Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável

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EISSN : 1981-8203
Published by: Grupo Verde de Agroecologia e Abelhas (10.18378)
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Sabrina Mendes Pereira, Tamiel Khan Baiocchi Jacobson, Caroline Siqueira Gomide, Alessandra Monteiro de Paula
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 280-290; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8631

Abstract:
Os Sistemas agroflorestais (SAFs) são sistemas de produção agrícola que atuem próximos a dinâmica da natureza. O objetivo desta pesquisa foi avaliar características químicas, físicas e microbiológicas de solos de SAF’s em três estágios sucessionais e em uma área controle (pastagem), localizadas em Brasília, Distrito Federal. O histórico da área foi elaborado a partir de informações coletadas em entrevista. Realizou-se análises químicas (pH, MO, C, N, C:N, P, K, Ca, Mg e Al), físicas (granulometria) e microbiológicas (glomalina facilmente extraível). Os dados foram analisados através de análise multivariadas e univariadas. A agrobiodiversidade vegetal foi de 19 espécies no SAF estabelecido, 11 no SAF em formação, 5 no SAF inicial e 2 na pastagem. Os SAFs estabelecido e em formação foram os que obtiveram o maior aumento progressivo de C, MO, K e Ca. Quanto maior o estágio sucessional, maior o grau de agregação e a distribuição dos agregados. Os solos de todos os SAFs e da pastagem apresentaram a glomalina, sendo sua maior concentração nos SAFs. Conclui-se que quanto maior o tempo de manejo, maiores serão as diferenças nas características químicas, físicas e microbiológicas do solo. A evolução temporal dos sistemas favorece para uma maior disponibilidade de nutrientes, aumento da atividade biológica e da capacidade de agregação, aumentando, consequentemente, a camada orgânica do solo, retendo mais carbono no sistema, gerando serviços ecossistêmicos e contribuindo para a atenuação dos efeitos danosos de processos agrícolas no solo e no ecossistema.
Carlos Henrique Batista, Otacílio Silveira Júnior, Ítalo Cordeiro Silva Lima, José Alberto Ferreira Cardoso, Rossini Sôffa da Cruz,
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 238-244; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8684

Abstract:
In Brazil, 60% to 80% of cultivated pastures show some degradation level. Thus, the objective was to evaluate the variability of the horizontal structure and biomass of Massai grass in an agropastoral system as a diagnosis of degraded pasture. We performed the georeferencing in a 12m × 13m mesh, totaling 48 sampling stations, and evaluated grass's biomass and structural characteristics at each station. We submitted the data to descriptive statistics and geostatistical analysis. We observed a process of degradation of pasture in the experimental area. Under these conditions, most of the characteristics of the pasture's horizontal structure and the production of biomass showed spatial dependence with high variability. Geostatistics efficiently represented and understood the variability of the studied attributes, enabling developing a specific pasture recovery management plan.
Carlo Juliantro Giehl, Darwin Aranda Chuquillanque, , Eduardo Antunes Dias,
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 321-325; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8314

Abstract:
O presente trabalho relata as atividades envolvidas no planejamento e construção de tanques para produção de Azolla sp., planta aquática com potencial de uso para alimentação de aves. As ações ocorreram em Capão do Leão e São Lourenço do Sul, municípios na zona Sul do Rio Grande do Sul. Foram construídos dois modelos, um externo aos piquetes de criação (Capão do Leão) e um interno aos mesmos (São Lourenço do Sul). Percebeu-se rápida propagação da Azolla nos tanques e preenchimento completo dos mesmos após cerca de 14 dias de cultivo. O sombreamento foi fundamental para o bom desenvolvimento da Azolla e manutenção de sua coloração esverdeada. Ausência de sombra promoveu alterações de cor e aumento na população de outras espécies vegetais. Houve excelente aceitação da Azolla pelas galinhas. Fornecer Azolla dentro dos piquetes resultou em consumo exagerado, promovendo queda drástica na população vegetal, a qual demorou para se restabelecer e passou a competir com outras espécies. Percebeu-se melhor controle e manutenção da população de Azolla quando o tanque foi construído na área externa aos piquetes, embora, nesse caso, o fornecimento venha a requerer maior mão de obra. O baixo custo, rápida propagação e facilidade de cultivo de Azolla podem vir a encorajar outros criadores a cultivá-la como fonte nutricional para suas galinhas.
Rayssa Silva dos Santos, , Elaine Lopes Figueiredo, Natácia Da Silva E Silva, Lícia Amazonas Calandrini Braga
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 307-315; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8309

