Via Atlântica

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ISSN / EISSN : 1516-5159 / 2317-8086
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Helder Garmes, Cibele E. V. Aldrovandi, Cielo Griselda Festino
Via Atlântica; doi:10.11606/va.v0i36.165413

Victor Andre Pinheiro Cantuario, Fabiana Pereira Marques, Marlene Ferreira Da Silva
Via Atlântica pp 305-320; doi:10.11606/va.v0i36.145755

Abstract:
Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre o ler, o contar e o recontar como elementos constituintes do ato da contação de histórias direcionadas à criança, bem como evidenciar suas diferenças. Para tanto, fez-se uso da pesquisa exploratória a fim de se compreender melhor a maneira como essas três modalidades se relacionam no ambiente da contação de histórias infantis e procedeu-se por pesquisa bibliográfica como procedimento para o estabelecimento de base teórica a fim de se traçar as características de cada uma, assim foram selecionados autores como Cademartori (1980), Zanotto (2003), Ramos (2011) e Sisto (2007), principalmente, e outros que possam auxiliar no desenvolvimento do artigo como Garcia (2009), Santos (2014) e Bettelheim (2015). Os resultados mostraram que, de fato, as três modalidades supracitadas mantêm uma relação intrínseca entre si e que cada uma possui sua importância para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo da criança, contribuindo significativamente para a construção da sua leitura de mundo. Por fim, ficou evidente que a leitura é a primeira das etapas orientadora da arte do contar, haja vista que é por ela que se toma conhecimento do enredo da história que se pretende expor, e o recontar, portanto, caracteriza-se como a última, mas não menos importante, das etapas desse processo por ser através dele que a criança relembra e forma uma perspectiva daquilo que escutou.
Rosangela Sarteschi
Via Atlântica pp 283-304; doi:10.11606/va.v0i36.163936

Abstract:
O presente artigo tem por objetivo problematizar a presença autoral negra na literatura portuguesa contemporânea, procurando compreender de que maneira essa presença ocorre e os mecanismos sociais, políticos e literários de eventuais apagamentos e silenciamentos na estruturação da sociedade portuguesa. Serão abordadas questões históricas que envolvem o processo colonial português e que reverberam na estruturação dessa sociedade no século XXI, resultando no racismo como traço distintivo das relações sociais e no emudecimento frente a esse tema por parte do poder público e da sociedade em geral. Dessa perspectiva, o texto literário coloca-se como uma possibilidade de contribuição nos processos de desvelamento dos mecanismos que orientam as relações e as contradições sociais e as tensões dali decorrentes no que se refere especialmente às confrontações raciais.
Maria Elsa Da Rocha
Via Atlântica pp 347-363; doi:10.11606/va.v0i36.164385

Abstract:
Maria Elsa da Rocha (1924-2007) foi uma das mais prolíficas contistas goesas de língua portuguesa do período pós-61. Teve larga produção no jornal A Vida de Margão, onde chegou a editar uma secção cultural, até que o jornal se transformasse em 1967 no diário concanim Divtti. Uma coletânea dos seus contos, intitulada Vivências Partilhadas, foi lançada em 2005. Os dois contos inéditos que aqui apresentamos exemplificam alguns dos paradoxos transversais à sua obra e que espelham bem a sensibilidade ambígua de uma certa elite intelectual de Goa: a sua profunda empatia pelas camadas subalternas do seu torrão natal em contraste com uma atitude conservadora sobre a sua sociedade altamente hierarquizada, uma visão de certa forma pós-colonializante, crítica do regime anterior e muitas vezes eivada de nacionalismo indiano, mas justaposta com um mundo de referências decorrentes do encontro colonial, profundamente arraigado na cultura indo-portuguesa, e um tom algo saudoso vis-à-vis dos tempos que já lá foram.
Viviane Souza Madeira
Via Atlântica pp 142-166; doi:10.11606/va.v0i36.160336

