Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social

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EISSN : 2183-4938
Current Publisher: Instituto Superior Miguel Torga (10.31211)
Former Publisher: Associazione Acque Sotterranee (10.7342)
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Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social; doi:10.31211/rpics

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Daniel Ruivo Marques
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 97-98; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.161

Abstract:
[This paper has no First 111 words are shown] Chronic insomnia disorder (CID) is a highly prevalent sleep disorder and a public health problem (Riemann et al., 2017). It is well recognized as a subjective disorder. Subjective because the diagnosis is fundamentally based on the self-report/complaints of the patients and in the clinical assessment of the sleep expert through a systematic clinical interview – which is the standard method (gold standard) for establishing a diagnosis of CID (Marques et al., 2018). On the contrary, the diagnosis of other sleep disorders demands the so-called objective measures such as polysomnography (PSG) (Riemann et al., 2017). We cannot forget that being CID a subjective disorder, it is important to be exhaustive in clinical assessment.
Ricardo Crispim
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 81-96; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.172

Abstract:
Objetivo: Esta investigação tem como objetivo trazer uma reflexão sobre as várias expressões da(s) velhice(s), associadas à participação ativa das pessoas idosas em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e no seu projeto de vida. Método: A amostra envolveu 12 pessoas idosas e cinco assistentes sociais que residiam e exerciam a prática profissional em ERPI, respetivamente. O protocolo foi composto por questionário sociodemográfico e entrevistas em profundidade (semiestruturada), prosseguindo uma abordagem qualitativa (análise de conteúdo). Resultados: A amostra de pessoas idosas constitui-se maioritariamente por “idosos muito idosos” (> 85 anos). A participação nos processos decisórios em ERPI tenderam a inclinar-se para a renúncia voluntária das pessoas idosas em contribuir para as decisões alocadas às dinâmicas/estratégias institucionais. Na posição adotada pelas ERPI, ainda que estas assumam um padrão diretivo associado ao cuidado, começam a surgir disposições que apresentam um carácter mais inovador (e.g., comissões de idosos, biblioterapia, tertúlias), convergindo com as abordagens atuais do envelhecimento ativo, em que as pessoas idosas são reconhecidas como um coletivo heterogéneo. Este facto encontra paralelo com a expressão da satisfação dos seniores, advinda da oportunidade que lhes é dada de exercerem quotidianamente a sua cidadania. Conclusões: O cuidado institucional tende a privilegiar uma abordagem holística no entendimento da(s) velhice(s). Estas alterações, ainda que assumam um ritmo lento e monótono, fazem emergir abordagens operativas capazes de privilegiar o capital de conhecimento e sabedoria das pessoas idosas implicando-as ativamente nos processos decisórios em contextos residenciais coletivos, associadas aos movimentos contemporâneos do envelhecimento ativo.
Nuno De Noronha Da Costa Bispo, Viviane De Souza Pinho Costa, Mário Molari, Letícia Caroline Falossi, Tatiani Aparecida Silva Fidelis, Fernanda Freitas Gonçalves Leati, Thainara Ferreira Furini, Flamínia Manzano Moreira Lodovici, Ruth Gelehrter Da Costa Lopes, Maria Helena Villas Boas Concone
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 64-80; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.169

Abstract:
Objetivo: Verificar as mudanças na vida cotidiana em pessoas idosas institucionalizadas provocadas pelo impacto da doença foi o objetivo geral desta pesquisa etnográfica. Método: A pesquisa decorreu com 99 residentes de uma instituição de longa permanência para idosos, no sul do Brasil. Houve uma pesquisa documental da Instituição e a permanência do pesquisador para a familiarização deste com o ambiente e todo o público. A observação participante e a entrevista semiestruturada foram utilizadas para a coleta de dados. Após o trabalho de campo, os dados foram analisados por meio da descrição da observação e pelo método hermenêutico-dialético. Resultados: observou-se a dependência funcional, perda da autonomia e do controle pessoal. Nas falas dos participantes, constatou-se a perda da liberdade, a dependência física nas atividades do cotidiano, a diminuição da ocupação, o isolamento e a dificuldade para dormir. O acometimento da mobilidade foi notado na observação participante e nas entrevistas. Conclusão: Nas considerações finais a temática da pesquisa qualitativa destaca a restrição da autonomia que as pessoas idosas residentes da Instituição enfrentam diante às novas condições vivenciadas no quotidiano institucional ocasionado pela doença, o que interfere na qualidade de vida destes residentes.
Diogo Carreiras, Paula Castilho, Marina Cunha
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 50-63; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.170

