Refine Search

New Search

Results: 265

(searched for: publisher_group_id:16451)
Save to Scifeed
Page of 6
Articles per Page
by
Show export options
  Select all
João Victor Veras
Published: 25 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7122

Abstract:
Com vista a reflexões em torno da morte e do morrer na sociedade ocidental no contexto da pandemia da COVID-19 e de suas consequências, o presente ensaio articula reflexões a respeito das significações sociais da morte e das classificações mortuárias operantes dentre estas. Nesse sentido, também se discute a maneira como as diferentes cosmologias indígenas Bororo, Araweté, Kaxinawá e Sanöma Yanomami operam algumas de suas concepções a respeito da morte e do morrer. Enfim, também discute-se a maneira como a pandemia da COVID-19 explicitou a forma como as representações sociais em torno da morte e do morrer da sociedade industrial hegemônica são tomadas como universais.
Roberta Brandão Novaes
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7133

Abstract:
Esta resenha tem como objetivo explicitar os principais aspectos do trabalho etnográfico produzido por Beatriz Lins a partir de duas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) na capital paulistana, entre os anos de 2012 e 2013. Transformado em livro, o referido trabalho foi, inicialmente, a dissertação de mestrado da autora. Lins analisou a operacionalização da Lei Maria da Penha e o trabalho policial cotidiano, com dados produzidos através da observação participante, de conversas e entrevistas com policiais e mulheres em situação de violência que recorreram às delegacias. Os resultados da pesquisa mostram que o atendimento jurídico-policial às mulheres naquela situação é atravessado por percepções de gênero, moralidades e limitações de recursos materiais e humanos.
Ana Carneiro, Caroline Castanho Duarte, Milena Oliveira Silva
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7120

Abstract:
Como abordar a ‘violência obstétrica’ em uma escola pública no mesmo momento em que o Ministério da Saúde despacha sobre a inadequação do termo? Exploraremos este problema de fundo a partir da descrição de um projeto de extensão realizado em uma escola estadual em Porto Seguro (BA), envolvendo a Universidade Federal do Sul da Bahia e o Coletivo Parto Seguro: pelo fim da violência obstétrica. Por fim, as conversas entre a antropóloga coordenadora do projeto, as ativistas do Coletivo e jovens estudantes da rede de ensino estadual levam-nos a apontar brevemente para um possível caminho de abordagem da violência obstétrica no debate público.
Alexsânder Nakaóka Elias
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7130

Abstract:
Marc Piault, cineasta-antropólogo franco-brasileiro, deve ser referência não somente para os que se arriscam pelos prados da antropologia audiovisual, mas também para aqueles que se aventuram na disciplina antropológica. É com justiça, portanto, que finalmente vem à luz a tradução da obra Antropologia & Cinema: Passagem à Imagem, Passagem pela Imagem (2018), na qual o autor refaz os caminhos transversais entre a antropologia e o cinema, trajetória dialética que se deu (e que se dá) nos pontos de contato entre as identidades e as tensões desses conhecimentos. Assim, ele mostra como se estabeleceu o pensamento ocidental a partir da complexa relação com a alteridade, traçando uma retrospectiva crítica e projetando instigantes futuros e caminhos possíveis que precisam, ainda, ser percorridos.
Otávio Amaral Da Silva Corrêa
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7121

Abstract:
Recension du livre: JAFFRELOT, Christophe. L’Inde de Modi. National-populisme et démocratie ethnique. Paris : Fayard, 2019. 347 p.
Vinicius Luis Pires Queiroz
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7111

Abstract:
O presente artigo, fruto de um projeto de iniciação científica apresentado no XXXI Congresso de Iniciação Científica, busca trazer reflexões iniciais de caráter antropológico e num sentido interpretativo, sobre trajetórias afetivas de homens gays negros. Para explorar, mesmo que em linhas gerais, as possibilidades dessas trajetórias na compreensão de contextos sociais mais amplos, partindo de suas narrativas de vida. Em última instância, suas formas de sentir, ser e estar na sociedade, poderiam informar elementos constitutivos do imaginário social brasileiro.
Heron Cristiano Mairink Volpi
Published: 24 August 2021
Novos Debates, Volume 7; https://doi.org/10.48006/2358-0097-7134

