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Results in Journal URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade: 264

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URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 259-293; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656264

Abstract:
El presente artículo intenta dar cuenta de una serie de repertorios de acción artística colectiva que tuvieron lugar en la ciudad de Rosario (Argentina) entre 1995 y 2001. Se trabajaron tres modulaciones de estos repertorios. La primera, denominada performáticas de la manifestación, operó en diversas marchas y protestas, aportando elementos lúdicos y paródicos. La segunda, llamada irrupciones acontecimentales, se dio en los escraches realizados a ex represores de la dictadura militar 1976-1986, generando una suerte de “happenings” sorpresivos. La tercera, definida como paisajes eventuales, comprendió diversas intervenciones estéticas, dramáticas y pedagógicas en la espacialidad urbana, con el fin de concientizar a la población frente a los abusos policiales. Para el análisis de los estudios de caso se realizaron una serie de entrevistas que se cruzaron con algunos registros periodísticos y fotografías.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 232-258; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656274

Abstract:
Este trabalho apresenta uma narrativa histórica sobre as intervenções municipais que regulamentam as festas populares em Salvador - Bahia, especialmente no que diz respeito às suas barracas de comida e bebida. Para tal, foi realizado um levantamento sistemático de literatura no acervo on-line das Leis do município que identificou 15 marcos regulatórios no período entre 1989 e 2018. Analisando estes marcos, foi possível perceber como o poder público foi padronizando as barracas das festas e reduzindo as possibilidades de personalização e de produção cultural nestes objetos urbanos efêmeros que marcam a paisagem durante os festejos. Esta pesquisa entende as Festas de Largo como sistemas dinâmicos instáveis. Ao analisar sua história, é possível propor mudanças no sentido de resgatar valores culturais que foram se perdendo ao longo dos anos. Este trabalho é parte inicial de uma pesquisa de doutorado que objetiva potencializar o resgate da produção cultural e artística das barracas de venda de comida e bebida em Festas de Largo, utilizando novas tecnologias de fabricação digital, especialmente o conceito de personalização em massa. Sua maior contribuição se dá pela sistematização e análise da história das barracas, entendendo e ressaltando a importância dos marcos legais no desenvolvimento destes artefatos.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 168-190; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656271

Abstract:
A presente pesquisa tem como orientação principal a arte urbana no centro histórico das cidades médias, especificamente, analisando o grafite e as nuances de suas manifestações no corpo urbano da cidade de Araraquara. Este artigo apresentará o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores durante um ano de pesquisa acadêmica. A arte urbana é, notavelmente, matéria de inúmeros estudos no campo das Ciências Humanas de forma geral, entretanto, há certa hesitação, por parte dos pesquisadores brasileiros, em analisar as dinâmicas sociais impostas às cidades médias, que representam boa parcela dos municípios brasileiros, neste rol, estão incluídos também os estudos sobre arte urbana no espaço dessas cidades. Deste modo, tivemos como fio condutor e instigador a necessidade de compreender algumas das dinâmicas impostas a estes espaços, que, sobretudo, são espaços em disputa, disputa pelos mercados locais, pela população, mercado imobiliário, setor público, e a própria arte. Nesta dinâmica é fundamental analisar como a arte urbana sobrevive, como é capaz de alterar significados e imprimir marcas nos indivíduos num urbano em disputa.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 191-231; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656273

Abstract:
O seguinte artigo analisa a necessidade de reunião dos conceitos de cidade e lugar, a saber de Argan e Santos respectivamente, partindo das mudanças na concepção da arte contemporânea, quando proposto que é na relação entre o sujeito e a obra que brota o objeto artístico. Para tanto utiliza três objetos de arte, e suas relações com o espaço vivido, lançando mão de metodologias típicas da antropologia, e construindo reflexões dialéticas que surgem a partir da exploração conceitual. Conclui, afirmando que a cidade enquanto obra de arte se mantém em estado de latência, até que a relação entre o sujeito e o espaço à determina de fato como objeto desta natureza portanto, é a medida em que a cidade se torna um lugar que esta passa a ser percebida como arte, tendo assim a técnica e forma, elementos necessários, mas não suficientes.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 154-167; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656266

Abstract:
Localizada na região do Recôncavo da Bahia, a cidade da Cachoeira possui história singular nas relações de luta pela existência política e imaginária, desde a sua participação decisiva nas lutas pela emancipação política do Brasil à constante resistência da população negra que sobrevive às heranças da escravidão. Desde 2017, temos notado a emergência de graffitis que põem em circulação narrativas e imaginários associados ao reconhecimento das singularidades e potências da mulher, superação da opressão masculina, relações entre o corpo feminino e a natureza e entre o corpo da mulher e diversas ancestralidades ligadas à religiões afro-brasileiras, que também tem tomado as redes sociais digitais ampliando as possibilidades de significação, como é o caso do perfil asparedesdocahlfalam, no instagram. Aqui, buscaremos explorar a dimensão política-comunicativa das expressividades artísticas das práticas de escrita da cidade, relacionando com as condições de possibilidades de invenção, encontro e contextos históricos culturais.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 126-153; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656021

