Brazilian Journal of Anesthesiology

Journal Information
ISSN / EISSN : 0034-7094 / 0034-7094
Current Publisher: FapUNIFESP (SciELO) (10.1590)
Former Publisher: Elsevier BV (10.1016)
Total articles ≅ 2,077
Current Coverage
SCOPUS
PUBMED
MEDLINE
MEDICUS
SCIE
Archived in
SHERPA/ROMEO
Filter:

Latest articles in this journal

, Kemal Tolga Saracoglu
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 682-685; doi:10.1016/j.bjan.2020.07.004

Abstract:
A Distrofia Miotônica (DM) tipo 1 (Doença de Steinert) é uma doença multissistêmica progressiva autossômica dominante em que a crise miotônica pode ser desencadeada por vários fatores incluindo dor, estresse emocional, hipotermia, tremores e estímulo mecânico ou elétrico. O presente relato descreve anestesia geral realizada com dexmedetomidina em combinação com peridural torácica para colecistectomia laparoscópica em paciente com Doença de Steinert. Para evitar laringoscopia, a intubação traqueal foi realizada utilizando cateter de intubação Aintree guiado por broncofibroscopia óptica. Os efeitos anestésicos prolongados do propofol foram revertidos e a recuperação anestésica foi acelerada pelo uso de infusão intravenosa de teofilina. Myotonic dystrophy type-1 (Steinert disease) is an autosomal dominant, progressive multisystem disease in which myotonic crisis can be triggered by several factors including pain, emotional stress, hypothermia, shivering, and mechanical or electrical stimulation. In this report, dexmedetomidine-based general anesthesia, in combination with a thoracic epidural for laparoscopic cholecystectomy in a patient with Steinert disease, is presented. An Aintree intubation catheter with the guidance of a fiberoptic bronchoscope was used for intubation to avoid laryngoscopy. Prolonged anesthetic effects of propofol were reversed, and recovery from anesthesia was accelerated using an intravenous infusion of theophylline.
, Seda Tugce Kahraman, Serkan Tulgar, Ozgur Senturk, Talat Ercan Serifsoy, David Thomas, Ayse Surhan Cinar, Zeliha Ozer
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 595-604; doi:10.1016/j.bjan.2020.06.005

Abstract:
Justificativa e objetivos: Neste estudo, avaliamos o valor preditivo de diferentes ferramentas de avaliação das vias aéreas, incluindo componentes do Escore Simplificado Preditivo de Intubação Difícil (ESPID), o próprio ESPID e a Medida da Altura Tireomentoniana (MATM), em intubações definidas como difícies pelo Escore de Dificuldade de Intubação (EDI) em um grupo de pacientes com patologia de cabeça e pescoço. Método: Incluímos no estudo 153 pacientes submetidos a cirurgia de cabeça e pescoço. Coletamos os resultados do Teste de Mallampati Modificado (TMM), Distância Tireomentoniana (DTM), Razão Altura/Distância Tireomentoniana (RADTM), MATM, amplitude máxima de movimentação da cabeça e pescoço e da abertura da boca. Os ESPIDs foram calculados e os EDIs determinados. Resultados: Observamos intubação difícil em 25,4% dos pacientes. Os escores de ESPID > 10 tiveram sensibilidade de 86,27%, especificidade de 71,57% e valor preditivo negativo de 91,2% (VPN). O resultado da análise da curva de operação do receptor (curva ROC) para os testes de avaliação das vias aéreas e ESPID mostrou que o ESPID tinha a maior área sob a curva; no entanto, foi estatisticamente semelhante a outros testes, exceto para o TMM. Conclusões: O presente estudo demonstra o uso prático do ESPID na previsão da dificuldade de intubação em pacientes com patologia de cabeça e pescoço. O desempenho do ESPID na predição de via aérea difícil mostrou-se tão eficiente quanto os demais testes avaliados neste estudo. O ESPID pode ser considerado ferramenta abrangente e detalhada para prever via aérea difícil. Background and objectives: In this study, we aimed to investigate the predictive value of different airway assessment tools, including parts of the Simplified Predictive Intubation Difficulty Score (SPIDS), the SPIDS itself and the Thyromental Height Test (TMHT), in intubations defined as difficult by the Intubation Difficulty Score (IDS) in a group of patients who have head and neck pathologies. Methods: One hundred fifty-three patients who underwent head and neck surgeries were included in the study. The Modified Mallampati Test (MMT) result, Thyromental Distance (TMD), Ratio of the Height/Thyromental Distance (RHTMD), TMHT, maximum range of head and neck motion and mouth opening were measured. The SPIDSs were calculated, and the IDSs were determined. Results: A total of 25.4% of the patients had difficult intubations. SPIDS scores > 10 had 86.27% sensitivity, 71.57% specificity and 91.2% Negative Predictive Value (NPV). The results of the Receiver Operating Curve (ROC) analysis for the airway screening tests and SPIDS revealed that the SPIDS had the highest area under the curve; however, it was statistically similar to other tests, except for the MMT. Conclusions: The current study demonstrates the practical use of the SPIDS in predicting intubation difficulty in patients with head and neck pathologies. The performance of the SPIDS in predicting airway difficulty was found to be as efficient as those of the other tests evaluated in this study. The SPIDS may be considered a comprehensive, detailed tool for predicting airway difficulty.
Hey Ran Choi, Seunghwan Kim, Hyo‐Jin Kim, Eun‐Jin Ahn, Kyung Woo Kim,
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 583-587; doi:10.1016/j.bjan.2020.04.021

