Caligrama: Revista de Estudos Românicos

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ISSN / EISSN : 0103-2178 / 2238-3824
Current Publisher: Faculdade de Letras da UFMG (10.17851)
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Beatriz D'Angelo Braz, Dennys Silva-Reis
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 253-275; doi:10.17851/2238-3824.25.3.253-275

Abstract:
Resumo: Este artigo visa a fazer uma análise exploratória sobre a adaptação de Cahier d’un retour au pays natal (1939), texto de Aimée Césaire (1913-2008), para sua versão audiovisual homônima (2008) realizada por Philippe Bérenger (1960-). Para isso, primeiro, faz-se uma reflexão sobre os elos entre literatura e cinema e, depois, uma análise em cotejo das duas obras. Exploram-se os vínculos com os movimentos da Negritude e do Surrealismo, e com a pouca percorrida trilha das adaptações fílmicas de poemas. Em suma, esta é uma contribuição para os estudos literários do cinema e para os estudos de literatura de expressão francesa negra no Brasil.Palavras-chave: Aimé Césaire, Philippe Bérenger, negritude, poema, filme. This article aims at carrying out an exploratory analysis of the adaptation of Cahier d’un retour au pays natal (1939), text written by Aimée Césaire (1913-2008), into the homonymous feature film (2008) directed by Philippe Bérenger (1960-). In order to do so, it first addresses the links between literature and cinema, and then analyses and compares the two pieces. We have also explored the connection to both the Negritude and Surrealistic movements, as well as the lack of film adaptations of poems. Therefore, this is a contribution to literary studies of cinema and to studies of francophone African diaspora literature in Brazil.Keywords: Aimé Césaire, Philippe Bérenger, negritude, poem, film.
Samanta Vitória Siqueira, Karina De Castilhos Lucena
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 57-75; doi:10.17851/2238-3824.25.3.57-75

Abstract:
Resumo: Este artigo apresenta a biografia e as obras da escritora, empregada doméstica e militante social martinicana Françoise Ega (1920-1976) buscando dar visibilidade para sua trajetória de vida e para suas publicações ainda pouco conhecidas nos círculos acadêmicos e literários brasileiros. Primeiramente, apresentamos a biografia da autora com foco em seus deslocamentos e atuação política. Depois, comentamos brevemente suas obras Le temps de madras (1966), Lettres à une noire (1978) e L’Alizé ne soufflait plus (2000), relacionando-as com a vida da autora e com a sociedade martinicana. Por fim, sob uma perspectiva que não dissocia literatura e sociedade e que considera a história específica de socialização de mulheres diaspóricas afrodescendentes, propõe-se uma reflexão sobre o lugar de intelectuais negras na história da literatura latino-americana.Palavras-chave: Françoise Ega; escritoras diaspóricas; literatura antilhana. This paper presents the biography and works of Martinican writer, laborer and social activist Françoise Ega (1920-1976), seeking to shed light on her life story and her lesser known publications among Brazilian academic and literary circles. Firstly, we present the writer’s biography, focusing on her relocations and political engagement. Secondly, we introduce Ega’s works Le temps de madras (1966), Lettres à une noire (1978) and L’Alizé ne soufflait plus (2000), and their relationship with both her life and the Martinican society. Ultimately, from a perspective which compromises literature and society, acknowledging the specific socialization history of diasporic women of African descent, we propose a reflection on the role of black women intellectuals in the history of Latin American literature.Keywords: Françoise Ega; diasporic writers; Antillean literature.
Kathleen Gyssels
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 77-100; doi:10.17851/2238-3824.25.3.77-100

