Geography Department University of Sao Paulo

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ISSN / EISSN : 0102-4582 / 2236-2878
Former Publisher: Geography Department, University of Sao Paulo (10.7154)
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Carlos De Oliveira Bispo, Fabrizio De Luiz Rosito Listo, Nivaneide Alves De Melo Falcão, Danielle Gomes Da Silva
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 88-101; doi:10.11606/rdg.v39i0.161388

Abstract:
A previsão de escorregamentos é bastante relevante para o planejamento territorial, na medida que indica os locais com maior probabilidade de serem atingidos por estes processos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é avaliar a suscetibilidade a escorregamentos no litoral norte de Maceió, Nordeste do Brasil, por meio do modelo AHP (Analytic Hierarchy Process) em ambiente SIG (Sistemas de Informação Geográfica). Na hierarquização do modelo foram utilizados parâmetros relativos à geologia, à geomorfologia, aos solos, à declividade e à forma da encosta. A análise espacial foi realizada por meio de métodos multicritérios e álgebra de mapas com a ponderação das variáveis via AHP. Para a validação dos resultados, foi utilizado um mapa de inventário com 29 cicatrizes de escorregamentos mapeadas do ano de 2017. Os resultados mostraram que o mapa de suscetibilidade apresentou um predomínio da classe de suscetibilidade média, ou seja, com médio potencial para ocorrência de escorregamentos. Nesse sentido, as classes de suscetibilidade baixa, média e alta, apresentaram, respectivamente, uma frequência de 26%, 64% e 10%. Ao validar os resultados, 69% das cicatrizes de escorregamentos concentraram-se na classe de suscetibilidade alta; 30% na classe de suscetibilidade média e, apenas, 1% na classe de suscetibilidade baixa, indicando sucesso na previsão realizada. Os mapeamentos indicaram que os locais mais suscetíveis a escorregamentos se situam nas áreas de encostas, principalmente quando correlacionadas com a forte influência da declividade e dos padrões côncavos do terreno.
Filipe Daros Idalino, Kátia Kellem Da Rosa, Jefferson Cardia Simões
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 126-137; doi:10.11606/rdg.v39i0.160197

Abstract:
Neste trabalho foram investigadas variações de área nas geleiras no Monte Melimoyu (44ºS, 72ºO) no período de 1970-2017, e as possíveis relações com a variabilidade climática entre 1950 e 2017. Dados ópticos do Sentinel-2A, de elevação do Modelo Digital de Elevação (MDE) ASTER-GDEM v.2, e de área das geleiras do inventário GLIMS foram utilizados na análise em SIG. As séries temporais de precipitação do Explorador Climático - Chile, e dados de reanálise de temperatura da universidade de Delaware foram utilizados para a análise climática. A área das geleiras diminuiu de 80,97 km² em 1970 para 52,14 km² em 2017, representando 35,6% de área, com destaques para a retração de geleiras no Oeste, Sudoeste, Norte e Nordeste, com perdas entre 65% e 44% de área total, e variações de elevação da linha de frente entre 74 m e 570 m. A precipitação anual média aproximada foi de 2.359 mm no período de 1950 a 2017 e mostra tendência de diminuição de aproximadamente -18 mm/ano, enquanto que os dados de temperatura mostram média anual de 9,87°C e uma tendência contínua de aumento na região, de 0,04ºC entre 1948 e 2017. Os contrastes entre as geleiras em perda de área e variação de elevação da linha de frente estão relacionados às diferenças de área e geomorfometria de cada geleira. Essas geleiras são semelhantes em tamanho, altitude e declividade do setor frontal, e as variações identificadas podem estar relacionadas às tendências mais quentes e secas para o período analisado.
Marco Túlio Mendonça Diniz, Sandro Damião Ribeiro Silva, Jucielho Pedro Da Silva, Diógenes Félix Da Silva Costa
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 169-183; doi:10.11606/rdg.v39i0.159807

