Caderno de Geografia

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ISSN / EISSN : 0103-8427 / 2318-2962
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Felipe Fernandes Ladislau, Jaqueline Da Consolação Silva, Ana Paula Minelli Moreira, Gabriel Luca Nascimento,
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 667-667; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p667

Abstract:
Queimadas são uma ameaça a conservação dos ecossistemas em especial em Unidades de Conservação, territórios de grande valor considerando seus atributos físicos e bióticos, podendo resultar em impactos significativos e duradouros tanto do ponto de vista ecológico, como social e econômico. O objetivo deste trabalho foi realizar um mapeamento de áreas susceptíveis a risco de incêndio na APA Sul RMBH com uso de técnicas de geoprocessamento. Foi utilizada a análise multicritérios pelo modelo de Análise Hierárquica de Processos (AHP) considerando dados secundários referentes às características fisiográficas e socioeconômicas da área de estudo. O mapa resultante, com as áreas de maior risco a ocorrência de incêndios, indicou predominância de risco médio ao longo da APA Sul, sendo que as áreas de alto risco concentraram-se em locais com as menores cotas altimétricas do recorte, declividades mais planas, em locais de pastagem e mosaicos de agricultura, regimes de precipitação e temperatura intermediários, enquanto que as áreas menos propícias a incêndios localizaram-se em locais de afloramento rochoso, elevada altimetria, declividade montanhosa a escarpada e afastadas das principais localidades e rodo-ferrovias. Acredita-se que o uso de geotecnologias para esse fim possa subsidiar no planejamento e gestão desta importante unidade de conservação.
Eugênia Dória Viana Cerqueira
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 702-702; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p702

Abstract:
Nas últimas duas décadas, enfatiza-se que as periferias metropolitanas têm testemunhado uma inflexão do processo tradicional de expansão urbana, com o surgimento de estruturas policêntricas e multifuncionais, que suscitam uma reestruturação das práticas de mobilidade. Este artigo tem como objetivo compreender as desigualdades de mobilidade nas periferias da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Brasil), em um contexto de diversificação socioespacial dos espaços em questão. Expõe-se os principais resultados de uma série de entrevistas semiestruturadas, que apontam para uma articulação entre novas práticas de mobilidade, moldadas pela emergência de estruturas pós-suburbanas, e intensas desigualdades, decorrentes do modelo de urbanização centro-periferia.
Renaildo Santos da Conceição, Meirilane Rodrigues Maia
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 647-647; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p647

Abstract:
Esta pesquisa teve como objetivo analisar o processo histórico de ocupação e povoamento da cidade de Jequié-BA. O estudo apresenta significativa importância, haja vista que os resultados elucidam o processo de ocupação, delimitação, transformação e urbanização da cidade. Diante disso, poderá subsidiar possíveis estudos à comunidade local, científica e escolar. Na consecução do trabalho realizaram-se pesquisas de campo e elaboração de mapas, bem como análises das obras de Santos (1957) e Araújo (1997) que subsidiaram os estudos. Os resultados comprovam que a ocupação, povoamento e formação urbana de Jequié, têm em seu arcabouço histórico disputas conflituosas entre os colonizadores e os indígenas na conquista do território e na busca por pedras preciosas. Ainda, verificou-se, que as terras onde se localiza a cidade, estiveram, desde o período colonial numa zona de confluência de muitas estradas, o que facilitou a passagem e parada dos tropeiros e fluxo de muitas pessoas no processo de vendas e trocas de mercadorias. Como as terras jequieenses estão em área de transição entre a zona da mata e a caatinga (onde se encontra a maior parte do município) as áreas próximas dos rios das Contas e Jequiezinho foram atrativos para o processo inicial de ocupação e povoamento. Comprovou-se, ainda, que Jequié, atualmente, se mantém no competitivo ramo econômico baiano nos setores de educação, comércio, serviços e saúde, de forma que atende aos 16 municípios da microrregião Médio Rio das Contas e, indiretamente, sustenta, também, sua importância como cidade de entreposto rodoviário.
Suedio Alves Meira, Edson Vicente da Silva, Marcos Antonio Leite Do Nascimento, Asier Hilario Orús
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 766-766; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p766