Abstract:
Contexto: A adolescência é uma etapa desenvolvimental com mudanças biológicas, psicológicas e sociais que irão influenciar o funcionamento na idade adulta. A investigação em torno das Perturbações da Personalidade, e em particular da Perturbação Borderline da Personalidade (PBP), tem cada vez mais investido no estudo de traços disfuncionais e inflexíveis em idades precoces, uma vez que é claro que uma Perturbação da Personalidade não se manifesta apenas subitamente na idade adulta. Existe uma trajetória desenvolvimental que deve ser melhor compreendida e explorada. Objetivo: Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar o contributo de processos e mecanismos psicológicos, como a impulsividade, autoaversão e autocompaixão, para a compreensão dos traços borderline na adolescência. Método: Este estudo tem um desenho transversal e uma amostra constituída por 440 adolescentes da população geral (278 raparigas e 162 rapazes), com idades compreendidas entre os 14 e os 17 anos. Com recurso ao SPSS, realizaram-se testes t para amostras independentes, correlações de Pearson e regressões lineares. Resultados: As raparigas, quando comparadas com os rapazes, apresentaram níveis mais elevados de autoaversão, depressão e traços borderline e níveis mais baixos de autocompaixão. Os modelos de regressão hierárquica para testar o poder preditivo da impulsividade, autoaversão e autocompaixão nos traços borderline foram significativos, explicando 46% da variância dos traços borderline em rapazes e 58% nas raparigas, controlando o efeito da depressão. Enquanto que nas raparigas, todas as variáveis apresentaram um contributo significativo (depressão, impulsividade, autocompaixão e autoaversão), nos rapazes apenas a depressão, impulsividade e autocompaixão revelaram poder preditivo. Conclusões: Os dados desta investigação salientam variáveis essenciais para compreender os traços borderline em adolescentes, bem como as diferenças nesses mecanismos psicológicos entre raparigas e rapazes, tendo significativas implicações para a investigação e, sobretudo, para a prática clínica e prevenção.
Marlene Cristina Neves Rosa, Carina Gomes Forte, Raúl N Antunes, Tânia Maurício
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 19-39; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.163

Abstract:
Objetivo: Tendo em conta as limitações na terapia convencional, os jogos são cada vez mais utilizados pelo seu potencial em integrar as várias dimensões humanas afetadas pela Doença de Parkinson. Este estudo teve como objetivo testar a aplicação de um programa de jogos tradicionais adaptados a pessoas com DP, incluindo dinâmicas intergeracionais. Método: Foram realizadas três sessões de jogos tradicionais adaptados, incluindo nove pessoas com Doença de Parkinson. Foi ainda dinamizada uma sessão com dinâmicas intergeracionais, precedida de uma sessão educativa às crianças (pré escolar, 4 e 5 anos de idade) sobre o tema do envelhecimento. Deste modo, antes e após cada sessão, foi avaliado o nível de autoeficácia através da Escala de Autoeficácia para a Atividade com Sentido de cada participante, bem como o feedback dos participantes e das crianças através de uma entrevista estruturada. A análise da entrevista implicou a codificação usando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde por dois investigadores independentes. Resultados: Ao longo das sessões observou-se que cerca de 50% dos participantes melhoraram relativamente ao nível da autoeficácia e os restantes 50% mantiveram a cotação máxima. Observou-se também a importância da sessão educativa às crianças onde se verificou uma melhoria no nível de aprendizagem sobre o tema de envelhecimento, melhorando “o domínio de adaptações dos jogos para idosos”, bem como “o saber ajudar durante a implementação dos jogos “em população idosa. Ainda no decorrer das sessões, as pessoas com Doença de Parkinson assinalaram a importância de temas como: a componente afetiva que advêm da experiência, as memórias, o relacionamento entre os participantes e as crianças. Conclusões: Este estudo permitiu verificar que os jogos tradicionais adaptados têm impacto no nível da autoeficácia dos participantes bem como são catalisadores de dinâmicas positivas entre várias gerações.
Ilda Massano Cardoso, Fernanda Daniel, Vítor Rodrigues, Ana Galhardo
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 40-49; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.166

