Distúrbios da Comunicação

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ISSN / EISSN : 0102-762X / 2176-2724
Published by: Revista de Cultura Teologica (10.23925)
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Paula Tavares Marchetti, Luísa Machado Dalcin, Sheila Andreoli Balen, Carolina Lisbôa Mezzomo
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 545-556; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p545-556

Abstract:
Introdução: O treinamento auditivo é um método de intervenção utilizado para aprimorar o desempenho das habilidades auditivas alteradas, de modo que, pode promover melhora no processamento da informação sonora. Objetivo: Verificar a eficácia da estimulação do processamento auditivo central na reabilitação dos transtornos fonológicos. Método: Foi realizado um estudo de caso de seis crianças com idades entre 6:00 e 7:11 de idade, com diagnóstico de transtorno fonológico. Todas as crianças passaram por avaliação fonoaudiológica, com avaliação específica da fonologia por meio da Avaliação Fonológica da Criança (Yavas, Hernandorena e Lamprecht, 2002) e pela avaliação das habilidades de processamento temporal por meio dos testes de ordenação e resolução temporal, pré e pós terapia. Todos os sujeitos passaram por 25 sessões de terapia, sendo que três sujeitos foram submetidos à terapia puramente fonológica (grupo de estudo 1 - GE1), e as outras três crianças receberam terapia fonológica associada ao treinamento auditivo computadorizado (grupo de estudo 2 - GE2), com o software Escuta Ativa. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa quando comparados os resultados do desempenho em tarefas concernentes a percepção do sistema fonológico e do processamento temporal nos mesmos testes (conjunto de tarefas com habilidades auditivas) aplicados pré e pós terapia do GE1 com o GE2. Contudo, houve melhora no desempenho dos testes de processamento temporal em GE2. Conclusão: A terapia fonológica combinada ao treinamento auditivo computadorizado em crianças com transtorno fonológico não evidenciou diferença estatisticamente diferente, porém demonstrou influenciar no aumento do desempenho dos testes de processamento temporal destas crianças quando comparado ao uso isolado da terapia fonológica.
Ana Regina Graner Falcão, Luiz Augusto De Paula Souza
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 526-536; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p526-536

Abstract:
Introdução: As variações linguísticas não correspondem a distúrbios de comunicação, entretanto a sua valoração, constitui fonte de preconceito linguístico e discriminação social, chegando a processos de “patologização”. Falantes de variações linguísticas não prestigiadas, supondo algum distúrbio, procuraram o serviço de saúde com queixa de sofrer discriminação por preconceito linguístico. Experimentavam sensação de inferioridade, retraimento social, até rebaixamento da autoestima; levando a crises de ansiedade ou a episódios depressivos. Objetivo: Analisar as repercussões das variações linguísticas em um grupo de sujeitos, estabelecer indicações à reflexão sobre essa problemática no campo da saúde, especialmente no manejo dessas repercussões no âmbito da clínica fonoaudiológica. Método: Estudo de natureza descritiva, caracterizado, em seu desenho, como estudo de caso. Utilizou-se a metodologia do Grupo de Discussão, que consiste em favorecer e promover a construção de discurso grupal; sendo este o objeto da pesquisa. Resultados e Discussão: As variações linguísticas são constituídas em função de origem, extração sociocultural e condição socioeconômica e foram percebidas como variável significativa da discriminação e exclusão social. As categorias analíticas depreendidas do discurso grupal: preconceito e bullying; comunidade de fala e exclusão social; expectativas frente à norma prestigiada. O trabalho fonoaudiológico deverá: - reconhecer e valorizar o sofrimento das vítimas; - promover o trânsito pelas variações linguísticas, entender nuances fonético-fonológicas, sintáticas, semânticas e prosódicas, avaliando os usos e contextos sociais dos gêneros discursivos orais. Conclusão: Indicar à Fonoaudiologia para acolher e atender as vítimas de preconceito linguístico, no âmbito da ação clínica de prevenção de agravos e de promoção da saúde.
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 481-489; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p481-489