Abstract:
Photography is an important instrument in tourism marketing, which aims to encourage consumption and consolidate the image of a tourist destination in consumers’ minds. The elements of geodiversity with aesthetic and cultural values are commonly used as differentiated products in tourism destinations. This article discusses the relation between geodiversity, tourism marketing and the use of photographs in consolidating the image of a destination, focusing on those based in geotourism practices. The case study analyzes photographs from tourism promotion materials of the Basque Coast UNESCO Global Geopark (Spain), seeking to understand the techniques, fieldwork, symbols and narratives present therein. The methodology involves a theoretical discussion, field work and a qualitative description of the photographs with physical attributes. Geological and geomorphological features of Basque Coast are shown in photographs, highlighting a singular geoheritage that sustains environmental and cultural conservation, a principle that every geopark should construct and transmit.
Albertino Monteiro Neto, Lucas Mota Batista, Marina Costa de Sousa, ,
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 823-823; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p823

Abstract:
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHBM) favoreceu o crescimento urbano na região em seu entorno, gerando impactos ambientais de uso e ocupação do solo e microclima. Para melhor compreensão destes impactos, o uso de geotecnologias tem auxiliado no monitoramento de determinadas variáveis ambientais, como a Temperatura de Superfície Terrestre (TST) e índices espectrais, tais como o Normalized difference vegetation index (NDVI) e Normalized Difference Built-up Index (NDBI), adotadas neste estudo. Foram utilizadas imagens dos satélites LANDSAT 5 e LANDSAT 8, referentes aos anos de 2011 e 2020, para aferição da TST, NDVI e NDBI. Os resultados indicaram que após a consolidação do empreendimento, uma área de 96 km² passou a ser alagada e 203 km² de área vegetada foi convertida em ambiente construído. Houve aumento da TST no período analisado, com uma diferença de mais de 8º C entre as máximas, chegando a 34 ºC. Ademais, os valores dos índices espectrais foram submetidos à análise estatística, através de correlação linear de Pearson, em comparação com a variável de temperatura. Estatisticamente observaram-se relações de influência negativa (-0,48) entre as variáveis TST e NDVI, e positiva (0,69) entre TST e NDBI. De modo geral, a construção da UHBM gerou mudanças expressivas no espaço, com significativa alteração do microclima. A perda de parte da área vegetada e conversão em ambiente construído/alagado está relacionada com o aumento da TST.
Sérgio Domiciano Gomes de Souza, Anny Catarina Nobre de Souza, Maria Losângela Martins de Sousa
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 682-682; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p682

Abstract:
A desertificação é um problema ambiental grave que afeta as zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas do planeta Terra. Por essa razão, o trabalho visa analisar como a geologia, os solos e a vegetação indicam a suscetibilidade à desertificação da Sub-bacia Hidrográfica do Rio Figueiredo (SBHRF). Assim, buscou-se conhecer as condições geoambientais da área a partir dos sistemas ambientais; verificar a permoporosidade das rochas presentes na sub-bacia; identificar as principais associações de solos; observar a vulnerabilidade dos sistemas ambientais à erosão, bem como o uso e cobertura do solo. Para tanto, foi utilizado o marco metodológico dos indicadores biofísicos de Abraham e Beekmam (2006) associados aos geobiofísicos de Oliveira (2011) para aplicação na área em estudo. Desse modo, a área se apresenta com suscetibilidade que varia de moderada a alta à desertificação, pela baixa permoporosidade das rochas cristalinas que embasam a área, pela vulnerabilidade à erosão que varia de estabilidade mediana com tendência a vulnerável, bem como o estado atual da cobertura vegetal que se apresenta fortemente degradada.
Lucas de Paula, Angelo Alves Carrara, Francisco Carlos Moreira Gomes, Ricardo Tavares Zaidan
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 738-738; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p738

Abstract:
O Estado brasileiro enfrentou ao longo do século XIX o desafio de ordenar o território no interior das províncias. A forma como se estabeleciam os limites municipais era um problema e o crescimento do número de municípios principalmente a partir da década de 1830 dificultou ainda mais a delimitação da área dos municípios. Junto a essa questão a constituição político-administrativa se apresentava de uma forma muito mais complexa como conhecemos atualmente. Se os municípios atualmente são subdivididos apenas em distritos, anteriormente os poderes políticos, judiciários e eclesiásticos participavam do ordenamento territorial e diferentes categorias se sobrepunham gerando um complexo ordenamento territorial. A cidade de Visconde do Rio Branco, localizada no sudeste de Minas Gerais tem seu processo de formação inserido dentro desse contexto. Quando ainda povoado denominava-se Aldeia do Xopotó dos Coroados, e o município foi criado somente em 1839 após ser desmembrado de Pomba com a denominação de Vila de São João Batista do Presídio. O município do Presídio tem um papel importante na consolidação da territorialidade da porção central da zona da Mata mineira, do seu território originaram-se 49 municípios. Nesse sentido o objetivo dessa pesquisa é realizar um estudo de involução territorial, partindo da atualidade até o ano de criação da Vila de São João Batista do Presídio em 1839. A metodologia adotada fundamentou-se em pesquisas bibliográficas e levantamento de base de dados cartográfica. Os principais resultados obtidos consistem na representação cartográfica do limite territorial de Visconde do Rio Branco para diferentes períodos, a Genealogia a partir da Vila de São João Batista do Presídio e a comparação da divisão política legal com a divisão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessa forma, espera-se que a pesquisa possa contribuir com informações e materiais cartográficos que enriqueçam a geografia-histórica do município de Visconde do Rio Branco e também dos municípios que se desmembraram de seu território original.
Dayana Aparecida Marques De Oliveira Cruz, Mariana Da Silva Ferreira
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 723-723; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p723