Abstract:
O presente artigo analisa como os rappers foram reunindo elementos, selecionando indícios, capturando traços/rastros de experiências para consolidar uma perspectiva de explicação histórica para certos processos sociais e investiram na construção de uma leitura para o rap (especialmente como é praticado no Brasil a partir de finais dos anos 1980) que, mais do que situá-lo como prática musical, fez sobressair sua existência como campo de valores e modo de vida. Esses valores e modos de vida foram fundamentais para a maneira como esses sujeitos lidaram com o espaço urbano, ressignificando em muitas composições, por exemplo, a periferia.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 86-125; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8646357

Abstract:
Este artigo faz parte de um estudo sobre a cidade de São Paulo, sob a perspectiva da cultura punk. Contemplamos, parcialmente, representações do espaço urbano nas produções culturais e experiências dos punks, inseridos na materialidade de São Paulo entre 1982 e 1998. Os punks, reunidos neste contexto como grupo de ação cultural e política da juventude das periferias, elaboraram um conjunto de imagens dialéticas sobre a cidade. Esta última compreendida, entre outras particularidades, como espaço de produção e consumo de representações. Conduzimos a pesquisa por intermédio das análises de produtos da cultura punk: cartazes, panfletos, gravações musicais, entre outras. O resgate das representações de São Paulo pelos punks nos revelou novas dimensões e camadas temporais ocultas da cidade.
, Maria Isabel Costa Menezes Da Rocha
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 2-10; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8659483

Abstract:
Em consonância com o escopo da Revista Urbana, o dossiê ArteCidade amplia suas reflexões – sobre a produção do universo urbano em perspectiva histórica – enfocando desta vez produções e manifestações artísticas que florescem no meio urbano e tensionam suas ordenações.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 58-85; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8655998

Abstract:
O presente artigo pretende encontrar quem fale do espaço urbano e de nossas experiências como seres humanos/urbanos. Encontrar quem tencione e especule propositivamente sobre o anestesiamento e silenciamento dos dissensos urbanos, sobre a homogeneização e estandardização da vida cotidiana, sobre o viver urbano, sobreviver urbano. Encontrar na Arte quem assuma o choque moderno (o ainda insistente ensaiado por Benjamin) e incorpore o turbilhão informacional contemporâneo e que nos convoque a um deslocamento necessário à reflexão e constituição da subjetividade, da alteridade, da urbanidade. Nessa busca, caminhar e encontrar alguns artistas contemporâneos, colecionar algumas de suas obras e estabelecer uma análise crítica. Os trabalhos artísticos centrais são: Le Sacre (1992), de Guillermo Kuitca e Buenos Aires Tour (2003), de Jorge Macchi.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 11-29; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656275

Abstract:
Felipe Marcondes da Costa, um dos idealizadores de Escritas do efêmero, nasceu em 1990 em São Paulo. Tem formação em dramaturgia pela SP Escola de Teatro e Letras pela FFLCH-USP, instituição em que faz mestrado em Literatura Portuguesa pesquisando a relação entre poesia e a arte da performance na obra de Herberto Helder. Seu interesse nessa zona fronteiriça se desdobra em práticas que, como portais, separam e unem expressões artísticas e suscitam a discussão sobre o que é considerado ou não arte. No projeto poemasemdinheiro escreve versos em cédulas, em desencapados os poemas vão parar em documentos oficiais e em Escritas do efêmero os versos estampam as ruas de diversas cidades para serem apagados pelo tempo e deixarem todo o resto que não se apaga. Este diálogo foi realizado presencialmente em agosto de 2019 e sua transcrição foi posteriormente revisada pelo autor.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 11, pp 30-57; https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8656083

Abstract:
Francis Alÿs, artista belga naturalizado mexicano, tem uma poética notoriamente urbana e intimamente ligada à sua formação como arquiteto. Seus trabalhos, contudo, não são pautados pelos princípios vitruvianos de firmitas, tampouco de utilitas, e mesmo a beleza (ou venustas) de suas ações destoa dos cânones da história da arte. A trajetória de Alÿs emerge de fábulas que dão vida a rituais de desterritorialização-reterritorialização inventados pelo artista para cada cidade por que passa. Este texto propõe um diálogo entre trabalhos onde Alÿs molda o espaço-tempo comum através da participação coletiva e aportes teóricos de Jacques Rancière, Michel de Certeau e da dupla Gilles Deleuze e Félix Guattari. Interessa aqui problematizar as contribuições estéticas – e portanto políticas – de Alÿs, particularmente em situações de fronteira, tanto físicas quanto simbólicas, da cidade contemporânea.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 427-429; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8655296

Abstract:
Neste conjunto de artigos, Brasília aparece como cidade narrada e vivenciada por grupos muito diversos, que tem de lidar com a peculiar configuração urbana da capital e contribuem, de modos distintos, para lhe dar vida e recriá-la. As análises densas e bem fundamentadas desenvolvidas em cada um dos artigos estimulam a renovação das problemáticas sobre Brasília e têm o mérito adicional de sugerir caminhos para outras interpretações a respeito da história e das representações da capital. Brasília revisitada, conforme escreveu Lucio Costa, mas também reapropriada e recontada.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 475-497; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8654755

