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ISSN / EISSN : 0103-3123 / 1982-8047
Published by: Universidade Federal de Juiz de Fora (10.34019)
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, , André Luis Barbosa Ázar, João Henrique Oliveira Duarte, João Pedro De Paula Souza, Lucas Alves De Almeida
HU Revista, Volume 47, pp 1-9; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2021.v47.32607

Abstract:
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS), no Brasil, é prevalente em 23,9% dos indivíduos de 18 anos ou mais. Estudos internacionais apontam que a adesão é prevalente em aproximadamente 50% dos pacientes portadores de HAS, enquanto no Brasil as taxas de adesão variam entre 23% e 62,1%. O grande prejuízo para os pacientes e os extensos gastos em saúde pública com o tratamento de suas complicações tornam o tema de suma importância. Objetivos: Determinar as principais causas da não adesão ao tratamento medicamentoso à HAS. Material e Métodos: Estudo descritivo, transversal, de caráter quantitativo, realizado com 396 portadores de HAS, selecionados nos serviços de atenção primária à saúde (APS) e no serviço para hipertensos na cidade de Juiz de Fora: Serviço de Controle de Hipertensão, Diabetes e Obesidade (SCHDO). Os dados foram coletados entre outubro de 2018 e janeiro de 2019, utilizando o teste de Morisky-Green (TMG) e perguntas adicionadas pelos pesquisadores para complementação à interpretação dos resultados. Resultados: Observou-se que 279 (70,5%) dos entrevistados não são aderentes ao tratamento e grande parte deles já foi alguma vez descuidado com o horário de tomar o fármaco (51%). Na análise multivariada, observou-se que a raça é significativa para influenciar a adesão à medicação (OR=1,683; IC 1,072-2,643; p=0,024); o percentual de indivíduos não aderentes brancos, pardos e pretos é de respectivamente 40,5%, 29,4 e 30,1%; 29,5% dos entrevistados referem ser corretos no tratamento. Conclusão: As principais causas modificáveis que resultam na baixa adesão estão relacionadas ao esquecimento e ao descuido. A ausência de adesão não se relaciona com preço do medicamento.
Alana Santos Ribeiro da Silva, Suiane Costa Ferreira
HU Revista, Volume 47, pp 1-8; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2021.v47.32594

Abstract:
Introdução: A educação em saúde se apresenta como estratégia eficaz para enfrentamento do déficit de conhecimento da população sobre os primeiros socorros, destacando a importância do desenvolvimento de tecnologias educacionais que garantam uma correta compreensão das informações.Objetivo: Descrever a construção e validação de uma tecnologia em saúde no formato de história em quadrinhos online voltada para o ensino de primeiros socorros de pais/responsáveis por crianças e adolescentes. Material e Métodos: Trata-se de um estudo metodológico, com posterior validação da tecnologia por juízes especialistas. Os itens avaliativos consistiam em: objetivos, conteúdo, linguagem, ilustrações, layout e motivação. A análise da validação foi realizada por meio da utilização do Índice de Validade de Conteúdo (IVC).Resultados: Paraconstrução da tecnologia foi utilizado o software Pixton abordando as temáticas do Suporte Básico de Vida, Prevenção ao Afogamento e Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho. A validação da tecnologia evidenciou uma elevada concordância entre os juízes (IVC global de 0,97). Apenas dois itens apresentaram valores de IVC abaixo do limite adotado.Conclusão:A história em quadrinhos para o ensino de primeiros socorros com pais e responsáveis por crianças e adolescentes foi construída e validada em termos de aparência e conteúdo por juízes especialistas, sendo considerada relevante e adequada para promover o processo educativo.
Ana Luísa Silva Albertoni, Luis Gustavo Silva Albertoni,
Published: 18 February 2021
HU Revista, Volume 46, pp 1-16; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.32241

