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Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1298-1313; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.69967

Abstract:
O presente ensaio propõe uma reflexão acerca da apropriação do pensamento de Paulo Freire pela vertente da pedagogia crítica anglo-saxônica, analisando genealogicamente a construção do cânone freireano no exterior. Para tanto, determinados aspectos hermenêuticos serão abordados acerca das traduções para o inglês de sua obra principal, Pedagogia do Oprimido, na tentativa de resgatar as dimensões epistêmicas de sua filosofia, sobre o tripé da ética, da dialética e da espiritualidade que nortearam a prosa de Freire. PALAVRAS-CHAVE: Paulo Freire. Decolonialidade. Genealogia. Pedagogia Crítica.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1164-1177; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67914

Abstract:
O artigo discute os resultados da pesquisa-ação que estudou a obra Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa (2020), com licenciandos em Prática de Ensino. A atividade foi desenvolvida por meio de aulas remotas síncronas fundamentadas nos princípios da aprendizagem dialógica. Neste artigo, são analisados os dados do instrumento de autoavaliação e avaliação da disciplina aplicados com a finalidade de levantar as percepções dos estudantes acerca de suas aprendizagens. Os resultados apontam que a trajetória dos estudantes enquanto sujeitos de sua aprendizagem foi permeada pela ressignificação/tomada de consciência quanto às ideias apresentadas por Freire e sua relação com os saberes docentes, rumo à conscientização quanto ao seu papel como professor. PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia da Autonomia. Formação Docente. Pesquisa-ação. Ensino.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1276-1297; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.70042

Abstract:
No presente artigo, discutimos a ação didática humanizadora no Ensino Superior, buscando traços do rigor dialógico freireano em experiências vivenciadas pelos autores em suas instituições de origem. Percorrendo caminhos da práxis freireana, apresentamos os pressupostos e categorias temáticas que orientam ações de ensino vivenciadas na Graduação e na Pós-Graduação, tomando a matriz crítico-dialógica de Paulo Freire como referencial para o planejamento e o desenvolvimento de disciplinas acadêmicas. No âmbito da sala de aula, apresentamos e discutimos duas propostas de ação didática, uma presencial e outra remota, que buscam partilhar caminhos possíveis para a construção de relações humanizadoras entre professores(as) e estudantes envolvidos na busca autêntica pelo conhecimento. Na base da proposição deste artigo, anuncia-se a vivência relacional que vem permitindo aos autores participar de uma rede colaborativa e coletiva de construção de conhecimentos, que conectam nossas ações e fortalecem nossas lutas no campo da educação libertadora. Palavras-chave: Ensino Superior. Ação Didática. Diálogo. Paulo Freire.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 977-992; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68486

Abstract:
Este artigo pretende contribuir para o debate a respeito da atualidade e defesa da obra Pedagogia do Oprimido, que em 2018 completou 50 anos. Na ocasião, várias instituições de ensino se propuseram a comemorar o legado freiriano e reinventá-lo, incorporando análises sobre demandas atuais, a partir de eventos, livros e dossiês sobre a temática. Este trabalho reflete sobre o pensamento educacional de Paulo Freire, apontando as várias temáticas abordadas nas fontes consultadas, com foco nos desafios da educação brasileira frente ao Golpe de 2016 e ao avanço do movimento “Escola Sem Partido”. PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia do Oprimido. Paulo Freire. Educação Libertadora. Educação Brasileira.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1258-1275; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67896

Abstract:
O artigo explicita as vivências dos estudantes do Proeja do Ifes nas atividades que compõem os seminários de Filosofia e Sociologia. Apropriamo-nos dos aportes teórico-metodológicos da sistematização de experiências para dar visibilidade às ações educativas exercitadas com os sujeitos da EJA. A produção dos dados, organizados por meio de fontes documentais, constituídos pelos registros das atas das reuniões pedagógicas e de planejamento, das memórias dos diários de campo dos pesquisadores e dos registros fotográficos e audiovisuais, apontam para o protagonismo dos estudantes do Proeja. A prática do diálogo freireano foi exercitada na produção coletiva dos seminários e nos diversos movimentos da ação educativa, que vislumbram a concretude da integração curricular nas perspectivas da formação humana integral e da educação libertária. PALAVRAS-CHAVE: Diálogos. Formação Humana. Construção Coletiva. Humanização.
Maria Margarida Machado, Cláudia Borges Costa
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1242-1257; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68469

Abstract:
O artigo apresenta a trajetória histórica dos Círculos de Cultura desenvolvidos na década de 1990 pela Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia-GO a partir das contribuições de Paulo Freire. Os estudos resultaram de pesquisa bibliográfica, partindo das obras de Paulo Freire e de outros que versam sobre sua vida e obra, para compreensão da trajetória dos Círculos de Cultura. Foram ainda analisadas dissertações e artigos sobre a experiência de educação de adultos na secretaria. Por fim, por meio da pesquisa documental, foi possível acessar e analisar fôlder e relatórios em cadernos de campo desse projeto de alfabetização. As reflexões indicam que os Círculos de Cultura se constituíram como importante recurso político-pedagógico para alfabetização, revelando-se como espaço alternativo de diálogo sobre a vida e inserção dos alfabetizandos na comunidade. PALAVRAS-CHAVE: Círculos de Cultura. Paulo Freire. Alfabetização de Adultos em Goiânia. Memória e História.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 914-929; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68056

Abstract:
O presente artigo caracteriza-se como um estudo teórico-conceitual que procura discutir as contribuições da obra Extensão ou Comunicação?, de Paulo Freire, dentro da genealogia da pedagogia decolonial latino-americana. Inserida na corrente teórica Modernidade/Colonialidade, a pedagogia decolonial constitui-se como um projeto político, social, epistêmico e ético, expresso pela interculturalidade crítica, que aposta na evocação de conhecimentos outrora marginalizados e de uma postura insurgente diante das estruturas rígidas resultantes do binômio Modernidade/Colonialidade. Na obra Extensão ou Comunicação?, Paulo Freire apresenta elementos que compõem parte das bases desse pensamento, como a crítica à suposta neutralidade científica; a invasão cultural como ação de silenciamento e reificação do ser humano oprimido; a hierarquização do saber e o preconceito epistêmico; a conscientização social como estratégia de transformação. Conclui-se que a obra pode ser considerada, dentro dos marcos do desenvolvimento do pensamento freiriano, precursora da pedagogia decolonial. PALAVRAS-CHAVE: Paulo Freire. Pedagogia Decolonial. Decolonialidade.
, Andressa Garcia de Macedo,
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1224-1241; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68414