Abstract:
Durante o beneficiamento da mandioca e obtenção de seus derivados, observa-se a ocorrência de fatores críticos que podem comprometer a qualidade e segurança do alimento. Dessa forma, objetivou-se realizar o diagnóstico higiênico-sanitário de uma casa de farinha e propor melhorias por meio da elaboração de um plano de ação. Para isso foi aplicado um check-list de Boas Práticas de Fabricação, com modificações, e elaborado o panorama sanitário por meio do cálculo de porcentagem de adequação. Foi elaborado o plano de ação com recomendações de melhorias ao estabelecimento. Com base no check-list, o empreendimento foi classificado no grupo 3, pois apresentou 22,03% de atendimento dos itens. O bloco 5 (documentação) e o bloco 3 (manipuladores), apresentaram os menores níveis de conformidades. No plano de ação elaborado constam, principalmente, modificações relacionadas a infraestrutura do local de produção, capacitação dos manipuladores e documentação do empreendimento. Dessa forma, a implementação das melhorias sugeridas e adoção das Boas Práticas de Fabricação durante o processamento da farinha de mandioca irão promover condições adequadas a fabricação, fornecendo um produto de qualidade e, portanto, seguro ao consumo.
André Luiz Graf Júnior, Simone Bernardes da Fontoura, Gabrielle Cruz de Andrade, Juliana Soares da Costa, Adriana Terumi Itako,
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 245-252; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8638

Abstract:
O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial do óleo essencial de cataia (Drimys brasiliensis Miers) no controle do crescimento micelial do fungo Alternaria porri. Informações sobre novos compostos para o controle deste fungo são importantes pois estes são responsáveis por danos em diferentes culturas como alho e batata. O óleo essencial foi extraído de folhas frescas de cataia, por hidrodestilação. Para a avaliação do efeito do óleo essencial no crescimento micelial do fungo A. porri, alíquotas do óleo foram incorporados no meio de cultura do BDA nas doses de 0 (controle), 100, 250 e 500 ppm. Um disco de meio BDA contendo micélio e propágulos fúngicos, com aproximadamente 5 mm de diâmetro, foi colocado no centro de cada placa de Petri com o meio de cultura BDA, acrescido das diferentes concentrações do óleo essencial. As placas foram seladas e incubadas à temperatura de 25 ºC ± 1, com fotoperíodo de 12 horas, sendo aferidas, diariamente, o diâmetro das colônias. Com os dados de crescimento micelial, calculou-se a Área Abaixo da Curva de Crescimento Micelial e o Índice de Velocidade de Crescimento Micelial. Todos os tratamentos foram estatisticamente diferentes e os resultados indicaram inibição do crescimento dependente da dose, alcançando 55% de inibição a 500 ppm. Além disso, foi observado a redução da velocidade do crescimento fúngico (em cm/h), na dose de 500 ppm em relação ao controle.
Lina Paola Garzón Garzón, Carlos Eduardo Franky Calvo
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 272-279; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8680