Abstract:
Introdução: A população brasileira vem mantendo tendência de envelhecimento, resultando em alterações nos aspectos físicos e cognitivos do indivíduo. Algumas dessas alterações podem diminuir a perda da oralidade e levar a dificuldade de interação do indivíduo com o coletivo. Objetivo: Buscamos identificar de que maneira a Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) vem sendo relacionada com o público idoso em produções científicas e como objetivo específico, buscou-se relações entre o uso de recursos de CSA e as atividades de vida diária (AVD) nesta população. Método: O levantamento de artigos foi realizado em quatro bases de dados (Scielo, BDTD, BIREME e PubMed). Foram incluídos somente estudos que apresentavam intervenções com o uso de CSA que envolvessem a população idosa e as AVD. A qualidade metodológica das investigações foi avaliada por meio do check-list PRISMA, sendo registrado no PROSPERO-International Prospective Register of Systematic Reviews e para análise dos dados, foi utilizado o software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRaMuTeQ®). Resultados: Ao final das buscas foram obtidos um total de três artigos para compor o corpus de análise da revisão e todos foram avaliados com alta qualidade metodológica. As intervenções utilizadas nos estudos foram: confecções de álbuns e pranchas de CSA e livros de memória. Conclusão: Ao final da revisão ficou evidenciado que a CSA teve um impacto significativo para diferentes sujeitos, com diferentes intervenções que compuseram os estudos aqui apresentados.
Ivana Maria Barboza dos Santos,
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 473-480; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p473-480

Abstract:
Introdução: A pandemia de COVID-19 implicou novas demandas de saúde e, junto a elas, a necessidade de adaptação do fonoaudiólogo ao novo contexto. A discussão e compartilhamento de experiências na assistência fonoaudiológica é de extrema importância para fortalecer práticas com resultados satisfatórios e construir caminhos para aperfeiçoar a prestação de serviços de saúde. A escassez de estudos sobre o tema na Atenção Primária sinaliza a necessidade de estimular essa discussão. Objetivo: Descrever ações de cuidado em saúde desenvolvidas na atenção primária por uma fonoaudióloga residente de um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, durante a pandemia de COVID-19. Método: Foram realizados teleatendimentos, atividades de educação em saúde para prevenção da COVID-19 e orientações sobre aspectos fonoaudiológicos. Resultados: As atividades desenvolvidas favoreceram o empoderamento e a corresponsabilização dos profissionais e usuários envolvidos, além de contribuir para a reafirmação da parceria na luta contra a COVID-19. Conclusão: A experiência descrita reforça a importância da atuação fonoaudiológica no enfrentamento à COVID-19 na atenção primária à saúde, dentro da perspectiva multiprofissional de integralidade e longitudinalidade do cuidado.
Flávia Rodrigues dos Santos, Lígia Tessari Prado, Natália Barreto Frederigue-Lopes, Eliane Maria Carrit Delgado-Pinheiro
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 437-446; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p437-446

Abstract:
Introdução: O aluno com perda auditiva que utiliza a comunicação oral pode necessitar de diferentes adequações na escola e condutas adequadas são fundamentais para o seu desenvolvimento. Visto que o professor é importante nesse processo e sua formação não o capacita para atuar com esses alunos, torna-se relevante a parceria entre as áreas da Saúde e Educação. Objetivo: Verificar a percepção e a atuação dos professores sobre o seu aluno com perda auditiva, usuário de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e/ou implante coclear (IC), que utiliza comunicação oral. Método: Participaram 42 professores que atuavam com alunos com perda auditiva em escolas públicas do município de Marília. Os dados foram obtidos por meio do questionário de acompanhamento mensal e de reuniões com a equipe escolar. As respostas foram categorizadas e analisada a frequência de ocorrência. Foi aplicado o Teste de Igualdade de Duas Proporções, admitindo-se como significância (p<0,05). Resultados: Observou-se que o questionário de acompanhamento mensal permitiu o registro das informações de forma detalhada, em relação às reuniões, com frequência de ocorrência estatisticamente significante para as categorias “Acadêmica” (p=0,024), “Comunicação” (p<0,001) e “Participação em sala” (p=0,034). Os professores apresentaram relatos com frequência de ocorrência variável, para cada categoria. Conclusão: Os achados deste estudo em relação à percepção e à atuação dos professores demonstraram respostas aos aspectos com frequência de ocorrência substancialmente diferentes, as quais não conotam uma atuação focada nas necessidades do aluno com perda auditiva que utiliza comunicação oral, no ambiente escolar.
Marcela Bastos Galvão, Silvia Nápole Fichino, Doris Ruthy Lewis
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 416-427; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p416-427