Abstract:
Neste artigo, analisa-se o ideário político-econômico do neoliberalismo presente na política curricular da educação básica e no contexto de aprovação da BNCC, além de estabelecer uma relação de contraposição com o legado freiriano, especialmente com sua concepção de escola problematizadora, justa e democrática. Apresentam-se as proposições metodológicas a partir da análise e compreensão sobre a conjuntura histórica, política e econômica vigente. O texto é composto pelos resultados de uma pesquisa exploratória, de caráter bibliográfico, a respeito dos principais postulados do neoliberalismo, doutrina econômica que acaba por justificar os princípios da desigualdade e da exclusão social. Tais resultados são analisados à luz da proposta de um currículo problematizador, composto por conhecimentos apropriados a uma concepção de escola despojada da lógica do mercado. Considera-se, enfim, que Paulo Freire propõe um currículo construído a partir da realidade dos estudantes, que seja capaz de diminuir, pelo conhecimento, as desigualdades resultantes da adoção do neoliberalismo. PALAVRAS-CHAVE: Política Curricular. Paulo Freire. Neoliberalismo. Emancipação. BNCC.
Tatiane Delurdes de Lima-Berton, Michelle Popenga Geraim Monteiro,
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1132-1146; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68400

Abstract:
Paulo Freire, embora não esteja mais presente fisicamente, ainda é um autor atual e referência em muitas pesquisas e estudos educacionais. Seus escritos inspiram esperança e liberdade para muitos educadores, pois os valores defendidos por ele podem facilmente ser apropriados e aplicados a uma educação humanista, que foca no ser humano, assim como à Educação Preventiva Integral. Por isso, este estudo busca compreender as principais contribuições freirianas para a prática da Educação Preventiva Integral. Trata-se de um estudo qualitativo, de cunho teórico, com base em obras de Paulo Freire (1993, 1996, 1999) e na Educação Preventiva Integral (ASINELLI-LUZ, 2014; LIMA, 2017; LIMA; MONTEIRO; ASINELLI-LUZ, 2019), no qual se discute como as práticas educativas humanistas podem contribuir para o processo de prevenção das violências e desigualdades que atingem o ser humano, uma vez que se valoriza o ser e o seu processo de desenvolvimento como um todo. PALAVRAS-CHAVE: Educação. Educação Preventiva Integral. Humanização.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 902-913; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.70196

Abstract:
Esse texto, que integra o Dossiê de comemoração ao centenário de Paulo Freire, destaca a presença deste educador no Estado de Goiás e está organizado em dois recortes temporais. O primeiro foca nos anos 60, antes do golpe militar de 1964, quando Freire realizou um debate nacional e veio a Goiânia para divulgar as experiências com alfabetização popular, que evidenciaram as suas concepções acerca da educação. O segundo foca no período pós-exílio, com a participação de Freire, em 1980, no III Encontro Nacional de Supervisores, e em 1988, quando ele recebeu a concessão do título de Doutor Honoris Causa proposto pela Faculdade de Educação da UFG. A partir da análise de documentos, assim como dos depoimentos de pessoas que acompanharam esses acontecimentos, podemos constatar que a presença de Paulo Freire em Goiás foi fundamental para o debate de uma educação libertadora e democrática nesses dois momentos da história. Freire marcou um importante encontro com a educação em Goiás, no Brasil e em outros países, este reconhecimento é consolidado em diversos lugares, o que o torna ainda mais o patrono da educação brasileira. PALAVRAS-CHAVE: Paulo Freire. Goiás. História da Educação. Anos Oitenta.
Thamiris Izidoro da Silva,
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1037-1051; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67918

Abstract:
O presente artigo intenta abordar a prática da Educação Física escolar na perspectiva da Educação Libertadora. Tratando-se de uma reflexão-problematização, tem o objetivo de analisar duas experiências vivenciadas no contexto da prática da Educação Física a fim de explicar as aproximações e distanciamentos da primeira com a segunda. As experiências relatadas trazem de maneira expressiva que ensinar exige competências que ultrapassam a dimensão do puro fazer. Ressalta-se por meio das intervenções que a prática educativa em Educação Física pode pensar-fazer o ensino para além do transferir conhecimento. Para isto, compreendeu-se a importância da relação educador-educando no processo educativo e o sentido da aprendizagem voltada não só a uma formação intelectual e física, mas a uma formação cidadã dos sujeitos, na direção de sua libertação. PALAVRAS-CHAVE: Educação Física. Educação Libertadora. Prática Educativa. Transformação.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1020-1036; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67412

Abstract:
O estudo objetivou, a partir do pensamento de Paulo Freire, compreender as possibilidades de desenvolvimento da autonomia nas aulas regulares de Educação Física do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal Sul-rio-grandense. Foram entrevistados/as 13 professores/as de Educação Física, com vínculo institucional entre seis e 15 anos. Recorreu-se à Análise Textual Discursiva, com suporte do NVivo, para a análise dos dados. Foram identificados elementos que sinalizam a presença de desenvolvimento da autonomia nas aulas regulares de Educação Física no Ensino Médio Integrado, via estímulo ao compartilhamento dos conhecimentos, à reflexão crítica e à tomada de decisão, evidenciando a potencialidade da Educação Física para a formação de pessoas críticas e participativas na Educação Profissional Técnica de Nível Médio. PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio. Educação Profissionalizante. Educação Física. Autonomia.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1068-1085; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68193

Abstract:
Tomando o legado de Paulo Freire como referência, apresentamos uma pesquisa que teve o objetivo de investigar o que afeta os alunos da EJA, anos iniciais, de forma a potencializar a vontade de se manterem estudando, permanecendo na escola por mais tempo, minimizando a evasão. Trata-se de uma pesquisa empírica realizada em três classes de EJA (anos iniciais), no município de Campinas/SP. Os procedimentos metodológicos envolveram a observação em sala de aula e a realização de grupos focais com 31 alunos. A análise explorou os sentidos atribuídos pelos participantes às suas experiências pessoais e escolares. Os fatores que contribuem para a permanência na EJA são: o desejo de inserção cultural e a percepção de que estão aprendendo. As influências da família e do trabalho constituíram tanto motivos de impedimentos como para a permanência. PALAVRAS-CHAVE: Afetos e EJA. Ensino e Aprendizagem. Escola e Inserção Cultural. Permanência e Evasão.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1206-1223; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68307