Abstract:
Um olhar sobre a cidade modernista passa, necessariamente pela fotografia da arquitetura que fixou para sempre sua imagem e a difundiu graças aos livros e revistas – do canteiro de obras até sua inauguração no caso de Brasília, e até mesmo em detalhes « fotogênicos » captados segundo códigos experimentais, além dos documentais. O francês Marcel Gautherot foi um dos responsáveis pela difusão da nova arquitetura brasileira na imprensa especializada internacional desde os anos 1940. Mais tarde, a revista Módulo, criada por Oscar Niemeyer para documentar a construção de Brasília, lança seu primeiro número em 1955 com uma foto de Le Corbusier no editorial, lembrando que seu título é uma homenagem ao « mestre » francês. Gautherot, que sera um dos principais fotógrafos desta revista, foi leitor dos princípios urbanísticos de Le Corbusier durante sua juventude européia, e quando veio para o Brasil trabalhou para Niemeyer desde suas primeiras obras. Ele fotografará o desenrolar das obras de Brasília em séries fotográficas que nos levam a estudar a persistência de linguagens fotográficas modernistas da vanguarda, do outro lado do Atlântico, nos anos 1950. As ligações ou as histórias cruzadas entre esses atores, seus percursos e trocas de ideias e formas fixadas nas imagens, se inserem no nascimento dessa capital que marcou a história urbanística e arquitetural do século XX.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 430-474; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8654756

Abstract:
O tempo é o condutor deste ensaio. De uma Brasília ainda no canteiro ao seu cinquentenário. Reporta o impacto da empreitada de Juscelino Kubitschek repercutindo na música, no cinema, na imprensa, até em quadrinhos, em uma estratégia governamental nada ingênua. Amostras de como se lidou com expectativas e a cumplicidade da cultura popular, bem como da alta cultura, demovendo escritores e intelectuais como Adolfo Bioy Casares, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, John dos Passos, Gilberto Freyre, Clarice Lispector. E a crítica especializada com Man- fredo Tafuri e Francesco Dal Co, Robert Hughes, Kenneth Frampton, Alan Hess, James Holston e Frederico de Holanda, entre outros. Trata da passagem de um mito da modernização para a realidade dos paradoxos e das desigualdades, bem como a mudança das percepções de uma cidade em seu começo tida até como natimorto. Reflete sobre a permanência de juízos cristali- zados em seu nascimento, como se a cidade fosse uma eterna criança, ou um adolescente pro- blemático, precocemente envelhecido. Focalizando transformações, busca caracterizar expec- tativas e frustrações sobre uma utopia que que não se realizou. E no lugar do sonho, a reinven- ção de uma cidade. E alertar para a necessidade da historiografia da arquitetura e do urbanismo se reinventar de tempos em tempos.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 371-400; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8648561

Abstract:
O artigo explora a possibilidade de interação entre diferentes leituras da cidade do Rio de Janeiro ao longo do tempo a partir de mapas e da bibliografia existente. Dois recortes foram privilegiados: o da abordagem turística da cidade e o da produção de mapas e guias no século XX. Um dos objetivos é compreender como mapas produzidos para construir uma determinada imagem da cidade, a de “lugar turístico”, guardam um universo de informações capazes de contribuir para que outras histórias sejam inventadas e lidas, num processo inacabado e fértil de interpretar e traduzir.
Renata Silva Almendra
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 345-370; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8651973

Abstract:
O grafite, expressão plástica e visual encontrada em ruas, muros e viadutos das grandes cidades, enfrenta em Brasília um desafio espacial para a sua realização e revela outras dimensões da capital, para além da centralidade político-administrativa e da arquitetura monumental. Justamente por ser realizada no espaço público, a prática do grafite dialoga diretamente com a arquitetura singular da cidade e encontra em suas especificidades dinâmicas próprias para a sua execução. Este artigo tem como objetivo apresentar e analisar os grafites brasilienses como representação social da cidade, evidenciando questões territoriais e que permeiam o imaginário urbano. Para tanto, destaca-se a inscrição de grafites em alguns lugares específicos do Plano Piloto, como as “tesourinhas”, viadutos, passagens subterrâneas e a Via W3, resignificando esses lugares por meio de uma ocupação criativa.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 314-333; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8652098

Abstract:
Os discursos que proporcionaram o reconhecimento de Brasília como patrimônio cultural atribuem ao passado sua legitimidade (como o Decreto nº 10,829/87 que, ao dispor sobre a preservação da cidade, anuncia estar regulamentando uma norma de 1960). Em face disso, o presente trabalho tem por objetivo analisar criticamente o que seriam as origens da preservação de Brasília: a solicitação do então presidente Juscelino Kubitschek para o tombamento precoce da cidade, no ano de sua inauguração; o artigo nº 38 da Lei San Tiago Dantas, que condicionava eventuais alterações no plano piloto de Lucio Costa a autorização do Senado Federal; e a proposta de criação de um Conselho para a preservação da cidade enquanto obra de arte. Pondero que as questões que emergem destes começos ou foram pouco exploradas pela bibliografia especializada ou o foram de modo a produzir mistificações a respeito de personagens e seus gestos. Assim, este texto busca revisitar tais estudos e investigar documentos da época, de modo a oferecer novos olhares e interpretações destes momentos basilares para o tombamento de Brasília, em que questões de ordem política se misturaram com decisões técnicas e proposições de preservação da Capital Federal como um objeto cultural.
Fábio Franzini
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 334-344; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8651577