Abstract:
Introdução: O SARS-CoV-2, agente patológico da COVID-19, tem sido descrito como um vírus altamente infeccioso, transmitido de humano para humano com taxas de infecção alarmantes em todo o mundo. O elevado número de mortes devido à COVID-19 está em sua maioria associado à idade avançada ou à comorbidades. Dentre elas, citamos obesidade, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, hipertensão arterial, coagulopatias e câncer. Objetivo: Esta revisão visa contribuir com uma atualização concisa e desenvolvimento do conhecimento científico além de trazer discussão sobre pontos ainda não muito bem compreendidos do impacto das alterações metabólicas e da ativação do sistema imunológico no desenvolvimento da COVID-19. Material e Métodos: Revisão de literatura de artigos científicos publicados entre 2002 e 2020, indexados nas bases de dados PubMed (National Library of Medicine and The National Institute of Health), Scielo (Scientific Eletronic Library Online), NCBI (National Center for Biotechnology Information) e Periódicos CAPES. Resultados e Discussão: A obesidade é caracterizada por um estado inflamatório de baixo grau, conhecido como inflamação metabólica ou metainflamação. Alterações decorrentes da inflamação metabólica, tornam o hospedeiro mais propenso a infecções e o sistema imunológico menos responsivo a vacinas, antivirais e antimicrobianos. Além disso, a obesidade e o SARS-CoV-2 compartilham elementos comuns da resposta imune e do processo inflamatório, como citocinas, quimiocinas e adipocinas secretados na metainflamação. Em adição, é possível que o vírus e a obesidade interajam em vias de sinalização comuns que amplificam distúrbios metabólicos, o que leva a exacerbação da infecção pelo SARS-CoV-2 em obesos. Conclusão: A resposta imunológica deficiente e comorbidades são importantes determinantes da gravidade da infecção viral por SARS-Cov-2 em pacientes obesos. Assim, sugere-se que a obesidade não apenas aumenta o risco de complicações da COVID-19 como também amplifica distúrbios imunometabólicos, o que pode levar à exacerbação da infecção pelo SARS-CoV-2 em indivíduos obesos.
Bárbara Rodrigues Carvalho, Ana Flávia Santos Queiroz, Érika Ferreira Martins, Maria Clara da Paz Dias, Marco Tullio Brazão Silva
Published: 3 February 2021
HU Revista, Volume 46, pp 1-8; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.31513

Abstract:
Introdução: O pênfigo vulgar (PV) é uma doença autoimune caracterizada pela formação de bolhas em mucosas e/ou pele que estouram facilmente, gerando lesões irregulares. O prognóstico depende de um tratamento precoce, reduzindo riscos de infecção secundária e/ou agravamento da doença que pode levar ao óbito. Objetivo: Relatar um caso clínico e sua condução com discussão pautada nos aspectos atuais da literatura sobre a doença com relação à abordagem odontológica. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 24 anos, leucoderma, com queixa de dor e descamação gengival que não regrediu após 1 ano de terapias focadas em controle de biofilme e hábitos de higiene bucal. Ao exame extrabucal não foram observadas lesões. Ao exame intrabucal observou-se a ocorrência de eritema em gengiva marginal e papilar por vestibular com pequenos pontos de ulceração rasa e dolorosa. O teste de Nikolsky realizado com o auxílio de uma seringa resultou em positivo. Realizou-se na sequência uma biópsia incisional na região próxima a este local. A histopatologia mostrou lesão de mucosa por acantólise, com formação de fenda intraepitelial e células de Tzank, culminando no diagnóstico de PV. O tratamento consistiu em corticosteroides tópicos, principalmente às custas de Clobetasol em terapia oclusiva, mostrando adequado controle de úlceras e dor. Conclusão: Quadros de gengivite não associadas ao biofilme representam desafio na rotina do cirurgião-dentista, e o PV deve ser parte do rol de hipóteses para o desenvolvimento de uma propedêutica adequada, proporcionando qualidade de vida e diagnóstico precoce.
Keila Pereira da Silva, Marcio Martins da Costa, Ana Paula Munhen de Pontes
Published: 3 February 2021
HU Revista, Volume 46, pp 1-8; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.31947