Abstract:
Background and objectives: Several airway complications can occur during shoulder arthroscopy including airway obstruction, pleural puncture, and subcutaneous emphysema. It was hypothesized that the irrigation fluid used during a shoulder arthroscopic procedure might increase the cuff pressure of the endotracheal tube, which can cause edema and ischemic damage to the endotracheal mucosa. Therefore, this study aimed to evaluate the relationship between irrigation fluid and endotracheal tube cuff pressures. Methods: Forty patients aged 20 to 70 years with an American Society of Anesthesiologists (ASA) score I or II, scheduled for elective arthroscopic shoulder surgery under general anesthesia, participated in our study. We recorded endotracheal tube cuff pressures and neck circumferences every hour from the start of the operation. We also recorded the total duration of the anesthesia, operation, and the total volume of fluid used for irrigation. Results: A positive correlation was shown between endotracheal tube cuff pressures and the amount of irrigation fluid (r = 0.385, 95% CI 0.084 to 0.62, p = 0.0141). The endotracheal tube cuff pressure significantly increased at 2 and 3 hours after starting the operation (p = 0.0368 and p = 0.0245, respectively). However, neck circumference showed no significant difference. Conclusions: Endotracheal tube cuff pressures increased with operation time and with increased volumes of irrigation fluid used in patients who underwent shoulder arthroscopy. We recommend close monitoring of endotracheal tube cuff pressures during shoulder arthroscopy, especially during long operations using a large amount of irrigation fluid, to prevent complications caused by raised cuff pressures. Justificativa e objetivos: Diversas complicações das vias aéreas podem ocorrer durante a artroscopia do ombro, incluindo obstrução das vias aéreas, punção pleural e enfisema subcutâneo. Levantou-se a hipótese de que o fluido de irrigação utilizado durante artroscopia do ombro possa aumentar a pressão do balonete do tubo endotraqueal, podendo causar edema e lesão isquêmica na mucosa traqueal. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre o fluido de irrigação e a pressão do balonete do tubo endotraqueal. Métodos: Participaram do estudo 40 pacientes com idades entre 20 e 70 anos com classificação do estado físico I ou II da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA), programados para cirurgia artroscópica do ombro, eletiva e sob anestesia geral. Registramos as pressões do balonete do tubo endotraqueal e as circunferências do pescoço a cada hora, a partir do início da cirurgia. Também registramos a duração anestésica e cirúrgica, assim como o volume total de líquido de irrigação empregado. Resultados: Foi encontrada correlação positiva entre a pressão do balonete do tubo endotraqueal e a quantidade de líquido de irrigação (r = 0,385; 95% IC 0,084 a 0,62; p = 0,0141). A pressão do balonete do tubo endotraqueal registrou aumento significante 2 e 3 horas após o início da cirurgia (p = 0,0368 e p = 0,0245; respectivamente). No entanto, a circunferência do pescoço não mostrou diferença significante. Conclusões: As pressões do balonete do tubo endotraqueal aumentaram com o tempo de cirurgia e com o aumento do volume de líquido de irrigação utilizado em pacientes submetidos à artroscopia do ombro. Recomendamos a monitorização rigorosa da pressão do balonete do tubo endotraqueal durante artroscopia do ombro, especialmente nos procedimentos longos em que grandes volumes de fluido de irrigação são empregados, para evitar complicações causadas por pressões elevadas do balonete.
Matheus Medina, Vinícius Dokkedal‐Silva, Sergio Tufik,
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 686-687; doi:10.1016/j.bjan.2020.10.006

Mateus Meira Vasconcelos, , Alexandre De Menezes Rodrigues, Demócrito Ribeiro De Brito Neto, Rodrigo Rodrigues Alves, Fernando Cássio Do Prado Silva, Denis Fabiano De Souza
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 588-594; doi:10.1016/j.bjan.2020.07.003

