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Results in Journal REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM: 704

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Fernanda Rosa Silva
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 27, pp 771-809; doi:10.17851/2237-2083.27.2.771-809

Abstract:
Resumo: O presente artigo investiga as características semânticas e pragmáticas de sentenças do português brasileiro, PB, que apresentam uma estrutura sintática na qual sintagmas com função informacional de tópico contrastivo (cf. BÜRING, 1999, 2003) são deslocados para a periferia esquerda da sentença. Mais especificamente, esta pesquisa investiga se as características a seguir influenciam ou não na aceitabilidade ou na gramaticalidade de sentenças com deslocamento em PB: i) a posição sintática original do sintagma deslocado: sujeito, objeto, entre outras; ii) o tipo de pergunta do contexto: pergunta sim / não ou pergunta QU; iii) retomada de pronome ou não; iv) o tipo de relação de contraste: explícita ou implícita, oposição ou correção. Após análise dos contextos de deslocamento de tópico contrastivo em PB, pôde-se concluir que enquanto a marcação prosódica do tópico contrastivo indica contraste, o deslocamento tem a função de direcionar a atenção do ouvinte para um elemento disponível no contexto, para depois atribuir uma propriedade a esse elemento (cf. REINHART, 1981). Além disso, essa estrutura indica que o falante esteja fazendo uso de uma estratégia de responder parcialmente a uma pergunta mais ampla do que a dada no discurso. Por fim, sentenças com deslocamento de tópico contrastivo ocorrem apenas em contexto cuja relação de contraste seja de oposição, em que duas alternativas são opostas, mas verdadeiras. Não há relação de contraste de correção, em que quando uma alternativa é verdadeira, a outra é falsa.Palavras-chave: tópico; estrutura informacional; contraste; deslocamento; implicatura conversacional. This paper investigates the semantic and pragmatics characteristics of Brazilian Portuguese sentences with contrastive topic phrases (BÜRING, 1999, 2003). These phrases are dislocated to the left periphery. More specifically, this research inquires if the following characteristics influence or not in the acceptability or the grammaticality of the sentences with dislocation in BP. The characteristics are: i) the original syntactic position of the dislocated phrase; ii) the kind of question in the context yes/no question or WH question; iii) filling or not of pronoun; iv) the kind of contrast relation – explicit or implicit, opposition or correction. After analyzing the contexts of contrastive dislocation in PB, we could conclude that the prosodic marking of the contrastive topic indicates contrast and the dislocation directs the attention of the hearer to an element available in the context. Only then, a property is assigned to this element. Moreover, this structure indicates that the speaker is using a strategy to answering partially to a broader question than that given in the discourse. Lastly, the sentences with contrastive topic dislocation occur only in oppositional contrast relation contexts, in which two alternatives are opposite, but both are true. No correction contrast relation, through which when one alternative is true, the other necessarily is false, was found.Keywords: topic; information structure; contrast; dislocation; conversational implicature.
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 27, pp 737-770; doi:10.17851/2237-2083.27.2.737-770

Abstract:
Resumo: O trabalho investiga a subida do verbo em duas línguas ibéricas: o português – em suas variedades brasileira e moçambicana – e o espanhol – em suas variedades colombiana, venezuelana e o peruana. Recorre à proposta cartográfica de Cinque (1999) para determinar, em cada variedade, a posição de quatro formas do verbo temático (o infinitivo, o gerúndio, o particípio passado ativo e o verbo finito) entre os oito advérbios mais baixos da Hierarquia Universal. Os dados foram obtidos por meio de julgamentos de gramaticalidade de sentenças envolvendo quatro padrões de ordenação da forma verbal mencionada relativamente a um dos oito advérbios mais baixos e o objeto do verbo. Há variação intralinguística (relativamente à altura a que cada forma verbal sobe, na hierarquia de Cinque) e interlinguística (se compararmos as diferentes alturas a que cada forma verbal sobe nas diferentes línguas consideradas). O exame dos dados favorece um abandono do movimento nuclear (para a sintaxe da subida do verbo), em proveito tão somente da assunção de movimentos sintagmáticos.Palavras-chave: movimento do verbo; Cartografia Sintática; hierarquia de Cinque; línguas ibéricas. This work investigates the issue of verb raising in two Iberian languages (Portuguese and Spanish), by taking into account data from Brazilian and Mozambican Portuguese, and Colombian, Venezuelan and Peruvian Spanish. To achieve that goal, it turns to the cartographic analysis of Cinque (1999) to determine, in those languages, the position of four distinct forms of the thematic verb (the infinitive, the gerund, the active past participle and the finite verb) among the eight lowest adverbs of the Universal Hierarchy. The data were collected on the basis of grammaticality judgment tasks. The corpus is composed of sentences involving four order patterns with the combination of one adverb, the object and the verb. There is intralinguistic variation (relative to the height where each verb form goes within the Cinque hierarchy) and interlinguistic (if we compare the different heights where each verb form stops in each language). An examination of the data favors an analysis of Verb raising in terms of phrasal movements, with an abandonment of head movements.Keywords: verb raising; Syntactic Cartography; Cinque hierarchy; Iberian languages.
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 25, pp 873-901; doi:10.17851/2237-2083.25.2.873-901