Abstract:
A Costa Branca é uma porção da Costa Semiárida Brasileira que se estende por 230 km entre os estados do Ceará e o Rio Grande do Norte. Partindo de tal área como o recorte empírico da pesquisa, o objetivo do trabalho foi mapear as unidades de paisagem de sua planície costeira. A área, predominantemente semiárida, é composta por nove unidades de paisagem, que foram mapeadas mediante os aspectos fisionômicos (geofácies) visualizados na escala de 1:50.000, além da realização da subdivisão da Costa Branca em seis subcompartimentos. Para tanto, foram utilizadas técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto, por meio da vetorização de dados cartográficos em imagens de alta resolução, em conjunto com trabalhos de campo, propiciando o apontamento e discussão de potencialidades e fragilidades das unidades de paisagem. Em termos biogeográficos, o clima semiárido influencia na ocorrência, distribuição e formação peculiares da flora encontrada nos diferentes ambientes analisados. Mesmo sob condições de estresse hídrico anual, os ecossistemas aí encontrados ainda provêm uma série de serviços de grande importância para as comunidades tradicionais locais. Estes importantes aspectos devem ser levados em consideração para o gerenciamento costeiro deste trecho litorâneo específico do Brasil.
Rodrigo Vitor Barbosa Sousa, Paulo C. Rocha
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 184-197; doi:10.11606/rdg.v39i0.167032

Abstract:
Esse artigo teve como objetivo espacializar as áreas inundáveis no sítio urbano de Jataizinho – PR, que fica no baixo curso do Rio Tibagi e é considerada uma das cidades mais afetadas pelas inundações desse rio. O mapeamento foi realizado por meio do uso de geotecnologias, como GNSS, estereoscopia digital e geoprocessamento. Os resultados apontam que as inundações estão concentradas em dois grupos principais, quais sejam, grupo A: inundações nas áreas de planície fluvial e na transição destas com áreas de terraço, compreendidas entre as cotas altimétricas 339,346 m e 340,520 m; e grupo B: inundações nas áreas de terraço e na transição destas com algumas colinas, ou seja, entre as cotas altimétricas 340,521 m e 341,59 m. As inundações do Rio Tibagi apresentam período de retorno a partir de 5 anos, já os episódios mais bruscos de inundações denotam período de retorno a partir de 25 anos. Observa-se que, parte significativa das áreas inundáveis é ocupada por habitantes da cidade. Os resultados obtidos mostraram-se satisfatórios, de modo que o mapeamento realizado poderá ser utilizado como ferramenta de apoio ao ordenamento territorial e ambiental da cidade de Jataizinho.
Otávio Cristiano Montanher, Cíntia Minaki
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 138-153; doi:10.11606/rdg.v39i0.164209

Abstract:
Este artigo buscou apresentar uma visão geral sobre a precipitação registrada na Estação Climatológica Principal de Maringá (ECPM), no período de 1980 a 2018. Quatro objetivos delinearam a pesquisa: i) obtenção de estatísticas descritivas; ii) avaliação de tendências de longo prazo; iii) avaliação da distribuição de probabilidade da precipitação diária, e iv) análise dos dias consecutivos com chuvas. Além do padrão geral dos períodos úmido e seco, observou-se máximos locais de precipitação em maio e outubro. As tendências de longo prazo foram avaliadas por meio da análise de regressão linear, não se identificando tendências estatísticas significativas. Entretanto, por meio do teste de médias, verificou-se que os anos mais recentes (2013 a 2018) foram mais chuvosos do que o restante da série (1980 a 2012). A distribuição gama foi a que apresentou o melhor ajuste entre os dados analisados e a distribuição teórica. Observou-se que em maio, setembro e outubro os volumes diários estimados são superiores aos observados no restante do ano. O período com maior número de dias consecutivos de chuva é entre outubro a março. Por outro lado, os maiores volumes por evento acontecem nesses meses e em maio e setembro. Embora tenham acumulados mensais menores do que nos meses de verão, nas estações do outono e da primavera ocorrem chuvas diárias expressivas, cujos extremos são maiores do que no verão. Essa característica relaciona-se à atuação intensificada de sistemas atmosféricos de baixa pressão, principalmente cavados e sistemas frontais precoces ou tardios.
James Rafael Ulisses Dos Santos, Eberval Marchioro
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 72-87; doi:10.11606/rdg.v39i0.160946