Abstract:
Justificativa e objetivos: Na artroscopia de ombro em regime ambulatorial, o paciente necessita de um bom controle da dor pós-operatória, que pode ser conseguido por meio de bloqueios regionais. A dexametasona perineural pode prolongar o efeito desses bloqueios. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da dexametasona perineural quanto ao prolongamento do bloqueio sensitivo no período pós-operatório para cirurgia artroscópica de ombro em regime ambulatorial. Métodos: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e consentimento informado, foram incluídos no estudo pacientes submetidos a cirurgia artroscópica de ombro sob anestesia geral e bloqueio de plexo braquial interescalênico guiado por ultrassonografia. Eles foram randomizados nos Grupo D – bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 6 mg (1,5 mL) de dexametasona, e Grupo C – bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 1,5 mL solução salina. A duração do bloqueio sensitivo foi avaliada em quatro momentos pós-operatórios (0, 4, 12 e 24 horas), assim como a necessidade de analgesia de resgate, incidência de náuseas e vômitos e Escala Visual Analógica de Dor (EVA). Resultados: Setenta e quatro pacientes foram randomizados e 71 completaram o estudo (Grupo C, n = 37; Grupo D, n = 34). Observou-se um prolongamento do tempo médio de bloqueio sensitivo no Grupo D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min; p < 0,001). Pacientes do Grupo C apresentaram maior média de escore de dor de acordo com a EVA (2,08 ± 1,72 vs. 0,02 ± 0,17; p < 0,001) e um maior número de pacientes solicitou analgesia de resgate nas primeiras 24 horas (68,4% vs. 0%; p < 0,001). A incidência de náuseas e vômitos não foi estatisticamente significante. Conclusão: A dexametasona perineural prolongou significativamente o bloqueio sensitivo da levobupivacaína no bloqueio de plexo braquial interescalênico, reduziu a intensidade de dor e a necessidade de analgesia de resgate pelo paciente no período pós-operatório. Background and objectives: In shoulder arthroscopy, on an outpatient basis, the patient needs a good control of the postoperative pain that can be achieved through regional blocks. Perineural dexamethasone may prolong the effect of these blocks. The aim of this study was to evaluate the effect of perineural dexamethasone on the prolongation of the sensory block in the postoperative period for arthroscopic shoulder surgery in outpatient setting. Methods: After approval by the Research Ethics Committee and informed consent, patients undergoing arthroscopic shoulder surgery under general anesthesia and ultrasound-guided interscalene brachial plexus block were randomized into Group D – blockade performed with 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 6 mg (1.5 mL) of dexamethasone and Group C – 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 1.5 mL of 0.9% saline. The duration of the sensory block was evaluated in 4 postoperative moments (0, 4, 12 and 24 hours) as well as the need for rescue analgesia, nausea and vomiting incidence, and Visual Analog Pain Scale (VAS). Results: Seventy-four patients were recruited and 71 completed the study (Group C, n = 37; Group D, n = 34). Our findings showed a prolongation of the mean time of the sensitive blockade in Group D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min, p < 0.001). It was observed that Group C had a higher mean pain score according to VAS (2.08 ± 1.72 vs. 0.02 ± 0.17, p < 0.001) and a greater number of patients (68.4% vs. 0%, p < 0.001) required rescue analgesia in the first 24 hours. The incidence of postoperative nausea and vomiting was not statistically significant. Conclusion: Perineural dexamethasone significantly prolonged the sensory blockade promoted by levobupivacaine in interscalene brachial plexus block, reduced pain intensity and rescue analgesia needs in the postoperative period.
, Cláudia Marquez Simões, Maria José Carvalho Carmona
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70; doi:10.1016/j.bjan.2020.10.004

, Mauro Mendonça, Michael Lopes, Ana Luísa Fernandes, Sara Nunes, Sofia Müller
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 662-666; doi:10.1016/j.bjan.2020.05.005