Abstract:
Résumé : Dans les romans d’André (1928-2006) et de Simone Schwarz-Bart (1938), on ne peut passer à côté de la forte imprégnation d’éléments anthropologiques : les rites de la naissance et de la mort, le « baptême » par des noms et surnoms, les élections de figures de guérisseur et de guide spirituel, etc. De surcroît, il frappe qu’une réversibilité se manifeste entre le milieu diasporique noir (antillais) et juif (ashkénaze). L’interface anthropoétique est ici illustrée comme preuve manifeste d’universaux, au-delà des distances socio-culturelles et etho-religieuses. Comme je l’ai montré dans Marrane et Marronne : la coécriture réversible d’André et Simone Schwarz-Bart (GYSSELS, 2014), l’identité marrane ou crypto-juive (au sens de non pratiquant, non religieux, convertie), la réversibilité joue pleinement dans la sphère magico-religieuse de l’une et l’autre communauté diasporique.Mots-clés : anthropoétique; diaspora; Schwarz-Bart; vaudou; hassidisme; réversibilité.; identité marrane, coécriture. In the novels of both André (1928-2006) and Simone Schwarz-Bart (1938), the anthropological elements are tantamount: from rites of passage (from birth to death), from the rites of naming to the election of spiritual guide and healer, etc. Moreover, between the Black (Antillean) and Jewish (Ashkenaze) diasporic world, a reversibility is at play. The anthropoetic interface clearly manifests the presence of universal motifs, beyond the socio-cultural and ethno-religious divergences. As I have maintained in Marrane et Marronne: la coécriture réversible d’André et Simone Schwarz-Bart (GYSSELS, 2014), the crypto-Jewish identity (« marrane », in the sense of being a non-religious Jew, a converted Jew) is linked to the practice of marooning in Afro-Caribbean culture in the sense that the latter is equally marked by acculturation and resistance towards European oppression. Reversibility is consequently plainly illustrated through the magico-religious sphere in both diasporic communities.Keywords: anthropoetics; diaspora; Schwarz-Bart; hassidism; reversibility; marrane identity; cowriting.Resumo: Nos romances de André (1928-2006) e Simone Schwarz-Bart (1938), é impossível não notar a forte impregnação de elementos antropológicos: os ritos de nascimento e de morte, o “batismo” para nomes e sobrenomes, as eleições para curandeiros e guias espirituais, etc. Além disso, nota-se um manifesto reversível entre o meio diaspórico negro (antilhano) e judeu (asquenazista). A interface antro-poética é aqui ilustrada como prova evidente de universais ultrapassando, assim, distanciamentos socioculturais e etno-religiosos. Como já mostrei em Marrane et Marronne: la coécriture réversible d’André et Simone Schwarz-Bart (GYSSELS, 2014), na identidade marrane ou criptojudia (no sentido de não praticante, não religiosa, convertida), a reversibilidade atua plenamente na esfera mágico-religiosa e em ambas as comunidades diaspóricas.Palavras-chave: antro-poética; diáspora; Schwarz-Bart; hassidismo; reversibilidade, identidade marrane; co-escritura.
Christopher Rive St Vil, Maristela Gonçalves Sousa Machado
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 201-218; doi:10.17851/2238-3824.25.3.201-218

Abstract:
Resumo: O presente artigo tem por objetivo analisar a relevância do Vodu na obra País sem chapéu, de Dany Laferrière, publicada em 1996, no Quebec. Essa obra retrata a história do personagem Vieux Os que retorna ao seu país natal, após vinte anos de exílio, com a intenção de escrever um livro. A partir de um forte estranhamento inicial, Vieux Os propõe uma série de reflexões sobre a vida cotidiana e o imaginário cultural, com a intenção de trabalhar e problematizar a identidade espiritual ancestral de seu país. Vamos investigar em que medida esse reencontro do narrador-personagem com seu país natal é revelador quanto à importância do Vodu em sua própria vida e no mundo social haitiano. Para alcançar o nosso objetivo, estabeleceremos um diálogo entre País sem chapéu (1996), Dany Laferrière: autobiografia, ficção ou autoficção? (2007) de Eurídice Figueiredo e Vodu no Haiti – Candomblé no Brasil: Identidades culturais e sistemas religiosos como concepções de mundo afro-latino americano (2010) de Handerson Joseph.Palavras-chave: Dany Laferrière; País sem chapéu; Vodu; romance. This article intends to analyze the relevance of the Voodoo in Dany Laferrière’s work País sem chapéu, published in 1996 in Quebec. This work portrays the story of Vieux Os who returns to his home country after twenty years of exile with the intention of writing a book. From a strong initial strangeness, Vieux Os proposes a series of reflections about daily life and the cultural imaginary with the intention of discussing and problematizing the country’s ancestral spiritual identity. We are going to investigate to what extent this reunion of the first-person narrator with his native country is revealing the importance of the Voodoo in his own life and in the Haitian’s social world. To achieve our goal, we are going to establish a dialogue between País sem chapéu (1996), Dany Laferrière: autobiografia, ficção ou autoficção? (2007) by Eurídice Figueiredo and Vodu no Haiti – Candomblé no Brasil: identidades culturais e sistemas religiosos como concepções de mundo afro-latino americano (2010) by Handerson Joseph.Keywords: Dany Laferrière; País sem chapéu; Voodoo; novel.
Karoline Dos Santos Silva
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 101-120; doi:10.17851/2238-3824.25.3.101-120