Abstract:
Este artigo visa evidenciar o pensamento freireano nas discussões sobre currículo em dois Programas de Pós-Graduação em Educação na Amazônia Paraense. A pesquisa do tipo Bibliográfica-Estado do Conhecimento propõe-se a responder: de que forma as concepções de Paulo Freire transversalizam as pesquisas das Teses e Dissertações em diálogos com o campo do currículo? A coleta dos dados foi realizada com o recorte temporal de 2006 a 2018 nos sites dos Programas de Pós-Graduação em Educação UFPA e UEPA. Os resultados apresentam diálogos construídos em três subáreas do currículo: Políticas curriculares, Formação de professores e Práticas educativas curriculares, revelando o pensamento freireano em relação a diferentes questões contemporâneas, comprometidas com a humanização e libertação dos sujeitos amazônidas. PALAVRAS-CHAVE: Currículo. Paulo Freire. Amazônia. Pesquisas em Educação.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 946-961; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68357

Abstract:
A finalidade deste artigo é iniciar uma discussão entre a Educação Intercultural, materializada no currículo, e a Humanização em Paulo Freire, destacando as características e as convergências entre ambas, reverberando na elaboração de uma ética educacional para a alteridade. A pesquisa é qualitativa, pautada pelas teorias de Freire (1980, 1982, 1987, 1989, 1997, 2006), Dussel (2002), Santos (2010, 2011), dentre outros. O currículo é visto numa perspectiva de interculturalidade, isto é, que reconhece e valoriza a pluralidade presente nos espaços contemporâneos e proporciona um diálogo horizontal entre as diversas culturas que permeiam o ambiente escolar. Configura-se então em uma proposta humanizadora, uma vez que reconhece os sujeitos do processo educativo, sobretudo aqueles pertencentes aos grupos subordinados e às culturas outras. PALAVRAS-CHAVE: Interculturalidade. Currículo. Humanização em Paulo Freire. Alteridade.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1009-1019; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68463

Abstract:
Este ensaio propõe um diálogo com Paulo Freire e Ana Flávia, 4 anos, a respeito da escuta e do diálogo com as crianças e com a infância. Infância afirmada, neste trabalho, não como tempo cronológico vivido, mas como condição da própria existência humana. Inspirado na epistemologia inquieta e esperançosa de Freire, é um convite à infância e, com ela, à utopia e à esperança, que alimentam e reafirmam o compromisso ético e a luta por uma sociedade com justiça social e, portanto, com muito mais “boniteza”. PALAVRAS-CHAVE: Paulo Freire. Infância. Escuta. Participação Política.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1052-1067; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67986

Abstract:
O presente texto trata da trajetória de vida do educador Paulo Freire, apresentando sua história não somente como homem social, como é conhecido, mas como ser humano e educador, baseado em uma revisão bibliográfica feita em torno da história de sua vida, fundamentada nos estudos de Sergio Haddad (2019), Moacir Gadotti (2004) e nas obras do próprio Freire. Este estudo integra uma pesquisa de Mestrado Profissional em Educação, que investiga acerca dos estudantes de um curso superior que passaram em suas trajetórias escolares pela Educação de Jovens e Adultos – EJA. Para que esse estudo fosse realizado, foi fundamental o embasamento teórico dos conceitos de Paulo Freire, o que nos despertou interesse não somente em compreendermos os conceitos em si, mas também conhecermos sua história, chegar mais perto da vida desse educador popular que se dedicou aos excluídos, oprimidos e analfabetos. PALAVRAS-CHAVE: Paulo Freire. História. Alfabetização. Educação de Jovens e Adultos.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1190-1205; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68489

Abstract:
Este artigo traz à tona a problematização dos impactos causados pela educação remota ao movimento de ação-reflexão-ação do Grupo Diálogos em Paulo Freire e Educação Popular - LEFREIRE, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Quando se tem a educação libertadora como tendência norteadora das ações educativas, pensa-se no ato coletivo que se dá no encontro de pessoas que dialogam, criticam e refletem sobre as condições de vida dos grupos excluídos, dos contextos mais abrangentes e planetários às marcantes realidades locais. A pandemia da covid-19, como acontecimento da atualidade, tem provocado a ruptura das dinâmicas presenciais e interativas. O afastamento social, à primeira vista, ao dificultar a continuidade das atividades implicadas na proximidade com a outra pessoa, fez emergir indagações que colocam em questão a validade ou não das abordagens educacionais no espaço remoto. Considera-se a emergente necessidade de revisitações das tendências pedagógicas como meio de encontrar caminhos para a pesquisa e verificar se é possível uma educação libertadora à distância sem cair na rede de uma prática impessoal e conteudista. PALAVRAS-CHAVE: Educação Libertadora. Educação Remota. Ciberespaço. Tendências Pedagógicas.
, Daniela Ghisleni Figueiredo,
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 930-945; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68180

Abstract:
O presente trabalho tem como objetivo apresentar reflexões a respeito do racismo em um contexto da presença das diversas formas de colonialismos e colonialidades no mundo, de modo geral, e no Brasil, de maneira particular. Para tanto, vamos nos apoiar nas obras de Fanon e Freire, devido ao fato de que esses autores propõem uma pedagogia aportada numa ética do reconhecimento as todas as alteridades mediante a assunção do acolhimento a todas as pessoas que buscam a superação do racismo de distintas matizes. Ao mesmo tempo, anunciar outro mundo sustentado no diálogo crítico em meio ao reconhecimento das diferenças culturais é nosso intento. A metodologia escolhida neste trabalho é de natureza qualitativa e bibliográfica. A pesquisa propiciou concluir que o diálogo dos ideários de Freire e Fanon é relevante para consecução de uma educação antirracista. PALAVRAS-CHAVE: Educação. Racismo. Fanon. Freire.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1114-1131; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68395