Abstract:
Este artigo discute o papel da linguagem cartográfica na formação inicial do docente, destacando limites e possibilidades. O fazer cartográfico mesmo estando ligado historicamente às classes dominantes se apresenta como possibilidade de ler e interpretar o mundo em seus diversos cenários cotidianos. Por meio de pesquisa bibliográfica o estudo corrobora para apresentar caminhos que possibilitem romper os limites impostos à Cartografia e apreendê-la como linguagem cuja contribuição para o ensino de Geografia corrobore para a formação do indivíduo com vistas a uma formação cidadã. Consideramos que os limites na formação do docente em Geografia quanto à linguagem cartográfica são impostos por uma prática que necessita de reflexão. Refletir sobre essa prática pedagógica passa por pensar a educação para a formação cidadã, em como a cartografia se apresenta na formação inicial do docente em Geografia e em metodologias da linguagem cartográfica que contribuam para fazer esse fim.
Úrsula Ruchkys de Azevedo, Nathan Carlo Martins, Eric Oliveira Pereira, Edimar Olegário De Campos Júnior, Matheus Luiz Cortez, Sonia Maria Carvalho Ribeiro
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 788-788; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p788

Abstract:
As epidemias são uma grande preocupação da espécie humana e os patógenos virais representam um perigo sempre presente para a saúde global, com destaque para evento recente da epidemia de COVID-19 causada pelo Coronavírus SARS-CoV-2. O artigo tem como objetivo analisar as taxas de mortalidade da COVID-19 e explorar suas associações com indicadores demográficos e sociais nas nove regiões administrativas do município de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, segundo mais populoso Estado do Brasil. O estudo considera e analisa os padrões espaço-temporais de óbitos por COVID-19 reportados nos boletins epidemiológicos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) considerando o período da Semana Epidemiológica (SE), SE 23/2020 (31 de maio de 2020) até SE 21/2021 (29 de maio de 2021). Os resultados indicam que as regionais administrativas tiveram comportamento diferenciado em relação a COVID-19 e que esse desempenho, associa-se, predominantemente, às características demográficas e de vulnerabilidade social.
, , Pedro Leonardo Cezar Spode, Dayane Oliveira Verneque, João Victor Bergamo de Siqueira, Maurício Vielmo Severo
Caderno de Geografia, Volume 31, pp 801-801; https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31n66p801

Abstract:
A Geografia da Saúde exerce um papel relevante no entendimento das diferentes enfermidades que podem ocorrer em um determinado território. Com essa compreensão, potencializa-se a promoção de estratégias para enfrentar a doença, como também meios para promover a saúde e a qualidade de vida da população. A produção cartográfica e a interpretação desses resultados podem subsidiar a efetivação de ferramentas que auxiliem a saúde e se tornar uma ferramenta muito importante nas discussões da Geografia. Nesse sentido, buscou-se entender a espacialização dos óbitos na cidade de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul (RS), entre 14 de maio de 2020 e 16 de junho de 2021. Para isso, utilizaram-se dados da Vigilância Epidemiológica do município, obtidos pelo projeto “omitido para avaliação”, do Observatório de Informações em Saúde da Universidade omitido para avaliação, com Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE), emitido pelo Conselho Nacional de Saúde (CONEP), sob o número omitido para avaliação. Portanto, conclui-se que a análise dos processos espaciais de distribuição da COVID-19, em escala intraurbana, é fundamental para a compreensão da pandemia, demostrando a importância da Geografia na gestão e planejamento territorial. O trabalho realizado por meio de mapas, análises e notas técnicas, atualmente, torna-se um importante repositório para a compreensão geográfica da doença e para o enfrentamento de outras possíveis infecções que venham afetar a cidade no futuro.
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