Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios

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EISSN : 2318-3446
Current Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora (10.34019)
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, Pedro Bustamante Teixeira,
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 217-234; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32100

Abstract:
A tradução audiovisual é um ramo relativamente novo, embora pouco explorado, dos Estudos da Tradução. Apesar de ser o principal meio de fruição de produtos cinematográficos e televisivos, a adaptação para dublagem ainda levanta suspeitas em acadêmicos e críticos, que sequer concordam com sua definição. Após apresentar os diferentes tipos de tradução audiovisual, este artigo enfoca as etapas do processo de dublagem: desafios linguísticos, soluções técnicas que muitas vezes passam despercebidas em uma análise, restrições, profissionais envolvidos e, igualmente, as normas que regem esse campo da tradução. A escolha para o estudo de caso recaiu em South Park, um exemplo excelente do desafio em vários níveis e que oferece a oportunidade de analisar os reais problemas que cada quadro ou fala apresenta, e para conferir as perdas e vitórias da tarefa.
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 246-261; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32433

Abstract:
O propósito deste artigo é discutir um difícil trecho da Metafísica de Aristóteles (V. 4, 1015a11-13), no qual o filósofo parece identificar um uso metafórico do termo “natureza” (physis) para se referir às entidades que, em sua filosofia, são denominadas de “substância” (ousia). Defendo que Aristóteles, no referido trecho, se vale da noção exata de metáfora baseada em uma analogia (definida na Poética e na Retórica), a qual se funda na semelhança (ainda que tênue) entre duas relações (cada uma delas envolvendo dois itens relacionados). No trecho 1015a11-13, temos sentenças do tipo que usualmente empregamos, no nível da metalinguagem, para esclarecer o uso metafórico dos termos. Aristóteles pressupõe a seguinte semelhança: tanto a natureza como a substância são, em seus respectivos domínios, um princípio que garante (entre outras coisas) certas condições de persistência para aquilo de que são princípio. E isso basta para o uso metafórico de “natureza” para se referir a substâncias.
Silvio Marino
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 331-352; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32337

Abstract:
Il presente articolo vuole analizzare il senso del termine παρρησία e del verbo derivato παρρησιάζεσθαι nel Lachete di Platone. Lo scopo dell’indagine è quello di considerare il termine e il verbo nella loro relazione semantica con gli altri termini e gli altri concetti che a essi si affiancano nel testo e di mostrare il senso che, nella particolare situazione dialogica di questo testo, questo concetto assume. Al fine di procedere con l’indagine, abbiamo metodologicamente analizzato la semantica di altri termini, come γελοῖον e ἀνακοινόω-ἀνακοινοῦσθαι, che, individuati in altri contesti platonici, sono stati discussi per individuare il senso precipuo della παρρησία nel Lachete. L’analisi dei testi e dei contesti che abbiamo condotto ha mostrato che la παρρησία, perlomeno nel Lachete, individua lo spazio del dialogo come spazio di una comunità dialogica. La παρρησία all’opera in questo dialogo mostra la necessità, per gli interlocutori che vogliano “veramente” discutere, di armonizzare i discorsi alla vita, nel pieno spirito della sentenza socratica dell’Apologia, per cui una vita non esaminata non vale la pena d’esser vissuta.
Daniela Brinati Furtado, Fábio Da Silva Fortes
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 289-308; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32400

Abstract:
O presente artigo tem como objetivo pensar a reflexão acerca do lógos e da phýsis apresentada por Górgias de Leontine no Elogio de Helena. Nesta obra, o sofista nos apresenta quatro motivos principais do porquê Helena não deveria ser culpada pela guerra de Troia. Optamos por adotar como foco do nosso trabalho os três primeiros motivos enumerados, uma vez que parecem ser pensados a partir de assunções do que seria a phýsis e o lógos e de como se dá a relação dos homens com tais ordens. Ambas parecem ser capazes de se impor sobre o homem, porém, enquanto a phýsis teria os deuses como seus agentes e, portanto, não estaria sujeita ao julgamento do nómos; o lógos, por sua vez, elaborado pela alma através da opinião de um homem, poderia ser julgado pelo nómos como benéfico ou imoral a partir de suas consequências.
Thaís Fernandes Dos Santos
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 203-216; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32785

Abstract:
Apresentamos uma proposta de tradução integral do ensaio literário intitulado Uma nota sobre o Realismo, da língua inglesa para o português brasileiro, do poeta e escritor escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894), que foi publicado originalmente em 1912, e integra a coleção Essays in The Art of Writing (1917 [2012]). Nele, Stevenson discorre sobre a técnica de escrita aplicada ao texto literário, dos elementos de estilos e dos contornos nela detalhados, que podem revelar a originalidade do projeto estético do autor.
, Mary Anne Warken Soares Sobottka
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 235-244; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32386

