Gazeta Médica

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ISSN / EISSN : 21838135 / 21840628
Current Publisher: Academia CUF (10.29315)
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Fátima Grenho, Ana Lourenço, Sofia Ventura, Isabel Bogalho, Inês Bargiela, Catarina Santos Silva, Fábio Martins, Luciano Hatchbach, Nuno Lopes, Alicia Prades, et al.
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.367

Abstract:
INTRODUÇÃO: A Rede CUF em 18 de março, disponibilizou o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) como hospital de referência para os doentes com COVID-19 na área da grande Lisboa. O internamento do doente não crítico (IDNC) ficou a cargo de uma equipa médica dedicada (EMD) constituída por médicos do Cluster Tejo, sob coordenação da Medicina Interna. Este estudo reporta as principais características demográficas e clínicas da população internada no IDNC.MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospetivo analisando os doentes admitidos entre 27 de março e 7 de maio de 2020, no IDNC. Os critérios para diagnóstico de COVID-19 basearam-se na confirmação laboratorial e/ou critérios de diagnóstico imagiológicos. Excluíram-se da análise os doentes inicialmente suspeitos, mas cujo diagnóstico final encontrado foi outro. Clinicamente, o doente não crítico foi definido como tendo um Modified Early Warning Score (MEWS) entre 0-2. Os dados foram coletados do processo clínico eletrónico e da base de dados criada para seguimento destes doentes. Apresentam-se as características demográficas, clínicas, exames complementares, terapêutica e resultados.RESULTADOS: Incluíram-se 44 doentes, média de idades 67 anos, 52,3% homens. Divididos em grupos de acordo com a apresentação, com pneumonia em 75%, os restantes com outra apresentação. Proveniência: domicílio 81,8%, residência sénior 11,4% e outro hospital 8%.Fatores de risco para doença mais grave foram: Idade > 65 anos, 56,8%, hipertensão arterial 59%, doença respiratória crónica 15,9%, obesidade 15,9%, neoplasia ativa 13,6%, diabetes 11,4%, cardiopatia isquémica 11,4%, insuficiência cardíaca 6,8%, imunossupressão 6,8%, com índice de comorbilidades de Charlson média de 3.6. Agravamento clínico significativo com necessidade de escalar cuidados em três doentes (6,8%), em dois (4,5%) com ventilação mecânica invasiva, adicionalmente registado um óbito (2,3%). Demora média de internamento 10 dias, três (6,8%) doentes foram transferidos para outro hospital e 40 (91%) tiveram alta.DISCUSSÃO: A casuística apresentada representa o primeiro grupo de doentes não críticos internados com COVID-19 na Rede CUF da Região de Lisboa. Houve evolução e mortalidade intra-hospitalar abaixo do expectável para as características desta população, nomeadamenteperante a presença de fatores de risco para doença mais grave e elevado índice de comorbilidades. CONCLUSÃO: A interpretação dos resultados obtidos fica condicionada ao pequeno tamanho da amostra e às incertezas ainda existentes nesta nova doença.
Vanda Jorge, David Rodrigues, Maria Manuel Noronha, Eduardo Pegado
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.364

Abstract:
COVID-19 é o nome atribuído, pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada pelo novo coronavírus SARS-Cov-2, que pode causar infeção respiratória grave como a pneumonia, tendo sido declarada como pandemia a 11 de março de 2020. O conhecimento acerca dos seus testes diagnósticos ainda está em clara evolução, bem como a sua correta interpretação. Apresentamos o caso clínico de um homem, de 67 anos, com história prévia de hipertensão arterial e glaucoma. Evidência de quadro clínico arrastado de febre, astenia e mialgias. Tomografia computorizada do tórax com infiltrados periféricos sugestivos de pneumonia atípica. Iniciou terapêutica protocolada com hidroxicloroquina e azitromicina, por elevada suspeição para COVID-19, apesar de só a terceira pesquisa de SARS-CoV-2 no exsudado faríngeo, ter sido positiva.
Catarina Borges Fernandes, António Marcos Sampaio, Paulo Torres Ramalho, Rui Veiga, Alberto Leite, Margarida Pereira E Alvelos, Paulo Bettencourt
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.366

Abstract:
O surgimento do vírus da síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2, responsável pela doença COVID-19, conduziu a um rápido desenvolvimento de métodos moleculares e serológicos para o seu diagnóstico. Apesar de o teste molecular de amostras do trato respiratório ser o teste de diagnóstico standard, verifica-se um interesse crescente pelo uso de exames serológicos, mas existe, ainda, evidência limitada sobre os mesmos. Os autores apresentam dois casos clínicos em que traduzem algumas das vantagens da utilização do teste serológico como complementar no diagnóstico da infeção pelo vírus da síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2, nomeadamente nos casos ativos de COVID-19, que apresentam teste molecular inicial negativo.
Pedro Mendes-Bastos
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.332

Abstract:
A pandemia da COVID-19 (coronavirus disease 19), infeção causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2), veio mudar o paradigma da medicina de uma forma global neste início de século.1 Acredita-se que a porta de entrada à maquinaria intracelular humana é fundamentalmente o recetorACE-2 (angiotensin converting enzime 2), expresso em vários tecidos, mas maioritariamente nas células do epitélio respiratório.2 [+] Zhu N, Zhang D, Wang W, Li X, Yang B, Song J, et al. A novel coronavirus from patients with pneumonia in China, 2019. N Engl J Med. 2020;382:727-33. doi: 10.1056/NEJMoa2001017. Li MY, Li L, Zhang Y, Wang XS. Expression of the SARS-CoV-2 cell receptor gene ACE2 in a wide
António Pedro Matos, João Lopes Dias, José Sardinha
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.365

