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Results in Journal Práxis Educacional: 481

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Neomar Lacerda Da Silva, Andréia Maria Pereira De Oliveira, Marlécio Maknamara
Práxis Educacional, Volume 16, pp 535-559; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6636

Abstract:
O artigo objetivou problematizar o discurso da contextualização matemática e sua relação com práticas discursivas mobilizadas pelos sujeitos curriculares da Educação de Jovens e Adultos. Para tanto, usamos informações secundárias produzidas por meio de entrevistas com estudantes e professores/as que ensinam matemática nessa modalidade de ensino. Em diálogo com autores (as) do campo da Educação Matemática, operamos com ferramentas teórico-analíticas como discurso e poder-saber na perspectiva pós-crítica de estudos curriculares, sobretudo aqueles que se inspiram nas contribuições de Michel Foucault e colaboradores, para assumir as práticas de numeramento enquanto discursivas, portanto, produtoras de verdades acerca do Ensino de Matemática. A análise sugere que práticas de numeramento que têm lugar na Educação de Jovens e Adultos encontram-se atravessadas por relações de poder-saber, que estabelecem, compreendem e produzem discursos como o da contextualização matemática, engendrados no mecanismo da aplicabilidade, para instituir regimes de verdade que naturalizam a hegemonia da matemática formal (acadêmica e escolar) e o discurso da contextualização, e de como os sujeitos curriculares da Educação de Jovens e Adultos são capturados por esse discurso.
Práxis Educacional, Volume 16, pp 423-439; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6299

Abstract:
Este artigo deve ser compreendido como um ensaio teórico e tem por perspectiva triangular criticamente pesquisas anteriores da autora, em diferentes espaços educativos, para fundamentar quer a epistemologia da pedagogia como teoria crítica, quer as possibilidades da práxis desta pedagogia. Para tanto, parte do conceito de ideologia proposto por Chauí e por meio deste conceito articula reflexões dos pressupostos da teoria crítica, com base em Adorno e Habermas, buscando evidenciar a síntese epistemológica de Paulo Freire na estruturação dos fundamentos da Pedagogia Crítica. Neste caminhar estabelece contrapontos com as teorias “críticas” da reprodução de Bourdieu, Passeron, Baudelot e Estabelet, Althusser e, por meio de triangulações entre os autores e a práxis educativa, reflete os sentidos de emancipação nos tempos atuais, buscando encontrar subsídios para a seguinte questão de pesquisa: pode a Pedagogia Crítica oferecer fundamentos para a construção de processos emancipatórios?
Práxis Educacional, Volume 16, pp 461-483; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6482

Abstract:
Neste artigo, nosso objetivo é fazer uma reflexão sobre a formação de professores de História para a Educação Básica através da prática docente na disciplina História Medieval I na Universidade de Pernambuco/campus Petrolina. Para isso, analisamos aspectos temáticos com textos de diversos autores e autoras medievalistas; produções voltadas para a formação de professores, através dos estudos de Cruz e Hobold (2018), Fazenda (2012), Gadotti (1995), Lüdke (2012), Macedo (2013), Pimenta (2005), Santos (2012) e Schmidt (2004); e os aspectos didáticos, por meio dos estudos de Bergmann (1989- 1990), Bittencourt (2004), Guimarães (2016), Libâneo (2006), Lück (1995) e Santos, Silva Júnior e Sousa (2016). Inicialmente, apresentamos a proposta da disciplina História Medieval I, especificando principalmente os conteúdos trabalhados na mesma. Em seguida, abordamos a dinâmica da disciplina, apresentando os conceitos trabalhados, a diversidade temática e o exercício de desconstrução das ideias pré-concebidas sobre o período. Posteriormente, voltamos nossa atenção para o viés interdisciplinar aplicado na disciplina e nos atentamos às propostas da BNCC voltadas para o Ensino Fundamental. Como considerações finais, destacamos a principal característica da disciplina com a abordagem de temas contemporâneos de demanda social para auxiliar na formação de professores e na construção da cidadania dos discentes da Educação Básica.
Marta Sueli De Faria Sforni, Ágatha Marine Pontes Marega
Práxis Educacional, Volume 16, pp 406-422; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6293

