Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes

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EISSN : 2317-8604
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Érika Pena Bedin, Luiz Carlos De Faria
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202767

Abstract:
Nos últimos anos, a rápida urbanização e a construção de alta densidade levaram a mudanças significativas na hidrologia e no ecossistema nas cidades. Como uma abordagem oposta, a infraestrutura verde foi sugerida como uma estratégia alternativa para mitigar os impactos de longo prazo da urbanização e das mudanças climáticas. Este estudo teve como objetivo explorar como o tema foi abordado na literatura científica ao longo dos anos. Para tanto, foi realizada a combinação da revisão sistemática de literatura e análise bibliométrica para levantamento dos artigos; e Análise de Cluster e Análise por Componentes Principais (ACP) para tratamento e validação dos resultados. Os resultados deste estudo indicam que o tema teve início em 2006 com sua primeira publicação e se encontra em um período emergente desde o ano 2014. Foram identificados 174 artigos que representam 15 anos de pesquisa. As conclusões indicam que apesar de estudos sobre o tema ter aumentado significativamente, a pesquisa evidenciou a ausência de artigos de referência envolvendo ações que integrem os temas de forma prática e generalizáveis. Ainda assim, esta pesquisa apresenta uma leitura ampla da literatura e encontra tendências consistentemente relatadas por métodos estatísticos.
Júlia Tirintan De Lima, Neide Barrocá Faccio, Cristina Maria Perissinotto Baron
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202761

Abstract:
O patrimônio histórico edificado é formado por bens que são produzidos por nossos antepassados, resultando em experiências e memórias, sejam elas individuais ou coletivas. Por outro lado, o estudo dos aspectos sociais e culturais são de fundamental importância para a compreensão e identificação deste patrimônio, procurando verificar se a um reconhecimento, por parte da população, da importância e do seu valor. Este trabalho tem por objetivo identificar e comprovar a existência de patrimônio em cidades de pequeno porte, mais especificamente em Avanhandava-SP, a partir do patrimônio ferroviário. A metodologia, com um olhar sobre a memória, resgata a história oral de seus moradores, documentos históricos, publicações e registros fotográficos, além de buscar ressignificar o valor de uso da Estação Ferroviária Miguel Calmon. Com os dados levantados analisa-se as suas características físicas, seu uso e estado de conservação e, em conjunto com a história oral, faz-se uma reflexão da importância da conservação de edificações históricas relevantes para um município de pequeno porte, assim como o significado da memória individual e coletiva para a formação da história e identidade de uma sociedade.
Ernestina Rita Meira Engel, Renata Franceschet Goettems
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202762

Abstract:
A ferrovia constituiu-se como um elemento importante no desenvolvimento de diversas regiões do Brasil. Este trabalho objetiva o estudo da orla ferroviária de Carazinho, localizada no noroeste do Rio Grande do Sul. Na cidade, a ferrovia teve importância enquanto propulsora de desenvolvimento urbano. Entretanto, após a sua desativação, houve um distanciamento da população do local, percebido na forma como a ferrovia se encontra atualmente. Assim, buscou-se compreender o papel da ferrovia na formação urbana e seu potencial enquanto elemento de conexão dos diferentes espaços livres da cidade. Como metodologia, baseou-se em conceitos de autores contemporâneos acerca de temas como espaços livres, vitalidade e imagem da cidade, além da análise da paisagem urbana, englobando fatores como morfologia, estrutura urbana e aspectos socioespaciais. Buscou-se a compreensão das dinâmicas (sociais, econômicas e culturais) e dos conflitos existentes no local. Dessa maneira, foram realizadas análises multiescalares, desde a macro escala - área urbana, com análise do crescimento urbano -, até a meso escala - orla ferroviária e entorno imediato, com análise da imagem da cidade -. Com as análises, identificou-se o potencial da orla ferroviária enquanto espaço público de conexão, e também sua relevância histórica para a cidade. O local possui caráter estruturador na imagem da cidade, sendo possível sua vinculação a um sistema de espaços livres. Acredita-se que, através de uma análise minuciosa das dinâmicas existentes, podem ser propostas diretrizes urbanas que levem em consideração a paisagem do município, que venham a servir de base para o planejamento da paisagem urbana.
Maria Clara Simionato Ambrósio, Cristina Maria Perissinotto Baron, João Osvaldo Rodrigues Nunes
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202763

