Práxis Educacional

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ISSN / EISSN : 1809-0249 / 2178-2679
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Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-10; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.9384

Abstract:
Em fase das discussões propostas e esperadas para o debate do pensamento freireano em ocasião do centenário de seu nascimento, buscou-se neste texto estabelecer um diálogo com um dos pesquisadores que têm, ao longo de décadas, estabelecido toda uma caminhada científica, acadêmica e social, tendo como um dos aportes de reflexão a obra do professor brasileiro Paulo Freire. Assim, foi realizada entrevista com o professor Peter Roberts, cuja produção tem atravessado fronteiras e alargado a discussão com e do pensamento freireano. Peter Roberts é professor na University of Canterbury, em Christchurch, na Nova Zelândia, na área de Educação. O objetivo da entrevista, portanto, foi realçar a obra de Paulo Freire no enfoque dos trabalhos acadêmicos realizados pelo professor Peter Roberts, quer estabelecendo pontes dialógicas de Freire com outros autores, quer perspectivando novos caminhos que atualizam o pensamento freireano.
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-22; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.8739

Abstract:
Dissertar sobre o pensamento de Paulo Freire é um privilégio e uma responsabilidade, pois se trata de uma tarefa árdua apreender as nuances e a riqueza de suas ideias e ideais, bem como relacioná-los com a realidade social. Dito isso e tendo aceito esse desafio, pretendo neste ensaio alinhavar os princípios da Ética ao longo da história, à proposta decolonial e aos movimentos de migração observados na contemporaneidade. Todos esses serão banhados no pensamento freireano expressos na sua obra Pedagogia da autonomia (66ª ed., 2020). Falar em Ética implica em compreender modos particulares de ser e de estar no mundo, com a humanidade e pela humanidade. Pensar a decolonialidade enquanto movimento de fronteira a partir de uma condição de subalternidade implica compreender o tripé crítica, crise e criticidade e o mundo a partir do próprio mundo com suas epistemes e contradições. Enveredar pelas trilhas do fluxo migratório implica em relações de alteridade e na percepção de responsabilidade pelo outro para além de fronteiras políticas e geográficas. Por fim, imergir essas três categorias no pensamento filosófico de Paulo Freire significa a disposição de assumir o compromisso de ser gente mais gente (última frase do livro!). Este ensaio enseja uma tarefa enorme, mas que despretensiosamente me proponho a iniciar em diálogo a ser construído com meus leitores
Mariana Guedes Seccato
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-18; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.8608

Abstract:
O presente texto tem como objetivo principal refletir sobre a elaboração de diretrizes para o ensino de línguas adicionais nos primeiros anos do ensino fundamental brasileiro. Atualmente diretrizes nacionais consolidadas para o ensino de outras línguas existem a partir do 6º ano do ensino fundamental. A principal atenção nas reflexões aqui trazidas pontua a necessidade de pensar em currículos, conteúdos programáticos e diretrizes que se baseiam nos princípios da responsabilidade linguísticas e pedagógica. Para tanto, utilizo pressupostos teóricos da obra Pedagogia do Oprimido, de Freire para embasar que a elaboração de qualquer direcionamento em âmbito educacional deve garantir a equidade de oportunidades. Diminuindo assim, as possibilidades de relações opressivas que anulam posicionamentos, visões e ações dentro das escolas. Abordo a associação entre linguagem e pertencimento ao mundo como prescrição à consideração das diversidades e compreensão do que é diferente, atribuindo ao currículo escolar a responsabilidade de discorrer sobre o direito à todos de aprender em situações contextualizadas.
Ivana Aparecida Borges Lins, Hildenise Ferreira Novo, José Carlos Sales dos Santos
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-17; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.8552