Abstract:
This article discusses some of the texts written about women by men as well as those written by women in the Goan magazine O Académico (1940-1943). Even though O Académico is not particularly aimed at women’s readership, but at a broader audience – the “Goan youth” – it contains articles that deal with the question of women in the spheres of science, politics and literature. As one of the magazine’s objectives was to “emancipate Goan youth intellectually”, we understand that young women’s education was also within the their scope, placing the question of gender as central. The Goan intelligentsia that made up the editorial board of the publication revealed their desire for modernization by showing their preoccupation with forward-looking ideas and by providing the space for women to publish their texts.
José Antonio Pires De Oliveira Filho
Via Atlântica pp 101-119; doi:10.11606/va.v0i36.160332

Abstract:
O presente artigo faz uma breve apresentação sobre as crônicas produzidas por Júlio Gonçalves no periódico goês Ilustração Goana no século XIX. Conhecido como o primeiro contista em língua portuguesa em Goa, o autor também contribuiu muito com o periodismo literário local, pois criou e dirigiu esta que foi a revista literária com maior duração, assim como escreveu nela a mais importante parte de sua obra. As crônicas, gênero ligeiro que se estabelece entre o conteúdo literário e a velocidade jornalística têm também importância ainda pouco explorada na produção desse autor.
Maria De Lourdes Bravo Da Costa
Via Atlântica pp 81-100; doi:10.11606/va.v0i36.160272

Abstract:
O artigo discute a relação bhatkar-mundkar e o modo como o cultivo e a produção do arroz são usados por Orlando da Costa no romance O Signo da Ira. O autor descreve, no contexto de Goa, os conflitos sociais como estando centrados na relação entre o mundkar (trabalhador rural) e o bhatkar (proprietário). A fragilidade da situação social de quem cultiva o arroz por conta de outros e estando, ao mesmo tempo, dependente dele para a sua própria subsistência, é o foco central do romance. A obra salienta a importância do arroz no quadro da economia goesa e o modo como a alimentação pode ter um papel importante na organização e regulação social.
Lucas Henrique Lima Vecchi, Duarte Nuno Drumond Braga
Via Atlântica pp 63-79; doi:10.11606/va.v0i36.160088

Abstract:
Civilização hindu, do ensaísta goês Adeodato Barreto no ano de 1935, além de ser uma apresentação ao público português da civilização milenar indiana, foca a “Nova Índia”, renascida para a luta anticolonial de Gandhi e de Tagore. Possui referências a um vasto panorama internacional dos anos 30, passando pelos fascismos, pelo colonialismo europeu e, implicitamente, pelo salazarismo português. O objetivo deste texto é mostrar como o seu discurso de defesa da Índia se relaciona com uma crítica ao fascismo, ao totalitarismo e ao colonialismo. Para esse efeito exploraremos também a concepção de humanismo oriental enquanto forma de indianismo goês.
Regina Célia De Carvalho Pereira Da Silva
Via Atlântica pp 215-232; doi:10.11606/va.v0i36.160080

Abstract:
A diferença entre os homens foi sempre uma constante na história da humanidade. Durante os primeiros anos do século XVII, várias fricções relacionais surgiram entre a Santa Sé e o Padroado Português, relativas ao envio de missionários, á ordenação sacerdotal de naturais e á administração das missões. Tal conflitualidade repercutiu-se nas missões presentes nas colónias portuguesas, nomeadamente em Goa. Este trabalho focaliza-se na análise de alguns manuscritos do Fondo Gesuitico Collegia do ARSI e quer evidenciar os elementos históricos e socioculturais dessa conjuntura, no âmbito duma visão transdisciplinar e duma ampla intercompreensão histórico-literária da convivência entre culturas.
Marcello Felisberto Morais De Assunção
Via Atlântica pp 167-194; doi:10.11606/va.v0i36.162013

Abstract:
Neste texto pretendemos esboçar uma análise da produção cultural e literária goesa em torno do momento do fim do colonialismo na Índia Portuguesa em 1961, por meio da análise dos periódicos A Vida, Diário da Noite e O Heraldo. Analisaremos os editoriais e poesias destes jornais para perscrutar as diferentes leituras sobre a identidade goesa no quadro do turbulento processo de transição da Goa Pós-colonial, esmiuçando as diversas relações entre o campo político e cultural.
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