Abril – NEPA / UFF

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EISSN : 1984-2090
Former Publisher: Abril NEPA UFF (10.21881)
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Jorge Vicente Valentim
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 105-120; doi:10.22409/abriluff.v13i26.46592

Abstract:
O artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões em torno do romance O coração dos homens (2006), do escritor português Hugo Gonçalves, a partir da articulação dos conceitos de “masculinidade hegemônica” (CONNELL, 1995/2005) e “práticas da masculinidade” (ALMEIDA, 1996/2000) com aspectos inseridos na efabulação romanesca. Em um cenário distópico, onde as mulheres são banidas, os homens disputam entre si a sobrevivência e a permanência em um mundo conturbado e violento.
Mauro Dunder
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 33-42; doi:10.22409/abriluff.v13i26.48903

Abstract:
O presente artigo discute a presença do corpo na poesia da portuguesa Judith Teixeira, não apenas como manifestação estética, mas, principalmente, como forma de resistência e insurreição. Em um momento conservador da história de Portugal e em meio ao turbilhão provocado pela geração de Orpheu, o meio literário português, predominantemente masculino, aceitou bem poetisas que correspondessem, na sua escrita, ao modelo de mulher criado pela poesia medieval e sustentado até o Romantismo. Por meio de uma poesia impactante e provocativa, Judith Teixeira enfrentou o patriarcado poético trazendo para os seus textos não apenas o corpo feminino, mas um corpo que deseja, é desejado e vive múltiplas formas de prazer.
Carlos Roberto Dos Santos Menezes
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 129-135; doi:10.22409/abriluff.v13i26.46351

Abstract:
Resenha de: CRUZ, Afonso. Vamos comprar um poeta. Porto Alegre: Dublinense, 2020.
Catarina Martins
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 73-90; doi:10.22409/abriluff.v13i26.48207

Abstract:
Com um conjunto variado de obras de ficção, a jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho tem marcado a literatura portuguesa contemporânea com um registo estético original que intervém politicamente de um modo muito forte nos discursos dominantes da identidade nacional e da memória coletiva. Coelho propõe circulações no espaço e no tempo que põem em causa fronteiras, diferenças e hierarquias, construindo utopias lúcidas de novas existências “trans”, mestiças, interligadas e deslizantes, a partir de sinais e constelações que expõem o reverso da História e das histórias dominantes, num multiperspectivismo desconstrutivo que dá nova substância aos qualificativos pós-moderno, pós-colonial, feminista e queer. Este artigo pretende analisar o seu mais recente romance “A Nossa Alegria Chegou”, com alguns olhares cruzados a partir da trilogia que a autora dedicou ao Brasil, indagando as possibilidades estéticas, políticas e éticas de uma procura de justiça social através da escrita, a partir de um lugar de fala mais central do que marginal. De que lugares pode uma mulher cis, branca, portuguesa falar (d)o mundo?
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 123-128; doi:10.22409/abriluff.v13i26.45461

Abstract:
Resenha deMONGINHO, Julieta. Um muro no meio do caminho. Porto: Porto Editora, 2018.
Veronica Prudente Costa, Cátia Monteiro Wankler
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 43-53; doi:10.22409/abriluff.v13i26.48916

