Revista Educação Especial

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ISSN / EISSN : 1808-270X / 1984-686X
Published by: Universidad Federal de Santa Maria (10.5902)
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Valéria Becher Trentin, Tânia Regina Raitz
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 37-1-19; https://doi.org/10.5902/1984686x65766

Abstract:
Com a Promulgação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a qual destaca o estreitamento entre a Educação Superior e a Educação Especial, evidencia-se o movimento de inclusão que se expandiu não só na educação básica nos últimos anos, mas também alcançando a educação superior, sendo subsidiada por normativas legais. Isto fez com que se tornasse expressivo o número de pessoas com deficiência que reivindicam o direito de ingressar e de permanecer nas universidades. O ingresso na educação superior e a participação da pessoa com deficiência no mundo do trabalho, constituem um campo de complexidades e desafios que compreendem a relação existente entre educação e trabalho. O presente artigo tem por objetivo averiguar as dissertações e teses realizadas no Brasil, após a promulgação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), relacionando a escolarização da pessoa com deficiência na Educação Superior ao trabalho. Para o levantamento de dados, foi efetuada pesquisa nas bases da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD). Nas buscas realizadas, foram utilizados os seguintes descritores: educação superior; deficiência; inclusão e trabalho. As pesquisas encontradas apontam a predominância de relatos acerca da fragilidade da educação superior em ofertar conteúdos acadêmicos efetivamente associados ao mercado de trabalho. Verificou-se ainda, que a temática é nova e apresenta literatura escassa, tornando-a, além de relevante nacionalmente, também importante para universidades, professores, pesquisadores da área, agentes de políticas públicas e a sociedade como um todo.
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 40-1-23; https://doi.org/10.5902/1984686x54521

Abstract:
A dislexia de desenvolvimento é uma disfunção neurobiológica ocasionada por fatores de ordem cognitiva, hereditária e ambiental. Tal disfunção provocaria uma dificuldade específica, significativa e persistente, em distintos graus, na aprendizagem da decodificação, comprometendo os processos de compreensão leitora e escrita. Podendo, ainda, ocasionar o risco de desenvolvimento da ansiedade e da baixa autoestima, estando significativamente correlacionadas ao baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia. A esse tema, objetivou-se investigar sobre ansiedade e autoestima associadas ao baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da busca por publicações científicas indexadas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Europe PMC e ERIC. Os seguintes descritores foram utilizados: ansiedade, autoestima, dislexia de desenvolvimento, dificuldade de desenvolvimento de leitura, educação, estudantes e transtorno da leitura da dislexia do desenvolvimento. Ao final das buscas, foram selecionados 11 estudos para compor o presente artigo, nos idiomas inglês e espanhol, publicados entre os anos de 2009 a 2020. Mediante aos achados, dos estudos analisados foi possível perceber que os estudantes com dislexia apresentaram um perfil emocional-comportamental, caracterizado por menor autoestima e maior ansiedade em relação aos fatores emocionais, além de maiores problemas comportamentais que os estudantes sem dislexia. Conclui-se que é preciso um melhor gerenciamento das emoções e um fortalecimento da autoestima para que haja uma minimização do baixo desempenho escolar em estudantes com dislexia. Para tanto, apoia-se na fundamental importância da ampliação de ações entre a Psicologia e a Educação, elaborando intervenções precoces relacionadas às dificuldades de leitura ao ajustamento psicossocial.
Bárbara Da Silva Ferreira Gonçalves, Cristina Massot Madeira-Coelho
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 41-1-17; https://doi.org/10.5902/1984686x63084

Abstract:
Este artigo tem como objetivo evidenciar práticas avaliativas que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento do estudante com deficiência, consideradas a partir da produção subjetiva docente. Este trabalho foi organizado a partir de pesquisa mais ampla que constituiu a dissertação de mestrado da primeira autora do artigo. A pesquisa, ancorada na perspectiva cultural-histórica, teve como base os pressupostos teórico, epistemológico e metodológico da Teoria da Subjetividade de González Rey. A produção da informação foi realizada a partir de pesquisa em escola pública do Distrito Federal, em uma região considerada de periferia, e teve como participante a professora do 1º ano do Ensino Fundamental I, de uma turma em que estava incluído um menino com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Realizada em 2019, a pesquisa contribuiu para ressaltar a relevância do processo avaliativo decorrente da concepção de aprendizagem como processo subjetivo que favoreceu o desenvolvimento do estudante com deficiência incluído naquela sala de aula. Evidencia-se, assim, que o processo avaliativo decorrente da concepção subjetiva da aprendizagem possibilita reconhecer e valorizar as peculiaridades do desenvolvimento de cada estudante e, dessa forma, favorece o rompimento com modelos comparativos e padronizados da avaliação tradicional.
Gabriela Prado da Fontoura,
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 44-1-26; https://doi.org/10.5902/1984686x41866