Abstract:
Introdução: É imprescindível o diagnóstico audiológico até o terceiro mês de vida para que se possa iniciar uma intervenção precoce, permitindo que a criança desenvolva adequadamente a fala e a linguagem. Porém este processo enfrenta diversas barreiras que dificultam sua conclusão. Objetivo: Analisar o processo do diagnóstico audiológico em bebês que falharam na triagem auditiva neonatal, descrevendo a idade na realização da triagem e do diagnóstico, os motivos das evasões e faltas durante o processo, motivos para demora na finalização do diagnóstico, e os resultados audiológicos daqueles que finalizaram este processo. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo, observacional, realizado em um Centro de Referência em Saúde Auditiva. Foram analisados os prontuários de 68 crianças que falharam na TAN, nas maternidades da Prefeitura Municipal de São Paulo, e encaminhadas para o Centro de Referência, no período de janeiro a junho de 2019. Os dados foram analisados com base nos critérios de qualidade estabelecidos por comitês nacionais e internacionais. Resultados: O serviço teve adesão abaixo do esperado no diagnóstico audiológico (76,5%) e o contato com os que evadiram, via telefone, não foi eficiente (75%). O indicador de risco com maior ocorrência foi a permanência na UTI por mais de cinco dias (25%). Das crianças que permaneceram no processo, metade concluiu o diagnóstico, o restante não tinha encerrado (42,2%) ou evadiu do mesmo (7,7%). A maioria das crianças que finalizaram o diagnóstico, apresentavam alguma perda auditiva (65,4%). Conclusão: O critério de qualidade não foi alcançado no comparecimento ao diagnóstico, sendo abaixo dos 90% recomendáveis. Novas estratégias necessitam ser tomadas, diminuindo a evasão no diagnóstico audiológico, dentre elas, outras formas de contato com as famílias e a integração entre atenção básica e os serviços de referência em Saúde Auditiva.
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 537-544; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p537-544

Abstract:
Introdução: Lactentes nascidos com baixo peso ao nascer em relação a sua idade gestacional são mais propensos à morbimortalidade neonatal e infantil. O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) é uma ferramenta útil para averiguar a atividade neuroelétrica da via auditiva do tronco encefálico. Objetivo: Investigar o efeito do peso e da idade gestacional na via auditiva do tronco encefálico em lactentes. Métodos: Estudo transversal, realizado em um hospital público, no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, composto por lactentes nascidos pequenos para idade gestacional (PIG), como grupo estudo e lactentes adequados para idade gestacional (AIG), como grupo comparação. Ambos foram semelhantes com relação à idade gestacional, indicadores de risco para deficiência auditiva e idade no momento da avaliação audiológica. Todos foram submetidos aos exames de emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente e PEATE. Resultados: Participaram 172 lactentes com idade média de 1,3 meses para os nascidos PIG e de 1,5 meses para os AIG. Na avaliação por meio do PEATE, houve aumento significativo apenas para os valores das latências absolutas, entretanto, os valores das medianas tanto das latências absolutas como das latências interpicos foram semelhantes entre os grupos. Conclusão: O efeito do peso ao nascimento e da idade gestacional, em lactentes nascidos com peso inferior ao percentil 10, não demonstrou comprometimento da via auditiva no primeiro mês de vida.
, , Trixy Cristina Niemeyer Vilela Alves
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 500-512; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p500-512