Abstract:
Este artigo volta-se à análise de um conjunto de discursos produzidos durante a segunda metade da década de 1950, no contexto da idealização, concepção, construção e inauguração de Brasília. Seu propósito é discutir, a partir deles, como a especificidade dessa forma urbana detinha então um conteúdo prenhe de história, de historicidade e de cultura histórica, conteúdo esse cujo significado maior estava em apontar para o futuro.
Rebeca Grilo De Sousa
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 401-426; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8650475

Abstract:
Processos de modernização urbana, amiúde, caminham lado a lado a eventos de destruição. Seja como uma tabula rasa ou com ações pontuais, estes processos colocam em xeque parte da memória urbana, ao eliminar componentes da narrativa urbana. Intenta-se, ao revisitar processos de modernização urbana, apresentar uma nova leitura para os eventos de destruição ocorridos nas cidades. Ao identificar nestes episódios as representações sobre as demolições empreendidas no tecido urbano e fazer delas o substrato para reconhecer as sensibilidades que afloram nestes eventos, colabora-se para a História Cultural Urbana das cidades brasileiras, bem como apreende-se um dos processos de formação de sensibilidades hoje consolidadas (ou em processo de consolidação) como o de preservação do acervo construído.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 299-313; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8652097

Abstract:
O artigo procura traçar paralelos entre a proposta do térreo livre público, princípio fundamen-tal na concepção urbanística do plano para Brasília, e o termo “modernização seletiva”, pro-posto pelo sociólogo Jessé Souza (2000). Segundo o autor, o processo de modernização brasi-leiro foi seletivo e não promoveu apenas as novas classes sociais que se apropriaram diferen-cialmente dos capitais cultural e econômico daí derivados, resultou também numa classe de indivíduos sem capital de qualquer tipo, desprovidos das precondições sociais, morais e cultu-rais que permitissem sua participação no circuito mínimo da cidadania. Propõe-se observar o termo em relação ao ideário que ensejou a nova capital, baseada em ideias novas e radicais sobre a propriedade da terra, atrelada a princípios de desenho urbano, para refletir sobre as estruturas latentes, arraigadas no passado, que ressoam neste episódio decisivo de urbaniza-ção do país. Para isso, além das proposições teóricas, recorre-se aqui à ideia dos condomínios privados horizontais, uma imagem alusivas que revela os conflitos e contradições que marcam a metrópole no presente, com grande aspecto fundiário e sócio-espacial.. Deve conter no máximo 250 palavras e formar um único parágrafo.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 269-270; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8654714

Abstract:
Apresentação do dossiê sobre Brasília-DF, editado em dois números.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 278-298; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i2.8652094

Abstract:
Entre aqueles preceitos presentes na concepção original de Brasília que deixaram marcas profundas no seu posterior crescimento destaca-se a opção por baixas densidades. Desde sempre, a densificação populacional tem sido anátema, tanto mais denegrida quando associada a altas alturas nas edificações. As consequências são visíveis na dimensão desmesurada da mancha urbanizada do Distrito Federal. Contudo, o aumento crescente das distâncias e a elevação dos valores fundiários findaram por impor sua lógica nesta que já é a terceira metrópole brasileira. Hoje, está em curso um processo de acelerada verticalização justamente naquelas áreas menos capacitadas para suportar os impactos da nova massa edificada e do concomitante aumento populacional.
Marcelo Augusto De Almeida Teixeira
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 527-545; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8651562

Abstract:
A partir dos enlaces da Teoria Queer com a Sociologia e a Geografia das Sexualidades e Arquitetura, o artigo analisa o caso da avenida W3 Norte, em Brasília, como um exemplo de “paisagem sócio-sexual”, implicada na construção de subjetividades, corporalidades, sexualidades e imaginário sexual urbano. Analisa também a W3 de acordo com a “Teoria dos Mercados Sexuais”, como participante de um mercado mais amplo estruturado pelo Plano Piloto de Brasilia, com repercussões na vida sexual de individuos e grupos. Em uma cidade popularmente acusada de ser deserta à noite, a W3 Norte torna-se não só um local de vida erótica em Brasília, mas também de vida urbana e questionadora de fronteiras espaciais e identitárias, de gêneros e orientações sexuais.
Fernanda Reis Ribeiro,
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 498-526; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8651995

Abstract:
O trabalho traça a construção da memória ferroviária de Brasília dos anos 1960 aos dias atuais. A mudança da capital induziu a construção de ferrovias que ligassem a nova cidade ao país, processo marcado por acontecimentos políticos, econômicos e sociais, que influenciaram o desenvolvimento da ferrovia ao longo dos anos. O estudo focaliza a forma como a memória ferroviária brasiliense se constituiu de acordo com fatores locais, sociais e coletivos. Foram consultados estudos sobre memória e patrimônio, além de periódicos da época. A ferrovia é apresentada não por meio de uma perspectiva técnica, mas pelo modo como as especificidades dos complexos ferroviários da capital atuaram de forma a estruturar memórias.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 570-591; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8651524

Abstract:
O presente artigo propõe uma reflexão sobre os dois longas metragens do diretor Adirley Queirós: “ A Cidade é uma só?” (2011) e “Branco sai, preto fica” (2014). A analise em questão é norteada pela da disputa territorial: das cidades satélites e do Plano Piloto, enquanto alegoria dos limites da democracia brasileira. À medida em que esta disputa faz emergir as contradições do projeto de modernização nacional. Convoco a noção de demofobia (LYNCH, 2014) com o intuito de compreender o processo de construção da democracia brasileira, onde a nova capital é erguida como farol da utopia.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 592-613; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8650468