Abstract:
O planejamento urbano surge no Brasil em um contexto em que as cidades sofrem com os impactos ambientais em função de um processo de urbanização que desconsidera o território, principalmente os elementos físicos formados pelos rios e córregos urbanos. Urbanos porque o homem ocupa as áreas nas quais eles existem, canalizando-os e, na maioria dos casos, tamponando-os. Esse modelo se torna ineficiente dado os danos que observamos nos períodos de chuva com o transbordamento e ruptura dos sistemas infra estruturais que deveriam dar conta de conter as águas urbanas. Esse trabalho tem como objetivo discutir essas questões e, através de um estudo de caso no município de Adamantina-SP sobre o Córrego Tocantins e a criação do Parque dos Pioneiros sobre o referido córrego, trazer uma discussão sobre a necessidade de um planejamento urbano ambiental com princípios de sustentabilidade urbana, para buscar alternativas para esse modelo de ocupação obsoleta - que criou uma paisagem urbana na qual negamos a existência dos rios e córregos das cidades. Em função disso, o trabalho faz uma abordagem metodológica de estudo sobre o tema planejamento urbano ambiental e traz as análises urbanas da área, apresentando os principais impactos ambientais para depois propor alternativas mais sustentáveis.
Julia Cavalheiro Pinho, Érica Lemos Gulinelli
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202759

Abstract:
A caminhabilidade surge como um tema importante na busca de qualificar os espaços urbanos de acordo com as necessidades dos pedestres e, dessa forma, fomentar o deslocamento a pé nas cidades, promovendo um ambiente mais saudável, acessível, seguro e atrativo. É possível estudar os espaços públicos a partir da visão dos pedestres, de forma a propor mudanças que melhorem a infraestrutura do local e, ao mesmo tempo, a experiência do usuário. No entanto, a cidade de Bauru-SP, apresenta problemas relacionados a mobilidade urbana: a frota de veículos segue um padrão de crescimento contínuo, enquanto o transporte público e a infraestrutura de mobilidades sustentáveis encontram-se estagnados, tornando-se insuficientes e não proporcionando a devida qualidade, segurança e conforto aos passageiros. Essa mesma condição é verificada nos espaços públicos, uma vez que não são voltados ao pedestre e, assim, deficientes nos quesitos infraestrutura, conforto, acessibilidade, entre outros. Neste sentido, este artigo tem como objetivo abordar o tema caminhabilidade como elemento estruturador da vitalidade urbana, por meio de uma análise crítica, com estudo de caso da Avenida Nuno de Assis em Bauru. Metodologicamente, foram realizadas pesquisas bibliográficas que abordam a temática, como também levantamento in loco da área de estudo. Justifica-se pela relevância do debate entre a caminhabilidade do pedestre e sua percepção com a cidade, apresentando parâmetros para uma discussão em relação a mobilidade urbana e servir de material para trabalhos futuros nesta área.
Gabriela Katie Silva Morita, Roberta Consentino Kronka Mülfarth
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202757

Abstract:
A viagem a pé é a base de todos os outros modos de deslocamento, e em razão da deficiente qualidade dos espaços urbanos em diversas cidades de médio porte do país, e da escassa atenção acerca do tema em Lorena, este trabalho busca investigar a questão da caminhabilidade neste município, incentivando os deslocamentos por transportes ativos. Foram realizadas medições sobre a qualidade de quatro segmentos de calçadas na região central do município, correlacionando a percepção do usuário com as condições aferidas no local. Os trechos apresentaram constante fluxo de veículos, bicicletas e pedestres; e calçadas em condições inferiores às mínimas adequadas para um passeio confortável e seguro, seja pelos critérios estabelecidos na revisão do plano diretor, ou pelas análises realizadas em cada trecho. A percepção do usuário comprova o uso de veículos como modal mais utilizado para os deslocamentos cotidianos, mesmo com diversas respostas negativas em relação ao nível de ruído e risco de atropelamentos. Por isso, é essencial o desincentivo ao uso de automóveis e a conscientização de usuários e de órgãos públicos e políticos e a priorização de transportes não motorizados e transportes públicos.
Carolina Cardi Pifano De Paula, Lara Vilela Vitarelli, Ana Aparecida Barbosa Pereira
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202760

Abstract:
Este artigo compartilha a síntese de vivências e resultados oriundos da oficina Trazendo o visível aos olhos de quem vê: paisagem-postal em Diamantina, desenvolvida com discentes da disciplina de História e Teoria da Arquitetura e Urbanismo VI: Brasil, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que acolheu nesta viagem de estudos a Diamantina, Minas Gerais, o projeto Jornada Integradora do centro acadêmico da Faculdade (CACAU). Visando elucidar possíveis caminhos sensíveis aos sentidos, nos quais Diamantina poderia ser percebida, junto a compreensão de sua condição de conjunto urbano e paisagístico, como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, foi realizado um percurso pela cidade para capturar, com câmeras nas mãos, a Paisagem-Postal, e assim, propor uma dinâmica de olhar para a paisagem urbana histórica de Diamantina. O objetivo foi explorar o potencial de gravações em vídeo como instrumento de leitura e identificação dos valores que se apresentam e elementos integrantes da paisagem, questionando intuitivamente o que poderia ser visto e vivenciado nos espaços e edificações, e como representá-los em imagens em movimento. Descortinado-se, após a realização da oficina, uma rica percepção da paisagem postal de Diamantina para o ensino do olhar e pensamento paisagístico integral e sistêmico, revelado por uma experiência poética do espaço, reconhecendo e valorizando a paisagem como bem patrimonial a ser conservado.
Cinthia Beatriz Feitosa Pereira Bessa, Kelly Beatriz de Negreiros Sousa, Rômullo Mathaus Ferreira Mota
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202755