Abstract:
Objective: The current study assessed depressive symptoms in Type 1 Diabetes Mellitus (T1DM) and Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM) patients and explored whether these symptoms were associated with glycemic control. Methods: A cross-sectional design was used. Patients attending diabetes consultations participated in the study (N = 347). Participants completed the Beck Depression Inventory (BDI), and glycemic control was based on A1C criteria. Results: The mean score on the BDI, for either T1DM or T2DM, was not clinically significant and was not associated with diagnosis duration. The association between depression and glycemic control was significant in both DM types. T2DM participants presenting more depressive symptoms were those with greater glycemic control. T1DM and T2DM differences regarding depressive symptoms were in somatic symptoms. Conclusions: In T2DM depressive symptoms may be confounded with DM physical consequences. There is also the possibility that negative mood plays a mediating role in mobilizing survival strategies that promote glycemic control. Furthermore, the assessment of depressive symptomatology in patients with diabetes could benefit from the availability of a disease-specific measure.
Melanie Fernandes, Ana Galhardo, Ilda Massano Cardoso
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 1-18; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.162

Abstract:
Objetivo: O presente estudo, de carácter exploratório, teve como principal objetivo examinar o papel preditor de processos relacionados com a regulação emocional (fusão cognitiva, evitamento experiencial, autocompaixão e autojulgamento) e da vergonha associada à doença nos sintomas psicopatológicos de depressão, ansiedade e stress em pacientes com diagnóstico de doença celíaca. Método: Através de uma associação de pacientes, foram recrutados 67 sujeitos com diagnóstico de doença celíaca autorreportado, os quais completaram online um questionário sociodemográfico e clínico e um conjunto de instrumentos de autorresposta, mais precisamente as Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress – 21 (EADS-21), o Cognitive Fusion Questionnaire – Chronic Illness (CFQ-CI), o Acceptance and Action Questionnaire-II (AAQ-II), a Self-Compassion Scale (SCS), e a Chronic Illness-related Shame Scale (CISS). O papel mediador dos processos relacionados com a regulação emocional e da vergonha associada à doença crónica foi analisado através do cálculo de regressões lineares múltiplas hierárquicas. Resultados: O índice compósito de autojulgamento (autocriticismo, isolamento e sobreidentificação) revelou-se como o único preditor significativo dos sintomas de depressão, ansiedade e stress em pessoas com doença celíaca. Conclusões: Nas intervenções psicológicas dirigidas a pacientes com doença celíaca a avaliação e integração do autojulgamento enquanto processo de regulação emocional poderá ser relevante para a obtenção de ganhos terapêuticos no que se refere aos sintomas emocionais negativos de depressão, ansiedade e stress.
Laura Lemos, Helena Espirito-Santo, Cristiana Duarte-Figueiredo, Diana Santos, Luís Cunha, Fernanda Fernanda Daniel
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 5, pp 49-67; doi:10.31211/rpics.2019.5.2.160

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José Carlos Da Silva Mendes, Mónica Sousa, Vânia Margarida Leite, Nuno Miguel Bettencourt Da Silva Belchior, Maria Teresa Pires Medeiros
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 5, pp 38-48; doi:10.31211/rpics.2019.5.2.150

Abstract:
Objetivos: O sono ao demonstrar-se fundamental para o desenvolvimento do indivíduo, despertando o interesse em investigar qualidade do sono em estudantes do ensino superior. Assim, pretendeu-se com o presente estudo, caracterizar as componentes da qualidade subjetiva do sono e sonolência excessiva diurna numa amostra de estudantes do ensino superior. Método: Aplicaram-se as versões portuguesas do Índice da qualidade do sono (PSQI-PT) e da Escala de Sonolência excessiva diurna (ESS), em 257 estudantes do ensino superior distribuídos por sete instituições de ensino superior. Resultados: A maioria dos participantes revelou subjetivamente uma má qualidade do sono e referiu dormir mais de sete horas durante a semana, sendo este número maior durante o fim de semana. A perceção da Latência do Sono e da Disfunção Durante o Dia diferiu em função do sexo dos participantes. Os trabalhadores-estudantes mostraram percecionar uma fraca Qualidade Subjetiva do Sono e uma menor Duração do Sono. Encontrou-se uma correlação baixa com significância estatística entre o PSQI-PT e a ESS. Apesar da maioria dos participantes da amostra percecionar uma má qualidade do sono, também a maioria revelou uma eficiência subjetiva do sono superior a 85,0%. Conclusões: Verificou-se que os participantes em estudo avaliaram subjetivamente a qualidade do sono como sendo pobre. Estudos futuros devem explorar possíveis programas de prevenção (i.e., alimentação, TIC, exercício físico) que melhorem a qualidade subjetiva do sono.
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