Abstract:
O estudo analisa as contribuições do método de Paulo Freire à alfabetização de adultos cegos, considerando-se os seus princípios de emancipação e superação da leitura e da escrita para uma educação inclusiva e libertadora. De abordagem qualitativa, utiliza o estudo de caso como estratégia conduzida em uma instituição especializada na área da deficiência visual. Os participantes da pesquisa foram dois estudantes cegos. Para a coleta de dados, usaram-se registros em diário de campo, assim como o registro fotográfico. As atividades foram planejadas a partir do método de Paulo Freire, adaptado para o ensino do código braille. Os resultados revelam que a utilização desse método contribuiu com o processo de alfabetização dos participantes cegos, na escrita e na leitura do código braille, bem como no processo de suas conscientizações, a lhes possibilitar a compreensão nos contextos social, histórico e político para novas descobertas e leituras de mundo. PALAVRAS-CHAVE: Método de Paulo Freire. Alfabetização em Braille. Deficiência Visual. Inclusão.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1086-1101; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68512

Abstract:
Este artigo apresenta alguns dos resultados de uma pesquisa realizada com professoras de turmas multi-idades de uma Unidade de Educação Infantil, que teve o objetivo de investigar os possíveis processos auto(trans)formativos, provocados a partir da escuta sensível e do olhar aguçado às crianças nessas turmas, e os desafios colocados à formação inicial das professoras. O percurso metodológico, orientado pela Pesquisa-auto(trans)formação, foi realizado a partir de Cartas Pedagógicas e de Círculos Dialógicos Investigativo-auto(trans)formativos realizados com onze professoras que atuaram/atuam nessas turmas. Os resultados evidenciam a importância da reflexão crítica na e sobre a prática, e a necessidade de (com)vivências na escuta sensível e no olhar aguçado às crianças já desde a formação inicial como princípio basilar de uma práxis humanizadora. PALAVRAS-CHAVE: Auto(trans)formação com Professoras. Educação Infantil. Escuta Sensível e Olhar Aguçado. Reflexão Crítica na e sobre a Prática.
, , Graciele Massoli Rodrigues
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1102-1113; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68416

Abstract:
Esse ensaio foi produzido na perspectiva de defender a ideia de que as aulas de Educação Física "com" a Educação Infantil podem possibilitar que as crianças leiam criticamente o mundo a partir da problematização de uma ecologia de saberes, construídos historicamente, sobre as práticas corporais e o corpo. Além disso, problematizamos a relação entre movimento e gesto, defendendo que a gestualidade humana é dotada de significados, sendo compreendida e ressignificada de acordo com a cultura dos praticantes das danças, ginásticas, esportes, lutas, jogos e brincadeiras. Por fim, mostramos que esse avanço epistemológico da área se deu, dentre muitas particularidades, pela fundamentação teórica freireana de leitura do mundo, principalmente, devido a esse componente curricular estar inserido na área de Linguagens na Educação Básica. PALAVRAS-CHAVE: Educação Física. Educação Infantil. Linguagens. Leitura de Mundo.
Ana Paula Waltrick, ,
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 993-1008; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68487

Abstract:
O presente artigo se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, apresentada no Mestrado em Educação, propondo-se a descrever as aproximações e distanciamentos observados entre a paideia, desenvolvida na Antiguidade, e a educação libertadora, proposta pelo educador brasileiro Paulo Freire. O fortalecimento da filosofia na Grécia Clássica permitiu constituir novas relações que priorizavam, principalmente, a participação social dos cidadãos gregos. Paulo Freire embasa seus princípios educativos na dialogicidade, na autonomia e na defesa dos direitos essenciais a todos. Nesse sentindo, a educação cidadã, descrita em ambos, enaltece o ser humano como capaz de transformar suas realidades frente à sua humanização e ao seu entendimento de inacabamento que o conduz a um contínuo processo educativo. PALAVRAS-CHAVE: Fundamentos da Educação. Paideia. Paulo Freire. Educação libertadora.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1147-1163; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.67735

Abstract:
O presente artigo tem como objetivo refletir acerca do ensino jurídico tendo como parâmetro a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire, a fim de problematizar as implicações da educação bancária na formação dos alunos do curso de Direito. Como metodologia, trata-se de uma abordagem qualitativa, em que se adotou a pesquisa bibliográfica. Nas considerações finais, tem-se que é possível superar o bancarismo na consolidação da emancipação tornando a formação do educando do curso jurídico mais humana na medida em que o ensino não é a transferência de saber e sim um encontro de sujeitos interlocutores. PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Libertadora. Paulo Freire. Ensino Jurídico. Formação Humana.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 962-976; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68380

Abstract:
Este texto objetiva analisar a concepção de radicalidade humanizadora em Paulo Freire e as determinações que esse conceito engendra às práticas educativas com vistas à emancipação humana. Ele resulta de pesquisa bibliográfica nas obras “Pedagogia do Oprimido” (2013) e “Educação como prática de liberdade” (2015), e nas reflexões de apropriadores. A radicalidade humanizadora em Freire é produto da sua práxis, resultado da sua busca para compreender melhor os elementos da realidade e atuar de forma consciente rumo à transformação da realidade social. Com efeito, a radicalidade de Freire é humanizadora porque defende a emancipação humana. É humanizador salvaguardar a possibilidade de emancipação e da constituição do ser mais dos indivíduos a partir da construção coletiva e ativa, envolvendo diretamente os oprimidos. PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Freireana. Radicalidade. Transformação Social. Práticas Educativas.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 1178-1189; https://doi.org/10.5216/ia.v46ied.especial.68422

Abstract:
Neste ensaio buscou-se problematizar o ensino remoto emergencial no contexto da educação superior durante a pandemia de COVID-19. Para tal, partiu-se das concepções de educação bancária e de educação libertadora proposta por Paulo Freire, em sua principal obra Pedagogia do Oprimido. Apresentam-se também questionamentos acerca do ensino remoto emergencial como uma prática tradicional que segue se perpetuando, apesar do uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs). Ao final, abordam-se as possíveis dificuldades enfrentadas por educadores e educandos nessa transição do ensino presencial para o ensino remoto emergencial. PALAVRAS-CHAVE: Ensino Remoto Emergencial. Pandemia. Educação Bancária. Educação Problematizadora.
Ivan Henrique De Mattos E Silva
Published: 16 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.67892