Abstract:
O presente artigo busca compreender como se iniciou os processos de evacuação do centro de Teresina-PI, e dos constantes usos de estacionamentos nessas áreas centrais, em detrimento de antigas edificações patrimoniais. Foi feita uma análise do contexto histórico acerca do processo de aumento populacional e do uso cada vez mais frequente do automóvel, trazendo a necessidade de mais criação de vias e vagas de estacionamento para os mesmos. Houve o estudo das leis de uso e ocupação do solo, afim de identificar a zona que se encontra o Bairro Centro, região com um grande acervo de edificações de Patrimônio Cultural na capital piauiense, em suma já degradados, compreendendo os usos permitidos nas áreas das antigas edificações patrimoniais, que hoje dão lugar a estacionamentos, e se esses usos estão de acordo com a legislação em vigor, em seu potencial previsto na lei, e a questão do novo zoneamento implantado pelo PDOT. Os objetos de estudo serão a Casa Antonino Freire, Casa Azulejo Português e Colégio Prismático.
Letícia Gabriele Da Silva Bezerra, Márcia Regina Farias Da Silva, Alfredo Marcelo Grigio, Zoraide Souza Pessoa
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202768

Abstract:
A Agenda 2030 é um plano de ação global, firmado por 193 países durante a realização da Assembleia Geral da Organizações das Nações Unidas – ONU no ano de 2015. A Agenda conta com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS que devem ser efetivados pelos países até o ano de 2030, entre eles, está o ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis, que foi destacado para realizar uma abordagem mais específica neste estudo, tendo em vista que mais da metade da população mundial já habita os centros urbanos, com previsões para que a mesma praticamente duplique até o final do ano de 2050, tornando a urbanização uma das tendências mais transformadoras deste século. Neste contexto, os estudos sobre a qualidade ambiental podem sinalizar as condições ambientais e urbanas nas cidades, podendo ser articuladas ao ODS 11 em busca do desenvolvimento sustentável nas cidades. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi apresentar e discutir as principais contribuições que os estudos sobre a qualidade ambiental urbana podem oferecer na implementação do ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis, a partir das pesquisas bibliográfica e documental. Como considerações finais, pode-se inferir que os resultados sobre as condições da qualidade ambiental urbana ao orientarem o planejamento e gestão ambiental urbana, já favorecem o desenvolvimento sustentável as cidades, podendo ainda serem articulados objetivamente ao ODS 11, desde a articulação com suas metas e também com suas recomendações para alcançá-lo, propiciando contribuições a sua implementação e também ao seu acompanhamento.
Maicon De Almeida Moreira, Neilton Antonio Fiusa Araújo, Silvério José Coelho
Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, Volume 8; doi:10.17271/2317860482120202766

Abstract:
Praças públicas constituem-se em áreas propícias à inserção de vegetação nos municípios, que têm inúmeras funções benéficas no contexto urbano. Entre elas está a promoção do bem-estar e qualidade de vida dos seus moradores e visitantes. Inaugurada em 10 de fevereiro 1929, a Praça Coronel Neves situa-se no centro da cidade de Boa Esperança - MG, ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores e devido às mudanças no zoneamento comercial do município, hoje encontra-se relegada a segundo plano, perdendo parte de suas funções e protagonismo exercidos até então. Observando com este estudo a grande importância social das praças no desenvolvimento das cidades e de seus habitantes, objetivou-se avaliar a percepção dos usuários quanto à sua funcionalidade, considerando que esta ainda possui forte potencial paisagístico, bem como área de lazer e convívio, incentivando atividades que ampliem esse uso. Jardinzão, como é popularmente conhecida, a praça teve sua inspiração em outras praças da região daquela época, passando por transformações ao longo do tempo que modificaram algumas de suas estruturas básicas, porém, mantendo o seu traçado original. A Praça Coronel Neves possui grande importância histórica, paisagística e social no município e apresenta grande potencial como área de lazer e cultural, devendo-se incentivar atividades que ampliem esse uso.
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