Abstract:
No primeiro parágrafo do livro, Piault anuncia que se “filmar em etnologia” fosse da ordem da evidência, todos os problemas relacionados à disciplina estariam resolvidos, por isso ele dá pistas por onde o antropólogo-cineasta deve caminhar. O autor evidencia diversas experiências cinematográficas, ou seja, filmes já feitos, para mostrar os contatos e intersecções entre o cinema e a antropologia. O autor convoca os cineastas do real a prosseguiram no movimento de desestabilização de um saber englobante, para colocar à prova as trocas das sociedades.
Jess Auerbach
Da água ao vinho: tornando-se classe média em Angola; https://doi.org/10.48006/9786500218749

Abstract:
“Da água ao vinho” explora como Angola mudou desde o fim da guerra civil em 2002. Seu foco está na classe média – definida como aqueles com uma casa, um carro e uma educação – e seu consumo, aspirações e esperanças para suas famílias. Parte-se da pergunta “o que está funcionando em Angola?” em vez de “o que está errado?” e faz uma escolha deliberada e política de dar atenção à beleza e à felicidade na vida cotidiana em um país que teve uma história incomumente conturbada. Cada capítulo enfoca um dos cinco sentidos, com a introdução e a conclusão provocando uma reflexão sobre propriocepção (ou cinestesia) e curiosidade. Várias mídias são empregadas – poesia, receitas, fotos, quadrinhos e outros experimentos textuais – para envolver os leitores e seus sentidos. Escrito para um público amplo, este texto é um excelente complemento para o estudo da África, do mundo lusófono, do desenvolvimento internacional, da etnografia sensorial e da escrita etnográfica.
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 87-120; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-5

Abstract:
O texto discute a propagação de uma imagem historicamente associada ao universo místico judaico e cristão (a do anjo) pelos muros grafitados da cidade do Rio de Janeiro. O responsável pelo feito, Wark da Rocinha, usa e reinterpreta o símbolo, embora declarando expressamente o seu afastamento da religião. O texto enfoca a estética urbana pelo exame do grafite e do seu potencial crítico.
Edilson Pereira
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 121-158; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-6

Abstract:
O texto segue o plano e a construção recente do Memorial às Vítimas do Holocausto, um conjugado de monumento e espaço expositivo, cravado no topo do Morro do Pasmado, em Botafogo, Rio de Janeiro. Estamos diante de realizações de timbre monumental que associam e opõem atores diversos, e que dramatizam, em suas formas e enredos, tensões e dissensões entre desenho arquitetônico moderno e demandas religiosas; entre arquitetura e paisagem urbana; entre estética urbana, religião e política. O monumento bíblico desvela uma trama de relações entre atores políticos, comunidades étnico-religiosas, arquitetos, especialistas do patrimônio, associações de moradores etc.
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 159-192; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-7

Abstract:
O texto debruça sobre o projeto de duas igrejas: uma, parte do Santuário Santa Paulina, localiza-se no sul do Brasil e foi construída entre 2003 e 2006; a outra, iniciada em 2007, situa-se nos arredores da cidade de Guadalajara, México, e abrigará o Santuário dos Mártires. Os “megatemplos” católicos, analisados do ponto de vista da estética e de sua aparência, lançam uma reflexão sobre o ideal (como telos) e a imperfeição (como resultado não pretendido). Embaralhar sagrado e profano é um dos efeitos paradoxais dessas construções religiosas.
Leonardo Oliveira de Almeida
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 235-270; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-9