Abstract:
O presente artigo trata da cidade do Recanto das Emas, Região Administrativa do Distrito Federal. Através da análise das narrativas memorialísticas de algumas moradoras da cidade, é possível (re)construir algumas possibilidades dessa cidade, entre elas, a relação com importantes figuras políticas do DF na constituição desse espaço.
Angélica Peixoto De Paiva Freitas
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 546-569; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i3.8651542

Abstract:
É nos pormenores do cotidiano que os brasilienses reinventam a cidade que habitam. A capital pensada pelo arquiteto ganha, assim, novas funcionalidades e texturas, torna-se mais humanizada, expressão dos anseios daqueles que nela vivem. Por meio da cobertura jornalística cultural, a revista Traços e a série Distrito Cultural lançam suas perspectivas sobre a Brasília vivenciada, transformada nos detalhes. Além do estereótipo burocrático de centro do poder político, revista e série dedicam-se a mostrar uma nova Brasília que nasce, desta vez, da espontaneidade de seu povo.
Viviane Gomes De Ceballos
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 469-475; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8652538

Abstract:
Andar pela cidade, perceber o traçado de suas ruas, estudar os estilos arquitetônicos de seus prédios ou o seu centro histórico nos abre a possibilidade de ver e viver a cidade em perspectivas plurais, mas que deixam ainda obscuras tantas outras possibilidades de leitura do espaço citadino. Neste número a Urbana abre espaço para discussões que nascem da preocupação em entender a cidade como um espaço que ganha contornos e formas ao sabor das memórias que a constituem. A cidade torna-se plástica, moldável, maleável às falas de seus tantos habitantes, visitantes, urbanistas, cronistas, enfim, de todos aqueles que com ela vivem ou viveram algum tipo de relação – seja de identificação ou de estranhamento. Assim, pensar a cidade a partir da fala de seus moradores, das memórias de seus edificadores, gestores, enfim, daqueles que a constituem, implica refletir sobre essas várias temporalidades e subjetividades que estão envolvidas no processo de historiar. A experiência de hoje lembrar sobre um fato passado, ocorrerá mediante o estímulo de questões colocadas pelo historiador/entrevistador, de fotografias apresentadas ou mesmo de um passeio pelas ruas da cidade, no entanto, essa será uma memória perpassada pelos limites que o historiador acaba colocando para o seu colaborador no momento da entrevista/pesquisa. Entendida como um espaço plural e complexo a cidade ganha contornos a partir dos diferentes discursos que incidem sobre ela – de urbanistas, de jornalistas, de cronistas, de memorialistas e de habitantes que acabam atribuindo significados à cidade e aos usos que são feitos dela a partir de seu lugar de atuação. Neste número a Revista Urbana apresenta as discussões e perspectivas traçadas por diferentes estudiosos sobre o espaço citadino e as relações com seus habitantes.
Antonio Fagner Da Silva Bastos, Sérgio Carvalho Benício De Mello
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 521-539; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8649610

Abstract:
O artigo aborda as transformações que a Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, sofreu ao longo de seus 125 anos e objetiva identificar quais as lógicas que embasam os novos significados que estão ali sendo construídos. Para isso, observamos os discursos dos sujeitos políticos que atuaram em sua última grande transformação: a abertura da Avenida Paulista para pedestres e modais ativos em 2015 e fechamento para o tráfego de veículos automotores.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 677-711; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8647231

Abstract:
En este trabajo nos interesa dar cuenta del rol que jugaron los Núcleos Habitacionales Transitorios en la autodenominada “Revolución Argentina”. Consideramos que el régimen los utilizó como un dispositivo propagandístico que apuntó a mostrar su vocación social por los más humildes. Asimismo, se convirtieron en un instrumento destinado a normalizar los espacios cotidianos de los sectores populares, “inculcando” nuevas formas de comportamiento y modos de habitar.
Rodrigo Espinha Baeta
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 54-103; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651022

Abstract:
Quando se analisa a conformação dos núcleos urbanos fundados pelos espanhóis nas Índias Ocidentais a partir do início do século XVI, desponta o impressionante processo de elaboração de uma tipologia regular de cidade: uma tendência de ordenação referente ao plano gerador que teria sido repetida inúmeras vezes, nas mais diversas regiões do vasto território sob o domínio da metrópole peninsular – culminando na realização de um modelo de cidade que apresentaria uma organização absolutamente cartesiana. Em oposição aos primeiros dois séculos de colonização, o cenário urbano nos setecentos deveria almejar a uma paisagem urbana dramática – aliada a poética barroca –, dificilmente expressada na engessada cidade em damero. Logo, as cidades ordenadas deveriam contar com intervenções – de teor urbanístico, mas especialmente de escala arquitetônica – que atuassem “contra” a quadrícula. Ou seja, através da corrupção do esquema rígido da traza hispano-americana e da inclusão de exuberantes exemplares da arquitetura religiosa, os assentamentos coloniais poderiam ser transfigurados em prol da exaltação de acontecimentos cenograficamente dramáticos.
Simona Costa
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 160-184; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651110