Abstract:
Embora o processo de desenvolvimento humano seja, normalmente, entendido como algo progressivo e harmonioso, autores da Teoria Histórico-Cultural, como Vigotski, Leontiev e Elkonin, apresentam o desenvolvimento infantil como um processo dialético em que as mudanças e transições são feitas revolucionariamente (idades com crises e idades estáveis). Assim, o desenvolvimento é evidenciado em momentos de transição, com a presença de saltos qualitativos, rupturas, crises, que muitas vezes são compreendidos, de forma equivocada, como sintomas negativos. Uma educação cuja finalidade é a promoção do desenvolvimento, necessita conhecer como ocorre esse processo. Neste sentido, este artigo resulta de uma pesquisa bibliográfica que teve por objetivo compreender esses momentos de transição, com a finalidade de poder atuar pedagogicamente nas crises, de modo que esses momentos sejam favoráveis ao desenvolvimento e não limitadores dele. Concluímos que a condução racional do processo de transição no ambiente escolar requer intervenção pedagógica organizada e assistida pelos adultos envolvidos (professores, pedagogos e familiares).
Susély Aparecida Fonseca Gonçalves, Marilene Ribeiro Resende
Práxis Educacional, Volume 16, pp 440-460; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6430

Abstract:
EEste artigo traz resultados de uma pesquisa, de abordagem mista, que buscou traçar o perfil e investigar as contribuições do curso de Mestrado em Educação de uma Universidade, situada na região do Triângulo Mineiro – MG, para o desenvolvimento profissional docente dos egressos de 2003 a 2015, que, ao ingressar no curso, atuavam no ensino superior. O corpus de análise resultou de questionário respondido por 44 desses egressos, e de entrevista semiestruturada realizada com oito deles. Fundamenta-se em autores que discutem a pós-graduação em educação (Severino, 2006 e 2009; Cury, 2005); em pesquisadores que tratam o desenvolvimento profissional docente (Marcelo Garcia, 1999; Cunha, 2010, 2017). Em sua maioria, os egressos da IES pesquisada construíram a sua trajetória de formação e de atuação em instituições privadas de ensino superior. Têm a necessidade de aprimoramento profissional e o desejo de ascensão na carreira, motivos principais para a busca de um curso de mestrado, porém poucos contaram com bolsas de estudo, com a liberação das atividades profissionais ou redução de carga horária para a realização do curso. A contribuição mais importante para o desenvolvimento profissional docente, segundo os participantes, foi o aprofundamento de conhecimento. A preparação para a atividade de pesquisa foi assinalada pela maioria, mas não é a mais significativa, pois nem sempre esses egressos encontram ambiente favorável para essa atividade nas IES, onde atuam.
José Humberto Da Silva, Liliana Rolfsen Petrilli Segnini
Práxis Educacional, Volume 16, pp 158-185; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.7347

Abstract:
: O presente artigo analisa os investimentos pessoais e financeiros, bem como os arranjos construídos pelos jovens, desde a educação básica ao ensino superior, na perspectiva da garantia do acesso ao emprego e, por conseguinte, uma mudança de posição na estrutura social vigente. O caminho metodológico adotado aglutinou método, técnicas e instrumentos de pesquisa numa abordagem que articula dados quantitativos (acompanhamento das trajetórias in loco) e qualitativos, a partir de diferentes fontes de dados que informam dados educacionais e de emprego no Brasil. Os primeiros investimentos e arranjos realizados, na perspectiva da obtenção deste emprego, foram centrados nos esforços para que esses jovens conseguissem a conclusão do ensino médio, em seguida os cursos de qualificação profissional e, por fim, o acesso ao ensino superior privado. A relação entre trabalho e educação ganha centralidade nas trajetórias pesquisadas. Por meio dos percursos analisados, constatou-se que há um forte discurso em favor da educação como sendo, se não a única, a principal estratégia de mobilidade social ascendente.
Raphael Ribeiro Machado, Irlen Antônio Gonçalves
Práxis Educacional, Volume 16, pp 508-534; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6570