Abstract:
La uña-de-gato (Uncaria guianensis (Aublet) J.F. Gmel y U. tomentosa (Willd. ex Roemer & Schultes) DC.), empleada en la medicina tradicional amazónica, se destaca por tener propriedades farmacológicas que han generado un interés comercial. Hasta el momento hay una mayor cantidad de estudios sobre el manejo agroforestal y los métodos de propagación de la U. tomentosa; no obstante, es poca la información disponible sobre la Uncaria guianensis, en especial con lo relacionado a su manejo en comunidades. Con el propósito de contribuir con información sobre el manejo de estas especies y de evaluar su propagación vegetativa, se realizaron entrevistas, recorridos de campo y ensayos de siembra en comunidades Tikuna. Se encontró que el manejo de las especies de uña-de-gato, principalmente de la Uncaria guianensis, se centra tanto en las prácticas de extracción y siembra por estacas, así como en su regeneración natural. Igualmente, en los experimentos de propagación vegetativa se evidenció que la Uncaria tomentosa presentó una alta tasa de mortalidad, pues fue más susceptible a los efectos de las condiciones ambientales. Por el contrario, la Uncaria guianensis tuvo una mayor tasa de sobrevivencia, especialmente en bosques secundarios donde se sembraron estacas tratadas con hormonas de enraizameinto y en suelos enriquecidos con abono orgánico. Los resultados obtenidos en este estudio pueden contribuir en la formulación de estrategias de manejo integral, que permitan un uso sostenible de poblaciones naturales de las especies de uña-de-gato en comunidades amazónicas.
Julio Cesar de Lara, Bruna Richter Eichler, João Paulo Reis Costa, Antonio Carlos Gomes, José Antonio Kroeff Schmitz,
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 291-297; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8477

Abstract:
O aumento da demanda por alimentos orgânicos cultivados de forma ecológica e sustentável acontece paralelamente ao interesse da sociedade por produtos mais seguros e saudáveis. Neste sentido, este estudo objetivou avaliar o perfil de jovens agricultores de alimentos orgânicos integrantes da Feira Jovem da localidade de Boa Vista, em Santa Cruz do Sul/RS. A metodologia abordada é de cunho exploratório qualitativo utilizando a técnica de entrevistas e posterior análise de conteúdo. Este estudo foi dividido em quatro fases. Na primeira fase, foram realizadas reuniões com o grupo de jovens agricultores para exposição da pesquisa, obtenção de dados e informações relevantes para seu desenvolvimento. Na segunda fase, foram aplicados questionários semiestruturados, bem como agendadas as visitas nas propriedades rurais. A partir das respostas obtidas, realizou-se a categorização dos dados, designada como terceira fase. Por fim, na última fase, foi realizada a análise e interpretação dos dados. Os resultados evidenciam que o grupo, ao longo dos anos de atuação, exibiu aspectos de fortalecimento e sistematização quanto à comercialização dos seus produtos. Percebe-se a necessidade de maior desenvolvimento de fatores relacionados ao aumento da capacidade produtiva, com aumento de área cultivada, incremento de tecnologia, busca de parcerias e possibilidades de certificação. Paralelamente, são necessárias ações de fortalecimento projetando o grupo de jovens agricultores nas possibilidades existentes no município para a comercialização dos produtos cultivados, possibilitando aumento de renda para suas famílias e promoção do desenvolvimento regional.
Erlen Kaline Ávila Do Nascimento, Lunara Gleika Da Silva Rego, , , Nathalia Gomes Silva
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 259-265; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8661

Abstract:
Um substrato com porosidade e capacidade de retenção de água adequadas possibilita maximizar a produtividade e qualidade das culturas produzidas em recipientes sob ambiente protegido. A fibra de coco é uma ótima alternativa, mas requer manejo cuidadoso da irrigação, podendo ser baseado no monitoramento do teor de água na zona radicular usando tensiômetros. Nesse sentido, objetivou-se com este trabalho determinar a curva de retenção de água em fibra de coco em vasos. A técnica usada foi a remoção de água por evaporação e medição da tensão da água com tensiômetros, com posterior pesagem dos vasos e cálculo do teor de água correspondente por diferença entre massa medida e massa do substrato seco. Um sistema de aquisição de dados foi usado para registrar as leituras dos transdutores de pressão dos tensiômetros. Os dados de tensão, quantidade de água e densidade do substrato foram usados para ajustar as curvas de retenção de água conforme modelos de regressão e o modelo de Van Genuchten. O uso de tensiômetros no substrato fibra de coco possibilitou determinar a curva de retenção de água de maneira rápida e prática, a partir de leituras de tensão quase contínuas entre 12 e 268 hPa, referentes a teores de água entre 0,37 e 0,05 cm3 cm-3. Assim, foi possível ajustar a curva de retenção de forma simples, usando modelos de regressão com elevados coeficientes de determinação. Os parâmetros hídricos obtidos do substrato são menores do que os referidos na literatura e úteis para o manejo adequado da irrigação em recipientes contendo o mesmo substrato.
Anny Bianca Santos Cruz, Joana Paula Bispo Nascimento,
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 316-320; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.8441

