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Eneida Maria De Souza, André Botelho, Rafael Lovisi Prado
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 11-14; doi:10.17851/2317-2096.30.1.11-14

Abstract:
Silviano Santiago no entre-lugar
Marília Rothier Cardoso
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 45-63; doi:10.17851/2317-2096.30.1.45-63

Abstract:
Um trajeto livre pela diversidade de publicações de Silviano Santiago surpreende o observador, pois mostra como a potência da fabulação literária amplia o teor inventivo da atividade teórico-crítico-política. Partindo de um texto circunstancial – o conto “Família”, publicado no blog do Instituto Moreira Salles por ocasião da abertura da exposição de fotografias de Chichico Alkmim –, este artigo visita obras de gêneros, estilos e tons muito diferentes na investigação de momentos de destaque onde a escrita, ao experimentar soluções mais instigantes, ilumina problemas de formulação conceitual e de julgamento crítico. Ora deixa evidente a permanência da força denunciadora das apropriações e montagens, ora exercita a narração do ponto de vista da criança para estranhar comportamentos sociais arraigados; numa passagem poética, ressignificam-se personagens da mídia de massa; nas narrações, serve-se da tática (auto)biográfica para reescrever aspectos delicados da história recente; por último, seus enredos romanescos transformam o estatuto mimético do gênero em alegoria de aspectos teóricos da arte.
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 83-94; doi:10.17851/2317-2096.30.1.83-94

Abstract:
Este texto analisa o livro de Silviano Santiago, Uma literatura nos trópicos, que completou quarenta anos em 2018, consolidando sua vocação como um “livro de formação”. O ensaio procura acompanhar os diversos capítulos da obra e assim destacar o conceito de “entre-lugar”, gerado, segundo o próprio autor, a partir do caos experimental-existencial do escritor brasileiro e do seu atravessamento entre o discurso das metrópoles e aquele da produção colonial. O texto objetiva ainda mostrar como, no andamento da obra, a figura de Claude Lévi-Strauss ocupa espaços diversos. Se o etnólogo do primeiro capítulo é o herói de Tristes trópicos, já o antropólogo do último texto de Uma literatura nos trópicos é aquele de Estruturas elementares do parentesco e do amplo projeto intitulado de Mitológicas que, nesse caso, comporta-se como grande “adversário” estrutural.
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 95-116; doi:10.17851/2317-2096.30.1.95-116

Abstract:
O artigo pretende situar o conceito pioneiro e seminal de “entre-lugar” formulado por Silviano Santiago no início da década de 1970 dentro de um conjunto de discussões do que poderíamos chamar de um “primeiro momento” do debate acadêmico pós-colonial. Para isso, indicaremos aproximações com ideias contemporâneas de dois outros críticos culturais de origem colonial que se estabeleceram e se consagraram no circuito acadêmico hegemônico, Edward Said e Homi K. Bhabha. Santiago e Said participaram da recepção imediata das ideias estruturalistas e “pós-estruturalistas” nos Estados Unidos e, por caminhos próximos, mas com alcances teóricos diferentes, perseguiram o questionamento dos padrões europeus de pensamento ao colocar em xeque a ideia de origem. Em momento posterior, Bhabha desenvolverá uma crítica à perspectiva que ele considera binarista de Said, cujos argumentos – sendo este o ponto que gostaríamos de demonstrar – convergem com aqueles já presentes na formulação de Santiago.
Roberto Alexandre Do Carmo Said
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 173-187; doi:10.17851/2317-2096.30.1.173-187

Abstract:
Pretendo analisar, neste artigo, o dispositivo de leitura engendrado por Silviano Santiago em sua investigação da viravolta cultural que reposiciona os estudos literários e as relações entre arte e política no final da década de 1970 no Brasil. Tomo como corpus três ensaios de Santiago, elaborados em diferentes momentos de sua trajetória intelectual, a partir dos quais busco identificar procedimentos críticos comuns que caracterizam um modo singular de aproximação do objeto, a um só tempo difuso e agudo, cuja recorrência revela uma obsessão do crítico pelas inflexões e pelos descentramentos na ordem da cultura. A ênfase recai na figura de Caetano Veloso e de sua atitude antropofágica cujo trabalho, em confluência com o de Santiago, conjuga elementos de diferentes registros culturais, de modo a revelar as ambiguidades e os paradoxos instituídos entre o campo estético e o político, entre a arte e a cultura, no processo de modernização conservadora da sociedade brasileira.
Aline Magalhães Pinto
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 189-203; doi:10.17851/2317-2096.30.1.189-203