Abstract:
O presente trabalho está centrado em uma discussão a respeito da crise da Nova República no Brasil – tanto do ponto de vista institucional quanto de suas balizas orgânicas e ideológicas –, bem como da ascensão de novos grupos políticos nas primeiras décadas do século XXI abertamente identificados com uma direita reinventada, que encontraram na eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, em 2018, o desaguadouro institucional de uma longa disputa ideológica no seio da sociedade civil operada como guerra de posições. O argumento central desta reflexão reside na categorização da crise da Nova República como uma crise de hegemonia, e, portanto, do próprio pacto social de dominação política construído durante o processo de redemocratização das décadas de 1980 e 1990. Imerso em um interregno, o Brasil teria, no bolsonarismo, o principal sintoma dessa paralisia histórica.
Published: 13 September 2021
Signótica, Volume 33; https://doi.org/10.5216/sig.v33.65357

Abstract:
A obra de Clarice Lispector encontra-se impregnada por elementos barrocos ao longo da escritura de vários de seus romances, como têm demonstrado alguns estudos no âmbito da teoria literária. Características peculiares à escritura da ficção clariceana a inscreveriam na linha de escritores brasileiros contemporâneos em cuja obra o barroco desponta de maneira inequívoca. Digressões, antíteses, paradoxos, estranhamentos são traços estilísticos do barroco na literatura que podemos identificar das obras dessa escritora. Assim, os problemas gerais da linguagem, da arte, da existência e da morte, que coexistem na estética barroca, conferem um caráter ensaístico em várias de suas obras, como anuncia a própria Clarice em Água Viva. “E quando estranho a palavra, é aí que ela alcança o sentido. E quando estranho a vida aí é que começa a vida.” (LISPECTOR, 1980, p. 85).
, Eduardo Pinheiro Urrutia
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66100

Abstract:
O artigo parte de um trabalho qualitativo, de inspiração etnográfica, realizado em um presídio em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para explorar algumas dinâmicas da justiça criminal e do sistema penitenciário ocasionadas pela pandemia de Covid-19 em 2020. Nossa hipótese é que as dinâmicas recentes observadas por detrás das grades são reflexos de movimentos à frente delas, notadamente das decisões do Ministério da Justiça, mas também das facções prisionais, relevantes na análise. As conclusões dizem respeito às vivências de pessoas presas em um período de aguçamento de suas condições de visita e as moedasde troca estabelecidas: a (iminência de) rebelião de um lado e a ausência de visitas, de outro. Distintos movimentos são analisados a partir das dinâmicas do Executivo e Judiciário, na esfera estatal, e da resposta dos presídios, no escopo do disciplinamento interno das penitenciárias.
Sidnei Machado, Alexandre Pilan Zanoni
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66060

Abstract:
Apresentamos os resultados de pesquisa sobre o trabalho de entregadores em plataformas digitais. Exploramos diferentes técnicas e metodologias, quantitativas e qualitativas, de coleta e análise de dados com o objetivo de compreender as construções sobre os direitos e os sentidos de justiça entre os entregadores. No contexto da pandemia do COVID-19, estendemos os objetivos da pesquisa no sentido de captar os seus impactos na remuneração e no tempo de trabalho, bem como compreender o sentido atribuído pelos entregadores da cidade de Curitiba a duas paralisações nacionais que ocorreram no mês de julho de 2020. Apontamos para a formação de solidariedades horizontalizadas, complexas e em rede e para a necessidade e potencialidade de estudos aprofundados
, Yanina Faccio
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.65950

Abstract:
En el presente trabajo nos proponemos indagar en los modos a través de los cuales se ha gestionado la pandemia por COVID-19 en aglomeraciones medianas y pequeñas de la provincia de Buenos Aires (Argentina) en las que los vínculos “cara a cara” son predominantes. Nuestro material etnográfico se nutre de entrevistas a habitantes de distritos rurales bonaerenses en los que venimos haciendo trabajo de campo – presencial y ahora también a la distancia – desde hace ocho años, de notas periodísticas locales, y de audios y memes difundidos en redes sociales y servicios de mensajería instantánea vía teléfono celular. A partir del análisis de este corpus etnográfico, aquí presentamos dos hipótesis. En primer lugar, que, más allá de los tan mentados cambios radicales que ha traído la pandemia, los modos de gestionarla en tanto problema social a nivel cotidiano, al menos en las aglomeraciones de las escalas aquí tratadas, se han montado sobre mecanismos sociales preexistentes, tales como la circulación de chismes y rumores – con frecuentes escaladas al escándalo, redes sociales de por medio –. En segundo lugar, que, al mismo tiempo, no todo ha sido continuidad actualizada de repertorios sociales previos; en efecto, a lo largo de la pandemia, hemos observado que situaciones de diferenciales de poder previamente “indecibles” han pasado a la esfera de lo denunciable; también, que han emergido nuevos repertorios – tales como las ideas de “auto-cuidado” o “cuidado comunitario” – movilizados para justificar o incluso para demandar al Estado la circulación de información personal de reales o potenciales enfermos, puesto que émicamente se sostiene que saber quién está infectado puede evitar la transmisión del virus. Como veremos, en estos contextos particulares, el COVID-19 ha puesto en escena nuevos intersticios – o, al menos, la demanda de nuevas articulaciones – entre nociones de persona más o menos centradas en lo relacional o en el individuo, como modos de ejercer cuidados tanto sobre la salud comunitaria como sobre las reputaciones personales.
Cristian Terry
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66203

Abstract:
Los Estudios de Ciencia y Tecnología (Science and Technology Studies [STS]) y la Teoría del Actor-Red (Actor-Network Theory [ANT]), junto con la antropología “más allá de lo humano”, promueven un enfoque no antropocéntrico en las ciencias sociales, donde las entidades no humanas hacen parte del mundo social. Desde dicha perspectiva no antropocéntrica, este artículo tiene como objetivo cuestionar el uso de “distanciamiento social” como un término preciso, donde el calificativo “social” se asocia únicamente a seres humanos. Si el distanciamiento es un concepto clave para prevenir el contagio de COVID-19 entre seres humanos, sería más correcto hablar de distanciamiento físico o corporal. Al hablar de distanciamiento social, en realidad estamos distanciando lo social, reduciendo su complejidad, ya que está compuesto por entidades que no son necesariamente humanas o incluso visibles a nuestros ojos, como el nuevo coronavirus. Este artículo invita a buscar términos alternativos al concepto de “distanciamiento social” que nos permitan expresar mejor la complejidad de lo social de una manera menos antropocéntrica.
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66579