Abstract:
O estudo teve como propósito analisar a Fragilidade Ambiental Potencial (FAP) e Emergente (FAE) da bacia hidrográfica do rio Duas Bocas, Espírito Santo, por meio da integração das variáveis: declividade, geomorfologia, solos, uso e cobertura da terra e precipitação de 1970, 2008 e 2012. A metodologia dividiu-se em três etapas: a primeira correspondeu a pesquisas bibliográficas e aquisição de dados vetoriais e matriciais. Na segunda etapa foram realizados levantamentos de campo para o reconhecimento da área e validação dos produtos cartográficos in loco. A terceira etapa ficou a cargo dos trabalhos de gabinete com a elaboração dos produtos cartográficos. Com a análise dos resultados contatou-se que a FAP apresentou as classes alta e muito alta na nas porções central e superior da bacia, com presença de Cambissolos Háplicos e Neossolos Litólicos em relevo fortemente dissecado e declividades acima de 30%. Na porção inferior as classes foram baixa e média com presença de Latossolos Vermelho-Amarelo e Gleissolos, em relevo suave ondulado e plano, com declividade entre 0 a 6% e 6% a 12%. A FAE teve uma atenuação na porção superior, devido ao uso da terra (mata nativa), com classes muito baixa e baixa. Já na porção central a classe foi alta e média (exceção 1970), e na inferior classe baixa e média, tendo pastagem como uso e alguns pontos com classe muito baixa, devida a fragmentos de mata nativa, com alta e média em 1970 na planície fluvial. Contudo, a metodologia utilizada mostrou-se satisfatória quanto à fragilidade ambiental.
José Roberto Silva De Souza, José Raimundo De Oliveira Lima
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 38-47; doi:10.11606/rdg.v39i0.161416

Abstract:
O presente trabalho pretende analisar a situação sócio jurídica das famílias acampadas em uma fazenda pertencente ao Estado da Bahia. A propriedade era utilizada por uma empresa pública conhecida pelo nome de Empresa Baiana de Desenvolvimento Rural – EBDA, como uma estação experimental, para desenvolvimento de assistência técnica, pesquisa e extensão agrícola. Utilizamos para observação o estudo de legislação, bem como, documentos que estão diretamente relacionados com a propriedade. Buscaremos dados na titulação da propriedade, informações na legislação urbana de Feira de Santana e, no plano diretor do município, enriquecendo o texto com elementos importantes da realidade feirense, principalmente no que se refere a localização. Trata-se de uma área de terra onde está localizado um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, essas pessoas reivindicam o assentamento delas sobre a área. Por ser terra pública, transformar a fazenda em assentamento torna-se um desafio complexo, uma vez que os bens públicos se submete a leis mais rígidas. Observaremos a proposta de reforma agrária oferecida pelo MST, que propõe um programa de reforma agrária diverso do implantado pelo Estado brasileiro. Sendo a proposta uma ferramenta de uso coletivo, uma vez que não só o MST seria o único defensor da ideia proposta, mas a sociedade, levantando essa bandeira como objetivo de ver a reforma agrária ser realizada. PALAVRAS-CHAVE: Terra Públicas; Reforma Agrária; Assentamento
Luciane Marcolin, Marcia R. Calegari
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 48-61; doi:10.11606/rdg.v39i0.158400