Abstract:
Introdução: A anafilaxia pode ocorrer durante o período perioperatório devido à exposição a diversos agentes capazes de induzir reações de hipersensibilidade. O corante Sintético Azul Patente V (APV), também conhecido como Sulfan Blue, é usado na pesquisa de linfonodo sentinela em cirurgia de mama, e é responsável por 0,6% dos eventos anafiláticos relatados. Descrevemos o caso de uma paciente de 49 anos de idade, submetida à tumorectomia de mama esquerda com estadiamento de linfonodo sentinela em que se empregou o APV e que apresentou reação anafilática. Método: Através do PubMed pesquisamos publicações que documentavam relatos de casos, séries de casos, revisões e revisões sistemáticas desde 2005 usando as palavras-chave anafilaxia e patent blue. Em seguida, incluímos artigos encontrados na lista de referências dessas publicações. Resultados: Encontramos 12 publicações relevantes sobre o tópico. Os principais achados estão resumidos, com informações do quadro clínico, tratamento e protocolo de investigação. A hipotensão foi a manifestação clínica mais frequente. De forma geral, o quadro clínico tem início tardio quando comparado à anafilaxia por outros agentes e, ocasionalmente, as manifestações cutâneas estão ausentes. Os pacientes podem ter tido exposição prévia ao APV, que também é usado como corante de alimentos, roupas e medicamentos. Conclusão: O diagnóstico de anafilaxia em pacientes sob sedação ou anestesia geral pode ser difícil devido às peculiaridades do contexto perioperatório. Segundo a literatura publicada, a apresentação da reação é semelhante na maioria dos casos e um discernimento clínico aguçado é fundamental para enfrentar o evento adequadamente. Encontrar o agente responsável pela reação alérgica é essencial para a prevenção de futuros episódios. Background: Anaphylaxis is a constant perioperative concern due to the exposure to several agents capable of inducing hypersensitivity reactions. Patent blue V (PBV), also known as Sulfan Blue, a synthetic dye used in sentinel node research in breast surgery, is responsible for 0.6% of reported anaphylactic conditions. We present a case of a 49-year-old female patient who underwent left breast tumorectomy with sentinel lymph node staging using PBV and experienced an anaphylactic reaction. Methods: We conducted a literature search through PubMed for case reports, case series, review and systematic reviews since 2005 with the keyword’s anaphylaxis and patent blue. We then included articles found in these publications’ reference sections. Results: We found 12 relevant publications regarding this topic. The main findings are summarized, with information regarding the clinical presentation, management, and investigation protocol. Hypotension is the most common clinical manifestation. The presentation is usually delayed when compared with anaphylaxis from other agents and cutaneous manifestations are occasionally absent. Patients may have had previous exposure to the dye, used also as a food, clothes and drug colorant. Conclusion: The diagnosis of anaphylaxis in patients under sedation or general anesthesia may be difficult due to particularities of the perioperative context. According to the published literature, the presentation of the reaction is similar in most cases and a heightened clinical sense is key to address the situation appropriately. Finding the agent responsible for the allergic reaction is of paramount importance to prevent future episodes.
, Maria Anita Costa Spindola, Marcelo Vivolo Aun, , Luiz Antonio Guerra Bernd, Daniela Bianchi Garcia, Albertina Varandas Capelo, Débora De Oliveira Cumino, Alex Eustáquio Lacerda, Luciana Cavalcanti Lima, et al.
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 642-661; doi:10.1016/j.bjan.2020.08.008

Abstract:
Esse segundo documento, escrito por especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) interessados no tema anafilaxia perioperatória, tem por objetivo revisar os mecanismos fisiopatológicos, agentes desencadeantes (em adultos e crianças), assim como a abordagem diagnóstica durante e após o episódio. Por se tratar de uma avaliação abrangente, a identificação das medicações, antissépticos e outras substâncias usadas em cada região, registros detalhados, e nomenclatura padronizada são pontos fundamentais para a obtenção de dados epidemiológicos mais fidedignos sobre a anafilaxia perioperatória. This second joint document, written by experts from the Brazilian Association of Allergy and Immunology (ASBAI) and Brazilian Society of Anesthesiology (SBA) concerned with perioperative anaphylaxis, aims to review the pathophysiological reaction mechanisms, triggering agents (in adults and children), and the approach for diagnosis during and after an episode of anaphylaxis. As anaphylaxis assessment is extensive, the identification of medications, antiseptics and other substances used at each setting, the comprehensive data documentation, and the use of standardized nomenclature are key points for obtaining more consistent epidemiological information on perioperative anaphylaxis.
, Alexandre Vieira Martins, Juan Manuel Vélez Cañola, Linda Cecilia Gutierrez, Fábio Perches, Thiago Mamôru Sakae, Sérgio Bernardo Tenório
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 613-619; doi:10.1016/j.bjan.2019.08.006