Abstract:
O presente artigo se propõe a discutir as concepções de profissionais da educação da região do Vale do Rio dos Sinos, no estado do Rio Grande do Sul, sobre o laudo médico, assim como problematizar a exigência desse documento para o atendimento educacional especializado (AEE). Pensar sobre isso se traduz numa forma de colaborar para o entendimento das interações interdisciplinares da saúde e da educação, dos limites e das possibilidades de cada área, assim como dos discursos que contribuem, ou não, na reflexão sobre os processos pedagógicos. Para o estudo, foi realizada a coleta de dados por meio de um questionário semiestruturado aplicado aos profissionais da educação, utilizando-se o Google Forms. O exercício analítico originou três eixos de discussão: (1) Entre teorias e práticas: o laudo, o aluno público-alvo do AEE (PAEE) e o profissional de AEE; (2) O laudo médico como detentor do saber do PAEE; (3) Entre caminhos necessários: a construção conjunta. A discussão evidenciou que o discurso médico/clínico (o laudo) ainda é motivo de restrição ao atendimento educacional especializado e que os educadores percebem a superação dessa lógica considerando a interdisciplinaridade.
Geisa Cristina Batista, ,
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 38-1-22; https://doi.org/10.5902/1984686x65323

Abstract:
Os Projetos Pedagógicos Curriculares das licenciaturas pressupõem formações inspiradas em concepções inclusivas, conforme a legislação vigente. Esta pesquisa objetivou analisar os projetos dos cursos de licenciaturas da Universidade Federal do Acre, quanto aos aspectos facilitadores da formação para o trabalho, com base nos pressupostos da Educação Especial. Seis projetos foram analisados, por meio de estudos descritivos e bibliográficos. Os resultados evidenciaram concepções e perspectivas de práticas inclusivas nos componentes curriculares, nas referências básicas e complementares, bem como nos estágios supervisionados, realizados após a formação em componentes curriculares de Fundamentos da Educação Especial e da Língua Brasileira de Sinais. A formação docente foi uma proposta advinda dessas análises, visando à incorporação dos pressupostos da Educação Especial às práticas educativas dos professores da Educação Superior. Os documentos legais que davam suporte a alterações nesse sentido datam de 2015. Entretanto, em 2019, o advento de alterações nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação docente constitui um desafio para outras alterações nos projetos desses cursos.
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 42-1-21; https://doi.org/10.5902/1984686x54536

Abstract:
Para intervir em comportamentos atípicos é necessário compreender as variáveis que os mantém. Para isso, o profissional deve compreender as variáveis das quais o comportamento é função, antes de iniciar qualquer procedimento de modificação comportamental. Os procedimentos mais utilizados são: Reforçamento Diferencial de Comportamento Alternativo (DRA) e Reforçamento Diferencial de Comportamento Incompatível (DRI). Eles possibilitam reforçar um comportamento equivalente funcionalmente, diminuindo a frequência do comportamento atípico. Os reforçamentos diferenciais, quando bem aplicados, podem trazer benefícios como o aumento do repertório de comportamentos adequados e habilidades sociais. Esse estudo pretendeu avaliar os efeitos de um programa, baseado em princípios da Análise do Comportamento, para profissionais da Saúde e Educação, sobre manejo de comportamentos atípicos em atendimento individual. O programa foi aplicado em 18 participantes das áreas da Saúde e da Educação que receberam o material autoinstrucional e foram avaliados antes e após o programa de ensino por meio de um protocolo geral. As médias apresentaram diferenças significativas, com média maior na segunda avaliação. O programa possibilitou uma formação relativamente rápida dentro das possibilidades de cada participante, sendo eficiente tanto para profissionais da Saúde como da Educação.
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 39-1-28; https://doi.org/10.5902/1984686x64660

