Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social

Journal Information
EISSN : 2183-4938
Current Publisher: Instituto Superior Miguel Torga (10.31211)
Former Publisher: Associazione Acque Sotterranee (10.7342)
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Paula Macedo, Sónia Guadalupe
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 69-81; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.189

Abstract:
Objetivo: O estudo teve como objetivo analisar a articulação entre a saúde e o apoio social informal no âmbito da continuidade de cuidados. Participantes: Participaram 57 doentes referenciados em 2019 por um hospital para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados em Portugal. A amostra era maioritariamente do sexo feminino (63,2%; n = 36), com uma média de idades de 80 anos (DP = 9,2), predominantemente de residência rural (64,9%; n = 37), casada (56,1%; n = 32), em que 35,0% vivia só ( n = 20). Método: Estudo descritivo com análise quantitativa univariada e análise categorial do conteúdo dos registos no processo social. Resultados: Dos 57 doentes referenciados para a Rede, registaram-se óbitos e cancelamentos em 32 casos (56,1%). Dos 25 doentes que tiveram alta da Rede, no pós-alta todos necessitavam de apoio informal e/ou formal, enquanto que à data de referenciação hospitalar apenas 20,0% da amostra necessitava de apoio (p < 0,001). Dos que tinham apoio, cerca de um terço tinha apoio da rede social primária, maioritariamente dos filhos e cerca de metade dos doentes tinha filhos emigrantes. No pós-alta 64% (n = 16 dos 25) tinham apoio informal. Verificámos ainda que 8,8% dos doentes eram cuidadores e passaram a necessitar de cuidados. Conclusão: O estudo confirma a importância de assegurar cuidados continuados aos cidadãos que viram a sua vulnerabilidade aumentada por doença com sequelas, assim como a fulcral articulação com o sistema de apoio informal aos doentes.
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social Gabinete editorial
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 82-83; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.193

Abstract:
Os altos padrões científicos mantidos pela Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social nos seus artigos deveram muito ao esforço dos revisores, que ofereceram livremente o seu tempo e conhecimento. Assim, os Editores da Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social agradecem aos seguintes revisores que reviram artigos no período de novembro de 2019 a novembro de 2020.
Marlene Ferreira, Ana Pereira, Ana Prior, Carla Fonte
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 12-23; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.185

Abstract:
Contexto e Objetivo: A psicoterapia positiva alicerça-se concetualmente no estudo científico de emoções positivas, traços individuais positivos e pontos fortes. O objetivo é ajudar as pessoas a aprenderem que podem crescer como resultado de suas experiências, mesmo que a experiência seja traumática. Trata-se de um método psicoterapêutico que se foca na construção de emoções positivas, forças e significado na vida dos indivíduos para diminuir e prevenir a psicopatologia e promover a felicidade. Como ferramenta de avaliação, o Inventário de Psicoterapia Positiva (IPP) oferece aos profissionais de saúde mental a oportunidade de ver os resultados do processo terapêutico. Assim, o objetivo do presente estudo é conhecer as qualidades psicométricas do IPP numa amostra da população portuguesa. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico, de carácter exploratório e descritivo, que visa a tradução-retroversão e análise das propriedades psicométricas (fidelidade e validade) recorrendo à administração do IPP, da Escala de Ansiedade, Depressão e Stress de 21 itens e do Mental Health Continuum – Short Form. A amostra foi composta por 247 participantes entre os 18 e 69 anos. Resultados: A versão traduzida e adaptada da escala cumpriu os critérios de equivalência semântica e apresentou um nível elevado de consistência interna (α de Cronbach = 0,97), altos valores de correlação entre formas (r = 0,92), assim como uma correlação elevada do item com o total do teste. O inventário ficou composto por 25 itens e explicado por três fatores, cumprindo os critérios de validade convergente e divergente. Conclusões: O estudo preliminar do IPP apresentou boas qualidades psicométricas. Sugere-se o alargamento da amostra para sustentação dos resultados obtidos.
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 56-68; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.187