Abstract:
La percepción social del riesgo asociado al contagio, la construcción del otro como amenaza y la experiencia social del espacio público durante la pandemia de enfermedad por coronavirus 2019 (COVID-19) resultan de elementos epidemiológicos específicos, entrelos que se cuenta el elevado contraste existente entre la relativamente baja mortalidad por infección y la explosiva transmisibilidad del virus. Recurriendo a algunos elementos de la psicología social del riesgo, se argumenta que la vida mediática de esos factores nos sitúa en unas coordenadas biopolíticas similares a las del escenario post-11 deSeptiembre, favoreciendo la proliferación de solapamientos, híbridos y alternancias entre el laissez faire neoliberal y las respuestas punitivistas e hiper-securitarias a la pandemia. Como alternativa, se defiende la necesidad de evaluar críticamente las políticas de respuesta en un marco transnacional y radicalmente interpandémico.
, Natalia Cristina Costa Martino, Ana Beraldo
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66198

Abstract:
O artigo analisa embates e aproximações entre distintos atores– órgãos de Direitos Humanos e Conselho Nacional de Justiça (CNJ),Governo Federal e Tribunais de Justiça, e o Primeiro Comando da Capital (PCC) – no que se refere à emergência da Covid-19 e seu espraiamento nas prisões. A partir da análise de matérias jornalísticas, normativas, e dados estatísticos oficiais, argumenta-se que os discursos do PCC e as diretrizesinternacionais e nacionais convergem no que tange a uma pauta central: a necessidade de redução da superlotação prisional. Por outro lado, governo e agentes de justiça mostram-se contrários ao desencarceramentode custodiados, alegando que poderia gerar insegurança à população. Em consequência, as já ruins condições carcerárias se tornam ainda mais precárias e a vida das pessoas privadas de liberdade ainda mais frágil. O efeito desse cenário é que o PCC assume o papel de defensor dos direitos dos presos, em potencial intensificação de sua legitimidade nas cadeias e periferias.
Jaqueline Ferreira
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66274

Abstract:
O ano de 2020 foi marcado pela pandemia do coronavírus. O Brasil, país particularmente atingido pela doença, figura como péssimo exemplo na cena mundial graças ao número elevado de contaminados e mortos em consequência do negacionismo e da falta de programas e políticas direcionadas à prevenção e ao combate da doença. Este artigo,por meio de análise da literatura, reportagens de mídia e postagens de redes sociais, pretende refletir, em uma perspectiva antropológica, sobre o contexto brasileiro diante da pandemia sob dois registros: o impacto das respostas governamentais relacionadas com questões ideológicas pautadas por uma necropolítica; o fato de que o isolamento e a quarentena têm gerado grande impacto na sociedade dada a mudança de rotinas. Assim, busca-se analisar os significados simbólicos que a doença produz em relação às mudanças de hábitos e comportamentos, sobretudo no que se refere ao uso de máscaras e às práticas de desinfecção dos ambientes e objetos.
Mariana De Araujo Aguiar, Luciana De Araujo Aguiar
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66308

Abstract:
Este artigo tem como objetivos descrever e examinar a virtualização do setor cultural brasileiro durante a pandemia da Covid-19, analisar as resposta do governo brasileiro face à crise do setor e identificar as percepções dos artistas fluminenses sobre os impactos socioeconômicos da pandemia. A metodologia usada para atingir estes objetivos inclui pesquisa documental e coleta de dados através de um questionário. A abordagem teórica centra-se nos conceitos de virtualização e direitos culturais. Os resultados da pesquisa mostram que um grande número de artistas começou a usar ferramentas online para continuar suas atividades profissionais. No entanto, apesar de algumas vantagens, a impossibilidade de rentabilizar as produções e a consequente perda económica são colocadas como grandes desvantagens desta virtualização. No que tange às políticas culturais, o aspecto que se tornou mais evidente, nas respostas adquiridas, refere-se ao modelo de gestão e sua ineficácia.
, Tarcísio Cardoso,
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.65870

Abstract:
Este artigo tem como objetivo analisar sociologicamente as ações da ciência em busca de tratamento para a COVID-19. Para tal, este trabalho contou tanto com conhecimentos e relatos de campo elaborados por um cientista envolvido diretamente na pesquisa de um tratamento, quanto com uma análise das mediações a partir da sociologia das associações, prisma teórico proposto pelo sociólogo, antropólogo e filósofo Bruno Latour. Os esforços realizados pela ciência para buscar tratamentos para o novo coronavírus foram tomados, no presente texto, a partir de um caso específico: o trabalho de pesquisa que está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Imunologia Molecular (MIL) da Universidade Rockefeller. A partir da descrição do caso, fomos capazes de relacionar a ação dos cientistas com os conceitos de Bruno Latour, como a mediação que envolve os artifícios utilizados para identificar, capturar e replicar as células B específicas que são capazes de combater o vírus, a ação dos não humanos necessários para isso, como o uso de uma isca proteica para “pescar” as células B, e o encadeamento desses elementos em forma de rede [RES] necessário para o desenvolvimento do tratamento. Com isso, esperamos demonstrar não só como a literaturalatouriana se manteve atual na descrição do trabalho da ciência, fornecendo ferramentas que nos ajudam a entender a dinâmica híbrida dessa atividade, mas também, como a continuidade de nossa permanência depende da articulação ou mediação criativa das descontinuidades e actantes que nos cercam.
Reis Lloría Adanero
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66070