Abstract:
Este artigo faz uma leitura intertextual da personagem Maria da Graça, do conto “Branca de Neve”, de Lídia Jorge, com a Branca de Neve do conto de fadas “Branca de Neve e os Sete Anões” dos Irmãos Grimm. Como suporte teórico, recorremos as relações dos contos de fadas com a psicanalise e a uma interface com os estudos de gênero. No conto clássico, a personagem principal e uma jovem, frágil, que “necessita” da proteção masculina, e injustiçada pela madrasta, mulher ciumenta e invejosa, mas forte e empoderada. Já Maria da Graça possui os dois lados do feminino dos contos de fadas: e forte, independente e ambiciosa como a “bruxa”, e inocente como a “princesa”, posto que não malda a atitude dos meninos que a seguem e, assim como Branca de Neve, ao se ver só, precisa lutar pela sobrevivência. A primeira conta com o apoio dos anões, enquanto a segunda e lesada pelos meninos, os “anões”. Em crônica de 2020, Lídia Jorge reflete sobre a importância de expor condições de desigualdade, violência e outras situações que inferiorizam as mulheres e ressalta a urgência dessa discussão, considerando que “a luta feminista e uma questão de equilíbrio para a humanidade”. O intertexto aqui abordado faz pensar nos desafios de Maria da Graça para ser bem-sucedida e que, como tantas mulheres “de carne e osso”, e independente e se estabelece com segurança num ambiente historicamente marcado pela predominância masculina. No entanto, ela não está isenta da violência, física ou simbólica, que espreita em cada canto.
Leonel Isac Maduro Velloso
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 91-104; doi:10.22409/abriluff.v13i26.47427

Abstract:
Este artigo tem por objetivo e desafio analisar, de forma transversal, alguns textos de três poetas portugueses − Florbela Espanca, Al Berto e Margarida Vale de Gato −, no que tange à encenação do feminino na subjetividade lírica, por meio de um operador conceitual designado de “escrita-travesti”. Para tanto, lançar-se-á mão da Teoria Queer e das Teorias Feministas que, contemporaneamente, veem (re)pensando a categoria de sujeito.
Ana Beatriz Affonso Penna
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 19-31; doi:10.22409/abriluff.v13i26.48568

Abstract:
O presente artigo busca pensar o lugar representacional da relação amorosa na obra da poeta portuguesa contemporânea Adília Lopes através da leitura de alguns poemas do livro O regresso de Chamilly (2000). Nessa leitura, o lugar da sexualidade vinculada à reprodução é de suma importância para refletir a encenação do corpo sexuado feminino na vivência amorosa. Este trabalho apresenta-se como um adentramento das reflexões abordadas na tese Problemas de gênero, problemas de escrita: estudos das remissões intertextuais à Sylvia Plath na poética de Adília Lopes.
Renata Flaiban Zanete, Viviane Almeida
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 57-72; doi:10.22409/abriluff.v13i26.47402

Abstract:
O presente artigo busca como objetivo geral destacar certos trabalhos artísticos que refletem sobre o corpo feminino. Pretende, especificamente, observar como agressões impostas ao corpo das mulheres são reveladas, nomeadamente, nas obras da escritora Paulina Chiziane, da escultora Reinata Sadimba, ambas moçambicanas, e da escritora Isabela Figueiredo, portuguesa, nascida em Lourenço Marques. A escrita e a modelagem do barro apresentam-se como territórios onde as revelações ocorrem, na exposição de feridas, na denúncia de abusos e ao pensar a condição feminina, seja em sociedades tradicionais africanas, seja no chamado mundo moderno, durante e após o colonialismo português. Os objetivos das denúncias destas artistas podem ser encarados, portanto, como catalisadores de resistências e impulsionadores de um novo contexto, no qual as agressões ao corpo feminino sejam ao menos nomeadas e exibidas, a fim de poderem, quem sabe um dia, serem ultrapassadas. A violência que recai sobre Moçambique, no passado e no presente, reverbera nas obras de arte das mulheres aqui estudadas. As experiências pessoais das artistas, sentidas em seus corpos: na pele, no sexo, na boca e na língua que tentaram silenciar, nos ouvidos, nas palavras que lhes foram dirigidas por serem mulheres, tornaram-se rico material para a elaboração de suas obras, repletas de referências a estes corpos-alvo, atacados pela sociedade patriarcal, colonialista e misógina, em diferentes matizes e cenários geopolíticos.
Tatiana Pequeno, Daniel Rodrigues
Abril – NEPA / UFF, Volume 13, pp 9-16; doi:10.22409/abriluff.v13i26.49710

Abstract:
Resumo Apresentação à Abril 26.
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