Carta Internacional

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ISSN / EISSN : 2526-9038 / 1413-0904
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Sandra Cardozo
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n2.2021.1118

Abstract:
O artigo apresenta a participação da Índia no mecanismo BRICS, um grupo de países heterogêneos. Diante das diversidades dos componentes, o objetivo é mostrar elementos da política externa da Índia por demandas e interesses no agrupamento. Para isso, são examinados aspectos do conceito de não alinhamento e multilateralismo; a Índia na primeira década do mecanismo e a construção de agendas; a relação da Índia com os demais países do BRICS e com a China, particularmente. Por fim, conclui-se que a troca de governos, nesse período, não alterou os princípios do multilateralismo seletivo e da autonomia estratégica.
Diego Pautasso, Tiago Soares Nogara, Carlos Renato Ungaretti, Ana Maria Prestes Rabelo
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n2.2021.1122

Abstract:
O artigo argumenta que a Guerra Comercial entre EUA e China engloba três dimensões: num nível mais superficial, representa o recrudescimento do protecionismo estadunidense voltado à base eleitoral de Trump e à consequente barganha em relação à China para diminuir os déficits comerciais; no nível intermediário, a disputa pela liderança de importantes segmentos tecnológicosprodutivos; e no nível mais profundo, a própria contenda pela liderança do sistema internacional. Consequentemente, demonstramos que a disputa tecnológica sino-estadunidense no setor da infraestrutura 5G da empresa chinesa Huawei reflete uma competição mais abrangente pela própria liderança do sistema internacional.
Thales Carvalho, Jéssica Silva Fernandes, Carlos Aurélio Pimenta de Faria
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n2.2021.1112

Abstract:
Este trabalho se propõe a avançar, de uma maneira hipotética e dedutiva, no debate acerca do papel das OIs na difusão de políticas públicas. Através de uma análise das literaturas sobre organizações internacionais, análise de políticas públicas e difusão de políticas públicas, discutiremos o papel das seguintes variáveis no emprego dos diferentes instrumentos, por parte dessas organizações, para a difusão: (a) a atuação das OIs nos vários campos da intervenção governamental; (b) e nas distintas “etapas” do processo de produção das políticas; (c) os distintos temas, tipos e graus de democratização das OIs; (d) os níveis e formas de autoridade das mesmas.
Samuel Decresci, Karina Lília Pasquariello Mariano
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1113

Abstract:
A intensificação de iniciativas de integração regional na América do Sul teve os governos nacionais como protagonistas. A despeito disso, os Parlamentos representam um importante ator no processo de tomada de decisões no âmbito da política externa. Este artigo discute como o Parlamento uruguaio participou nas decisões sobre a integração regional entre os anos 2000-2015. A análise parte do debate promovido pela abordagem da Diplomacia Parlamentar para demonstrar que apesar das atribuições de formulação da política externa estarem institucionalmente no Poder Executivo, este depende de negociações com outras forças políticas, especialmente com o Parlamento, para a sua implementação.
Lívia Peres Milani
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1091

Abstract:
O objetivo neste artigo é analisar as relações Brasil-EUA, durante os anos de 2003 a 2010, com foco no campo da defesa e da segurança. Pergunta-se quais foram as estratégias brasileiras e como a busca de autonomia combinava-se às relações com a potência. O artigo está dividido em três seções, além da introdução e das considerações finais. Na primeira, o foco recai sobre a Política Exterior dos EUA para a América Latina, na segunda, discute-se a política exterior brasileira e, na terceira, analisa-se as relações bilaterais através de três temas: a construção do Conselho de Defesa Sul-americano, a assinatura do Acordo de Cooperação em Defesa (DCA) e a transferência de armamentos. Conclui-se que as relações bilaterais foram permeadas por um clientelismo fraco, no qual o Brasil impunha limites à parceria com os EUA sem desmontá-la.
Daniela Vieira Secches, Marina Bernardes, Pedro Diniz Rocha
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1000

Abstract:
A compreensão sobre o internacional no século XX e o desenvolvimento do campo das Relações Internacionais ecoam particularidades do ambiente sociopolítico no qual são construídos. Isso pode ser percebido no caso da Rússia, onde a construção científica do campo está atrelada a projetos de nação que buscam imitar o Outro Ocidental, ou ontrapor-se a ele. O objetivo deste artigo é compreender o quadro contemporâneo das escolas de pensamento sobre o internacional naquele país. Para tanto, serão incorporados conceitos da sociologia do conhecimento e do construtivismo aplicado às Relações Internacionais a partir da noção de epistemologias geoculturais. Análises matriciais sobre a literatura revista serão o principal recurso de comparação das classificações propostas pelas obras selecionadas, com vistas a entender o impacto dos diferentes contextos sociopolíticos sobre a Academia. Conclui-se que o caso russo é um interessante exemplo no qual é possível observar a confluência de inclinações identitárias, projetos político-pragmáticos e a constituição dessa área do saber em torno do elemento Ocidental.
Marcelo M Felix, Alexandre Rocha Violante
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1088