Abstract:
Este texto propõe discutir, de maneira geral, as questões que se situam no âmbito temático das políticas para educação, ocorridas nas primeiras décadas da República. De maneira específica, o objetivo é o de conhecer os reformadores da instrução pública mineira que atuaram no período de 1891 e 1910. Para isso, tomamos como fontes as mensagens presidenciais enviadas ao Congresso Legislativo; os anais das Câmaras de Deputados e Senado e as leis e os decretos do período. Por meio de tal corpus documental, realizamos um estudo prosopográfico que nos possibilitou um conhecimento coletivo de um grupo de sujeitos que foram imbuídos de poderes para reformar a instrução pública. Em tal estudo, privilegiamos algumas categorias que nos ajudaram no conhecimento das origens dos reformadores e nas suas trajetórias formativo-profissional, tais como: laços de parentesco, naturalidade, aspectos geracionais, trajetórias formativas escolares e profissionalização. Trata-se de uma abordagem situada no campo da história política e social, em torno do lugar e das ações do político, bem como, da compreensão da existência de vetores sociais que condicionam a produção de uma cultura política. Na análise vimos a eclosão da formação de uma comunidade política republicana, constituída por sujeitos denominados de reformadores que, a partir da formação ao longo das trajetórias históricas, viria a utilizar-se de ferramentas retóricas específicas para a construção de argumentos em prol das medidas e dos projetos de reforma da instrução e, por conseguinte, da sociedade.
Práxis Educacional, Volume 16, pp 484-507; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.6537

Abstract:
O artigo é resultado da investigação sobre a luta dos educadores de infância e dos professores dos Ensinos Básico e Secundário em Portugal frente à intensificação da precariedade do trabalho docente, imposta pela “New Public Management”. Objetiva-se analisar as principais pautas de luta instigadas pela reforma do Estado português e, consequentemente, pela reestruturação do sistema de ensino. Nesse contexto, considera-se que a atual gestão dos sistemas educacionais prima pela performatividade, competitividade, resultado, eficiência, avaliação, excelência e mérito. Fundamenta-se no referencial teórico-metodológico do materialismo histórico dialético e toma como referência empírica a Federação Nacional dos Professores (FENPROF). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo com revisão de literatura via análise de fontes primárias e secundárias e, também, análise documental. Como resultado salienta-se que, apesar das políticas educativas derivarem de acordos políticos entre o governo português e os organismos internacionais, mediados pela União Europeia (UE), isso não tem sido suficiente para criar o consenso entre os professores e, nem mesmo, impedir a correlação de forças. Conclui-se, portanto, que a FENPROF tem sido combativa frente ao processo de intensificação da precariedade do trabalho docente e, por isso, tem alcançado resultados positivos, embora limitados, quanto às suas reivindicações em tempo de crise do capital.
Práxis Educacional, Volume 16, pp 21-47; doi:10.22481/praxisedu.v16i42.7334

Abstract:
O presente artigo objetiva apresentar um estudo caracterizado como estado do conhecimento, analisando as principais discussões e os resultados de pesquisas brasileiras sobre o fenômeno da juvenilização na Educação de Pessoas Jovens e Adultas (EJA). Metodologicamente utilizou-se a pesquisa do tipo bibliográfico no estudo, tal como proposto por Romanowski e Ens (2006), cujo levantamento foi realizado em três bases de dados de relevância para a área educacional, a saber: Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e no Grupo de Trabalho de Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas da ANPEd (nas reuniões nacionais). Os resultados foram analisados com base nas técnicas de análise de conteúdo estabelecidas por Bardin (1995). As pesquisas identificadas nessas bases de dados foram categorizadas em quatro categorias: Sujeitos; Escolarização e Inclusão, Políticas Públicas e Formação Docente. Com objetivos distintos, todas as pesquisas ressaltaram a importância de considerar os(as) jovens como protagonistas no processo de ensino e aprendizagem e, sobretudo, as discussões apontaram para a necessidade de ouvir os sujeitos jovens para melhor compreender o fenômeno juvenilização, assim como apontar para o fomento de políticas públicas específicas, com o intuito de promover, além da escolarização a inclusão efetiva desses(as) jovens estudantes.
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