Abstract:
O texto tem como quadro a profissionalização dos tocadores de tambor que atuam nas religiões afro-brasileiras do Rio Grande do Sul. Volta-se para o modo como as categorias “arte” e “artístico” circulam com as carreiras dos jovens “tamboreiros”, lançando-se também ao exame de um mercado religioso específico e de sua profícua produção (roupas, brasões, adereços etc.).
Taylor Pedroso de Aguiar
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 271-298; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-10

Abstract:
O texto tem como pano de fundo a produção musical evangélica, que ganha vulto a partir dos anos 1980. Segue um grupo de jovens evangélicos de Porto Alegre/RS, cujo culto se inspira em uma tendência teológico-musical (worship), na base de uma “estética da adoração”, que confere novos sentidos à experiência religiosa e ao ser evangélico no Brasil contemporâneo.
, Ana Luiza C. da Rocha
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-1

Abstract:
Esta coletânea reúne 12 capítulos que destacam o tema da memória ambiental tendo por base pesquisas antropológicas em contextos urbanos. Nosso desafio é o de propor, em termos teóricos e metodológicos, uma etnografia da duração, inspiração que concebemos a partir da leitura da obra de Gaston Bachelard, aplicada aos estudos das paisagens urbanas. Para consagrar este tema, caro ao projeto Banco de Imagens e Efeitos Visuais vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenado pelas organiza-doras, participam deste livro pesquisadores vinculados atualmente ou no passado recente ao BIEV, bem como colegas parceiros da Universidade de Geórgia (EUA), que atuam no Laborató-rio de Mudanças Ambientais. Estes textos inéditos, correspondem ao desafio etnográfico de mer-gulhar nas múltiplas imagens dos/das citadinos/as que contribuem para moldar os pensamentos e as ações do seu ser e estar no mundo, no interior de uma narrativa de si no “Tempo”. DOI livro - Tempo e memória ambiental -
Cydney K. Seigerman, ,
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 25-54; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-3

Abstract:
No diálogo com as pesquisas e dados desenvolvidos por técnicos e especialistas da área de recursos hídricos no monitoramento do regime das águas no Ceará, Brasil, os autores apresentam-nos o recorte da ecologia política para os estudos das “paisagens hídricas”.
Ana Luiza C. da Rocha
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 325-366; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-13

Abstract:
A autora desenvolveu um estudo etnográfico em diferentes bairros, seguindo as águas urbanas em Berlim. Considera o imaginário da floresta e dos pântanos na memória coletiva dos povos germânicos, seus personagens fantásticos e mitos fundacionais para a compreensão da bacia semântica de onde emerge o paisagismo que acompanha a gestão de águas urbanas, tendo o Lanwehr canal como foco de investigação.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 187-209; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-8

Abstract:
Assinala os conflitos sociais e ambientais, as crises e rupturas do mundo do trabalho. Trata-se de resultado de pesquisa cujo objetivo foi compreender os deslocamentos populacionais da região dos Sinos, a rítmica das ocupações territoriais, o fluxo das transformações do mundo do trabalho e as paisagens urbanas à luz das relações étnico-raciais.
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 159-181; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-8

Abstract:
O trabalho aborda as polêmicas em torno da utilização de antagonistas de GNRH (hormônio liberador de gonadotrofina), enquanto bloqueadores da puberdade, em crianças e adolescentes com identidades trans e não binárias. De acordo com a autora, os hormônios não são soluções simples mas tornam-se biotecnologias em intensa disputa e dependentes de normas binárias, inclusive quando se trata de pensá-los nas experiências de pessoas trans.
Tatiane Pereira Muniz
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 331-355; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-14

Abstract:
O artigo discute como a raça é, em um primeiro movimento, rechaçada no campo biomédico enquanto categoria que não tem sentido para a prática em saúde. Contudo, na realidade concreta, torna-se uma presença-ausente que perpassa tanto as produções tecno-científicas quanto as atividades clínicas. A raça figura, assim, enquanto um efeito aparentemente inesperado das tecnologias biomédicas quando estas se revelam orientadas por um ideal branco que toma os corpos como universais.
Maria Concetta Lo Bosco,
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 133-157; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-7

