URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade

Journal Information
EISSN : 19820569
Current Publisher: Universidade Estadual de Campinas (10.20396)
Total articles ≅ 253
Current Coverage
DOAJ
Archived in
SHERPA/ROMEO
Filter:

Latest articles in this journal

Maria Fernanda Derntl
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 427-429; doi:10.20396/urbana.v10i3.8655296

Abstract:Neste conjunto de artigos, Brasília aparece como cidade narrada e vivenciada por grupos muito diversos, que tem de lidar com a peculiar configuração urbana da capital e contribuem, de modos distintos, para lhe dar vida e recriá-la. As análises densas e bem fundamentadas desenvolvidas em cada um dos artigos estimulam a renovação das problemáticas sobre Brasília e têm o mérito adicional de sugerir caminhos para outras interpretações a respeito da história e das representações da capital. Brasília revisitada, conforme escreveu Lucio Costa, mas também reapropriada e recontada.
Hugo Massaki Segawa
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 430-474; doi:10.20396/urbana.v10i3.8654756

Abstract:O tempo é o condutor deste ensaio. De uma Brasília ainda no canteiro ao seu cinquentenário. Reporta o impacto da empreitada de Juscelino Kubitschek repercutindo na música, no cinema, na imprensa, até em quadrinhos, em uma estratégia governamental nada ingênua. Amostras de como se lidou com expectativas e a cumplicidade da cultura popular, bem como da alta cultura, demovendo escritores e intelectuais como Adolfo Bioy Casares, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, John dos Passos, Gilberto Freyre, Clarice Lispector. E a crítica especializada com Man- fredo Tafuri e Francesco Dal Co, Robert Hughes, Kenneth Frampton, Alan Hess, James Holston e Frederico de Holanda, entre outros. Trata da passagem de um mito da modernização para a realidade dos paradoxos e das desigualdades, bem como a mudança das percepções de uma cidade em seu começo tida até como natimorto. Reflete sobre a permanência de juízos cristali- zados em seu nascimento, como se a cidade fosse uma eterna criança, ou um adolescente pro- blemático, precocemente envelhecido. Focalizando transformações, busca caracterizar expec- tativas e frustrações sobre uma utopia que que não se realizou. E no lugar do sonho, a reinven- ção de uma cidade. E alertar para a necessidade da historiografia da arquitetura e do urbanismo se reinventar de tempos em tempos.
Heliana Angotti-Salgueiro
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 475-497; doi:10.20396/urbana.v10i3.8654755

Abstract:Um olhar sobre a cidade modernista passa, necessariamente pela fotografia da arquitetura que fixou para sempre sua imagem e a difundiu graças aos livros e revistas – do canteiro de obras até sua inauguração no caso de Brasília, e até mesmo em detalhes « fotogênicos » captados segundo códigos experimentais, além dos documentais. O francês Marcel Gautherot foi um dos responsáveis pela difusão da nova arquitetura brasileira na imprensa especializada internacional desde os anos 1940. Mais tarde, a revista Módulo, criada por Oscar Niemeyer para documentar a construção de Brasília, lança seu primeiro número em 1955 com uma foto de Le Corbusier no editorial, lembrando que seu título é uma homenagem ao « mestre » francês. Gautherot, que sera um dos principais fotógrafos desta revista, foi leitor dos princípios urbanísticos de Le Corbusier durante sua juventude européia, e quando veio para o Brasil trabalhou para Niemeyer desde suas primeiras obras. Ele fotografará o desenrolar das obras de Brasília em séries fotográficas que nos levam a estudar a persistência de linguagens fotográficas modernistas da vanguarda, do outro lado do Atlântico, nos anos 1950. As ligações ou as histórias cruzadas entre esses atores, seus percursos e trocas de ideias e formas fixadas nas imagens, se inserem no nascimento dessa capital que marcou a história urbanística e arquitetural do século XX.
Marcelo Augusto De Almeida Teixeira
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 527-545; doi:10.20396/urbana.v10i3.8651562