Abstract:
Darío Rojas (Curicó, 1983) es doctor en Filología Hispánica por la Universidad de Valladolid y académico del Departamento de Lingüística de la Universidad de Chile. Sus investigaciones tratan sobre la formación de ideologías lingüísticas en Chile desde el siglo XIX en adelante, en el marco de la construcción del Estado-nación. En particular, con su trabajo se propone contribuir a identificar el rol de los discursos y los imaginarios sobre las lenguas (en especial el castellano y el mapudungun) en la construcción y legitimación de las desigualdades en el país, para lo cual ha adoptado el enfoque de la glotopolítica. Además de haber escrito numerosos artículos para revistas especializadas sobre estos temas, es autor del libro de divulgación ¿Por qué los chilenos hablamos como hablamos? Mitos e historia de nuestro lenguaje (2015). En esta entrevista, realizada en el marco de un proyecto de traducción de un poeta chileno al portugués, Rojas comenta las particularidades del castellano chileno y el carácter eminentemente político de las prácticas lingüísticas.
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 108-115; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.31726

Abstract:
Esta é a primeira tradução integral para a língua portuguesa do capítulo XIV da obra De ira Dei (Sobre a ira de Deus), atribuída ao escritor africano Lactâncio, que teria vivido entre os séculos III e IV. Essa composição pertence, portanto, à Antiguidade Tardia, um período ainda pouco estudado em pesquisas desenvolvidas em nosso idioma. O escrito apresentado possui um conteúdo apologético, buscando defender a doutrina cristã em oposição ao paganismo. Na décima quarta seção, Lactâncio defende, a partir do pensamento de Cícero, que a natureza humana foi feita para amar ao próximo e honrar a Deus. Por fim, o texto de chegada proposto foi desenvolvido a partir da edição crítica estabelecida pela Sources Chrétiennes (1982).
Carlo G. Delle Donne
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 262-288; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.31363

Abstract:
At a certain point of his commentary on Plato’s Timaeus (317.15 ff. Wazink), Calcidius sets out to distinguish different kinds of obscurity that can affect a text. The first to be analysed is the obscuritas iuxta dicentem: in this case, obscuritas is said to depend on either a decision (studio) made by the author (this was the case of both Aristotle and Heraclitus), or the inefficacy of language (imbecillitas sermonis). Secondly, Calcidius takes into account the obscuritas iuxta audientem, i.e. that particular kind of obscurity which is due to both the novelty and even the oddity of the discourse (cum inaudita et insolita dicuntur), and the intellectual inadequacy of the listener (cum is qui audit pigriore ingenio est ad intellegendum). Thirdly, Calcidius mentions a kind of obscurity which is said to be iuxta rem. In other words, this obscurity is relative to any res (i.e. any object of analysis) which is such that it cannot be precisely and immediately understood. Note that Calcidius takes this to be the case of Plato’s chora: for, neither it can be perceived through the means of sense perception, nor it can be intellectually grasped. But, as Calcidius clarifies, the presence of a certain degree of obscurity in a text does not necessarily put its veritative value at risk, just as the being true of a text does not automatically entail its being clearly expressed (non statim quae vere dicuntur aperte etiam manifesteque dicuntur). Unfortunately, to this ancient example of hermeneutics no extensive study has ever been devoted, as Professor Franco Ferrari has often pointed out. So, my objective is to extensively scrutinise the general classification of obscuritates provided by Calcidius and then to relate it to the Middle Platonic strategies aimed at neutralising Plato’s obscuritas.
Andrea Lozano-Vásquez
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 309-330; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.32363

Abstract:
This article characterises how the Pyrrhonian Sceptic uses language to test if such use is susceptible to Dogmatic criticisms, especially from a Stoic perspective. It will examine two characterisations of that use. The first one, reported by Diogenes Laertius in his Lives of Eminent Philosophers 9.71-78, will be discussed as a logical use of human language broader than a philosophical one. The second characterisation depends on the discourse chosen by Timon of Phlius in his Silloi. In this work, the Epic catalogue shows itself as a powerful mechanism; it allows to report, to make history about philosophy itself and to offer an account of Pyrrho’s place in it without postulating substantive theses. This literary use and the previous philosophical one constitute the particular uses of Pyrrhonian language.
Ana Saldanha
Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, Volume 8, pp 62-75; doi:10.34019/2318-3446.2020.v8.30706

Abstract:
Par le présent article, nous prétendons réfléchir sur l’acte de traduction, entendu comme un processus de transfert culturel réalisé grâce à la médiation d’un traducteur. Suivant les propositions d’Umberto Eco et de Susan Bassnett, nous nous pencherons sur l’acte de traduction qui s’établi entre deux codes linguistiques différents (traduction interlinguistique), lequel exige une compréhension approfondie de deux cultures et pourtant des connaissances et des compétences qui vont au-delà des connaissances et des compétences linguistiques.
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