Abstract:
O texto analisa as determinações morais e médicas referentes aos cuidados que mulheres grávidas e mães devem ter em relação às tentativas de controle acerca da saúde e bem-estar de seus filhos. E também evidencia as tensões explicitadas pelas mães de crianças autistas frente à incapacidade do conhecimento médico-científico em oferecer subsídios que pudessem ter ajudado, especialmente em um possível diagnóstico que permitisse auxiliar na compreensão do processo e nos cuidados a serem oferecidos.
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 83-112; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-5

Abstract:
Trata da emergência de novas biotecnologias que têm permitido uma série de intervenções corporais, que vão desde o diagnóstico precoce de patologias até possibilidades de aprimoramento físico e subjetivo, impondo novos desafios éticos, práticos e analíticos à contemporaneidade. Essas técnicas têm suscitado reações sobre os seus possíveis efeitos “futuros”, muito concentradas em narrativas que acionam categorias como medo/esperança, natureza/cultura, perverso/milagroso.
, Camila Silveira Cavalheiro
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 183-214; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-9

Abstract:
Este trabalho parte da constatação do expressivo crescimento do número das chamadas “cirurgias íntimas” no Brasil, país onde mais se realiza este tipo de intervenção. Investiga como a produção científica do campo da cirurgia plástica sustenta tal prática. Por meio da análise dos artigos publicados sobre o tema na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, apresenta os argumentos e o padrão estético que está sendo redefinido e aplicado nos corpos femininos, com importantes consequências em termos de transformações corporais e subjetivas, e (re)definições de normas de gênero e sexualidade.
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 255-279; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-11

Abstract:
O texto analisa a experiência de mulheres que fizeram ou fazem uso de próteses de silicone nos seios e que passam a enquadrar esta experiência por meio da ótica da rejeição pessoal e da doença corporal. Tem como ponto de partida os depoimentos em um grupo brasileiro no Facebook cujo tema é a “doença do silicone”, além de entrevistas. Destacam-se dois aspectos fundamentais na análise: as condições nas quais as decisões por fazer cirurgias plásticas podem ser tomadas e a divulgação do testemunho sobre as transformações corporais e sobre o possível adoecimento decorrente destas.
Fernanda Arêas Peixoto, Júlia Vilaça Goyatá
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 55-86; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-4

Abstract:
O texto aborda, algumas obras do haitiano Frantz Jacques, mais conhecido como Guyodo (1973-), e do mineiro Farnese de Andrade (1926-1996), que são trazidas à baila em função do modo como fazem uso dos altares e objetos vodu (Guyodo) e dos arranjos devocionais católicos (os objetos-oratórios de Farnese), o que deixa ver a maneira como composições e motivos retirados das práticas religiosas cotidianas reaparecem, transformados, nas criações artísticas. O texto problematiza os novos sentidos e práticas que cercam os objetos quando deslocados dos espaços rituais e domésticos para os espaços de exposição.
, Fernanda Arêas Peixoto
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 7-18; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-2

Abstract:
As contribuições deste livro não se assentam em apreciações gerais sobre arte e religião, mas partem de situações etnográficas que expõem ou sugerem a sua imbricação. Com base neste recorte, é possível reivindicar que apresentamos um conjunto original de intervenções que refletem sobre os limites e interações entre arte e religião com resultados que suscitam diálogos e ressonâncias com outros trabalhos, também publicados no Brasil. Refletir sobre passagens e cruzamentos; seguir apropriações, usos e circulação de repertórios; descrever embates (estéticos e políticos) entre formas e regimes de conhecimento distintos, eis o desafio central do livro.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 55-100; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-4