Abstract:
A evolução da infeção e pandemia SARS-CoV-2 à escala mundial teve um significativo impacto social, económico e nos sistemas de saúde. Através da apresentação de dois casos clínicos, revê-se e discute-se o papel da Radiologia na COVID-19. No enquadramento clínico de cada caso, os achados em tomografia computorizada de tórax serão discutidos. É importante que todos os médicos estejam conscientes do papel da Radiologia, nomeadamente dos estudos tomografia computorizada para o diagnóstico da pneumonia SARS-CoV-2. Para os radiologistas é fundamental saberem reconhecer os padrões típicos desta patologia.
Mónica Pitta Grós Dias, Carla Correia, Ana Catarina Moreira
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.341

Abstract:
A pandemia de 2020 da COVID-19 provocada pela grave síndrome respiratória aguda coronavírus 2 (SARS-CoV-2) envolveu a maior parte do mundo, afetando mais de 180 países. Infelizmente, os mais vulneráveis e imunodeprimidos parecem ser mais suscetíveis a complicações graves de COVID-19.1Existem vários fatores de risco para a infeção grave por COVID-19, como a degradação do estado nutricionale a presença de doenças crónicas não transmissíveis (DCNT), diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutivacrónica, doença cardiovascular, HTA, obesidade e outras patologias que comprometem o estado de imunidade. Estas doenças são caracterizadas por estado de inflamação sistémico, uma característica comum, que pode afetar a resposta dos doentes contra a COVID-19.1 [+] 1. Zabetakis I, Lordan R, Norton C, Tsoupras A. COVID-19: the inflammation link and the role of nutrition in potential mitigation. Nutrients. 2020;12:E1466. doi:10.3390/nu12051466.
Bárbara Parente, Catarina Borges Fernandes
Published: 30 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.368

Abstract:
Doente de 57 anos, professor, ex grande fumador de 40 UMA, adenocarcinoma pulmonar, dezembro de 2018, estadio IIIB (TTF1 +; expressão de PD-L1 negativa; NGS - tissue lung custum - sem qualquer mutação ou translocação ECOG1; terapêutica combinada, de quimioterapia/radioterapia, janeiro/19, progressão para estadio IV, 2 linhas sucessivas de quimioterapia (carboplatinum/pemetrexed) e imunoterapia (atezolizumab) com progressão em fevereiro/20.
Natália Oviedo, Graça Carvalho
Published: 29 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.354

Abstract:
A pandemia de COVID-19 tem afetado milhões de pessoas, de todas as idades e em todo o Mundo. O conhecimento sobre a doença é escasso e principalmente nas crianças ainda existem muitas incertezas. O objetivo desta revisão é tentar esclarecer as diferenças de apresentação clínica e prognóstico entre crianças e adultos, a importância da população pediátrica na transmissão do vírus e o eventual fator protetor da BCG. Também se analisa a associação entre o recente aumento de casos de síndrome inflamatória multissistémica e o SARS-CoV-2.
Maria Teresa Pereira, Rita Oliveira, Maria Baptista, Joana Cardoso, Rita Vilaverde, Teresa Cabeças, Francisco Sá, Beatriz Pinto, Ana Maria Ventim, Gabriela Ribeiro, et al.
Published: 29 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.360

Abstract:
Em dezembro de 2019, uma doença respiratória causada por um novo coronavírus, SARS-CoV-2, foi identificada pela primeira vez na China. Rapidamente assumiu contornos pandémicos, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar pandemia a COVID-19 no início de março de 2020. Viver uma pandemia, ou outro evento major de saúde pública, não é habitual e testa o sistema de saúde, assim como a resiliência dos profissionais. A reorganização rápida, a flexibilidade dos profissionais e o trabalho interdisciplinar, permitiu coordenar esforços antes da emergência e garantir que os recursos seriam aproveitados em toda a sua extensão. Um dos papéis fundamentais dos farmacêuticos hospitalares é garantir a disponibilidade e o fornecimento oportuno da terapia mais segura e eficaz. Para isso, os farmacêuticos devem planear, identificar e mitigar a escassez de medicamentos (fornecedores limitados de matérias-primas) e intervir aquando da validação da terapêutica, principalmente em contexto off-label, evitando erros de medicação, omissões de terapêuticas habituais, reações adversas e contribuindo para uma “medicina de precisão” num cenário tão desconhecido.
Luís Miguel Rodrigues Nogueira, Elisabete Borges
Published: 29 June 2020
Gazeta Médica; doi:10.29315/gm.v7i2.353

Abstract:
A pandemia por COVID-19 afetou profundamente o nosso quotidiano e especialmente a saúde da população em geral. O presente manuscrito é uma reflexão na perspetiva da Medicina Geral e Familiar sobre a prestação de cuidados médicos durante e após a pandemia por COVID-19.Abordamos o que se alterou e os desafios que esperamos no futuro no que diz respeito à prestação de cuidados médicos.
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