Abstract:
O texto busca considerar criticamente a noção de superastro, presente no livro Uma Literatura nos Trópicos, de Silviano Santiago (1972), entendendo-a como um operador interpretativo que pode tornar possível um exercício de teorização no horizonte conceitual e fenomênico aberto pela performatividade e pelo modo temporal que a perpassa: a presença. A questão levantada é se a exuberante figura do superastro pode servir como dispositivo de observação e reflexão teórica da performance.
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 31-43; doi:10.17851/2317-2096.30.1.31-43

Abstract:
O texto afirma que Uma literatura nos trópicos, de Silviano Santiago, publicado em 1978, desafia a sociedade e a cultura brasileiras a se repensarem, tarefa difícil naquela conjuntura marcada pelas trevas. Centra-se no primeiro capítulo do livro, “O entre-lugar do discurso latino-americano”, para mostrar que a proposta do autor provoca a abertura de espaço para acolher esse desafio e alimenta a coragem para enfrenta-lo. Questionando a intransigência com o que destoa da norma estabelecida, do comportamento rotinizado, a categoria entre-lugar permite abandonar a ideia de unidade, pureza, homogeneidade cultural e introduzir a obrigatoriedade de reflexão sobre a alteridade e a heterogeneidade, conceitos que arejaram o pensamento contemporâneo. Ilustro esse papel na área das ciências sociais, em especial na sociologia. A expressão entre-lugar tornou-se instrumento fundamental para compreendermos o lugar da sociologia brasileira no cenário das ciências sociais cosmopolitas.
Mariana Miggiolaro Chaguri, Maria Caroline Marmerolli Tresoldi
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 135-154; doi:10.17851/2317-2096.30.1.135-154

Abstract:
Este artigo argumenta sobre a novidade teórico-metodológica de Uma literatura nos trópicos, de 1978, primeira coletânea de ensaios de Silviano Santiago, observando que se trata da emergência de um ponto de vista pós-colonial para investigar a literatura. Para tanto, sustenta que a diferença como valor crítico e heurístico é afirmada por Santiago por meio do caráter relacional e violento da colonização. Para desdobrar essa hipótese de leitura, o texto promove uma análise que situa o debate sobre a diferença no interior da discussão sobre a dependência para, em seguida, discutir o estatuto teórico-metodológico do conceito de “entre-lugar”, destacando os principais aspectos do método crítico proposto pelo autor, bem como explorando algumas de suas consequências.
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 17-29; doi:10.17851/2317-2096.30.1.17-29

Abstract:
Abordagem da obra de Silviano Santiago como ficção teórica mediante a perspectiva do entre-lugar, que busca descondicionar o leitor e o escritor, torná-los aptos a intervir livremente na tradição literária, submetida à desconstrução, que se manifesta enquanto pharmacon, desvelador das estruturas de dominação presentes nas oposições remédio/veneno, bem/mal, dentro/fora, palavra/escritura. Busca-se destacar, ainda, a natureza experimental dos textos ensaísticos ou ficcionais, em constante remissão mútua e mútua significação pelo deslizamento incessante do significante intra e intertextual.
Eneida Leal Cunha
Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Volume 30, pp 119-134; doi:10.17851/2317-2096.30.1.119-134

Abstract:
Como “notas ao pé da página”, o artigo retorna a Uma literatura nos trópicos e a seu mais célebre ensaio, “O entre-lugar do discurso latino-americano”, para articulá-los a uma sequência de ensaios posteriores publicados pelo autor Silviano Santiago, nos quais se reiteram e se desdobram os ímpetos do gesto crítico inaugural, desconstrutor, intempestivo e extemporâneo. Exploram-se, portanto, em trabalhos escritos entre 1972 e 2000, as operações de confronto com linearidade do argumento histórico, as leituras a contrapelo, as recuperações no arquivo colonial e a exploração dos nexos recalcados que sustentam e legitimam, no Brasil, hierarquias, violências, exclusões, racismos e a obliteração da palavra do Outro.
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