação entre dois tipos de corpus, a correspondência e os rascunhos, em que o autorretrato desenhado por escritores se manifesta frequentemente. Isso permitirá discernir melhor sobre o que consiste a presença do autorretrato como marca no espaço grá co, como “traço” comum a diversas modalidades de atividade de escrita. Trata-se, portanto, da proposta para uma primeira exploração segundo uma abordagem mais descritiva do que interpretativa, levando-se em conta que o estudo dos dispositivos grá cos parece um preâmbulo necessário à toda análise iconográfica.
Nathalia De Paula Bernando Vianna, Sabrina Parracho Sant’Anna
Published: 10 September 2020
Revista Nava, Volume 4; doi:10.34019/2525-7757.2019.v4.32095

Abstract:
Este artigo faz uma análise do Museu do Amanhã/RJ, tanto do ponto devista do discurso dos atores envolvidos no projeto, como do ponto de vista dodiscurso expresso na exposição permanente da instituição. Se, por um lado, omuseu se apresenta como sustentável, e isso o remete ao futuro, em contrapartidao museu não faz nenhuma colocação quanto à memória. É fundamental, portanto,pensar como de forma indireta a memória está presente no local. Desta forma umareflexão sobre os conceitos de passado e futuro para a construção de memória sefaz importante para entender a perspectiva do Museu do Amanhã, tendo comopano de fundo da sua construção representações de nacionalidade para recepçãodas Olimpíadas.
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