Abstract:
O artigo centra-se na história urbana das vilas estabelecidas em Minas Gerais ao longo do século XVIII. Na primeira parte, analisa brevemente os principais fatores que condicionaram o surgimento na região dos primeiros núcleos populacionais e a sua institucionalização política. A seguir, proporciona um esclarecimento conceitual acerca das noções de “cidade” e “urbano”, visando lançar luzes sobre as características peculiares da “cidade mineradora”. O trabalho destaca também a importância do papel desempenhado pelas questões fundiárias e pelos modelos e pelas práticas urbanísticas na estruturação da urbs mineira. Examina, por último, o processo de formação e de desenvolvimento urbano da antiga Vila Rica durante o século XVIII.
Lindener Pareto
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 610-658; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8650477

Abstract:
Este artigo discute a produção do espaço urbano paulistano a partir da biografia profissional de José Kanz. Descendente de alemães e trabalhador da construção civil, Kanz se constitiu num dos principais empreiteiros de obras da cidade de São Paulo na primeira década do século XX. Sua atuação profissional evidencia os conflitos entre poder público e privado, as estratégias de sobreviência de estrangeiros na cidade e um momento crucial de paulatina regulação da legislação urbana sob a Prefeitura de Antonio da Silva Prado. Kanz representa também o limiar da condição profissional daqueles construtores que ainda não precisavam de diploma para atuar projetando e construindo numa cidade que aos poucos foi conduzida à primazia dos engenheiros e arquitetos diplomados.
Gabriela Assunção
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 499-520; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8649547

Abstract:
No cenário da Natal contemporânea, o artigo discute os elementos físicos que dão suporte as narrativas do presente sobre sua área patrimonial. As falas de usuários (moradores, trabalhadores e visitantes) dos antigos bairros, Cidade Alta e Ribeira, são analisadas com base no estudo da história e memória local. Entre os resultados, destacou-se a influência dos discursos de modernização de início do século XX ainda presente na forma de interpretar o ambiente urbano. Na imagem apresentada, observa-se dificuldade de os usuários reconhecerem valor de trechos modestos da malha, aqueles fora dos padrões da cidade moderna. Nesse sentido, orientam-se caminhos para ampliar lembranças e apagar imagens negativas associadas ao local.
Anaclara Volpi Antonini
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 476-498; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8649607

Abstract:
O presente artigo analisa as homenagens anuais ao operário Santo Dias da Silva no local onde ele foi assassinado em 1979 como um marco de referência da ditadura militar na metrópole de São Paulo. Apesar do contexto marcado por intensas transformações do espaço, o ato realizado anualmente todos os dias 30 de outubro contraria os processos de apagamento desta memória, ressignificando o lugar com a sua sinalização e apropriação.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 208-231; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651043

Abstract:
O que agrupou todas as temáticas pesquisadas pelo historiador Robert Chester Smith foi o estudo das cidades, ou seja, todas as manifestações artísticas estudadas por ele foram eminentemente urbanas. Smith tratou dos aspectos estéticos e artísticos percebidos nas igrejas, ruas, casas, pinturas e esculturas do período colonial. Um cenário urbano entendido como local de embate, disputas, discussão e construção de parâmetros estéticos, patrimoniais e artísticos e um campo de pesquisas em formação. Smith se inseriu no campo intelectual brasileiro em 1937, ano de sua primeira viagem ao Brasil. Entretanto, desde o início da sua formação buscou integrar e fortalecer o campo de estudos sobre arte e arquitetura colonial, especificamente luso-brasileira. Portanto, o artigo trata da formação do campo de estudos sobre arte e arquitetura colonial a partir da trajetória intelectual de Robert Chester Smith.
Carolina Farnetani De Almeida,
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 131-159; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651121

Abstract:
O artigo apresenta o estudo sobre a formação do núcleo urbano, que hoje corresponde à cidade de Cabo Verde, no sudoeste do estado de Minas Gerais. Na segunda metade do século XVIII, o território em questão fazia parte da rede urbana do Rio Sapucaí, que abrangia quase todo o sudoeste da Capitania de Minas Gerais, fazendo divisa com a Capitania de São Paulo. Esse território foi palco de disputas entre as Capitanias e os Bispados de Minas Gerais e São Paulo. O artigo também apresenta uma análise da gênese e da estrutura da forma urbana de Cabo Verde, núcleo de povoamento que se origina como arraial de mineração. O estudo de caso em questão busca cobrir uma lacuna da historiografia, pois contempla a análise de uma cidade que pouco cresceu desde a sua origem, e cuja forma demonstra um modo luso brasileiro de fundar núcleos urbanos na segunda metade do século XVIII.
Amari Peliowski Dobbs, Catalina Valdés Echenique
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 232-249; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8648813

Abstract:
A partir del estudio de una serie de imágenes de diversa índole, proponemos analizar los vínculos entre una ciudad y un cerro atendiendo al modo de verpanorámico y sus derivas visuales a lo largo del siglo XIX. Esto nos permite reflexionar sobre el particular rol del cerro Santa Lucía, hito de referencia para Santiago de Chile y punto de confluencia para las representaciones de esta ciudad capital. ¿Qué tipo de relaciones se pueden establecer entre el cerro y la ciudad a partir de estas imágenes? ¿En qué grado esta mirada total y en altura determina la comprensión y la construcción visual de la ciudad? Y al revés: ¿en qué grado el promontorio da forma a las imágenes de la ciudad y da lugar a un particular modo de ver? Con este recorrido visual, se pretende responder a estas y otras preguntas ligadas a la percepción del espacio y a la experiencia del paisaje urbano en el siglo XIX.
Rodrigo Almeida Bastos
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 1-3; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8652916

