Revista de Gestão Social e Ambiental

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EISSN : 1981-982X
Current Publisher: RGSA- Revista de Gestao Social e Ambiental (10.24857)
Former Publisher: Faculdade de Economia, Administracao e Contabilidade (10.5773)
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Aline Ribeiro Gomes, José Carlos Lazaro, Áurio Lúcio Leocádio
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 03-17; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2256

Abstract:
Crescentes são as cobranças da sociedade para que as organizações atentem a modelos socioambientais, sobretudo na utilização de recursos. Para que os princípios sustentáveis sejam adotados nas atividades cotidianas da gestão pública, fazem-se necessárias mudanças de atitudes e práticas, de forma a minimizar os impactos sociais e ambientais dessas atividades. Diante do contexto apresentado, este artigo tem como objetivo investigar, por meio de uma pesquisa qualitativa, a adesão dos colaboradores de um órgão público às práticas da A3P referentes ao uso do recurso energia promovidas na instituição analisada. Nesse intuito, foram utilizadas as lentes das Teorias das Práticas aplicadas por Shove, Pantzar e Watson (2012), onde as práticas são simplificadas nos elementos culturais compartilhados: material, significado e conhecimento prático/competência. Dos resultados obtidos, pode-se constatar que, das três práticas referentes ao uso racional da energia detectadas, uma demonstra deficiência do elemento material e as outras duas apresentam os três elementos constituintes das práticas. Assim, os resultados apontaram para a necessidade de se trabalhar o elemento material em uma das práticas sustentáveis analisadas, de forma que essa se estabeleça na instituição. O modelo aplicado por Shove et al. (2012) poderá ser utilizado como referência de análise em novos estudos.
Lily Marcela Palacios, Germán Antonio Arboleda Muñoz, Hugo Portela Guarín, Héctor Samuel Villada Castillo
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 38-55; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2344

Lilian Soares Outtes Wanderley
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 01-02; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2412

Thiago Alexsandro Novaes Das Virgens, José Célio Silveira Andrade, Sebastián Labella Hidalgo
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 74-92; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2270

Abstract:
O GHG Protocol se tornou o método mais utilizado no mundo para calcular as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas organizações. No entanto, há um baixo reconhecimento das emissões de Escopo 3, seja por ser de caráter voluntário seja por apresentar dificuldades técnicas para calcular essas emissões. Devido ao fato de os órgãos públicos executarem maiormente serviços e consumir bens e serviços, o Escopo 3 é relevante e demanda adoção de método/ ferramenta de cálculo que facilitem estimá-lo. Neste sentido, este trabalho objetiva, de forma pioneira e inovadora, descrever os principais passos executados para calcular a Pegada de Carbono do Ministério Público da Bahia (MPBA)/ Brasil, no ano-base 2017, apresentar e validar, para o contexto brasileiro, a ferramenta de cálculo “BookFeel”, baseada no Método Composto pelas Contas Contábeis (MC3), evidenciando suas potencialidades e limitações e propor um guia para calcular a PC em órgãos públicos. Os resultados constataram que o BookFeel é uma ferramenta válida, flexível, fácil de usar e capaz de calcular a PC com amplo Escopo 3, respeitando as diretrizes do Ipcc, GHG Protocol e ISO 14064, tendo importantes diferenciais, entre eles: geração de gráficos na própria ferramenta; rastreabilidade de informações; cálculo de forma colaborativa e, principalmente, inserção de unidades monetárias, que viabilizam calcular a PC em organizações que não dispõem de informações sobre o consumo de bens e serviços expressos em unidades físicas. Preenchendo parte da lacuna existente, esta pesquisa lança luz para a necessidade e para uma forma viável de calcular a PC em órgãos públicos.
Natália Rohenkohl Do Canto, Andréia Cristina Dullius Verschoore, Patrícia Dias, Marcia Dutra De Barcellos
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 93-113; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2189

Andreina Del Carmen Camero De Lima, Eliza Pinto Narciso Saltarelli, Sabrina Soares Da Silva
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 18-37; doi:10.24857/rgsa.v14i1.2139

Abstract:
O conceito de sustentabilidade ganhou destaque no ambiente corporativo nos últimos anos, o que não significa necessariamente que as empresas assumam todos os seus fundamentos. O discurso de sustentabilidade, sendo cooptado pelo capitalismo, torna-se uma ferramenta de marketing. A cooptação de pensamentos alternativos pelo capitalismo, como a sustentabilidade, é mantida pela colonialidade, por meio de discursos hegemônicos que reproduzem e reforçam estruturas institucionais, políticas, econômicas, culturais e de poder. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar o discurso de sustentabilidade em peças publicitárias da Natura Cosméticos a partir das quatro dimensões da colonialidade. As análises evidenciam que os enunciados pretendem destacar características e valores, de modo a persuadir o consumidor a comprar e utilizar os produtos da marca. Ocorre o silenciamento de alguns aspectos, tais como a exploração da natureza, a mercantilização de recursos naturais, os impactos ambientais do extrativismo, e as exigências de padrões de beleza, os quais podem ser relacionados às quatro dimensões da colonialidade.
Gelciomar Simão Justen, Rodrigo Luiz Morais-Da-Silva, Adriana R. Wunsch Takahashi, Andréa Paula Segatto
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 14, pp 56-73; doi:10.24857/rgsa.v14i1.1902