Abstract:
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) caracteriza-se como uma política social pública e um direito adquirido pela população brasileira. Objetivo: Analisar a percepção dos usuários do SUS sobre o direito à saúde. Materiais e Método: Estudo qualitativo, desenvolvido no estado do Rio de Janeiro, com 30 usuários do SUS. Os dados foram coletados por meio de entrevista, no período de junho a julho de 2018, e analisados a partir da técnica de análise de conteúdo. Resultados: Os usuários reconhecem o acesso aos serviços de saúde como um direito, apresentam pontos de satisfação com o sistema, porém referem ter dificuldades para a concretização dos direitos identificados. Observa-se ainda um (des)conhecimento dos usuários do SUS sobre o direito à participação nos espaços colegiados de tomadas de decisões em saúde. Conclusão: Apesar das dificuldades vivenciadas pelos usuários, eles reconhecem a importância do sistema de saúde e referem o desejo de aprofundar o conhecimento sobre os seus direitos para que possam exigi-los e para que este seja mais efetivo.
Anna Carolina Bovarêto Silveira, Maria Eduarda Dias Maia, Vitor Fernandes Alvim, Letícia De Oliveira Zambeli, André Luiz Dornelas Marques Júnior, Rosângela Maria De Castro Cunha, Vinícius Parma Ruela
Published: 29 December 2020
HU Revista, Volume 46, pp 1-9; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.32317

Abstract:
Introdução: Em crianças e adolescentes foi caracterizada a SíndromeInflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à COVID-19. Tal condição resulta em vasculite de médios e pequenos vasos eapresentações clínicas similares ao que ocorre na doença deKawasaki (DK) classicamente descrita. Objetivo: caracterizar ecomparar as manifestações da SIM-P relacionadas à clássica DK,buscando compreender se são entidades distintas ou se são partes deum mesmo espectro. Material e métodos: Foi realizada uma busca nabase de dados PubMed de estudos em humanos, publicados no anode 2020, utilizando-se as palavras chave “COVID-19”, “doença peloCoronavírus 19”, “infecção pelo SARS-CoV-2”, “Síndrome deKawasaki” e “Doença de Kawasaki”, sendo suas respectivas variáveisconsultadas no Medical Subject Heading (MeSH). Foram encontrados144 artigos e após a aplicação dos critérios de elegibilidade, cincoestudos observacionais foram selecionados para a síntese da revisão.Resultados: Dentre os estudos selecionados com base nos critérios deinclusão, 239 pacientes pediátricos foram avaliados. Constatou-seuma faixa etária mais avançada acometida pela SIM-P quandocomparada à apresentação clássica da DK. O envolvimentogastrointestinal e a evolução mais grave no que diz respeito aachados ecocardiográficos, além da necessidade de uma segundalinha terapêutica foram marcantes. Por fim, observou-se, a nívellaboratorial, uma exuberância de alterações inflamatórias nos pacientes acometidos pela SIM-P em relação aos avaliados com DKfora da conjuntura da epidemia da COVID-19. Conclusão: Sugere-seque uma doença inflamatória multissistêmica semelhante à DK estejaassociada à infecção por SARS-CoV-2. Ainda não se conhece asconsequências da SIM-P a longo prazo, sendo necessária a realizaçãode estudos que elucidem aspectos diagnósticos, prognósticos eterapêuticos.
Marianne Magalhães Fortes, Rafael Everton Assunção Ribeiro da Costa, Poliana Rodrigues de Abreu, Cíntia Maria De Melo Mendes
Published: 29 December 2020
HU Revista, Volume 46, pp 1-5; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.32609

Abstract:
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio poligênico do neurodesenvolvimento que se caracteriza por sintomas comportamentais, como interações sociais e de comunicação prejudicadas e comportamentos repetitivos em níveis variados. O câncer é uma patologia de grande morbimortalidade, caracterizada pela proliferação descontrolada de células, cuja origem deriva de mutações da sequência de DNA. Curiosamente, o sequenciamento do genoma humano revelou extensa sobreposição em 138 genes de risco para TEA e câncer, sugerindo que o risco aumentado de câncer em indivíduos com TEA pode ter uma base genética significativa. Objetivo: Relatar dois casos de ocorrência de neoplasias em pacientes portadores de transtorno do espectro autista (TEA). Relatos de Casos: Caso 1: paciente do gênero masculino, pardo, 2 anos e 3 meses, portador de leucemia linfoblástica aguda e TEA, tratado com quimioterapia, evoluindo para óbito. Caso 2: paciente do gênero masculino, branco, 33 anos e 3 meses, portador de linfoma Hodgkin e TEA, tratado com quimioterapia, evoluindo para recuperação. Conclusão: Os dois casos descritos ocorreram em pacientes com TEA, do sexo masculino e que apresentaram neoplasias hematológicas, dando visibilidade à associação entre TEA e neoplasias.
Helena Fonseca Raposo
Published: 29 December 2020
HU Revista, Volume 46, pp 1-12; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.31268