Abstract:
Nas histórias da arte, da arquitetura e da cidade, toda denominação que se caracterize por uma identificação temporal ou estilística corre o risco de ser generalista e superficial. Assim, há algumas décadas, temos consciência dos proveitos mas também dos limites de algumas classificações como: a “cidade medieval”, a “cidade ideal”, a “cidade barroca”, a “cidade iluminista” etc., tanto pelo que resta excluído do nome quanto pelo que pode vir a residir dentro dele, quase sempre arbitrariamente. Acrescente-se, ainda, que uma denominação geralmente não oferece uma identidade semântica homogênea ou unívoca, uma concordância absoluta de entendimento para aqueles que se interessam por ela – essa cidade reificada por um epíteto ou pelo número de um século que, a bem da verdade e do rigor, só tem começo e fim nos calendários.
Sergio Moraes Rego Fagerlande
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 104-130; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8650899

Abstract:
O artigo relaciona a formação dos primeiros edifícios teatrais do Rio de Janeiro no século XVIII e as transformações sociais e urbanas daquele período, mostrando a importância desses novos espaços relacionados ao lazer e à cultura em uma sociedade ainda muito ligada à religião. A partir de estudos sobre um dos primeiros teatros, a Casa de Ópera de Manoel Luiz, construída na segunda metade do século e localizada junto ao Palácio dos Vice-Reis, pode se estabelecer um novo modelo de espaço ligado a iniciativas privadas, mas relacionadas ao poder real, influenciando o espaço público e trazendo novas ideias de liberdade para a cidade.
Leonardo Dimitry Silva Guimarães
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 250-268; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651445

Abstract:
Goiânia, símbolo da “Marcha para o Oeste” estado-novista, é fundada sob a égide do progresso, em detrimento da anterior sede administrativa de feições coloniais. O esforço de se estabelecer como capital, porém, vai além de sua concretização espacial - mediante um plano urbanístico que evocasse modernidade - e se articula, também, no campo simbólico. Os discursos, antecedentes às primeiras construções, são portadores da cidade que se idealiza e, nesta conjuntura, residem as representações. Entendendo-as como presentificação de uma imagem culturalmente construída, a abordagem deste trabalho propõe estabelecer um olhar acerca da Revista Oeste e seus registros fotográficos de Goiânia, explorando-os como importantes elementos de consolidação discursiva e imaginária da capital.
Concepción Lopezosa Aparicio
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 185-207; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651822

Abstract:
Se pretende una reflexión sobre algunos aspectos de la política urbana impulsada por los Borbones en Madrid en el siglo XVIII, a partir de un estudio de caso: el proceso de urbanización de la periferia oriental de la ciudad, como ejemplo destacado dentro del proyecto de modernización de la urbe. La urbanización de este sector pivotó sobre los supuestos que articularon los planes de transformación de la ciudad, de una parte, la mejora de las obras de infraestructuras para garantizar las condiciones de habitabilidad precisas para el disfrute de los ciudadanos y al tiempo asegurar el orden público como aval de convivencia social y ejemplo de civismo ilustrado.
, , Nádia Mendes De Moura, Diogo Fonseca Borsoi
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 10, pp 4-53; https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651827

Abstract:
A história das cidades brasileiras no período colonial, em grande medida, foi escrita a partir dos seus aspectos formais. As imagens de “abandono” e “desleixo”, cunhadas por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil(1936, 1948), motivaram gerações de pesquisadores a investigar a morfologia desses núcleos, buscando padrões de regularidade e ortogonalidade. Se muita atenção foi dada aos aspectos planimétricos, pouca ou nenhuma foi dada aos aspectos volumétricos e à materialidade enquanto fonte histórica. A dimensão material das relações sociais, com raras exceções, permaneceu em segundo plano, como simples cenário. Pouca atenção foi dada à sua dimensão potencializadora de novas relações sociais e, assim, ao mesmo tempo, produto e vetor em constante relação dialética. Visualizar a materialidade de núcleos históricos não é tarefa fácil, exige metodologia e instrumentos específicos mobilizados em perspectiva regressiva, envolvendo o entrecruzamento de documentação variada. Nos últimos anos, uma nova safra de estudos vem lançando luz em evidências empíricas que merecem debate por seu ineditismo e por conspirarem para uma necessária releitura da materialidade das cidades brasileiras coloniais, inclusive nas suas interfaces com o mundo rural envoltório. Valendo-se de fontes textuais com acentuada dimensão visual, espacializadas em cartografias regressivas por meio de novos aportes tecnológicos, inclusive o SIG (Sistema de Informação Geográfica), esses estudos dão a ver o que de outra forma não se vê, com foco em índices materiais que informam sobre relações sociais e sobretudo sobre processos de acumulação desiguais de tempos, em perspectiva histórica de longa duração. A cidade discutida enquanto artefato, produto e vetor da ação humana, é assim um campo privilegiado de análise em História Urbana, tema do presente artigo, que visa demonstrar alguns resultados interessantes e ainda inéditos nessa linha de investigação que estamos tendo o privilégio de constituir um grupo de pesquisa (BUENO, 2004, 2005, 2016; ANDRADE, 2012; ARRAES, 2017; BORSOI, 2013; BRAGHITTONI, 2015; KATO, 2011 e 2017; MOURA - tese em andamento). Numa espécie de Arqueologia da Paisagem Urbana, ensaiamos reconstituir a materialidade de cinco núcleos urbanos coloniais – São Paulo, Santos, Cunha, Vila Boa e Oeiras do Piauí– com vistas a detalhar nossa metodologia de pesquisa, apontando caminhos promissores para o campo disciplinar em debate no presente Dossiê.
Thainã Teixeira Cardinalli
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 712-730; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8648574

