Revista de Saúde Pública

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ISSN / EISSN : 0034-8910 / 0034-8910
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Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 56-56; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002838

Abstract:
OBJETIVO Avaliar a cultura de segurança na percepção dos profissionais que trabalham nos hospitais públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal, Brasil, três anos após a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). MÉTODOS estudo transversal analítico realizado em onze hospitais públicos por meio do Safety Attitudes Questionnaire em formato eletrônico. A amostragem estratificada foi calculada, obedecendo à proporção do total de profissionais em cada hospital, assim como a representatividade de cada grupo profissional. Os resultados do escore total e dos domínios iguais ou maiores que 75 foram considerados positivos. Realizadas análises descritivas e inferenciais dos grupos profissionais e dos hospitais. RESULTADOS Participaram 909 profissionais. O escore total por grupo profissional foi negativo (62,5 a 69,5) e por domínio diferiram estatisticamente entre si em todos. Os onze hospitais tiveram escore total negativo (61,5 a 68,6). Os domínios com desempenho positivo foram satisfação no trabalho, percepção do estresse e clima de trabalho em equipe. Os resultados mais baixos foram condições de trabalho e percepção da gerência, e nenhum dos hospitais obteve média superior à 75 nesses domínios. Também foram encontradas diferenças nas médias dos domínios entre os hospitais, exceto em percepção da gerência. DISCUSSÃO Após três anos de implantação no PNSP, a cultura de segurança nos onze hospitais avaliados se mostrou fragilizada, embora os domínios satisfação no trabalho, percepção do estresse e clima de trabalho em equipe tiveram resultados positivos. Os resultados podem contribuir para a tomada de decisão dos gestores, pois a cultura de segurança é um elemento essencial na implementação da política de segurança do paciente.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 39-39; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002397

Abstract:
OBJETIVO Avaliar duas evidências de validade da escala de qualidade da dieta (ESQUADA) para seleção dos itens com melhor discriminação da qualidade da dieta dos brasileiros e propor uma descrição em níveis de escore. MÉTODOS Adolescentes e adultos brasileiros e residentes no país (n = 2.059), responderam a um questionário on-line com 52 itens, compartilhado em redes sociais e listas de correio eletrônico entre março e abril de 2018. Foram aplicados testes estatísticos para análise de evidências de validade e confiabilidade do instrumento. A análise fatorial foi aplicada para estudo da dimensionalidade dos itens do questionário. A teoria de resposta ao item foi aplicada para identificar a discriminação e localização dos itens no continuum , construir a escala e avaliar o comportamento diferencial dos itens quanto ao sexo e idade. RESULTADOS Dentre os 52 itens do questionário, 25 apresentaram maior precisão de medida, com ajuste e confiabilidade adequados. O item sobre o costume de comer alimentos ultraprocessados em casa apresentou a melhor discriminação da qualidade da dieta. Nenhum item apresentou comportamento diferencial quanto a sexo e idade. Na construção da ESQUADA foram identificados cinco níveis de qualidade da dieta: “muito ruim”, “ruim”, “boa”, “muito boa” e “excelente”. Observou-se que enquanto cereais matinais e/ou barrinhas de cereais são consumidos com maior frequência por indivíduos com qualidade da dieta “muito ruim”; castanhas e/ou nozes são consumidos mais frequentemente por aqueles indivíduos com qualidade da dieta “excelente”. CONCLUSÕES A ESQUADA é composta por 25 itens precisos e sem comportamento diferencial para avaliar a qualidade da dieta dos brasileiros. A construção da ESQUADA possibilitou reconhecer consumo e práticas alimentares característicos de cada nível de qualidade da dieta.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 51-51; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002473

Abstract:
OBJETIVO Desenvolver um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) quantitativo para adultos da região Nordeste do Brasil, com o fim de identificar a frequência de consumo de alimentos considerados de proteção e risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), agrupando os itens alimentares por nível de processamento. MÉTODOS Para desenvolver o QFA foram utilizados dados de 7.516 adultos do Nordeste do Brasil, extraídos da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008–2009. As listas de alimentos foram elaboradas segundo a metodologia da contribuição relativa do item, nas quais foram identificados os itens alimentares com maior contribuição relativa para macronutrientes, fibra, gordura saturada, gordura trans, sódio e potássio. Tais listas foram compostas de todos os alimentos cujo somatório de contribuição foi de até 90%. Na estrutura final do QFA, os itens alimentares foram organizados de modo a respeitar a imagem mental das refeições. RESULTADOS O QFA resultou em 83 itens alimentares, distribuídos em minimamente processados, processados e ultraprocessados. O ano anterior foi escolhido como tempo para estimar o consumo dos alimentos, e as opções de frequência variaram de “nunca” até “10 vezes”. O instrumento inclui orientações para preenchimento e colhe dados sobre o tamanho das porções (pequena, média, grande e extragrande), bem como informações complementares sobre as preparações culinárias. Registrou-se um percentual elevado de pessoas com excesso de peso (44,1%). CONCLUSÃO O estudo culminou em um QFA para identificar a frequência de consumo de alimentos considerados de proteção e risco para DCNT. O instrumento pode subsidiar estudos epidemiológicos que avaliem desfechos relacionados à dieta de adultos considerando o nível de processamento de alimentos, em consonância com o Guia alimentar para a população brasileira .
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 53-53; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002350