Abstract:
O artigo apresenta uma abordagem compreensiva sobre leitura e biblioteca que parte da leitura de mundo mediante o contexto libertário da linguagem humana, que visa a comunicação e, principalmente, a ampliação das visões de mundo, que a princípio são individuais, mas ganham outras perspectivas quando encontram na leitura possibilidades infinitas de ampliação de conteúdos através de mundos possíveis ou visões diferentes sobre um referente (objeto) no mundo, que se amolda na medida da pessoa humana perceber e entender tal objeto através do contexto de quem fala, de quem lê e de quem escreve. No caminho da libertação pela leitura existe um texto que carrega consigo um lugar de fala, o interpretante e o interpretado se encontram nas leituras possíveis e se adequam ao contexto, ou interpretações circunstanciais. Os caminhos para esses encontros interpretativos são facilitados pelos Sistemas de Recuperação de Informação, construídos em bibliotecas para dar acesso aos itens documentais, a exemplo do livro. Esses sistemas necessitam atender a questões de acesso, mas devem levar em conta aspectos cognitivos da pessoa humana. Conclui-se que a população brasileira ainda possui dificuldade de acesso a informação que facilitará a sua vida cidadã, nesse sentido a biblioteca pública tem em sua função social a missão de ir além da preservação de acervos, ou seja, promover a difusão de informações úteis que promova sentido para uma libertação cidadã
, Eduardo Arriada, Mônica Maciel Vahl
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-20; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.8698

Abstract:
O presente artigo analisa o romance - O Delfim – do escritor português, José Cardoso Pires, a partir de Paulo Freire, considerando os conceitos: autoritarismo, esperança, situação-limite e inédito-viável. O cruzamento entre literatura, filosofia e educação tem possibilitado uma maior compreensão das relações sociais e conflitivas da sociedade, ampliando assim, o espectro de análise e de reflexões. No romance analisado, os moradores de Gafeira - aldeia ficcional em que a história é ambientada - vivem em um estado inerte, sonolento, de tempo imóvel e, até mesmo, opressivo. A ocorrência de um crime, muda os rumos da história e altera a ordem das relações sociais. Estabelecendo uma metáfora com a lagartixa, o escritor/narrador mostra a impermanência daquilo que parecia consolidado, ou seja, as relações de poder estabelecidas entre a aristocracia e o campesinato se desfazem. Operando com as categorias freirianas: consciência ingênua, opressor/oprimido, e com diversos aspectos abordados no romance, evidencia-se que a organização coletiva e a conscientização dos “desocupados” permitem a superação da condição de oprimidos. A criação da Cooperativa dos Noventa e Oito, é exemplo um concreto disso. O texto demonstra que as obras de Pires e Freire, mesmo com linguagens distintas, experiências diferentes e realidades distantes, elucidam formas de opressão e estruturas de poder, desvelam as máculas, as violências e os abusos por parte das elites.
Maria Eurácia Barreto de Andrade, Gilsélia Macedo Cardoso Freitas
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-20; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.9431

Abstract:
O presente artigo trata-se de um relato de experiências na docência no ensino superior, em formato do ensino remoto, com o componente curricular optativo denominado “Diálogos sobre Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos”, através da plataforma Google Meet, cuja proposta se desenhou a partir do pensamento, da vida e das obras de Paulo Freire. Dentre tantas ações relevantes do componente, marcadas por ricas reflexões e problematizações colaborativas, evidenciamos as que consideramos mais significativas para esta experiência. Todos os momentos aqui anunciados foram forjados pela diretriz do diálogo na perspectiva da construção do saber solidário em que o processo ensino-aprendizagem aconteceu de forma concomitante e qualificada. Por fim, destacamos a importância das narrativas dos sujeitos participantes, num movimento voltado para a problematização do vivido e do persistente esforço da realização de uma educação dialógica, humanizadora e libertadora.
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-23; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.7046

Abstract:
O pensamento do educador Paulo Freire pode ser lido sob ângulos e perspectivas diferentes em cada momento histórico e realidade sociocultural. Contudo, é no campo da tradição crítica da teoria social e educacional e na periferia do sistema dominante que seu pensamento viceja vigorosamente. No intuito de buscar contribuir com o revigoramento desse campo teórico crítico na atualidade, é que esse artigo procura apresentar outras possibilidades de leitura acerca do pensamento de Paulo Freire a partir do Sul, em particular a partir da noção de Sul Anti-imperial, presente no Pensamento Pós-Abissal de Boaventura Santos. Como fio de análise, coloco a seguinte questão: ao se posicionar Paulo Freire sob essa perspectiva do Sul, é possível fazer emergir outras leituras de seu pensamento pedagógico libertador e contribuir para o revigoramento de sua teoria crítica na atualidade? Esse texto se inscreve no bojo de um projeto de pesquisa, que está em andamento, que busca estabelecer um diálogo Sul-Sul entre o pensamento de Freire e o pensamento de Boaventura Santos, com foco nos temas da democracia e educação pública na atualidade da sociedade brasileira.
Samba Sané
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-25; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.9480