Abstract:
A Tecnologia Assistiva apresenta impacto positivo no desempenho ocupacional de pessoas com deficiência, incluindo crianças e adolescentes com paralisia cerebral, com evidências de melhora na independência e inclusão social, em contextos de educação, trabalho, lazer e domicílio. Muitos desafios acompanham o desenvolvimento e a implementação de produtos assistivos, sendo que o envolvimento do usuário final é importante para minimizar o abandono e melhorar a usabilidade e funcionalidade. Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de um dispositivo assistivo para higiene oral e teste dos protótipos funcionais resultantes junto ao usuário final, a fim de avaliar sua satisfação e propor melhorias a partir de sua opinião. Foi adotada uma metodologia de projeto participativo, denominada Projet8-TA, que apresenta três macroetapas, nas quais há um conjunto de tarefas apoiadas por técnicas de projeto. Para sua aplicação houve parceria entre profissionais da engenharia e da área da saúde e foi selecionada uma adolescente com alterações neuromotoras decorrentes de paralisia cerebral, que participou ativamente do desenvolvimento e teste dos protótipos. A satisfação da participante foi avaliada através da versão brasileira do instrumento padronizado Quebec User Evaluation of Satisfacion with Assistive Tecnology (B-QUEST – 2.0). Os resultados demonstraram potencialidade da metodologia utilizada em relação a: tempo de projeto reduzido, maior interação entre equipe e usuário e maior assertividade na solução técnica do dispositivo assistivo. Além disso, a participação do usuário final foi fundamental para o andamento do projeto e para o desenvolvimento da versão final do dispositivo assistivo.
Daiana San Martins Goulart,
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 43-1-21; https://doi.org/10.5902/1984686x40378

Abstract:
A profissão de tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) emerge e consolida-se em condições históricas específicas, em especial, no contexto das lutas das comunidades surdas brasileiras voltadas ao reconhecimento cultural e linguístico. Inscrito no campo teórico dos Estudos Culturais, este estudo tem como objetivo discutir como se constituiu a profissão dos tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais – Libras. Recorre-se a estudos sobre a Educação de Surdos, a instituição da língua de sinais e a mediação linguística para entender o contexto a partir do qual a profissionalização foi sendo configurada e respaldada. A metodologia envolveu revisão de estudos e de documentos que regulamentam essa profissão no país, exames de proficiência em tradução/interpretação na Língua Brasileira de Sinais/Língua Portuguesa – PROLIBRAS, realizados entre 2006 e 2015 e, ainda, editais de concursos públicos, produzidos entre 2013 e 2016, para o provimento de cargos em Instituições de Ensino Superior.
Rita De Cássia Gomes de Oliveira Almeida, ,
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 36-1-22; https://doi.org/10.5902/1984686x63078

Abstract:
O presente estudo teve por objetivo analisar a implementação de recursos de Tecnologia Assistiva (TA) para uma aluna com Paralisia Cerebral (PC) na classe comum e sua aplicabilidade por meio do Desenho Universal (DU). O método de pesquisa utilizado seguiu os princípios da abordagem qualitativa, embasando-se no modelo de pesquisa colaborativa, cujos participantes foram uma professora da classe comum da educação infantil, uma agente educacional responsável em acompanhar a aluna com paralisia cerebral na classe comum, uma aluna com paralisia cerebral regularmente matriculada e os demais alunos da classe. A coleta de dados ocorreu na sala comum de uma turma da Educação Infantil e foi aplicado um Protocolo para observação sistemática por meio de filmagens da implementação/intervenção dos recursos de TA. Os dados obtidos mostraram que os recursos puderam ser utilizados para suprir as necessidades educacionais da aluna com PC, bem como contribuíram para melhor participação dos demais alunos. Concluiu-se que alguns recursos de TA ganharam caráter de universalização do acesso durante a realização das atividades favorecendo a participação de todos.
Revista Educação Especial, Volume 34, pp 35-1-24; https://doi.org/10.5902/1984686x64174

Abstract:
A educação inclusiva acolhe a diversidade no ambiente escolar e as ações do Professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) são importantes para a efetivação da inclusão dos estudantes público-alvo da Educação Especial, que são os que apresentam deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou Altas habilidades/superdotação. Em 2020, as escolas precisaram suspender as aulas presenciais devido à pandemia do COVID-19. Assim, propôs-se esta pesquisa com o objetivo de analisar a atuação dos professores do AEE junto aos estudantes com deficiência da Educação Básica durante o período de isolamento social imposto pela pandemia do COVID-19. Este estudo consiste numa pesquisa descritiva, quantitativa e qualitativa desenvolvida por meio da aplicação de questionário virtual junto aos Professores do AEE. Participaram 100 professores do AEE que atuavam na Educação Básica. Nos resultados e discussão deste estudo apresenta-se, primeiramente, o perfil dos professores de AEE participantes e na sequência sua atuação durante o período da pandemia junto aos estudantes e suas famílias, bem como sua atuação em relação às demandas escolares inerentes a função. Os professores demonstraram preocupação que os estudantes mantivessem uma rotina de estudos para sua aprendizagem, bem como, demonstram sensibilidade às dificuldades que muitas famílias enfrentam em relação à internet e equipamentos para as aulas on-line. Buscavam, então, alternativas viáveis em cada realidade para que isso não fosse mais um aspecto de exclusão, diante de tantos obstáculos já enfrentados pelas famílias neste período. Recomenda-se a ampliação de pesquisas com a participação do Professor do AEE em diferentes regiões do país.
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