Abstract:
Numa proposta de uma ecoloantropologia urbana, o capítulo trata das tensões e dos arranjos que configuram o “coletivo híbrido” do bairro Lami em Porto Alegre, onde os bugios e os moradores locais dividem seus espaços.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 127-155; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-6

Abstract:
O capítulo relata a pesquisa desenvolvida na cidade de pescadores de São José do Norte e na cidade portuária de Rio Grande, de grande potencial industrial. Considera a lógica dos pescadores para conhecer as práticas do trabalho.
Viviane Vedana
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 267-294; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-11

Abstract:
A autora retoma suas pesquisas etnográficas de mestrado e doutorado em feiras livres na cidade de Porto Alegre e de São Paulo, agora revisitada por suas preocupações mais recentes com os estudos dos projetos de infraestruturas no mundo contemporâneo (as plantations, as fábricas, as transações internacionais, as cadeias de suprimento e de produção de alimentos) e seus efeitos na transformação das práticas cotidianas dos grandes centros urbanos e, em decorrência, em suas paisagens.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 243-266; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-10

Abstract:
Trata da memória do trabalho de extração do mineral em um pequeno vilarejo no norte do Chile. Relata a vida desta população de mineiros neste enclave, contexto de expansão promovido igualmente pelo serviço do sistema ferroviário.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 367-413; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-14

Abstract:
A autora relaciona experiências de pesquisa etnográfica de rua, de pesquisa de acervo, de escuta de narrativas de habitantes nas cidades de Athens e Porto Alegre. A árvore, em seus sentidos polissêmicos na paisagem, na memória dos habitantes, na política ambiental das cidades pesquisadas, é colocada em alto relevo. Apreendida pela autora como mote para narrar experiências temporais a partir de pequenas historietas que percorrem processos históricos, sociológicos, políticos e, sobretudo, ambiental, vislumbra um giro pela ecologia do espírito urbano.
, Ana Luiza C. da Rocha
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 7-24; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-2

Abstract:
Na apresentação buscamos sensibilizar os leitores e as leitoras a descobrir os capítulos deste livro que perseveraram na maior parte de nossas pesquisas, desde o tempo fundacional do Banco de Imagens e Efeitos Visuais/Biev, quando elaboramos o Projeto Integrado de Pesquisa, reunindo nossas pesquisas individuais, com financiamento conjunto da FAPERGS e do CNPq. Um projeto que consolidou uma trajetória de pesquisa iniciada nos anos 80, no Mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/UFRGS e ao Grupo de Estudos em Antropologia Sim-bólica/GEAS (criado por nós e algumas colegas do curso de mestrado), e que continuou com o nosso doutorado, na Universidade René Descartes, Paris V, Sorbonne, com financiamento da CAPES e CNPq, nos idos dos anos 90. Tratamos do mundo ambiental e dos impactos que dele derivam para a vida de seus habitantes. Em todas essas pesquisas, o uso dos recursos audiovisuais e das tecnologias possibilitadas pelas redes digitais e eletrônicas são uma metodologia importante durante o trabalho de campo e no pós-campo, sempre motivadas pelas ricas possibilidades de criação de novas formas de narrativas etnográficas para expressar a compreensão do mundo urbano contemporâneo, tornando as ima-gens, produção acessíveis aos nossos parceiros e nossas parceiras de pesquisa tanto quanto aos interessados nos resultados de nossos estudos.
Glaucia Maricato
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 305-329; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-13

Abstract:
O texto analisa as concepções envolvidas no tratamento biomédico da hanseníase e demonstra como as materializações e as temporalidades referidas à doença são bastante distintas, quando se contrasta as definições científicas e as consequências nas vidas concretas das pessoas. O trabalho baseia-se em uma longa pesquisa etnográfica multissituada que pode descortinar as várias dimensões envolvidas no tratamento biomédico da hanseníase e seu enredamento nas políticas de controle da doença.
Marcelle Schimitt
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 281-303; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-12