Abstract:
O presente artigo foi elaborado no quadro das comemorações do centenário de Paulo Freire, grande educador brasileiro cujas contribuições vão para além do Brasil, chegando em vários países do continente africano entre eles a Guiné-Bissau. Neste país, Freire teve uma participação ativa na organização da nova educação almejada pelo país após a conquista da independência, notadamente na organização e execução da Campanha Nacional da Educação e Alfabetização de Adultos, uma das armas empreendidas na luta pela erradicação do analfabetismo. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, tipo estudo de caso, descritivo, em que se observou, se registrou e se analisou essa contribuição. Constatou-se que apesar do grande empenho de Freire nessa campanha, a mesma não atingiu todas as expectativas pelo fato de entre outros não se ter uma língua de ensino apropriada para que a população tivesse condições de se apropriarem do saber; os conflitos político militares que assolaram o país, entre outros. Mesmo assim salienta-se que esta obra educacional deve ter continuidade por ser uma radialista, baseadas no encontro com o povo através do diálogo, enquanto instrumento metodológico que permite a leitura crítica da realidade, partindo da linguagem do povo, uma ferramenta de luta pela libertação dos oprimidos, um método de educação que valoriza o saber do povo e suas realidades culturais na construção de novos saberes emancipatórios.
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-21; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.9443

Abstract:
O artigo apresenta a atualidade de Paulo Freire para a educação brasileira, focalizando suas contribuições para o campo da práxis libertadora, sobretudo em tempos de um projeto de sociedade ultraneoliberal. Mostra que a educação é um ato político, defende uma educação libertadora, humanizadora e emancipadora, expõe situações-limite vivenciadas por educandos e educadores, anuncia inéditos viáveis a partir das ideias de Paulo Freire e os modos de conjugar, na educação, o verbo esperançar. O texto está dividido em três partes. Na primeira, apresenta-se a atualidade do pensamento de Paulo, tendo como eixo o legado de suas obras e os ataques que vem sofrendo nos últimos anos. Na segunda, discute-se a práxis libertadora em Paulo Freire. Na terceira parte, aborda-se as situações-limite e o desafio do inédito viável freiriano, com base nas experiências e nos desafios enfrentados no ensino remoto. O artigo aponta para a necessidade de conhecer melhor a vida e a obra de Paulo Freire, combater as fake news e a desinformação sobre o autor, divulgar o pensamento e a contribuição da práxis libertadora de Paulo Freire para a educação no Brasil e no mundo, superar as situações-limite que se vive, acreditar nos inéditos viáveis e esperançar na educação.
Práxis Educacional, Volume 17, pp 1-20; https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i47.8457

Abstract:
En este escrito analizo la relación intelectual que Paulo Freire establece con Frantz Fanon. Considero tres obras claves: Educación como práctica de la libertad (FREIRE, 1967), Pedagogía del oprimido (FREIRE, 1970) y Los condenados de la tierra (FANON, 1961). Asumo como ejercicio de sospecha la crítica poscolonial (HALL, 2008; CATELLI y DE OTO, 2018), como forma de hablar de la marca que lo colonial impuso en nuestras subjetividades, en nuestras formas de conocer, educar, hacer, jugar y sentir, y que perduran más allá del momento inicial de conquista. Muchas de nuestras interrogaciones y respuestas contemporáneas son marcadas por el silencio de un pasado colonial (AÑON y RUFER, 2018) que insiste y atraviesa nuestras memorias y corporalidades. Un momento histórico específico (complejo y diferenciado) ligado a la conquista y a la colonización de territorios y sus gentes, pero también, una forma de orquestar o narrar una historia, y una descripción enmarcada dentro de un paradigma teórico eurocentrado, que define verdades y se pretende productor de identidades únicas. Una historia moderna, un saber y un poder que se universalizó y designa una trama compleja de prácticas, desde simbólicas hasta materiales, destinadas a garantizar la subordinación de diversos grupos sociales. Su cara negada la colonialidad nos muestra cómo en estos procesos de producción de la subjetividad se presentan combinaciones específicas de la raza, patriarcado, género, y clase (GÜIMARAES, 2009; QUIJANO, 2000; TROUILLOT, 2011; MBEMBE, 2016).
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