Abstract:
Este artículo presenta los resultados de una investigación comenzada a raíz de la declaración del estado de alarma en España (Real Decreto [RD] No. 463/2020, de 14 de marzo) después que la Organización Mundial de la Salud (OMS) declarase la enfermedad por coronavirus 2019 (COVID-19) como pandemia el día 11 de marzo de 2020. Este decreto limitaba la libre circulación de las personas, así como el derecho de reunión, tanto en lugares públicos como privados, además de imponer la obligatoriedad de mantener una distancia de seguridad entre los individuos y la limitación del aforo en aquellos establecimientos que permanecían abiertos, entre otras medidas. Todo ello supuso un cambioen las rutinas diarias, pero también en el paisaje urbano, y despertó mi interés sobre la aceptación del estado de alarma y sus consecuencias. Para llevar a cabo la investigación, realicé cuatro entrevistas grupales (adolescentes, adultos jóvenes, mujeres y adultos, residentes en sumayoría en Castelló de la Plana, España) durante las semanas tercera ycuarta de confinamiento.
Bruno Ferreira Freire Andrade Lira
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66307

Abstract:
Desde 2015, o Brasil vem adotando com mais intensidade a retórica neoliberal do ajuste econômico e, consequentemente, alargando suas múltiplas formas de desigualdade social agravadas com a chegada da pandemia. O objetivo do artigo é, portanto, refletir como o pensamento decolonial pode contribuir na leitura sobre a esfera estatal brasileira na condução do enfrentamento da pandemia diante da reprodução do entrecruzamento de desigualdades – de classes, raciais e de gênero. A partir de uma revisão bibliográfica crítica, adota-se como chave analítica para o entendimento dessa realidade social a tensão colonialidade/decolonialidade. O tensionamento permite identificar que, se por um lado há uma racionalidade neoliberal que coloniza o Estado e a sociedade, por outro, resistem e existem – (r)existem – as Epistemologias do Sul e, mais especificamente, o pensamento decolonial, que tratam de visibilizar as experiências e as práticas de (r)existência das lutas sociais. A maior presença da esfera estatal brasileira é então requerida como forma de confrontar a intersecção de desigualdades, mesmo em um governo de forte cunho neoliberal. Nesse sentido, é preciso avançar na construção de uma agenda de reflexão e discussão acerca dos processos de reprodução das desigualdades interseccionais.
Maria Eugenia Ulfe, Roxana Vergara
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66318

Abstract:
Este es un artículo sobre cómo pueblos indígenas de las tierras bajas del Río Marañón, en la Amazonía peruana, han respondido a la actual pandemia de COVID-19. El análisis se sitúa en los márgenes del Estado y en medios contaminados por el petróleo, donde las comunidades Kukama Kukamiria han desarrollado acciones de cuidado como actos políticos de supervivencia. Se trata de formas de trabajo colaborativo no asalariado que no son reconocidas en un sistema capitalista, pero que se configuran en acciones políticas de sobrevivencia frente a este. El artículo describe estos cuidados en el marco de una larga relación de no reconocimiento y explotación del Estado hacia los pueblos indígenas amazónicos. También analizamos cómo el cuidado presenta desafíos metodológicos, políticos, y éticos que requieren ser considerados en la etnografía remota, a distancia, y virtual, y que nos sugieren una propuesta de trabajo colaborativo.
, Rafael Polo, , Rosario Maldonado
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66048

Abstract:
La pandemia de COVID-19 ha significado una crisis importante para el Ecuador. Afectó gravemente a la situación económica de la población e implicó decisiones inmediatas en materia educativa, así como incertidumbre y expectativas negativas en lo laboral. Como experimento social involuntario, mostró los quiebres en tres tipos de conocimientos: el conocimiento práctico y cotidiano de la población, el conocimiento científico y sobre la ciencia, y el conocimiento emocional. La formación de estos conocimientos facilita a la difusión de información falsa, la incomprensión de la ciencia, y la confusión emocional. Para esto, el artículo se basa en una encuesta de alcance nacional a más de 2.000 hogares en el Ecuador, levantada entre mayo y julio de 2020. Estos datos permiten una revisión de los impactos sociales de la pandemia, incluyendo las estructuras pre-existentes que los hicieron posibles.
Published: 8 September 2021
Sociedade e Cultura, Volume 24; https://doi.org/10.5216/sec.v24.66319

Abstract:
Este ensaio apresenta o direito à saúde como direito humano, no contexto da pandemia de COVID-19. Primeiramente, aproxima saúde e direitos humanos em termos conceituais, apresentando uma perspectiva latino-americana a partir da vulnerabilidade. Em seguida, analisa criticamente os modelos de pesquisa e intervenção em saúde, reconstruídos a partir das políticas em relação ao HIV/AIDS, para pensar o direito à saúde e as políticas de saúde em tempos de COVID-19. Na sequência, apresenta os resultados de uma investigação de abril de 2020 sobre as preocupações e demandas de profissionais de saúde em face da pandemia que estava começando na Argentina. Por fim, discute o problema da morte e recapitula desafios essenciais para considerar o direito à saúde ou, mais amplamente, o vínculo entre saúde e direitos humanos em relação à pandemia COVID-19 e o que está por vir.
Published: 3 September 2021
Signótica, Volume 33; https://doi.org/10.5216/sig.v33.65757

Abstract:
Sustentados pelos pressupostos do dialogismo do Círculo deBakhtin e pelas suas (re)enunciações na Linguística Aplicada, objetiva-sediscutir aspectos do processo de revisão textual pela perspectiva dialógica, na formação docente inicial. Para tanto, são analisados três registrosde um estudo de caso realizado na graduação em Letras, em que seproblematiza a confluência entre teoria dialógica, metodologias e práticas para execução do processo. Os resultados demonstram que: a) aescolha metodológica não define o processo como dialógico ou não-dialógico; b) os conceitos embasadores da concepção dialógica orientamprodutivamente a intervenção no texto e a seleção metodológica.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 857-871; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.65098

Abstract:
Este artigo tem como objetivo trazer reflexões acerca de alguns elementos das obras de Joan Miró e Manoel de Barros, propondo possibilidades críticas de diálogo constelatório que tem como referência artistas que se encontram em campos diferentes da arte e também de produção. Buscamos nosso referencial de análise em Adorno (1970; 2000; 2003), Adorno e Horkheimer (1985) e Benjamin (1994). Portanto, trata-se de uma sistematização bibliográfica pautada na Teoria Crítica. Joan Miró e Manoel de Barros apresentaram obras que, do ponto de vista instrumental, poderiam não atender a expectativas utilitárias, mas carregam traços de resistência, estranheza e luta contra uma produção cultural vinculada à ideologia dominante. Desta forma, acreditamos que levar essas reflexões para a escola, valorizando a formação estética dos sujeitos, é essencial na busca contínua por emancipação e liberdade. PALAVRAS-CHAVE: Joan Miró. Manoel de Barros. Educação Emancipadora. Constelações Críticas.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 793-809; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.65167