Abstract:A partir dos enlaces da Teoria Queer com a Sociologia e a Geografia das Sexualidades e Arquitetura, o artigo analisa o caso da avenida W3 Norte, em Brasília, como um exemplo de “paisagem sócio-sexual”, implicada na construção de subjetividades, corporalidades, sexualidades e imaginário sexual urbano. Analisa também a W3 de acordo com a “Teoria dos Mercados Sexuais”, como participante de um mercado mais amplo estruturado pelo Plano Piloto de Brasilia, com repercussões na vida sexual de individuos e grupos. Em uma cidade popularmente acusada de ser deserta à noite, a W3 Norte torna-se não só um local de vida erótica em Brasília, mas também de vida urbana e questionadora de fronteiras espaciais e identitárias, de gêneros e orientações sexuais.
Ana Carmen Amorim Jara Casco
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 371-400; doi:10.20396/urbana.v10i2.8648561

Abstract:O artigo explora a possibilidade de interação entre diferentes leituras da cidade do Rio de Janeiro ao longo do tempo a partir de mapas e da bibliografia existente. Dois recortes foram privilegiados: o da abordagem turística da cidade e o da produção de mapas e guias no século XX. Um dos objetivos é compreender como mapas produzidos para construir uma determinada imagem da cidade, a de “lugar turístico”, guardam um universo de informações capazes de contribuir para que outras histórias sejam inventadas e lidas, num processo inacabado e fértil de interpretar e traduzir.
Maria Fernanda Derntl
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 271-277; doi:10.20396/urbana.v10i2.8654606

Thiago Pereira Perpétuo
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 314-333; doi:10.20396/urbana.v10i2.8652098

Abstract:Os discursos que proporcionaram o reconhecimento de Brasília como patrimônio cultural atribuem ao passado sua legitimidade (como o Decreto nº 10,829/87 que, ao dispor sobre a preservação da cidade, anuncia estar regulamentando uma norma de 1960). Em face disso, o presente trabalho tem por objetivo analisar criticamente o que seriam as origens da preservação de Brasília: a solicitação do então presidente Juscelino Kubitschek para o tombamento precoce da cidade, no ano de sua inauguração; o artigo nº 38 da Lei San Tiago Dantas, que condicionava eventuais alterações no plano piloto de Lucio Costa a autorização do Senado Federal; e a proposta de criação de um Conselho para a preservação da cidade enquanto obra de arte. Pondero que as questões que emergem destes começos ou foram pouco exploradas pela bibliografia especializada ou o foram de modo a produzir mistificações a respeito de personagens e seus gestos. Assim, este texto busca revisitar tais estudos e investigar documentos da época, de modo a oferecer novos olhares e interpretações destes momentos basilares para o tombamento de Brasília, em que questões de ordem política se misturaram com decisões técnicas e proposições de preservação da Capital Federal como um objeto cultural.
Josianne Francia Cerasoli
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 269-270; doi:10.20396/urbana.v10i2.8654714

Abstract:Apresentação do dossiê sobre Brasília-DF, editado em dois números.
Fábio Franzini
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 334-344; doi:10.20396/urbana.v10i2.8651577

Abstract:Este artigo volta-se à análise de um conjunto de discursos produzidos durante a segunda metade da década de 1950, no contexto da idealização, concepção, construção e inauguração de Brasília. Seu propósito é discutir, a partir deles, como a especificidade dessa forma urbana detinha então um conteúdo prenhe de história, de historicidade e de cultura histórica, conteúdo esse cujo significado maior estava em apontar para o futuro.
Rebeca Grilo De Sousa
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 401-426; doi:10.20396/urbana.v10i2.8650475

Abstract:Processos de modernização urbana, amiúde, caminham lado a lado a eventos de destruição. Seja como uma tabula rasa ou com ações pontuais, estes processos colocam em xeque parte da memória urbana, ao eliminar componentes da narrativa urbana. Intenta-se, ao revisitar processos de modernização urbana, apresentar uma nova leitura para os eventos de destruição ocorridos nas cidades. Ao identificar nestes episódios as representações sobre as demolições empreendidas no tecido urbano e fazer delas o substrato para reconhecer as sensibilidades que afloram nestes eventos, colabora-se para a História Cultural Urbana das cidades brasileiras, bem como apreende-se um dos processos de formação de sensibilidades hoje consolidadas (ou em processo de consolidação) como o de preservação do acervo construído.