GEOUSP: Espaço e Tempo (Online)

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ISSN / EISSN : 1414-7416 / 2179-0892
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Lisandra Pereira Lamoso
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 175-180; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.173005

Abstract:
Editorial da Profa. Lisandra Pereira Lamoso a convite do editor da Geousp
Sergio Aparecido Nabarro
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 407-409; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.166512

Abstract:
Resenha do texto de Élisée Reclus "Operário, tome a máquina! Tome a terra, camponês!"
Felipe Nunes Coelho Magalhães
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 279-296; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.165995

Abstract:
O artigo propõe contribuições a dois debates atuais no âmbito da geografia econômica: a nova geografia dos mercados, vertente que teoriza a centralidade do agenciamento proativo de novos mercados para a dinâmica de expansão capitalista em perspectiva socioespacial, e busca reposicionar a categoria mercado na teoria crítica (para além da oposição entre simples apologia e a simples condenação), e a teorização em torno do processo de financeirização do espaço, processo fundamental tanto nas relações contemporâneas entre espaço e economia quanto na reprodução ampliada do sistema econômico vigente de modo mais geral. Analisa-se também o aprofundamento da financeirização do espaço em suas rodadas atuais, relacionadas ao extrativismo rentista estendido na direção das economias populares e ao chamado capitalismo de plataformas nas metrópoles.
Cássio Arruda Boechat
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 203-225; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.146559

Abstract:
O artigo discute o colonato, modo de trabalho da cafeicultura paulista do Oeste Paulista, propondo interpretá-lo como parte do processo de autonomização do capital e de aplicação da colonização sistemática no Brasil, necessitando, pois, da cessão mediada de terras para o trabalhador. Também aborda algumas teorizações clássicas sobre o processo de limitação da existência do colonato nas fazendas cafeeiras paulistas e, finalmente, recupera um debate acadêmico travado entre Verena Stolcke e José Graziano da Silva sobre a modernização da agricultura e o fim do colonato. Com isso, procura explicitar as divergências nas interpretações do mesmo processo e analisa essas perspectivas como realces de aspectos pró- prios de um objeto contraditório.
David Melo Van Den Brule
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 297-316; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.168714

Abstract:
Este artigo trata-se de um estudo teórico de caráter bibliográfico, no âmbito da Geografia Humana e áreas afins, por meio do qual objetivamos identificar a produção científica sobre o conceito de justiça espacial e quais são seus respectivos usos. Orientou nossa investigação o pressuposto de que a justiça se tornou, juntamente com a categoria espaço, relevante para o pensamento geográfico contemporâneo, e central à análise do planejamento urbano e à produção do espaço citadino. No entanto, interessava-nos descobrir quando e como a justiça espacial assumiu relevância nos estudos geográficos e como ela vem sendo trabalhada atualmente. Este esforço intelectual visa oferecer uma contribuição à construção do pensamento geográfico sobre o tema em tela e, em especial, ao debate teórico-conceitual do que seja justiça espacial. Destarte, foi elaborado dois quadros sínteses da justiça/injustiça com autores/ano, valores e ideia-força. Posteriormente, finalizamos nossa identificação, classificando cinco linhas de trabalho e suas diversas ênfases.
Francisco Jonh Lennon Tavares Da Silva, Cláudia Maria Sabóia De Aquino
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 317-339; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.162024

Abstract:
Este artigo analisa o estado da arte das questões socioambientais urbanas em eventos científicos da Geografia brasileira selecionados: Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica e Simpósio Nacional de Geomorfologia. Sistematizou-se a produção científica dos referidos eventos com base no método da análise de conteúdo. Sete enfoques temáticos ganham realce no atual estado do conhecimento: (i) riscos e vulne- rabilidades socioambientais, (ii) degradação dos recursos hídricos, (iii) qualidade socioambiental urbana, (iv) conflitos socioambientais urbanos, (v) eventos pluviais extremos, (vi) resíduos sólidos urbanos e (vii) ambiente urbano e saúde. Entre outras particularidades e tendências, destacam-se: (i) prevalência de pesquisas em municípios de porte populacional médio-grande, (ii) predomínio de pesquisas nas escalas da zona urbana, bairro e bacia hidrográfica, (iii) diversidade da forma- ção acadêmica dos pesquisadores e (iv) concentração da produção científica no Sudeste do Brasil, seguida pelas regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.
Mauro Emilio Costa Silva
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 262-278; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.161465