Abstract:
Introdução: Os fonoaudiólogos recém-formados podem estar passando por um momento único para sua atuação por causa da pandemia de COVID-19. Além do aprendizado da graduação, há as Resoluções do Conselho Federal de Fonoaudiologia, que têm alertado e auxiliado os profissionais nessa prática. Objetivos: verificar como fonoaudiólogos recém-formados atuam durante a pandemia de COVID-19, quais os desafios da graduação que podem refletir nessa atuação e conhecimentos sobre Resoluções do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Métodos: estudo observacional e transversal. Aplicou-se um questionário em graduados em Fonoaudiologia dos últimos 24 meses por uma instituição do Espírito Santo, apresentando os dados de forma descritiva. Resultados: entrevistou-se 32 fonoaudiólogos, 93,7% mulheres, média de 25 anos. Destes, 81,2% exerciam a profissão durante a pandemia, a maioria de maneira presencial, porém, houve redução do salário para ⅓. Em média 40% alegaram que a graduação ajudou na preparação para o atendimento de casos COVID-19, mas apenas 28% para telefonoaudiologia. A Resolução do CFFa mais citada foi sobre a telefonoaudiologia, por 81%. A atuação fonoaudiológica em casos de COVID-19 foi classificada por 75% como “Desafiadora”. Conclusão: a maioria dos fonoaudiólogos exerciam a profissão presencialmente, mas houve desemprego e redução do salário pela pandemia. Conheciam as Resoluções do CFFa, com destaque para a Resolução n. 580. Não houve consenso quanto à contribuição da graduação no atendimento desses casos, com desafios quanto a telefonoaudiologia e a urgência/emergência, que têm sido enfrentados pelos egressos, podendo impactar negativamente na vida profissional.
Ariane Damasceno Pellicani, Alice Fontes Ramos, Francisco Flavio Santos, Rodrigo Dornelas, Aline Ferreira de Brito-Mota
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 428-436; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p428-436

Abstract:
Introdução: A fadiga vocal é um conjunto de sintomas vocais manifestados após o uso prolongado e/ou intenso da voz, algo amplamente observado em professores. Objetivo: descrever e comparar os parâmetros acústicos e de autopercepção dos sinais e sintomas da fadiga vocal antes e após a exposição vocal pelo professor no ambiente ocupacional. Método: 30 mulheres, com média de idade de 40,37 anos, professoras do ensino público que foram submetidas à extração dos parâmetros acústicos e autoavaliação da intensidade dos sintomas da fadiga vocal antes e depois do uso vocal em sala de aula. Foi utilizado o programa Advanced Mult-Dimensional Voice Programm (MDVP-Adv) na análise acústica. Resultados: apenas a medida de ruído (SPI) demostrou-se significante (p=0.02) nos parâmetros acústicos. Os sintomas de rouquidão, falhas na voz, ardência/ queimação na garganta, cansaço para manter a fala apresentaram aumento após o uso da voz ocupacional. Conclusão: houve diminuição da taxa de soprosidade (SPI) e aumento de alguns sintomas da fadiga vocal após o uso prolongado da voz no ambiente ocupacional por professoras.
Amanda Gabriela de Oliveira, Eliana Maria Gradim Fabbron
Distúrbios da Comunicação, Volume 33, pp 571-582; https://doi.org/10.23925/2176-2724.2021v33i3p571-582

Abstract:
Introdução: O ambiente virtual é um grande difusor do conhecimento e pode ser um aliado na complementação da terapia fonoaudiológica, como, por exemplo, na educação em saúde vocal. Diante das adversidades contemporâneas associadas à regulamentação da telefonoaudiologia, a disponibilização de materiais de apoio para a terapia fonoaudiológica, virtual ou híbrida, tornou-se urgente. Portanto, este estudo teve por objetivo apresentar o processo de elaboração de um curso sobre saúde vocal infantil, em um ambiente virtual de aprendizagem, para pais de crianças com queixas vocais. Descrição: O curso foi elaborado na Plataforma Moodle e contou com a parceria de um programador e analista de sistemas. O conteúdo foi desenvolvido com base na literatura sobre o tema e organizado em cinco módulos, com fóruns, estratégias de gamificação, vídeos, videoaulas, textos, figuras e questionários, com carga horária de oito horas. A proposta do curso foi avaliada em três etapas, por quatro juízes especialistas e dois leigos, considerando os parâmetros: design; organização; conteúdo; abordagem e tempo para realização. De acordo com a avaliação geral dos juízes, o curso apresentou design atrativo para o leitor, organizado e de fácil entendimento; conteúdo adequado para o público-alvo; instruções de fácil compreensão, suficientes e organizadas; tempo suficiente e ideal para a realização do curso. Considerações Finais: O processo de elaboração de um curso exige etapas importantes de levantamento de literatura e de avaliação. Esta proposta de curso virtual para pais de crianças com queixas ou distúrbios vocais foi avaliada positivamente.
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