Abstract:
Introdução: O tecido adiposo e suas células tem sido amplamente estudados devido à sua relação íntima com a obesidade. Objetivo: Identificar aspectos históricos e relevantes sobre o avanço na compreensão da função metabólica do tecido adiposo, sobretudo quanto ao seu potencial como alvo terapêutico no controle de doenças metabólicas. Materiais e Métodos: Foi feita uma revisão narrativa da literatura, sem restrição de data, priorizando fontes primárias indexadas pela base de dados PubMed. Resultados: As evidências da existência de tecido adiposo com propriedades termogênicas demonstrada em humanos adultos promoveram grande interesse no estudo do tecido adiposo, em razão de seu potencial terapêutico no controle da obesidade. A plasticidade e versatilidade do tecido adiposo são evidenciadas pelos diversos tipos de adipócitos hoje estudados. Os classicamente conhecidos: branco (WAT) e marrom (BAT), e o mais recentemente descoberto: bege (beige/brite), também conhecido como tecido adiposo marrom induzível; além dos adipócitos rosa e os de medula óssea. Enquanto o WAT é responsável por estocar o excesso de energia na forma de lipídeos, estando diretamente relacionado à obesidade, o BAT, por apresentar alta capacidade oxidativa, pode influenciar no aumento da taxa metabólica corporal, reduzindo a obesidade. Nesse contexto, o tecido adiposo bege apresenta dupla função: Comporta-se como o branco, armazenando o excesso de energia ou, quando estimulado (exposição ao frio, estimulação simpática), tem seu programa termogênico ativado, elevando a expressão de UCP1 (Uncoupling Protein-1) a níveis semelhantes aos do tecido adiposo marrom e promovendo maior dissipação de energia. O tecido adiposo se apresenta versátil por se adaptar à diferentes condições metabólicas, em contextos específicos como na lactação, na hematopoiese, por sua atuação como órgão endócrino ou na modulação do metabolismo energético. Conclusão: Assim, a compreensão de aspectos funcionais e moleculares dos adipócitos, nos possibilita identificar novas formas de tratamento para distúrbios metabólicos.
Thalita Teixeira Maia Passos, Hugo Rodrigues Golçanves, Rodrigo Melo Peixoto, Fernanda Ribeiro Porto, Tiago Heleno Pereira, Antônio Márcio Lima Ferraz Junior
Published: 30 November 2020
HU Revista, Volume 46, pp 1-8; https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.30778

Abstract:
Introdução: Há um reconhecimento crescente de que a saúde bucal tem um impacto significativo não apenas físico, mas também social e psicológico. A disfunção temporomandibular (DTM) pode originar morbidades relevantes, resultando em consequências que afetam a qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em pacientes portadores de DTM.Material e Métodos: Foi realizado um estudo observacional e transversal, no qual foram avaliados 34 pacientes, sem distinção de gênero, maiores de 18 anos, atendidos na disciplina de DTM do curso de Odontologia da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (SUPREMA). Através da aplicação do eixo I do RDC/TMD, os indivíduos foram classificados de acordo com o diagnóstico de DTM. Os participantes selecionados responderam o questionário OHIP-14, que permitiu avaliar o impacto da saúde oral na qualidade de vida dos pacientes.Resultados: Em relação ao RDC/TMD, 38,24% dos pacientes foram diagnosticados com dor miofascial no Grupo I, 62% dos pacientes apresentaram diagnóstico unilateral no Grupo II e 47% dos pacientes apresentaram diagnóstico bilateral no Grupo III. A pontuação média do OHIP-14 foi de 18,65 (desvio padrão = 10,77), variando entre 0 e 52 pontos. A pontuação média dos indivíduos que apresentaram dor miofascial com limitação de abertura foi estatisticamente superior à pontuação dos indivíduos com dor miofascial. A correlação entre a idade dos participantes e suas respectivas pontuações no OHIP-14 foi significante estatisticamente. Conclusão: Maior associação entre os escores do OHIP-14 e as disfunções musculares, sendo possível sugerir que uma disfunção muscular associada com limitação de abertura bucal gerou maior impacto na qualidade de vida dos pacientes. Pacientes idosos com DTM apresentam um maior impacto na sua qualidade de vida relacionada com a saúde oral.
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