Abstract:
Este artigo analisa, por meio da funcionalidade dos equipamentos urbanos e do uso do solo, o que confere a condição de três áreas centrais na cidade de Marabá-PA – a Marabá Pioneira, a Nova Marabá e a Cidade Nova. A abordagem metodológica vale-se dos conceitos de centro e centralidade urbana. Ainda que possam gerar ambi- guidades ou mesmo sugerir equivalência, esses dois elementos conceituais estrutu- radores da cidade não podem ser confundidos, pois a condição matricial do centro é a localização, enquanto a centralidade é condicionada pela variação. O centro é sustentado pela centralidade, que é fugaz e móvel; pode abrigar-se em outra área que melhor o atenda, sobretudo num momento de globalização planetária, produ- zindo outra área central. Nesse caso, a égide do movimento é o fator econômico, seja de caráter moderno ou tradicional. Quanto à metodologia operacional, fizeram- -se registros fotográficos e entrevistas semiestruturadas com 90 indivíduos em cada centro, e os resultados apontaram justamente três centros consolidados.
Gustavo Francisco Teixeira Prieto, Patrícia Laczynski
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 243-261; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.168529

Abstract:
O artigo analisa a venda da cidade como política pública e a experiência de desmanche neoliberal a partir da análise da gestão 2017-2020 da Prefeitura de São Paulo. O projeto de desestatização do atual governo é interpretado a partir do entendimento do neoliberalismo como doutrina e ideologia crescente e perene, verificando os novos fundamentos urbanos da acumulação de capital no século XXI. O acompanhamento do processo de venda da cidade de São Paulo permitiu entender como as políticas públicas implementadas impactam diretamente os processos de privatização, privação e mercantilização do espaço e na vida cotidiana. A lógica neoliberal e a valorização do privado se realizam como um negócio urbano que deteriora o sentido democrático da cidade, negando o espaço público, e subsumindo a política à economia num novo momento de expansão das relações capitalistas que denominamos de ultraneoliberalismo urbano.
Antonio Carlos De Barros Correa, Renata Nunes Azambuja
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 381-406; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.168173

Abstract:
A dinâmica superficial de uma pequena bacia hidrográfica semiárida foi aferida com o objetivo de verificar as relações entre os sedimentos recentes, uso da terra, e processos superficiais. Para interpretar estas interconexões aferiu-se a redistribuição de sedimentos sobre perfis transversais, do interflúvio à base da encosta limítrofe ao canal, a partir da distribuição do inventário do césio-137 até 12 cm de profundidade. Os resultados obtidos pelo método proporcional e balanço simplificado de massa apontaram para níveis máximos de erosão na base das encostas entre 6-9 cm de profundidade, alcançando 27,05 ± 9,5 t ha-1 a.-1. Na superfície o máximo atingindo foi de 12,7 ± 5,8 t ha-1 a.-1. As taxas de erosão ao longo dos perfis indicam que a bacia se enquadra nos sistemas naturalmente erosivos de Schumm, mesmo em áreas sob caatinga arbustiva conservada. As taxas totais variaram de 6 a 60 t ha-1 a.-1.
Francílio De Amorim Dos Santos, Maria Lucia Brito Da Cruz
GEOUSP Espaço e Tempo (Online), Volume 24, pp 361-380; doi:10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.167227

Abstract:
A pesquisa buscou realizar análise de variáveis demográficas, estrutura etária e gênero, educacionais e renda, por meio de análise fatorial e método análise de componentes principais, para conhecimento das características e do comportamento populacional dos municípios do Alto Vale da Sub-bacia do rio Piracuruca, como possibilidade para estudo das secas. O estudo configura-se como descritivo, exibe abordagem quantitativa e utilizou-se de técnicas estatísticas para manuseio das informações adquiridas, particularmente ligadas à estatística multivariada e emprego da análise de componentes principais. Por meio da metodologia foi possível extrair 4 Fatores dentre as 15 variáveis iniciais, onde o Fator 1 (ligado ao rendimento mensal, pessoas alfabetizadas e estrutura etária) e o Fator 2 (associado à renda do domicílio) contribuíram positivamente para redução da Criticidade, enquanto o Fator 3 (pessoas residentes e sem rendimento) e o Fator 4 (densidade populacional) contribuíram para aumentar o nível de Criticidade. Desse modo, quando integrados esses 4 Fatores identificou-se que em 48,0% dos setores do Alto Vale ocorre alta a muito alta Criticidade, evidenciando a necessidade de investimentos em áreas estratégicas, para redução do grau de Criticidade frente à ocorrência de secas.
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