Abstract:
OBJECTIVE To evaluate the association between dietary patterns, stunting, and overweight among Mexican preschoolers. METHODS This study was conducted with anthropometric (weight, height/length), sociodemographic (age, gender, education level of household head, socioeconomic status, country region and area, ethnicity, and beneficiary of social programs), and dietary data (Semiquantitative-food frequency questionnaire) on children aged from 1 to 4 years collected from the Mexican National Health and Nutrition Survey-2012. Dietary patterns were derived by principal components analysis. The association between dietary patterns, stunting, and overweight was assessed by prevalence ratios (PR), estimated by Poisson regression. RESULTS In total, 1,112 preschoolers (mean age 3.06 years, SD = 1.08 years; 48.8% females) were included in the study; 11.9% of whom presented stunting, and 6.7% overweight. We identified four dietary patterns: Fruits and Vegetables [F&V], Western [W], Traditional [T], and Milk and Liquids [M&L]. Considering the lowest tertile of each dietary pattern as reference, the prevalence of stunting was 2.04 times higher [95%CI: 1.17–3.56] among children in the highest tertile of the “F&V” pattern. The prevalence of stunting was lower among children in the highest tertile of the “W” pattern [PR = 0.48; 95%CI: 0.27–0.85]. Overweight was negatively associated with the “F&V” dietary pattern [PR = 0.37; 95%CI: 0.16–0.85 for its highest tertile], and children whose consumption was mostly equivalent to the “T” pattern showed higher prevalence of stunting [PR = 1.74; 95%CI: 1.01–3.00]. CONCLUSIONS The prevalence of stunting and overweight in a nationwide sample of Mexican preschoolers was associated with dietary patterns.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 49-49; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002999

Abstract:
OBJECTIVES To explore the experiences of irregular (undocumented) Venezuelan migrants in accessing prenatal health services in Colombia and to examine the economic, social, and cultural resources mobilized by them to gain access to care. METHODS Data was retrieved from the qualitative component of a multi-method research conducted with pregnant immigrants in Barranquilla, Colombia, between 2018 and 2019, and triangulated with a review of regulations established by the Ministry of Health and Social Protection. RESULTS Having limited economic capital, participants use social capital from personal networks and migrant organizations. They obtain cultural health capital in the form of information on the health system and use their cultural competencies to interact with this system. CONCLUSIONS Migrants exert their agency through the use of capitals, although with certain constraints. Policies aimed at this social group should consider the strengths of migrants.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 52-52; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055003666

Abstract:
OBJETIVO Descrever os gastos decorrentes das internações para tratamento clínico de usuários diagnosticados com Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) entre fevereiro e dezembro de 2020. MÉTODOS Estudo descritivo, elaborado a partir de dados do Sistema de Informações Hospitalares sobre gastos governamentais com internações hospitalares para tratamento clínico de usuários diagnosticados com Covid-19 e das causas incluídas nos capítulos do CID-10. Obteve-se o número de internações, tempo médio de permanência, taxa de letalidade e os gastos totais considerando serviços hospitalares, serviços profissionais e gasto médio por internação. RESULTADOS No período avaliado, ocorreram 462.149 internações hospitalares no SUS, sendo 4,9% delas para tratamento de usuários com coronavírus. O gasto total foi superior a 2,2 bilhões de reais, sendo 85% destinados a serviços hospitalares e 15% a serviços profissionais. Os gastos para o tratamento da covid-19 se distribuíram de forma distinta entre as regiões do país. A região Sudeste teve o maior número de internações, maior valor total gasto, maior média de permanência em dias e maior taxa de letalidade, enquanto a região Sul registrou maior porcentagem de gastos com hospitais sem fins lucrativos (58%) e hospitais empresariais (15%). CONCLUSÕES As internações para tratamento clínico da infecção pelo coronavírus foram mais onerosas se comparadas às internações para tratamento de insuficiências respiratórias agudas e pneumonias ou influenza. Os resultados demonstraram as disparidades frente aos gastos de internação para procedimentos similares entre as regiões do país, evidenciando a vulnerabilidade e a necessidade de estratégias para diminuir as diferenças no acesso, uso e distribuição de recursos do SUS, garantindo equanimidade, e considerando as injustas desigualdades entre as regiões do país.
, , Luana P. Marmitt
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 50-50; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055003128