Abstract:
Não há consenso sobre qual é a técnica ideal para prover analgesia em reconstruções ligamentares de joelho. Objetivou‐se comparar a intensidade da dor pós‐operatória desses pacientes sob diferentes modalidades de analgesia. Ensaio clínico randomizado e controlado de pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com tendões flexores entre dezembro de 2013 e 2014. Todos os pacientes foram submetidos a raquianestesia e analgesia de resgate com tramadol. Compararam‐se os grupos C, M, R0,375 e R0,25; aos quais se ofertou apenas a técnica anteriormente descrita, morfina subaracnóidea (100 μg) ou bloqueio de nervo femoral com 25 mL de ropivacaína 0,375% e 0,25%, respectivamente. Avaliou‐se intensidade da dor em 6, 12 e 24 horas, idade, sexo, analgesia de resgate, reações adversas e satisfação. Entre os 83 pacientes elegíveis, observou‐se predomínio do sexo masculino (85,7%) entre 28 e 31 anos. O Grupo C solicitou mais opioide (27,3%) do que os demais grupos, sem significância quando comparados. Não houve diferenças significativas na intensidade da dor em 6, 12 e 24 horas. Houve maior incidência de retenção urinária no Grupo M (23,8%) do que no R0,375 (0%) e de bloqueio motor prolongado do quadríceps no Grupo R0,375 (30%) do que nos Grupos M e C (0%), com significância estatística (p < 0,05). Não houve diferença na intensidade da dor pós‐operatória nos pacientes submetidos à reconstrução de ligamento cruzado anterior com tendões flexores sob as modalidades analgésicas avaliadas, apesar do predomínio de retenção urinária no Grupo M e bloqueio motor no Grupo R0,375. There is no consensus of the ideal technique to provide analgesia in knee ligament reconstructions. The aim of this study was to compare the intensity of postoperative pain in these patients under different modalities of analgesia. Randomized and controlled clinical trial of patients undergoing reconstruction of the anterior cruciate ligament (ACL) with flexor tendons between December 2013 and 2014. All patients underwent spinal anesthesia and rescue analgesia with tramadol. The Groups C, M, R0,375 and R0,25 were compared with only the previously described technique, subarachnoid morphine (100 μg) or femoral nerve block with 25 mL of 0.375% ropivacaine and 0.25%, respectively. Pain intensity at 6, 12 and 24 hours, age, sex, rescue analgesia, adverse reactions and satisfaction were evaluated. Among the 83 eligible patients, a predominance of males (85.7%) was observed, between 28 and 31 years. The Group C requested more opioid (27.3%) than the other groups, without significance when compared. There were no significant differences in pain intensity at 6, 12 and 24 hours. There was a higher incidence of urinary retention in the Group M (23.8%) than in the R0,375 (0%) and prolonged quadriceps motor block in the R0,375 Group (30%) than in the M and C Groups (0%), with statistical significance (p < 0.05). There was no difference in the intensity of postoperative pain in patients submitted to anterior cruciate ligament reconstruction with flexor tendons under the analgesic modalities evaluated, despite the predominance of urinary retention in the M Group and motor block in the R0,375 Group.
, Jean‐Pierre Estebe
Published: 1 November 2020
Brazilian Journal of Anesthesiology, Volume 70, pp 678-681; doi:10.1016/j.bjan.2020.07.005

Abstract:
Introdução: A anestesia sem opioides diminui a incidência de eventos adversos associados aos opioides, mas a profundidade antinociceptiva ideal dessa abordagem não está claramente definida. Personalizar a infusão intraoperatória sem opioides através do uso de monitor de nocicepção pode ser a solução. Relato de caso: Descrevemos a viabilidade e as eventuais limitações da titulação da antinocicepção sem opioides através do uso do Índice de Analgesia/Nocicepção (Mdoloris, Lille, França) durante cirurgia abdominal de grande porte em paciente com obesidade. Depois de estabilizar o equilíbrio nocicepção-antinocicepção da paciente no intraoperatório, revertemos rapidamente a anestesia e a paciente não precisou de opioides no pós-operatório. Conclusão: A personalização da antinocicepção sem opioides através do emprego de monitor de nocicepção é factível. A abordagem pode otimizar a antinocicepção intraoperatória e melhorar o conforto pós-operatório. Background: Opioid-free anesthesia decreases the incidence of opioid adverse events, but its optimal antinociceptive depth has not been clearly defined. Personalizing intraoperative opioid-free infusions with a nociception monitor may be the solution. Case report: We describe the feasibility and potential limitations of titrating opioid-free antinociception during major abdominal surgery using the Analgesia Nociception Index (Mdoloris, Lille, France) in an obese patient. After stabilizing the patient’s nociception-antinociception balance intraoperatively we quickly reversed anesthesia and the patient did not require postoperative opioids. Conclusion: Personalizing opioid-free antinociception with a nociception monitor is feasible. It may optimize intraoperative antinociception and improve postoperative comfort.
Back to Top Top