Abstract:
A conduta da política exterior brasileira para com os Estados Unidos da América (EUA) tem provocado muitos debates. Qual seria a melhor postura a ser seguida? Em que pese a pertinência da pergunta, tal aproximação com os EUA não é algo novo. Sendo assim, este artigo tem por objetivo analisar a relação diplomática Brasil-Estados Unidos, entre 1889 e 1942, e mostrar o que essa relação representou para cada ator. Por meio de uma pesquisa bibliográfica de abordagem histórica, constatou-se que o Brasil não possuiu histórico, na moldura temporal apresentada, de alinhamento sem barganha em sua relação político-diplomática com os Estados Unidos da América. Ao contrário, a diplomacia brasileira buscou uma aproximação que geralmente foi ditada pela necessidade de gerar ganhos econômicos, políticos e militares para o Brasil. Por outro lado, o posicionamento norte-americano na relação oscilou entre desinteresse, paciência e atitude de investida, porém não intervencionista.
Hoyêdo Nunes Lins, Luísa Correia Filho
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1100

Abstract:
A busca por recursos naturais sobressai nas investidas internacionais de alguns países, sendo a China uma das melhores ilustrações. Motiva a política externa chinesa, assim orientada, o abastecimento principalmente de matérias primas energéticas e de produtos agrícolas. Para as áreas implicadas, os desdobramentos podem se mostrar problemáticos, mormente pelas disputas por recursos essenciais. Este estudo focaliza esse assunto, investigando a parceria governamental entre China e Angola que criou a empresa Jiangzhou. Entre as principais atividades da iniciativa, figura o cultivo de soja, para envio à China, em uma grande fazenda instalada no município angolano da Tchicala Cholohanga, pertencente à Província do Huambo. Baseado notadamente em trabalho de campo, com levantamento de dados e informações in situ e com numerosas entrevistas – junto a agricultores, trabalhadores da empresa Jiangzhou e integrantes do staff de ministérios e de ONGs –, o estudo contextualiza essa cooperação sino-angolana, caracteriza e descreve o empreendimento agrícola e discute alguns de seus aspectos, sobretudo os relativos à disputa com a população nativa por terra e água e às condições impostas aos trabalhadores de origem local.
Marcos Valle Machado da Silva
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1108

Abstract:
Apesar do inegável compromisso com a não proliferação de armas nucleares, o estado brasileiro assumiu a posição de não aderir ao Protocolo Adicional (PA) de salvaguardas, enquanto os estados nuclearmente armados (NWS) não avançarem no seu desarmamento nuclear. Nesse contexto, cabe questionar: essa posição é uma maneira eficaz de pressionar os NWS a cumprirem o Artigo VI do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares(TNP)? Este artigo argumenta que a posição assumida pelo estado brasileiro é ineficaz e enfraquece a cada ano. Incialmente, o artigo apresenta uma visão geral do objetivo do PA e destaca o número de estados que aderiram a ele. Segundo, analisa a posição oficial brasileira em relação à essas salvaguardas adicionais. Terceiro, identifica e analisa os estados que assinaram um PA com a AIEA, evidenciando como esse contexto pode afetar a posição brasileira que usa a recusa ao PA como forma de pressionar os NWS a cumpriremo Artigo VI do TNP.
Gilberto Carvalho Oliveira, Luan Nascimento Silva, Paulo Roberto Loyolla Kuhlmann
Carta Internacional, Volume 16; doi:10.21530/ci.v16n1.2021.1095

Abstract:
Este artigo posiciona-se na interseção entre as viradas local e estética nos Estudos para a Paz, procurando examinar como a arte pode contribuir para transformar as dinâmicas dos conflitos violentos através do estímulo à reflexão crítica das pessoas e comunidades locais sobre os fatores estruturais e culturais que restringem suas possibilidades de vida. A discussão é ilustrada através de performances influenciadas pelo teatro do oprimido realizadas pelos teatros Rafiki e Badilika em zonas de conflitos violentos no continente africano, procurando destacar, finalmente, alguns aspectos críticos relacionados às possibilidades e limitações da interação entre arte e consolidação da paz.
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