Abstract:
OBJETIVO Descrever a evolução da assistência à gestação e ao parto entre puérperas residentes no município de Rio Grande (RS) utilizando dados de inquéritos realizados a cada três anos, entre 2007 e 2019. MÉTODOS Em até 48 horas após o parto foi aplicado questionário único, padronizado, a todas as mães que tiveram filhos nos hospitais locais e cumpriram os critérios de inclusão. Foram investigadas características demográficas e reprodutivas, hábitos de vida, nível socioeconômico da família e cuidados recebidos durante a gestação e o parto. Na análise, utilizou-se o teste qui-quadrado de tendência linear para avaliar a distribuição dos indicadores por inquérito. RESULTADOS Ao todo, 12.645 parturientes foram entrevistadas (98% do total de mulheres aptas a participar da pesquisa). No período avaliado, a proporção de partos caiu 35% entre adolescentes e aumentou 25% entre mulheres com 35 anos ou mais. As mães ganharam, em média, dois anos de escolaridade, e suas famílias tiveram importante melhora econômica, seguida, porém, de perda de renda no último inquérito. O tabagismo materno, antes e durante a gravidez, caiu à metade. Houve aumento na taxa de mães que iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre, e aumentou também o número de consultas e de testes laboratoriais. Quase 60% das consultas de pré-natal e 80% dos partos ocorreram no Sistema Único de Saúde. Em 2019, o parto vaginal voltou a ser o mais comum. As taxas de baixo peso ao nascer (9%) e prematuridade (17%) praticamente não se modificaram. CONCLUSÕES Houve mudança importante no perfil reprodutivo e aumento da cobertura de diversos serviços de assistência pré-natal e parto. As crianças seguem nascendo bem, mas o baixo peso ao nascer e a prematuridade continuam endêmicos.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 40-40; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002813

Abstract:
Embora fundamental para a pesquisa epidemiológica, o desenvolvimento e a adaptação transcultural de instrumentos de aferição têm recebido menos destaque nas discussões metodológicas que permeiam o campo. Em paralelo, a qualidade das mensurações realizadas em muitos estudos epidemiológicos está frequentemente aquém do desejado para a construção de conhecimento sólido sobre o processo saúde-doença. A escassez de sistematizações sobre o que, para que e como aferir na área provavelmente contribui para esse cenário. Nesta revisão, propomos um modelo processual composto por uma sequência de etapas voltadas à mensuração de construtos em níveis aceitáveis de validade, confiabilidade e, por extensão, comparabilidade. Subjaz à proposta a ideia de que não apenas alguns, mas diversos estudos concatenados entre si e sucessivamente mais aprofundados devem ser conduzidos para obter aferições adequadas. A implementação do modelo poderá contribuir para alargar o interesse sobre instrumentos de aferição e, especialmente, para enfrentar os problemas investigados em epidemiologia.
Revista de Saúde Pública, Volume 55, pp 47-47; https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055002833

Abstract:
OBJETIVO: Descrever a magnitude do consumo de alimentos ultraprocessados na população adulta (≥ 18 anos) das capitais das 27 unidades federativas do Brasil e sua associação com variáveis sociodemográficas. MÉTODOS: Os dados utilizados neste estudo provêm dos participantes (n = 52.443) da onda 2019 do inquérito anual do “Sistema nacional de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico” (Vigitel). O consumo de alimentos ultraprocessados foi descrito com base em escore correspondente à somatória de respostas positivas para questões sobre o consumo no dia anterior de treze subgrupos de alimentos ultraprocessados frequentemente consumidos no Brasil. Modelos de regressão de Poisson foram utilizados para descrever as associações bruta e ajustada do alto consumo de alimentos ultraprocessados (escores ≥ 5) com sexo, faixa etária e nível de escolaridade. RESULTADOS: A frequência de alto consumo de alimentos ultraprocessados foi 18,2% (IC95% 17,4–19,0). Com ou sem o ajuste para as demais variáveis sociodemográficas, essa frequência foi significativamente menor no sexo feminino e diminuiu linearmente com a idade. Na análise bruta, evidenciou-se aumento na frequência de alto consumo do nível inferior para o nível intermediário de escolaridade e diminuição desse consumo do nível intermediário para o superior. Na análise ajustada por sexo e idade, a frequência de alto consumo de alimentos ultraprocessados foi significativamente menor no nível superior de escolaridade (12 ou mais anos de estudo), não havendo diferenças entre os demais níveis. CONCLUSÃO: Alimentos ultraprocessados são consumidos com alta frequência na população brasileira adulta das 27 capitais da federação. Pertencer ao sexo masculino, ser mais jovem e ter escolaridade inferior à universitária são condições que aumentam, de forma independente, o consumo desses alimentos.
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