Abstract:
Resumo: O presente artigo tem como objetivo propor uma análise comparativa entre as personagens principais dos romances La mulâtresse Solitude, de André Schwarz-Bart, e Vasto mar de sargaços, de Jean Rhys. O recorte privilegiado neste artigo será o período da infância das duas personagens principais, levando em consideração as temáticas de gênero, raça e classe com a finalidade de comparar o cotidiano e dificuldades de uma criança negra e escravizada com o de uma criança livre e branca. Nossa análise será desenvolvida utilizando referenciais críticos e teóricos dos campos de estudos culturais, literatura e crítica literária, estudos de gênero, história e sociologia. O artigo busca contribuir para a divulgação de obras caribenhas, promovendo uma análise comparativa entre romances do caribe inglês e do caribe francês.Palavras-chave: infância; caribe; raça; classe; gênero. This article proposes a comparative analysis between the main characters from the novels La mulâtresse Solitude, by André Schwarz-Bart and Wide Sargasso Sea, by Jean Rhys. The privileged feature in this article will be the childhood period of the two main characters, taking into account the themes of gender, race and class in order to compare the daily life and difficulties of a black and enslaved child with that of a free and white child. Our analysis will be developed using critical and theoretical references from the fields of cultural studies, literature and literary criticism, gender studies, history and sociology. The article seeks to contribute to the dissemination of Caribbean works by promoting a comparative analysis between English and French Caribbean novels.Keywords: childhood; Caribbean; race; class; gender.
Annick Marie Belrose
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 237-251; doi:10.17851/2238-3824.25.3.237-251

Abstract:
Resumo: Patrick Chamoiseau (1953) é um escritor martinicano contemporâneo que produziu romances, ensaios, peças de teatro e contos filosóficos. Considerado sucessor de grandes autores martinicanos como Aimé Césaire e Édouard Glissant, Chamoiseau é um autor comprometido que questiona em seus textos a noção de literatura, a tradição literária francesa, a história das Antilhas francesas e a relação dos escritores antilhanos com o mundo e seus papéis no contexto cultural globalizado. Este trabalho de reflexão é realizado pelos personagens de seus romances, bem como pelos diferentes narradores. Chamoiseau construiu seu discurso teórico principalmente em filiação com o pensamento de Edouard Glissant. A poética da Relação de Glissant (1990) constitui a linha diretriz a partir da qual ele desenvolve sua reflexão. Ele dedica grande parte de seu trabalho a tentar entender, explicar e resolver o dilaceramento diglóssico experimentado por ele e pelo povo da Martinica, presos entre a língua crioula (língua dominada) e a língua francesa (língua dominante). Assim, mostrar-se-á como em seus romances autobiográficos Antan d’Enfance-Une enfance créole I (1996), Chemin-d’école – Une enfance créole II (1996), mas também o seu ensaio teórico Écrire en pays dominé (1997), o autor reflete essa busca. Neles, Chamoiseau revela as questões identitárias geradas no seu encontro com as duas línguas, relata a complexidade dos mecanismos psicológicos e relacionais, as dificuldades de se construir como indivíduo e como membro de uma comunidade. A escrita de Chamoiseau procura traduzir esse conflito e busca resolvê-lo, criando uma linguagem híbrida, poética e polissêmica, onde a língua crioula habita em uma narração em francês, e onde os gêneros se misturam.Palavras chave: literatura; autobiografia; diglossia; oralidade; identidade. Patrick Chamoiseau (1953) is a contemporary Martinican writer who wrote novels, essays, plays and philosophical tales. He is considered the successor of great Martinican authors like Aimé Césaire and Édouard Glissant. Chamoiseau is a committed author who questions in his texts the notion of literature, the French literary tradition, the history of the French West-Indies, as well as the relationship of the west-Indians writers with the world and their roles in the globalized cultural context. This reflection work is carried out by the characters of his novels, as well as by the different narrators. Chamoiseau constructed his theoretical discourse mainly in affiliation with the thinking of Edouard Glissant. The poetic of Relationship of Glissant (1990) constitutes the guideline from which he develops his reflection. He dedicates a large part of his work trying to understand, explain and resolve the diglossic tearing experienced by him and the people of Martinique, caught between the Creole language (dominated language) and the French language (dominant language). Thus, we will show how in his autobiographical novels Antan d’Enfance – Une enfance créole I (1996), Chemin-d’école – Une enfance créole II (1996), but also his theoretical essay Écrire en pays dominé (1997) the author reflects this search. In them, Chamoiseau reveals the identity issues generated in his encounter with the two languages, reports the complexity of the psychological and relational mechanisms, the difficulties of building himself as an individual and as a member of a community. Chamoiseau’s writing seeks to translate this conflict, and seeks to resolve it, creating a hybrid poetic and polysemic language, where the Creole language lives in a narration in French and where the genres are mixed.Keywords: literature; autobiography; diglossy; orality; identity.
Ana Cláudia Romano Ribeiro, Laíza Dos Santos Albaram
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 163-181; doi:10.17851/2238-3824.25.3.163-181