Abstract:
As sementes estão sujeitas a múltiplos estresses, como os estresses hídrico e salino, que limitam a embebição e suas chances de germinação. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento germinativo de sementes de Melocactus zehntneri (Britton & Rose) Luetzelb. (Cactaceae) quando submetidas a estresse hídrico e salino. A partir de um delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados, o déficit hídrico foi simulado com soluções de PEG6000 nos potenciais: 0,0 (água destilada); -0,1; -0,3; -0,6 e -0,9 MPa, o mesmo foi feito com NaCl para o estresse salino. As sementes não germinadas foram lavadas e recolocadas para germinar em água destilada para avaliar a recuperação, sendo avaliado a germinabilidade (%) e o t50 (dias). As sementes submetidas ao estresse hídrico germinaram até o potencial de -0,3MPa (82,0 ± 16,2%), não ocorrendo germinação em -0,6 e -0,9 MPa. No estresse salino, as sementes germinaram até o potencial de -0,6 MPa, com redução na germinabilidade à medida que aumentava a concentração de NaCl. Ao serem recolocadas em água destilada, as sementes que tinham sido submetidas ao estresse hídrico germinaram em –0,6 MPa e -0,9 MPa, porém com atraso na germinação (0,0 MPa: 5,96 ± 0,32 dias; -0,3 MPa: 11,10 ± 0,76 dias). No estresse salino, as sementes submetidas a -0.9 MPa germinaram, demonstrando que o NaCl não causou danos (estresse 0% versus 39,0 ± 14,7% na recuperação). Portanto, as sementes da população estudada de M. zehntneri são tolerantes ao estresse hídrico e salino.
Georgiana Eurides De Carvalho Marques, Yanka Azevedo Santos, Alice Maria Pinto Pinheiro, Roberta Almeida Muniz, Osmar Luis Silva Vasconcelos, Djanira Rubim dos Santos
Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Volume 16, pp 266-271; https://doi.org/10.18378/rvads.v16i3.7887

Abstract:
A pesquisa analisa a produção, a comercialização e o consumo de plantas alimentícias não convencionais (PANC) em feiras de São Luís (MA), observa-se, além disso, a composição química das espécies Hibiscus sabdariffa L. (vinagreira) e Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn (joão-gome). Foram aplicados questionários a três grupos prioritários: feirantes, consumidores e produtores, aos quais se perguntou sobre seu conhecimento relacionado às PANC, ao retorno financeiro, aos benefícios, ao plantio e à frequência de consumo. Os parâmetros químicos analisados foram proteína, lipídios, fibras, cinzas, Brixº, pH, acidez titulável, vitamina C e açúcares redutores seguindo diversas metodologias. Os resultados mostraram que, nos centros de comercialização de São Luís, as PANC são comercializadas e têm seus benefícios reconhecidos quanto à saúde e à geração de renda pelos feirantes, produtores e consumidores, principalmente para o gênero feminino. As principais responsáveis por seu plantio e comercialização são mulheres, destacando-se, entre os principais consumidores, adultos e idosos. Na vinagreira, observa-se um sabor ácido, determinado pelo elevado pH, acidez Titulável e Vitamina C. O joão-gome apresenta pouco sabor, alto teor de Vitamina C, proteína e fibras. Nas duas espécies mencionadas, o teor de proteínas e fibras elevado mostra a riqueza nutricional característica das PANC. Portanto, os parâmetros químicos de ambas as espécies demostraram o potencial nutricional destas plantas, justificando sua ampla utilização na culinária e na medicina tradicional na região.
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