Abstract:
Investigo neste artigo os contos “Primeiro de Maio” e “Atrás da Catedral de Ruão”, que compõem o livro Contos Novos (1947) de Mário de Andrade. Ambas as narrativas retratam a cidade de São Paulo por entre os conflitos pessoais e profissionais das personagens, um carregador de malas da Estação da Luz e uma professora de francês, respectivamente. São histórias que ao descreverem determinados lugares e situações urbanas vivenciadas na capital paulista, revelam a estreita relação entre os contos do literato e os discursos politicos, produções literárias e debates urbanísticos difundidos na primeira metade do século XX, em São Paulo.
Maria De Fátima De Mello Barreto Campello, , Jaianny Fernandes Duarte, Thaysa De Oliveira Silva
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 659-676; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8648846

Abstract:
O presente trabalho realiza uma análise acerca da cultura visual e da conservação do patrimônio urbano, tendo como fonte de inspiração leis e práticas de proteção do patrimônio cultural na Itália influenciadas por Gustavo Giovannoni. Toma como ponto de partida a observação de duas séries de cartões-postais que tematizam a cidade de Maceió: uma do início do século XX e uma atual. Entende que estes documentos são instrumentos privilegiados para identificar mudanças e permanências na valorização de marcos paisagísticos e para identificar, sobretudo, transformações nos modos de vê-los. Procura, por fim, levantar algumas hipóteses sobre os motivos das referidas continuidades e descontinuidades nos modos de ver a cidade e como esses modos de ver podem ser considerados, também, patrimônio.
Rafael Carlos Lima Oliveira
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 572-609; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8650388

Abstract:
O artigo visa discutir de que maneira os processos de urbanização em curso na São Paulo da virada do séc. XIX - XX podem ter sido utilizados para engendrar discursos “gentrificadores” sobre regiões centrais específicas da cidade – pobres, encortiçadas, de meretrício e comércio simples. Nessas regiões, que constituíam um campo imobiliário fértil para a expansão e remodelação da cidade, existia uma preocupação moralizante da elite (principalmente no que tange a questão do meretrício) e um projeto de cidade espacialmente incompatível com as camadas baixas. Dentro desse espectro, elege-se como foco o processo de remodelação do Anhangabaú, iniciado com o anúncio do projeto de construção do primeiro Viaduto do Chá (1877) até a finalização das obras do Parque Anhangabaú (1917).
Larissa Pinheiro
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9, pp 540-571; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i3.8650213

Abstract:
O objetivo deste artigo é apresentar o potencial educativo da cidade, tendo como enfoque a memória constituída no Parque Moscoso, localizado em Vitória/ES, através da leitura de imagem de suas fotografias. Para tanto, dentro da abordagem do materialismo histórico-dialético, trabalhamos com leitura de imagens com a finalidade de desvelar contradições sociais e compreender o Parque Moscoso como uma totalidade, mostrando que novos espaços de sociabilidade não foi apropriado por toda população, aprofundando a segregação socioespacial de uma cidade marcada por uma modernização excludente. Constatamos que experiências educativas nesse sentido são importantes para valorizarmos espaços das nossas cidades e ampliarmos as possibilidades do fazer pedagógico.
Erika Angélica Alcántar García
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i1.8647221

Abstract:
En este trabajo se ofrece un resumen sobre las fuentes, temas y enfoques para la construcción de una historia del urbanismo popular, a partir del caso de la ciudad de México. Se trata de una propuesta que responde a un notable vacío dentro de la historiografía local, respecto a un proceso que explica el origen y conformación de la mayor parte del tejido socioespacial de las ciudades mexicanas contemporáneas. El documento se apoya en los resultados del trabajo de investigación documental y en campo realizado por los autores como integrantes del seminario de historia del urbanismo popular del Posgrado en Urbanismo de la Universidad Nacional Autónoma de México.
URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Volume 9; https://doi.org/10.20396/urbana.v9i1.8647226

Abstract:
El presente artículo se centra en la organización y trabajo de la cooperativa de autoconstrucción Copacabana, creada en la Villa 31, Buenos Aires, Argentina, durante la última dictadura militar argentina (1976-1983). Esta cooperativa fue la primera de un total de catorce que buscaron responder a las políticas urbanas de erradicación de las villas de la Ciudad de Buenos Aires. Este trabajo analizará el proceso de conformación de Copacabana y la autoconstrucción de su primer barrio: La Asunción. A su vez, se buscará explorar las estrategias, ideas y conflictos que la cooperativa durante su funcionamiento. En este sentido, se presta especial atención a las transformaciones sociales y espaciales de la cooperativa y el barrio.
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