Abstract:
Resumo: Este trabalho refaz o percurso de parte de uma pesquisa de iniciação científica centrada no estudo do conto Dayiva, de Évelyne Trouillot (escritora haitiana de expressão francesa), publicado no livro Parlez-moi d’amour (2002). Na primeira parte, apresentamos o contexto histórico, político e cultural haitiano a partir de Laguerre (1989) e Figueiredo (2006); Trouillot (1990) guiou nossa compreensão do contexto histórico específico em que o conto está inserido – a ditatura de Papa Doc – e de particularidades lexicais, como os termos noir e mulâtre; aproximamo-nos do problema religioso graças a Desmangles (1992) e os trabalhos de Dash (1981), Césaire (1978) e Corcoran (2007) permitiram-nos melhor situar as questões literárias do ambiente haitiano; por fim, com Ferreira (2006), investigamos o conceito de négritude. Todo este aparato crítico-teórico nos ajudou a ler melhor o conto, propiciando uma aproximação da multiplicidade de suas referências. Na segunda parte deste artigo, apresentamos a autora e lemos os primeiros parágrafos do conto, mostrando, em uma análise narratológica e temática, como alguns aspectos culturais, históricos e geográficos do Haiti ganham forma literária, com particular atenção aos aspectos linguísticos, políticos, religiosos e naturais, mais especificamente, ao crioulo haitiano, ao regime ditatorial, ao vodu e à presença do mar.Palavras-chave: Évelyne Trouillot; Dayiva; literatura de expressão francesa; literatura haitiana. This paper retraces part of a scientific initiation research centered on the study of the short story Dayiva, by Évelyne Trouillot (a French-speaking Haitian writer), published in the book Parlez-moi d’amour (2002). In the first part, we present the Haitian historical, political and cultural context from Laguerre (1989) and Figueiredo (2006); Trouillot (1990) guided our understanding of the specific historical context in which the story is inserted – the dictatorship of Papa Doc – and of lexical particularities such as the terms noir and mulâtre; we approached the religious problem thanks to Desmangles (1992) and the works of Dash (1981), Césaire (1978) and Corcoran (2007) allowed us to better situate the literary questions of the Haitian environment; finally, with Ferreira (2006) we investigated the concept of négritude. All this critical-theoretical apparatus helped us to better read the tale, providing an approach to the multiplicity of its references. In the second part of this article, we present the author and read the first paragraphs of the story, showing, in a narratological and thematic analysis, how some cultural, historical and geographic aspects of Haiti take literary form, with particular attention to the linguistic, political, religious and natural aspects, more specifically, the Haitian Creole, the dictatorial regime, voodoo and the presence of the sea.Keywords: Évelyne Trouillot; Dayiva; Francophone literature; Haitian literature.
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 219-236; doi:10.17851/2238-3824.25.3.219-236