Abstract:
Objetivos: O objetivo do presente estudo foi testar o papel mediador do medo de receber compaixão dos outros e dos sentimentos de segurança e proximidade, em contexto social, na associação entre vergonha externa e o bem-estar psicológico dos adolescentes. Foi hipotetizado que adolescentes com elevados níveis de vergonha externa apresentem uma diminuição nos níveis de bem-estar psicológico, através do aumento do medo de receber compaixão e da diminuição dos sentimentos de segurança e proximidade em contexto social. Métodos: Participaram neste estudo 361 adolescentes portugueses de ambos os sexos (43,8% rapazes; 56,2% raparigas), com idade entre os 12 e os 18 anos, os quais completaram medidas de autorresposta relativamente a sentimentos de vergonha, medo da compaixão, sentimentos de segurança e de proximidade aos outros, e bem-estar percebido dos adolescentes. Os dados foram explorados através de estatísticas descritivas e correlacionais, e o modelo teórico proposto foi testado através de análises path. Resultados: Os dados pareceram demonstrar que, em ambos os sexos, a vergonha externa está associada a um decréscimo do bem-estar psicológico dos adolescentes, e que este efeito é mediado pelo aumento do medo de receber compaixão dos outros e pela diminuição dos sentimentos de segurança e conexão em contexto social. Os resultados indicaram que o modelo testado apresenta um adequado ajustamento aos dados, explicando 15,0% da variância do medo de receber compaixão dos outros, 37,0% da variância dos sentimentos de segurança e proximidade aos outros e 46,0% da variância do bem-estar psicológico dos adolescentes. Conclusões: Este estudo parece contribuir para uma compreensão mais aprofundada acerca da importância do papel dos sentimentos de inferioridade, do medo de receber compaixão dos outros, e dos sentimentos de segurança e proximidade, no contexto social, no bem-estar psicológico dos adolescentes.
Luís Manuel Loureiro , Amorim Rosa, Marina Frajuca, Sandrina Cunha, Susana Correia, Tânia Morgado, Lúcia Costa
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 24-38; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.184

Abstract:
Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar o contributo em termos da efetividade do programa de Primeira Ajuda em Saúde Mental na literacia em saúde mental acerca da depressão, a partir de uma amostra de estudantes de Enfermagem aquando do ingresso e integração ao curso. Métodos: Utilizou-se um desenho pré-experimental com grupo único, avaliação pré e pós intervenção. O Programa teve a duração de um dia (9 horas). A amostra do estudo foi constituída por 100 estudantes do 1.º ano do curso de Enfermagem (na integração ao curso), tendo sido selecionados de modo aleatório simples com recurso ao softwarerandom.org. A média das idades foi de 18,54 anos (DP = 2,00 anos). Como instrumentos de colheita de dados foram utilizados o Questionário de Avaliação da Literacia em Saúde Mental, aplicado à depressão, a versão breve do Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais e a Escala de Avaliação do Estigma Pessoal. Recorreu-se às estatísticas resumo, aos testes de McNemar e t de Student para grupos emparelhados e, como medidas de tamanho de efeito, o g e o d respetivamente. Resultados: Observou-se com a intervenção um incremento da literacia em saúde mental ao nível do reconhecimento da depressão e estratégias comunicacionais de prestação de primeira ajuda (p < 0,05), especificamente na adequação e utilidade de valorizar sintomas e não expressar julgamentos, assim como uma redução das atitudes estigmatizantes acerca das doenças e doentes (p < 0,05). Conclusões: Apesar das limitações relacionadas com o desenho utilizado, nomeadamente a não existência de grupo de controlo, os resultados indicam que a frequência do programa contribui para aumentar a literacia em saúde mental e reduzir o estigma associado aos problemas de saúde mental.
Patrícia Semião, Sara Oliveira , Cláudia Ferreira
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 39-55; doi:10.31211/rpics.2020.6.2.180

Abstract:
Objetivos: O objetivo do presente estudo foi testar o comportamento ortorético (estilo atitudinal e comportamental que reflete uma preocupação intensa e persistente com o consumo de alimentos saudáveis) enquanto fator de risco para o desenvolvimento de comportamentos alimentares perturbados e comportamentos de ingestão alimentar compulsiva. No Estudo 1 foram testadas diferenças entre níveis moderados/severos e níveis baixos de comportamento ortorético em relação às experiências de vergonha (geral e focada na imagem corporal) e indicadores de comportamento alimentar perturbado (geral e compulsão alimentar). No Estudo 2 foi testado um modelo teórico que hipotetiza a associação entre o comportamento ortorético, vergonha geral e da imagem corporal como fatores de risco do comportamento alimentar perturbado e da compulsão alimentar, em mulheres da população geral. Método: A amostra foi constituída por 307 mulheres da população geral, com idades compreendidas entre 18 e 63 anos (M = 33,62 ± 11,73) que responderam a um protocolo online composto por medidas de autorresposta. Resultados: As participantes com níveis moderados/severos de comportamento ortorético revelaram níveis significativamente superiores de vergonha geral, vergonha da imagem corporal, comportamento alimentar perturbado e compulsão alimentar, comparativamente às participantes com níveis baixos de comportamento ortorético. Os resultados da path analysis indicaram que o comportamento ortorético, a vergonha geral e a vergonha da imagem corporal explicam 51,0% da variância do comportamento alimentar perturbado e 47,0% da variância da compulsão alimentar. Conclusões: O presente estudo sugere o comportamento ortorético como possível fator de risco para o desenvolvimento de Perturbações do Comportamento Alimentar. Os resultados deste estudo são importantes para a prática clínica, mostrando que os comportamentos ortoréticos, apesar de serem muitas vezes considerados como comportamentos socialmente aceitáveis, quando associados a experiências de vergonha geral e da imagem corporal, podem contribuir para maior severidade dos comportamentos alimentares perturbados, tanto do tipo restritivo como de ingestão alimentar compulsiva.
Tânia Morgado, Luís Loureiro, Maria Antónia Rebelo Botelho
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 1-11; doi:10.31211/rpics.2020.2.2.179