Abstract:
A Língua de Acolhimento é caracterizada por estar inserida no contexto migratório, fazendo o elo entre o afetivo e a integração de pessoas em vulnerabilidade para o aprendizado emergencial. Como fundamentação teórica, este trabalho está alicerçado em Ançã (2008), Grosso (2010), Cabete (2010), Amado (2013), Barbosa e São Bernardo (2017). O objetivo foi analisar e refletir sobre a formação de professores para Ensino de Português como Língua de Acolhimento Indígena e verificar a adequação dessa terminologia a partir de um Projeto de Extensão com estudantes indígenas e não indígenas. Foi aplicada a metodologia da escuta sensível de Barbier (2007) e, como resultados, conclui-se que as práticas voltadas para povos indígenas possibilitam adequar o termo para esse uso, uma vez que a condição indígena se adequa a este contexto. PALAVRAS-CHAVE: Indígena. L2. Formação Docente. Português.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 523-539; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.68480

Abstract:
Este artigo é resultado de uma reflexão sobre os usos da língua materna entre imigrantes alemães e de seu capital linguístico durante a nacionalização das escolas étnicas no período do Estado Novo. O artigo procura estabelecer entendimentos sobre a relação das escolas como instituições fundamentais das colônias imigrantes com as práticas culturais na Alemanha, e como a obrigatoriedade do uso do português dentro e fora dos espaços escolares gerou um processo de luta, disputas e resistência, encerrada na mobilização da língua enquanto recurso estratégico. Para análise do uso estratégico da língua na imigração alemã, lançamos mão do aparato conceitual de Pierre Bourdieu (1996), assim como de entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro imigrantes e descendentes alemães, permitindo compreender como a linguagem é determinante da construção do mundo social e nas relações de poder. PALAVRAS-CHAVE: Imigrantes Alemães. Escolas Étnicas. Nacionalização da Língua. Capital Linguístico.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 746-761; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.68514

Abstract:
O artigo advém de um recorte de pesquisa de Mestrado que tem como questão-problema: Quais as experiências das crianças migrantes haitianas sobre suas vidas pregressas em seu país de origem? O objetivo incide em analisar os relatos de crianças migrantes haitianas sobre suas vidas pregressas em seu país de origem. Os dados foram constituídos a partir de Oficinas Lúdicas realizadas em dezenove encontros semanais envolvendo brincadeiras, jogos e roda de conversa. Os resultados revelaram que as crianças migrantes haitianas apresentam sentimentos ambivalentes em relação ao país de origem, pois disseram sentir alegria de brincar na rua do Haiti, mas apontam receio da violência vivida no país. Apresentaram nas vivências as brincadeiras de meninos e meninas (divisão por gênero) e a escola para elas está relacionada à violência física e moral. Concluímos que as experiências das crianças migrantes haitianas sobre o país natal são similares à bibliografia do Haiti como exemplo de contrastes. PALAVRAS-CHAVE: Educação. Haiti. Crianças. Migrantes.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 624-644; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.67833

Abstract:
This article explores the main challenges faced by a small group of children from Angola and from the Democratic Republic of Congo in two elementary schools in Duque de Caxias, a municipality part of the Metropolitan Region of Rio de Janeiro. The article draws from a qualitative multi-method study conducted with children and community members. The empirical material shows that most of the Angolan and Congolese participants of this study suffer different types of peer harassment in school, as bullying and peer coercion. Moreover, the participants experience a triple kind of discrimination in school, first because they are black, second because they are outsiders, and third because they have an African background. KEYWORDS: Child Research. Formal Education. Refugee and Immigrant Children. Refugee Education.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 662-678; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.67910

Abstract:
Considerando o conceito da dupla vulnerabilidade da criança refugiada, este artigo se propõe a iluminar as condições com as quais essas crianças se inserem nos estabelecimentos de ensino, a partir do olhar de suas mães. Para tanto, o trabalho busca relacionar entrevistas realizadas com cinco mulheres refugiadas, nacionais da República Democrática do Congo, que possuíam filhos matriculados na rede pública no ano de 2019, com os aparatos legais que regulamentam a educação no Brasil, especificamente no que tange à documentação para acesso à instituição educacional. A análise realizada permite reconhecer três condicionantes que trazem à luz os desafios da integração de crianças refugiadas: as dificuldades de acesso à escola pública devido ao desconhecimento da validade do documento de refúgio, a língua como barreira para a integração e o preconceito vivido dentro do ambiente escolar. PALAVRAS-CHAVE: Educação. Refúgio. Infância. Escola Pública.
Revista Inter Ação, Volume 46, pp 422-440; https://doi.org/10.5216/ia.v46i2.67954

Abstract:
O texto recorre a fontes inéditas para apresentar a proposta de uma investigação da rede das escolas elementares italianas promovida no estado de São Paulo e da circulação dos saberes escolares pela infância italiana. O objetivo não é somente iniciar a reconstrução de um mapa das escolas italianas no contexto paulista e paulistano, mas, também, de esclarecer a sua natureza (associativa, privada, subsidiada, religiosa, etc.), as características (articulação e composição das turmas mistas por idade ou por sexo, número de inscritos e efetivos, taxas de inscrição e formas de subsistência), a organização e os conteúdos educativos e pedagógicos (escola diurna e noturna, articulação em graus, ensino mnemônico ou ensino intuitivo, conteúdos curriculares incluindo história e geografia ou catequese) e as características, formação e condição dos professores. Nessa perspectiva, o texto pretende aprofundar o papel exercido pelo casal Gaetano Nesi e Gemma Manetti Nesi, promotores da instituição escolar Ai Nostri Monti e de iniciativa editorial para educar os filhos dos italianos e agilizar a aprendizagem da escrita e da leitura. PALAVRAS-CHAVE: Escolarização Étnica Italiana. E/imigração Italiana em São Paulo. Cultura Escolar. Livros Escolares.
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