Abstract:
Resumo: O presente artigo procura discutir algumas questões que envolvem a literatura antilhana de língua francesa. A partir de três autores, Aimé Césaire, Édouard Glissant e Patrick Chamoiseau, pretende-se seguir os indícios de uma tradição literária que se constrói ao mesmo tempo em que se deseja definir os contornos de uma identidade propriamente antilhana. Nessa esteira, examinam-se alguns conceitos que atravessam a história literária das ilhas caribenhas, tal como a negritude, a crioulização e a crioulidade, que se apresentam como ideias-chave para pensar não somente a produção criativa e poética, mas também o arcabouço teórico que acompanha a prática literária desses autores.Palavras-chave: literatura antilhana; negritude; crioulização; crioulidade. This article seeks to discuss some issues involving French-speaking Antillean literature. Through three authors, Aimé Césaire, Édouard Glissant and Patrick Chamoiseau, we intend to follow the indications of a literary tradition that is built at the same time that we want to define the contours of a properly Antillean identity. In this context, we examine some concepts that cross the literary history of the Caribbean islands, such as négritude, créolisation and créolité, which are presented as key ideas to think not only about creative and poetic production, but also the theoretical framework accompanying the literary practice of these authors..Keywords: Antillean literature; négritude; créolisation; créolité.
Liliam Ramos, Jessica De Souza Pozzi
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 17-35; doi:10.17851/2238-3824.25.3.17-35

Abstract:
Resumo: Este artigo busca apresentar uma contribuição aos debates de culturas de língua francesa através de um estudo de caso sobre literatura antilhana por um viés decolonial (Walsh, 2013). Serão apresentados como exemplos decoloniais os estudos sobre a tradição dos contos crioulos, registrados e traduzidos para o francês por Ina Césaire e Joëlle Laurent em três obras bilíngues publicadas pela Éditions Caribéennes (Contes de Mort et de Vie aux Antilles, 1976; Contes de Soleil et de Pluie aux Antilles, 1988; Contes de Nuits et de Jours aux Antilles, 1989), e seus reflexos na literatura das Antilhas e da Guiana Francesa. A proposta decolonial também será aplicada à obra Solibo Magnifique, de Patrick Chamoiseau (1991). Para tanto, utiliza-se o conceito de literaturas do desassossego de Gauvin (2016) a fim de opor-se aos conceitos de francofonia e de Littérature-monde – apresentados por Alves (2012) – para designar as literaturas de língua francesa nas Américas, buscando incluí-las nas produções latino-americanas. Percebe-se, assim, grande influência das tradições orais nas produções contemporâneas de escritores antilhanos, além da importância de levar este fato em conta em uma análise que se proponha decolonial dentro da universidade, como discorre Restrepo (2018).Palavras-chave: pensamento decolonial; literatura antilhana de língua francesa; literaturas do desassossego; Ina Césaire; Patrick Chamoiseau. This article aims to contribute to the debates on French-speaking cultures through a case study on Antillean Literature according to Decolonial Criticism (WALSH, 2013). The studies about the tradition of creole tales, recorded and translated to French by Ina Césaire and Joëlle Laurant in three bilingual volumes published by Éditions Caribéennes (Contes de Mort et de Vie aux Antilles, 1976; Contes de Soleil et de Pluie aux Antilles, 1988; Contes de Nuits et de Jours aux Antilles, 1989) and its reflections on Antillean and French Guianese Literature will be presented here as decolonial examples. This decolonial approach will also be applied to the work of Solibo Magnifique by Patrick Chamoiseau (1991). In order to do so, the concept of Literatures of Disquiet has been used to oppose the concepts of Francophonie and Littérature-monde – as presented by Alves (2012) – to designate the literature in French language in America aiming to include them in Latin American productions. The influence of oral traditions in contemporary productions by Antillean writers is quite evident, as well how it is important to take this fact into account when proposing a Decolonial analysis inside the academy, as pointed out by Restrepo (2018).Keywords: decolonial thinking; Antillean literature in French; literatures of disquiet; Ina Césaire; Patrick Chamoiseau.
Dennys Silva-Reis, Kathleen Gyssels
Caligrama: Revista de Estudos Românicos, Volume 25, pp 9-16; doi:10.17851/2238-3824.25.3.9-16

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