Abstract:
O artigo discute o papel e a centralidade das cirurgias no tratamento das fissuras labiopalatinas e em como estes procedimentos se relacionam à centralidade dada à face em nossa sociedade. Para além dos aspectos envolvendo a normalização facial ou o estabelecimento dos padrões de como um rosto deveria ser, o trabalho ressalta as diferentes formas por meio das quais os sujeitos envolvidos narram as suas experiências a partir das intervenções cirúrgicas e outras tecnologias de administração de suas condições e reconfiguração corporal.
, , Alejandra Rosario Roca Hernaiz
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 7-23; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-2

Abstract:
Este texto discute algumas das tensões fundamentais existentes em torno das biotecnologias e seus impactos individuais e coletivos, acionando alguns conceitos chaves no campo. Além disso, apresenta e articula o conteúdo de cada capítulo do livro, por meio da proposição de três eixos analíticos centrais: a) análises da produção do conhecimento (Neurociências, reprodução assisti-da, células tronco, hormônios, doenças); b) análises envolvendo a produção de tecnologias de diagnóstico (testes genéticos pré-natais, padrões anatômicos e estéticos, hormônios); c) análises das práticas de intervenção corporal e tratamentos clínicos (cirurgias, uso de cosméticos, próteses de silicone, seleção genética, medicamentos).
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 25-52; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-3

Abstract:
O trabalho tem como ponto de partida anedotas sobre a diminuição de capacidades cognitivas de mulheres grávidas e puérperas, frequentes em postagens nas redes sociais e que podem ser resumidas no uso de termos como “gestonta” ou “mommybrain”. Considerando essas postagens e artigos da neurociência, as autoras discutem os ideais de maternidade apresentados com o “mito do amor materno”, buscando analisar como (e se) as pesquisas neurocientíficas dão sustentação a tais ideais.
, Fernanda Arêas Peixoto
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-1

Abstract:
Interpelando certas visões correntes que tendem a enfatizar a oposição entre arte e religião, os oito ensaios reunidos neste volume se dirigem às zonas de fronteiras, nas quais é possível flagrar a proliferação de contágios entre expressões religiosas e artísticas. Nessas zonas fronteiriças, as análises, etnograficamente orientadas, logram desvelar formas e repertórios, técnicas e procedimentos, materiais e realizações novas que deslocam trilhas e sentidos consolidados. Neste livro, arte e religião continuam a habitar mundos contíguos ou a se encontrar em configurações variadas. Essa perspectiva propõe que olhemos para elas menos por meio de postulados e assertivas (do tipo “a arte é” ou "a religião se define por”), mas sobretudo em função de práticas que efetivam passagens, cruzamentos e embates, na origem de novas criações artístico-político-religiosas, muitas delas de resultados e efeitos surpreendentes.
Renée de la Torre
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 19-54; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-3

Abstract:
O texto privilegia as controvérsias em torno daquele que se consolidou como símbolo dominante do catolicismo nacional mexicano: Nossa Senhora de Guadalupe. Na sua imagem, convivem significados vários, ligados às cosmovisões indígena e europeia, a sentidos de feminilidade, de território, etnicidade, entre outros. Amplamente reproduzida ao longo da história e objeto de intervenções artísticas sistemáticas, a imagem mostra-se polissêmica, polimórfica e policromática. O texto acompanha especialmente o episódio em torno da escultura Sincretismo, instalada nas ruas de Guadalajara, de autoria de Ismael Vargas (1947-), um exemplo de apropriação artística que têm como contraponto as reações de grupos católicos em sintonia com políticas religiosas que operam em múltiplas escalas, do local ao nacional.
Jorge Scola
Arte e Religião: passagens, cruzamentos, embates pp 193-234; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-031-5-8