Abstract:
Objetivo: Apresentar a tradução e adaptação transcultural de uma vinheta de ansiedade social em adolescentes para o português europeu, para integrar o Questionário de Avaliação da Literacia em Saúde Mental — QuALiSMental. Métodos: Realizou-se um estudo metodológico detradução e adaptação transcultural da vinheta de ansiedade social em adolescentes para o português europeu segundo as etapas: 1) tradução; 2) síntese das traduções; 3) retrotradução; 4) síntese das retrotraduções; 5) painel de peritos, constituído por oito profissionais de diferentes áreas da saúde; 6) cognitive debriefing, integrando seis adolescentes com uma média de idades de 14,33 anos (DP = 0,52); 7) revisão e relatório final. Ao longo deste processo, tivemos em conta as considerações éticas. Resultados: Obteve-se uma vinheta de ansiedade social nos adolescentes “João” e “Joana” no português europeu. Salientamos os resultados relativos às etapas: painel de peritos e cognitive debriefing. Foram obtidos os critérios de consenso, entre os peritos, para a equivalência semântica e idiomática, a equivalência experiencial e cultural e a equivalência conceptual. No cognitive debriefing verificou-se 100% de concordância relativamente à clareza do conteúdo da vinheta no português europeu. Conclusões: Esta vinheta pode ser utilizada na prática clínica, nos diferentes níveis de cuidados, na educação/formação e na investigação. Integrada no QuALiSMental permite a avaliação da literacia em saúde mental sobre a ansiedade em adolescentes em diversos contextos e/ou avaliação da efetividade de intervenções psicoeducacionais nesta área.
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social; doi:10.31211/rpics

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Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 97-98; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.161

Abstract:
[This paper has no First 111 words are shown] Chronic insomnia disorder (CID) is a highly prevalent sleep disorder and a public health problem (Riemann et al., 2017). It is well recognized as a subjective disorder. Subjective because the diagnosis is fundamentally based on the self-report/complaints of the patients and in the clinical assessment of the sleep expert through a systematic clinical interview – which is the standard method (gold standard) for establishing a diagnosis of CID (Marques et al., 2018). On the contrary, the diagnosis of other sleep disorders demands the so-called objective measures such as polysomnography (PSG) (Riemann et al., 2017). We cannot forget that being CID a subjective disorder, it is important to be exhaustive in clinical assessment.
Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, Volume 6, pp 81-96; doi:10.31211/rpics.2020.6.1.172

Abstract:
Objetivo: Esta investigação tem como objetivo trazer uma reflexão sobre as várias expressões da(s) velhice(s), associadas à participação ativa das pessoas idosas em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e no seu projeto de vida. Método: A amostra envolveu 12 pessoas idosas e cinco assistentes sociais que residiam e exerciam a prática profissional em ERPI, respetivamente. O protocolo foi composto por questionário sociodemográfico e entrevistas em profundidade (semiestruturada), prosseguindo uma abordagem qualitativa (análise de conteúdo). Resultados: A amostra de pessoas idosas constitui-se maioritariamente por “idosos muito idosos” (> 85 anos). A participação nos processos decisórios em ERPI tenderam a inclinar-se para a renúncia voluntária das pessoas idosas em contribuir para as decisões alocadas às dinâmicas/estratégias institucionais. Na posição adotada pelas ERPI, ainda que estas assumam um padrão diretivo associado ao cuidado, começam a surgir disposições que apresentam um carácter mais inovador (e.g., comissões de idosos, biblioterapia, tertúlias), convergindo com as abordagens atuais do envelhecimento ativo, em que as pessoas idosas são reconhecidas como um coletivo heterogéneo. Este facto encontra paralelo com a expressão da satisfação dos seniores, advinda da oportunidade que lhes é dada de exercerem quotidianamente a sua cidadania. Conclusões: O cuidado institucional tende a privilegiar uma abordagem holística no entendimento da(s) velhice(s). Estas alterações, ainda que assumam um ritmo lento e monótono, fazem emergir abordagens operativas capazes de privilegiar o capital de conhecimento e sabedoria das pessoas idosas implicando-as ativamente nos processos decisórios em contextos residenciais coletivos, associadas aos movimentos contemporâneos do envelhecimento ativo.
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