Abstract:
Os solos fazem parte da paisagem e podem inferir sobre sua evolução. Em áreas de relevos mais estáveis é possível encontrar solos espessos e muito evoluídos pedogeneticamente, pois a natureza e a paisagem local permitiram tal evolução. Os solos guardam registros da sua evolução e através de seus atributos é possível inferir sobre seu atual estágio evolutivo. Com esse intuito foi realizado um estudo pedológico para investigar dois perfis de Latossolos em Marechal Cândido Rondon-Pr. A escolha desta classe de solos é justificada por ser a mais representativa da região e haver grande carência de estudos sobre a caracterização mineralógica e evolutiva desses solos na região oeste do Paraná. Foi estudado um perfil de alteração completo e um perfil de até dois metros de profundidade (seção de controle) visando obter uma primeira aproximação do nível de evolução da cobertura pedológica e os processos pedogenéticos atuantes. Neste trabalho foram realizadas análises químicas, físicas e mineralógicas, onde os resultados confirmam a natureza caulinítica dos Latossolos Vermelhos. A assembleia mineralógica é composta predominantemente por minerais 1:1 (Caulinita), mas também apresenta mineral 2:1 (Vermiculita com hidroxi-entrecamadas). Os resultados indicam que predominou o processo de monossialitização com hidrólise parcial ao longo da pedogênese, em concordância a paisagem local e ambiente de formação sob clima subtropical (muito intemperizado).
Livania Norberta Oliveira, Cláudia Maria Sabóia De Aquino
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 1-13; doi:10.11606/rdg.v39i0.159581

Abstract:
O discurso da resiliência tem aumentado na atualidade quer na esfera acadêmica, política e/ou ambiental. Na ciência geográfica tem sido aplicada tanto no âmbito da Geografia Física como da Geografia Humana. Objetiva-se neste estudo demonstrar como o discurso e a definição da resiliência tem sido aplicado no âmbito da ciência Geográfica, com o propósito de contribuir para pesquisas futuras tanto na Geografia como em áreas a fins. Utilizou-se de pesquisa bibliográfica em website de periódicos internacionais e nacionais para identificar as publicações que aplicaram o conceito da resiliência dentro do contexto da Geografia. Constatou-se que a resiliência no campo da Geografia teve maior índice de publicações a partir de 2010, sobretudo no idioma português, embora existam maior número de publicações da temática em inglês, principalmente no campo da Geografia Humana. Verificou-se ainda, que na Geografia Humana a resiliência é mais debatida no âmbito do espaço rural e urbano, já na Geografia Física a resiliência está associada ao conceito de sustentabilidade, vulnerabilidade e capacidade de suporte de um ecossistema, sendo relevante sua aplicação para a gestão e planejamento ambiental.
Guilherme Silva Pinto, Lucas Emanuel Servidoni, Guilherme Henrique Expedito Lense, Rodrigo Santos Moreira, Ronaldo Luiz Mincato
Geography Department University of Sao Paulo, Volume 39, pp 62-71; doi:10.11606/rdg.v39i0.160233

Abstract:
A erosão hídrica é a principal forma de degradação dos solos tropicais, gerando inúmeros prejuízos ambientais e socioeconômicos. As estimativas das taxas de perdas de solo por erosão hídrica são importantes para avaliar a degradação do solo e para proposição de medidas de manejo conservacionistas. Dentre os diversos modelos, o Método de Erosão Potencial se destaca pela facilidade de aplicação e baixo custo de implementação para estimar as taxas de perdas de solo. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi aplicar o Método da Erosão Potencial para estimar as taxas de perdas de solo por erosão hídrica em uma sub-bacia hidrográfica do sul do Estado de Minas Gerais. A área estudada foi a sub-bacia hidrográfica do Córrego do Pântano II, no Município de Alfenas, sul de Minas Gerais, Sudeste do Brasil. O coeficiente de intensidade de erosão foi de 0,347, que indica o predominio de erosão de fraca intensidade. A perda total de solo foi de 816,48 Mg ano-1, com perda média de 1,31 Mg ha-1 ano-1. Conforme esperado, as áreas sem cobertura vegetal e com relevo íngreme apresentaram as maiores taxas de perda, com cerca de 1,0% da sub-bacia com perdas acima do limite de Tolerância de Perda de Solo. O Método de Erosão Potencial pode ser utilizado nas condições edafoclimáticas tropicais para apontar as áreas com maior ocorrência de erosão hídrica, sendo uma alternativa eficaz, simples e de baixo custo para identificar áreas prioritárias na proposição de ações para mitigação dos impactos ambientais associados ao fenômeno.
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