Abstract:
Este artigo objetiva desenvolver e discutir aspectos teóricos relativos à hipótese que fundamenta a interação entre os sistemas linguísticos verbais, no que diz respeito à interferência do conhecimento da linguagem verbal escrita para fins de leitura na maneira como se compreendem aspectos da argumentação linguística na oralidade. A hipótese discutida se fundamenta nos estudos de Olson (1977; 1996; 1997), e a perspectiva de argumentação linguística, nas formulações teóricas de Ducrot (1987; 1989; 2002). Se o domínio da leitura interfere no modo de compreensão de articuladores de argumentação linguística, é possível que se explique por que tais elementos da linguagem verbal, conforme advoga Kail (1978; 2013), são adquiridos tardiamente.
Neide Higino Da Silva, Carlos Alexandre Victorio Gonçalves
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 25, pp 2027-2060; doi:10.17851/2237-2083.25.4.2027-2060

Abstract:
Este trabalho investiga as relações estruturais entre compostos neoclássicos. O objetivo é identificar características que possam estabelecer vínculos entre construções que, em princípio, apresentam-se como díspares em função dos diferentes elementos que as constituem (agrologia, agromoda, autódromo, cachorródromo). No entanto, essas composições apresentam um grau de semelhança relacional que influencia a sua categorização, se analisadas a partir do continuum composição-derivação, como proposto por Bauer (2005), Kastovsky (2009), Gonçalves (2011a) e Gonçalves e Andrade (2012). Considerando uma rede de associações estruturais, de acordo com Bybee (2010), é formulado um esquema geral de formação para os compostos neoclássicos.
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 25, pp 1935-1964; doi:10.17851/2237-2083.25.4.1935-1964

Abstract:
A Teoria dos Blocos Semânticos ocupa lugar significativo nos trabalhos mundiais em Semântica, Argumentação e Enunciação, dentre outros. Por isso sua pertinência para a Linguística reclama uma reflexão. O presente trabalho pretende refletir algumas reformulações na Teoria dos Blocos Semânticos nas últimas duas décadas, a saber: (a) polifonia, (b) bloco semântico, e (c) quadrado argumentativo. Especificamente, trataremos das seguintes relações: (a’) da Teoria Polifônica da Enunciação à Teoria Argumentativa da Polifonia; (b’) do bloco semântico ao semi-bloco; e (c’) do quadrado argumentativo ao cubo argumentativo. A necessidade deste trabalho é duplamente justificada: (i) devido à constante revisão teórica do arcabouço teórico deste saber, sobretudo na sua última década, característica de Marion Carel e de Oswald Ducrot; e (ii) pela falta de tradução/circulação no Brasil de obras fundamentais no que tange à re-elaboração das noções chaves desta teoria.
Lúcia Regiane Lopes-Damasio, Grasiela Veloso Dos Santos
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 24, pp 99-136; doi:10.17851/2237-2083.24.1.99-136

Abstract:
Este estudo aborda os itens ainda, assim e logo, em corpus de cartas escritas na Capitania de Mato Grosso por pessoas ligadas ao governo local e ao clero, em meados do séc. XVIII até início do XIX. Fundamentado em pressupostos da gramaticalização, via análise quantitativa e qualitativa, objetivadialogar com os resultados de outras pesquisas de mesma natureza (LONGHINTHOMAZI, 2006, 2005, 2004; LOPES-DAMASIO, 2011a, 2011b, 2008), que focalizaram os mesmos itens, em outras variedades linguísticas do português brasileiro. O estudo: (i) confirmou a trajetória de mudança dos itens focalizados – advérbio > juntor > marcador discursivo (MD) –, com mudanças semânticas que apontam para um ganho de abstração e pragmática; (ii) permitiu constatar uma recorrência expressiva de usos ambíguos / não prototípicos, associados acontextos que favorecem os diferentes caminhos de mudança, na relação entre Fonte e Alvo; e, por fim, (iii) revelou as cartas mato-grossenses como um ambiente linguístico-discursivo que favorece a captação da gradualidade da mudança linguística que faz emergir itens mais gramaticais.
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 24, pp 293-325; doi:10.17851/2237-2083.24.1.293-325