Abstract:
O texto enfoca adaptações televisivas de histórias bíblicas, na origem de roteiros turísticos a elas relacionados. Dedica-se à teledramaturgia da rede Record de televisão voltada para a construção autenticada de “paisagens bíblicas” e seus desdobramentos na promoção de viagens a locais cujo peso simbólico tem crescido em políticas religiosas.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 295-324; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-12

Abstract:
Atento às águas subterrâneas, canalizadas, mas poluídas, o autor pesquisa as territorialidades em que percorrem a bacia do Una, territórios estes submetidos às reformas urbanas que canalizaram e cobriram as águas em que habitantes se banhavam, pescavam e conviviam, acompanhando seu ciclo de cheias e secas. Agora a bacia, submetida à tecnificação, invisibiliza os cursos naturais de rios e igarapés.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 211-242; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-9

Abstract:
A partir de uma interlocução intensa com trabalhadores aposentados da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o autor reconhece os atravessamentos de imagens que suas narrativas trazem às ambi-ências citadina e rural. Pelotas, uma cidade agroindustrial de origem latifundiária e escravista, foi modernizada no século XX, sendo um dos mais destacados polos de mediações comerciais e in-dustriais, graças ao complexo da rede ferroviária. A ferrovia, em suas diferentes formas, enraizou uma importante comunidade do trabalho “moderno”, que se evidencia no estudo da memória coletiva desses operários.
Fernanda Rechenberg
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 101-125; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-5

Abstract:
Trata das práticas tradicionais, como pesca, agricultura, pequeno comércio ou atividade fabril dos moradores do Lami em Porto Alegre. Estão habituados a transitar em uma extensa territorialidade de pertença ambiental. Relata mudanças políticas que acabam por afetar a gestão do parque ambiental. Uma nova administração altera as diretrizes do plano de manejo e impõe uma série de regramentos que surpreendem os moradores locais em suas práticas tradicionais de uso da territorialidade.
Tempo e memória ambiental: etnografia da duração das paisagens citadinas pp 157-186; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-032-2-7

Abstract:
O autor retoma suas pesquisas no arquipélago das ilhas e no arroio Dilúvio, ambos situados na cidade de Porto Alegre, amplificando suas reflexões na direção de estudos que tratam dos efeitos dos processos de colonização, exploração e comercialização dos “recursos naturais” no mundo contemporâneo em escala planetária e dos limites do “controle tecno-político” de seus ambientes diversos.
Daniela Tonelli Manica, Brunno Souza Toledo Pereira
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 53-82; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-4

Abstract:
O texto resulta de uma investigação sobre o escasso uso de sangue menstrual em pesquisas científicas para a obtenção de células mesenquimais, importantes em vários campos de pesquisa por sua capacidade plástica de diferenciação ou multipotência. Tem como foco dois livros de divulgação sobre células-tronco produzidos por cientistas e entrevistas, além de material publicado na mídia. Por meio da análise a respeito de como as células mesenquimais são representadas nesses textos, Manica e Pereira discutem a inexistência de menção ao uso do sangue menstrual nessas referências.
, , Alejandra Rosario Roca Hernaiz
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-1

Abstract:
Esta coletânea apresenta 12 trabalhos inéditos que discutem o papel das biotecnologias nos processos de produção ou transformação corporal e subjetiva, por meio de investigações sediadas no Brasil, em Portugal e na Argentina. É resultado da articulação promovida pela Rede de Investigações Biotecnologias, Saúde Pública e Ciências na Vida que integra pesquisadoras e pesquisadores dedicadas/os a investigar a produção e repercussões do conhecimento e práticas biotecnológicas em diversos cenários. O eixo central das discussões gira em torno de como novas possibilidades tecnocientíficas direcionadas ao corpo e estruturadas nas chamadas Ciências da Vida traduzem uma série de tensões características das sociedades contemporâneas. Os capítulos constituem investimentos etnográficos e analíticos originais em cenários nos quais as tensões acerca de saúde e aprimoramento são reveladoras também do privilégio dado ao investimento individual em contraste com a ênfase na dimensão social ou coletiva, evidenciando, igualmente, os condicionantes econômicos e políticos em cena e a (re)produção de assimetrias sociais.
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 113-131; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-6