Abstract:
A inovação está constantemente relacionada ao desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos capazes de destacar as organizações no cenário competitivo. No entanto, a inovação tradicional nem sempre é capaz de direcionar os olhares para os problemas da sociedade. A partir disso, a inovação social surge como uma nova forma de abordar os problemas sociais por meio da articulação de diversos atores em prol do desenvolvimento local. Considerando esses dois construtos, da inovação social e do desenvolvimento local, que este artigo busca, como objetivo geral, analisar como a inovação social está inserida no contexto do desenvolvimento local. Para este propósito, uma análise de meta-síntese foi realizada com estudos de caso que abordam esses temas e suas interfaces. Os resultados apontam para uma relação entre inovação social e desenvolvimento local, sendo o primeiro elemento necessário para alcançar o segundo. O estudo desenvolvido permitiu o entendimento de que os temas pesquisados se relacionam com base em três pontos principais: (1) A partir de um contexto em que se inserem os atores sociais, cria-se (2) Um cenário propício às ações socialmente inovadoras que são capazes de (3) induzir o desenvolvimento local.
Márcio Henrique Marques Da Cunha, Oderlene Vieira De Oliveira
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 13, pp 3-22; doi:10.24857/rgsa.v13i3.2058

Abstract:
Com o objetivo de propor um instrumento de mensuração do nível de gestão ambiental de pequenas e médias empresas, adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa, fazendo uso de pesquisa exploratória, descritiva e documental. A pesquisa desenvolveu-se em duas fases. Na primeira fase, fez-se levantamento dos documentos existentes que dão orientação sobre a preservação do meio ambiente, com o intuito de selecionar os indicadores de gestão ambiental; e na segunda fase, o foco foi no teste de viabilidade do instrumento proposto. Os resultados possibilitaram averiguar que as dimensões e itens do instrumento proposto possibilitam a mensuração do nível de gestão ambiental das pequenas e médias empresas de qualquer seguimento, tendo em vista a sua aplicabilidade em empresas do segmento indústria, comércio e serviços. Fortalecendo assim, a credibilidade do instrumento e seu construto. Portanto, concluiu-se a pesquisa com a proposição de um instrumento de mensuração do nível de gestão ambiental de pequenas e médias empresas, denominado Apiário Organizacional do Meio Ambiente.
Andréa Torres Barros Batinga De Mendonça, Sieglinde Kindl Da Cunha, Thiago Cavalcante Nascimento
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 13, pp 97-115; doi:10.24857/rgsa.v13i3.2109

Abstract:
O presente estudo tem como objetivo analisar a formação do nicho tecnológico do Centro Internacional de Estudos do Biogás na Itaipu Brasil, relacionando esse desenvolvimento ao surgimento de ecoinovações. Argumenta que a criação e o fortalecimento de nichos tecnológicos voltados para o desenvolvimento de ecoinovações possibilitam incrementos de qualidade de vida da população em nível local tanto do ponto de vista econômico, quanto social, ao mesmo tempo em que contribuem para a redução de impactos ambientais. Metodologicamente, seguiu abordagem qualitativa de pesquisa, por meio de entrevistas em profundidade com gestores da Itaipu Brasil e do Cibiogás e análise de documentos. Os resultados indicam que a formação do nicho está diretamente alinhada com a literatura sobre gestão estratégia dos nichos, por meio da experimentação e nacionalização de tecnologias, voltadas para ecoinovações organizacionais, tecnológicas, sociais e institucionais que possibilitaram melhorias de qualidade de vida para comunidade e produtores no desenvolvimento dos seus negócios.Este estudo tem como objetivo analisar a formação do nicho tecnológico do Centro Internacional de Estudos do Biogás na Itaipu Brasil, relacionando esse desenvolvimento ao surgimento de ecoinovações. Argumenta-se que a criação e o fortalecimento de nichos tecnológicos voltados para o desenvolvimento de ecoinovações possibilitam incrementos de qualidade de vida da população em nível local, tanto do ponto de vista econômico, quanto social, ao mesmo tempo em que contribuem para a redução de impactos ambientais. Metodologicamente, seguiu abordagem qualitativa de pesquisa, por meio de entrevistas em profundidade com gestores da Itaipu Brasil e do Cibiogás e análise de documentos. Os resultados indicam que a formação do nicho está diretamente alinhada com a literatura sobre gestão estratégia dos nichos, por meio da experimentação e nacionalização de tecnologias, voltadas para ecoinovações organizacionais, tecnológicas, sociais e institucionais que possibilitaram melhorias de qualidade de vida para comunidade e produtores no desenvolvimento dos seus negócios.
Joysi Moraes
Revista de Gestão Social e Ambiental, Volume 13, pp 79-96; doi:10.24857/rgsa.v13i3.2118

Abstract:
Neste ensaio, o objetivo é discutir a abordagem dominante da responsabilidade social corporativa sob a égide do pensamento de Paulo Freire, orientado pela racionalidade substantiva. Realizamos, primeiro, algumas considerações acerca das racionalidades que orientam a ação humana. A seguir, apresentamos algumas breves considerações acerca da responsabilidade social corporativa (RSC), estabelecendo um diálogo entre a concepção dominante e a perspectiva freireana, indicando que, se a RSC for tomada na perspectiva da vantagem competitiva, se revela como uma estratégia que, na perspectiva de Paulo Freire, é assistencialista e pode levar à imobilização do ser humano. A perspectiva freireana aponta que, para ir além da RSC, apenas como estratégia do capital, os sujeitos devem atuar como coautores e corresponsáveis por qualquer ação que diga respeito às suas vidas. Portanto, não pode haver dicotomia, onde alguns são ‘sujeitos’ da ação socialmente responsável, enquanto outros são ‘objetos’ desta ação. Isto é, a RSC, sob a égide do pensamento freireano, tem início quando um sujeito deixa de olhar para outro como uma categoria abstrata e o vê como pessoa; quando um sujeito cessa de fazer gestos piedosos e adota uma ação concreta e histórica, onde não há ‘objeto’ de uma ação, mas sujeitos em ação para transformar a realidade.
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