Abstract:
Este trabalho tem como objetivo investigar se a falta de sinalização das relações de coerência por meio de conectores facilita ou dificulta a identificação dessas relações em aulas de curso superior. A investigação foi realizada com base na apresentação de dez excertos para professores. Inicialmente, os excertos foram apresentados aos informantes sem os conectores que ligam as porções textuais investigadas. Na sequência, os excertos foram apresentados com os conectores. Verificou-se que, na maioria das ocorrências, a identificação das relações pelos informantes foi possível mesmo sem o conector, corroborando o pressuposto da Teoria da Estrutura Retórica de que as relações de coerência podem ser estabelecidas e interpretadas independentemente de serem marcadas explicitamente por conectores. Apesar de conseguirem identificar as relações corretamente, os informantes consideraram que a sinalização das relações por meio de conectores facilita a identificação.
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 26, pp 187-220; doi:10.17851/2237-2083.26.1.187-220

Abstract:
Neste artigo, o objetivo é comparar o nível segmental de variação de queda de sílaba em duas cidades do interior de São Paulo, Capivari e Campinas, com base nos resultados da tese de Leal (2012). Decidiu-se por apresentar exclusivamente os resultados do contexto segmental porque é nesse nível fonológico que o processo é definido (LEAL, 2006, 2007). O trabalho foi fundamentado na geometria de traços (CLEMENTS; HUME, 1995) e na sociolinguística variacionista (cf. LABOV, 1972, 1994, 2001), aplicadas a um corpus de 48 entrevistas (24 em cada cidade). Os resultados revelam que consoantes coronais favorecem, e nasais desfavorecem o processo, em ambos os dialetos. No entanto, há uma grande diferença na implementação com dorsais: o processo é favorecido em Capivari e desfavorecido em Campinas. Quanto às vogais, pudemos verificar que há diferenças nas duas cidades, pois sequências [coronal + coronal] e [dorso-labial + coronal] são neutras em Capivari e favorecidas em Campinas. Também se constatou com os resultados que o OCP atua parcialmente no processo, já que rege a igualdade das consoantes, mas não das vogais. O que parece ser importante são as características da primeira sílaba – aquela sujeita ao apagamento. Finalmente, a análise conclui que a implementação da queda de sílaba se dá diferentemente nas duas cidades, no que concerne ao contexto segmental.
Valeska Zanello, Francisco Martins
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 11; doi:10.17851/2237-2083.11.1.163-171

Abstract:
Heidegger, in his most radical work, “Unterwegs zur Sprache”,pointed out the role of the unnamable in the poetic performanceas possibilibity of experiencing speech. In this sense, it would bein the lack of words that the dimension of the word as restorer ofbeing and the world becomes more evident. This article aims todiscuss how the experience of the unnamable, present as existentialpain in Marguerite Duras’s writings, opens up the possibility offorming a fertile soil for the occurrence of that experience.
Daniela Carvalho Andrade, Denise Lino Araújo
REVISTA DE ESTUDOS DA LINGUAGEM, Volume 21; doi:10.17851/2237-2083.21.2.173-215

Abstract:
O objetivo central desta pesquisa foi o de analisar as concepções de leitura presentes nas questões da Provinha Brasil. Nossos objetivos específicos foram: 1. apontar os conhecimentos de leitura avaliados na Provinha Brasil; 2. escrever a(s) concepção(ões) de leitura assumida(s) pelos PCNs; 3. relacionar as concepções de leitura observadas na Provinha e nos PCN. Utilizamo-nos basicamente dos estudos sobre concepções de leitura, resenhados por Koch e Elias (2006); os sobre avaliação formadora, apresentados por Hadji (2001); e sobre avaliação em larga escala, apresentados por KEMIAC (2011). Ao relacionarmos a Provinha Brasil com os PCN, vimos que as concepções de leitura abordadas pela Provinha atendem, em parte, ao que sugerem os PCN de ensino fundamental I, uma vez que trazem questões centradas na língua enquanto código. No entanto, não é essa a concepção de leitura que, segundo os PCN, possibilita a formação de um leitor competente, e sim a concepção de leitura enquanto interação. Constatamos na Provinha Brasil a predominância de questões que abordam a concepção de leitura ascendente com foco no texto em detrimento de questões que consideram a leitura enquanto prática interativa.
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