Abstract:
O foco do artigo é nas biotecnologias de concepção e reprodução, centradas na preservação da fertilidade, e os condicionantes das práticas de intervenção, sobretudo, no que se refere a gênero e idade. A autora também se volta para como a preservação da fertilidade tem se tornado um dos campos de atuação da reprodução assistida que mais têm recebido atenção e marketing, transformando esta prática em uma valiosa mercadoria para as incertezas do futuro.
, Isabel Pires
Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades pp 215-253; https://doi.org/10.48006/978-65-5973-030-8-10

Abstract:
O artigo trata do contexto de crescimento no consumo de produtos e de procedimentos cosméticos destinados ao rejuvenescimento na última década em Portugal, caracterizando um mercado dirigido a reparar, revitalizar, restaurar, devolver e conservar a juventude das mulheres como parte de práticas mais amplas de saúde, bem-estar, cuidado e valorização pessoal. As autoras analisam as múltiplas formas através das quais as mulheres respondem às pressões sociais que impõem ideais inatingíveis de beleza e juventude eternas.
Vinicius Kauê Ferreira
Published: 20 December 2020
Marina Galdino, Maurício dos Santos,
Published: 20 December 2020
Abstract:
O tema da fronteira, como metáfora, como aposta metodológica ou como problema não está ausente da literatura sobre as religiões afro-brasileiras. Não obstante, existe uma lacuna sensível entre o pensar fronteiras e o pensar fronteiriço, que assume a condição do front, da afronta e do afro como potência, fazendo da encruzilhada sua epistemologia. Trata-se, como o presente artigo propõe, a partir da dinâmica dos terreiros de Foz do Iguaçu/PR e dos movimentos do axé na Tríplice Fronteira, de uma vocação de caminhos do povo- de-santo e das agências que o atravessam e constituem. Nessa nomadologia, Anansi, a fiandeira de histórias e mundos dos ashanti, é a melhor das cartógrafas e boiadeiros, orixás, exus e caboclos ensinam que, como a aranha, viver no santo é fazer seu próprio lugar, vivendo do que se tece. ---- The border, as a metaphor, a methodological approach or an issue is not absent from the literature on Afro-Brazilian religions. Nevertheless, there is a sensitive gap between thinking about frontiers and a frontier-based thinking that assumes the condition of the front, the affront and the afro as potency, making the intersection [encruzilhada] its epistemology. It consists, as this article proposes, drawing on the dynamics of the terreiros in Foz do Iguaçu and the movements of axé in the Triple Frontier, of a vocation of paths of the povo-de-santo and the agencies that cross and constitute it. In this nomadology, Anansi, the spinner of stories and worlds of the ashanti, is the best of the cartographers, and the boiadeiros, orixás, exus, and caboclos teach that, like a spider, to "live in the saint" [viver no santo] means to make your own place, living from what you weave.
Lara Noronha Xavier
Published: 20 December 2020
Abstract:
A presente pesquisa visa compreender como a questão linguística pode se tornar tanto uma barreira quanto uma ferramenta de agregação. Dessa forma, a partir de autores como Anderson (2006) e Fanon (2008) entende-se como a formação da identidade nacional está diretamente ligada ao sistema de exclusão pela linguagem, se associando com Fanon (2008) quando o autor afirma as dimensões da fala dos migrantes antilhanos localizados na França e a presença do pètit-nègre. Ao pensar a língua como ferramenta de agregação, trago para o debate a minha pesquisa de campo dentro do projeto “PROAcolher: Português para migrantes e refugiados em situação de risco”. Analiso como transformar o que era excludente em agregador, e o papel das trocas afetivas nesse processo.
Page of 6
Articles per Page
by
Show export options
  Select all
Back to Top Top